sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Caixa não desiste de perseguir empregados

Intenção é intimidar os empregados para que não testemunhem

Através de diversas denúncias, o SindBancários tomou conhecimento de que a Caixa está coagindo empregados que são testemunhas em ações trabalhistas contra a empresa.

A Caixa está instaurando processos administrativos para constranger esses bancários, usando o argumento de que irá investigar "possíveis irregularidades na prestação de testemunho". Na realidade, o que ela busca é intimidar as testemunhas e evitar que os empregados testemunhem em processos contra a Caixa.

Esse procedimento é ilegal, pois atinge direitos fundamentais dos trabalhadores e princípios Constitucionais. O Sindicato irá apresentar uma representação na Procuradoria do Trabalho e coloca sua assessoria Jurídica a disposição. Orientamos aos colegas que estejam passando por esta situação a entrar em contato conosco imediatamente.

*SindBancários

Ato público contra irregularidades do BB mobiliza bancários da Capital

Manifestação exigiu cumprimento da jornada de 6h e o fim do assédio moral

Fetrafi-RS e SindBancários promoveram ato público em frente ao prédio na Rua Uruguai, no Centro de Porto Alegre, no início da tarde desta quinta-feira. A manifestação denunciou o descumprimento da jornada de 6h, assédio moral e constrangimentos praticadas pelo banco em nome de uma política de gestão agressiva, focada estritamente nos interesses do mercado.

O movimento sindical cobra da direção do BB uma postura mais efetiva nas negociações específicas e a resolução de problemas que se arrastam há vários anos. Por outro lado, questiona as formas encontradas pela instituição para pressionar seus trabalhadores a atingirem metas ascendentes.

“As atitudes da direção do banco espelham a total falta de respeito com os funcionários. Muitos colegas não resistem à pressão constante e acabam sendo vítimas de doenças físicas ou psíquicas”, observa o diretor da Fetrafi-RS, Ronaldo Zeni.

O dirigente também destaca a importância do respeito à jornada de trabalho. “Não podemos admitir o descumprimento de uma jornada assegurada através da própria CLT. O banco já perdeu diversas ações na Justiça do Trabalho por desrespeitar a jornada, mas continua a cometer o mesmo tipo de irregularidade de maneira sistemática”, argumenta Ronaldo Zeni.

“Mais uma vez estamos aqui em frente ao Banco do Brasil para denunciar a falta de condições de trabalho. Não estamos pedindo mais do que o respeito aos direitos dos trabalhadores. O banco deveria estar olhando para o povo brasileiro e seus trabalhadores e não só para meia dúzia de acionistas. Já fomos até o judiciário e continuaremos indo para defender os direitos dos trabalhadores se necessário”, afirma o presidente do SindBancários, Mauro Salles Machado.

Assédio moral x condições de trabalho

As práticas de coação, constrangimentos e outras formas de desrespeito têm prejudicado as relações de trabalho no BB. Os sindicatos filiados à Fetrafi-RS têm encaminhado denúncias de situações vexatórias impostas por chefias do banco, que para atingir metas usam a criatividade de maneira muito destrutiva contra seus subordinados.

Caso recente, registrado na base do Sindicato dos Bancários de Santo Ângelo virou destaque após os funcionários serem literalmente “corneteados” por colegas que fechavam negócios para a agência.

“São inúmeras as práticas que devem ser reavaliadas ou simplesmente abolidas pelo BB. Queremos um banco público responsável e voltado para o desenvolvimento do país. Infelizmente o Banco do Brasil se tornou um modelo negativo de exclusão bancária. Não adianta a instituição se concentrar apenas na venda de produtos, se dedicando quase de maneira exclusiva ao atendimento de clientes de alta renda”, avalia o diretor da Fetrafi-RS.

*Imprensa Fetrafi-RS

Novo Plano de Carreira do Banrisul terá cartilha sobre projeto

GT deverá apresentar proposta até junho de 2012

O GT Carreira, grupo que reúne delegados sindicais e dirigentes de vários sindicatos, montado para construir a proposta para o novo Plano de Carreira do Banrisul, segue se reunindo semanalmente. Os encontros ocorrem quartas e quintas. Mantendo o ritmo de trabalho e contando com a participação de todos os banrisulenses, o GT prevê apresentar uma proposta até junho, que atenda aos anseios dos funcionários, que há décadas desejam um plano de carreira digno e justo.

Além de aprofundar questões centrais, como forma de desenvolvimento na carreira (tempo x mérito), distinção e detalhamento de funções e cargos, formato dos processos seletivos, forma e extensão dos quadros, as reuniões da Comissão Paritária com o Banrisul já foram retomadas. O próximo encontro está agendado para quinta, dia 15.

“Estamos na fase mais complicada e técnica do debate sobre a construção da nossa proposta de plano. São muitos debates, com aprofundamento técnico e tomada de decisões, que vão além das premissas apresentadas até o momento. Queremos, o mais breve possível, trazer uma proposta para o conjunto da categoria, com tempo hábil de se promover o debater e solucionar questões. Tudo isso antes do final do prazo, que é em junho de 2012”, destaca o diretor do SindBancários e integrante do GT Carreira, Luciano Fetzner.

O GT está trabalhando para finalizar a cartilha que já vem sendo construída desde antes da campanha salarial deste ano, explicando em detalhes o desenvolvimento do projeto. “Além de distribuir aos banrisulenses, a proposta é realizar um novo seminário para que possamos debater e entender o projeto, com tempo hábil para que sejam feitas alterações, sugestões e correções, conforme for o desejo e entendimento da base”, acrescenta o diretor.

Fetzner destaca que muitos colegas, de diferentes unidades e quadros, enviaram e-mails e agendaram reuniões com os integrantes do GT para trazer ótimos questionamentos e ideias. Muitas acabaram sendo agregadas ao projeto, ou mesmo auxiliando a resolver dificuldades que se apresentavam.

Você pode enviar sugestões para o email carreira.banrisul@sindbancarios.org.br. Participe!
*SindBancários

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

BB: Bancários voltam a debater problemas com a GEPES

Dirigentes da Fetrafi-RS e do SindBancários participaram da reunião
A Fetrafi-RS, SindBancários, dirigentes sindicais do interior e representantes da Gestão de Pessoas do Banco do Brasil retomaram a discussão de problemas específicos dos funcionários nesta terça-feira, dia 29. A reunião foi realizada na matriz do banco, na Rua Uruguai, em Porto Alegre. Confira abaixo detalhes da negociação por tema.

PAVAS – O Banco agendou a participação do movimento sindical em atividade do PAVAS – Projeto de Assistência a Vítimas de Assalto – para o mês de dezembro.

Escala de férias – O movimento sindical denunciou na reunião anterior as pressões sofridas pelos funcionários para a venda de dias de férias, remanejamento do período entre outras questões. O banco avaliou as denúncias e solucionou a maior parte dos casos. A GEPES sugere que os delegados sindicais acompanhem a elaboração dos critérios para a escala no período de março a junho de 2012. Já o movimento sindical orienta que os sindicatos denunciem novas situações de descumprimento da escala acordada ou a obrigatoriedade de venda de férias entre outras.

Trabalho durante feriados – O movimento sindical deixou claro que não concorda com a convocação para o trabalho em feriados ou fins de semana, principalmente quando isto ocorre para cumprir metas. Os dirigentes sindicais disseram que irão fiscalizar estas práticas denunciando à SRTE quando forem confirmadas. A convocação para o trabalho em feriados pode ocorrer mediante acordo prévio com o conhecimento do Sindicato, sob as normas da CLT e do Acordo Coletivo de Trabalho.

Compensação de horas da greve - Os dirigentes sindicais relataram diversos casos de abusos cometidos por administradores, que impuseram a compensação de horas da greve sem considerar compromissos pessoais dos funcionários, mesmo quando não havia acúmulo de tarefas.

Ranking - O movimento sindical questiona a exibição dos resultados e enfatiza que a utilização do toque de corneta, por exemplo, caracteriza uma prática de constrangimento e assédio moral em relação aos demais funcionários. Os representantes do banco sugerem uma reunião com administradores e movimento sindical, para discutir formas de reconhecimento que não caracterizem assédio moral.

O movimento sindical esclarece que as metas devem ser coletivas e o ranking as individualiza, gerando um clima permanente de competição entre colegas que é nocivo às condições de trabalho.

Rede Cash – O banco fez um projeto piloto com a BV Financeira, que está sendo executado em 40 agências situadas no Estado. O movimento sindical recebeu denúncia de que a Rede Cash está utilizando a sala de autoatendimento de uma agência não inserida neste projeto piloto. Também foram relatados excessos cometidos por funcionários da Rede Cash dentro da sala de autoatendimento. Situações similares devem ser denunciadas pelos sindicatos.

GDP e Sinergia – O banco informou que irá apresentar o novo Sinergia ao movimento sindical na primeira quinzena de dezembro.

PSO – A implantação do projeto foi adiada para janeiro de 2012. Antes da implantação haverá reunião com representantes da Fetrafi-RS e sindicatos para apresentação do modelo de adaptação, localização e nomeação efetiva dos caixas.

COMPE – A realocação dos funcionários será debatida antes do fechamento do setor.

CSA – Ainda não há data definida para instalação do setor em Curitiba.

Corporate – Com a unificação das duas agências, 16 funcionários ainda aguardam a realocação. A GEPES alega que o banco tem priorizado a resolução do problema. O movimento sindical diz que os quatro meses de VCP – Verba de Caráter Pessoal – são insuficientes para que o funcionário consiga uma realocação, propondo a ampliação do período de concessão da verba para 12 meses.

Reestruturação de Dívidas - O banco ainda não divulgou uma instrução normativa sobre o tema.

Avaliação

“A reunião foi positiva pelo encaminhamento dado pela GEPES/RS às denúncias apresentadas pelos dirigentes sindicais. Entretanto, precisamos que o BB resolva questões muito sérias sobre reestruturações, assédio moral no cumprimento de metas, critérios de ascensão, concessão de vale transporte, dentre outros, que ainda estão pendentes”, destaca o diretor da Fetrafi-RS, Ronaldo Zeni.

*Imprensa Fetrafi-RS

TST condena Banrisul a devolver a ex-funcionário descontos de seguro

Contratação do seguro ocorreu por imposição, desconto é irregular

O Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) terá que devolver os valores descontados dos salários de um ex-empregado bancário a título de seguro de vida. A 4ª Vara do Trabalho de Caxias do Sul e o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) concluíram que a contratação do seguro ocorreu por imposição da empresa, e, por consequência, o desconto é irregular.
No recurso de revista que encaminhou ao Tribunal Superior do Trabalho, o Banrisul tentou rediscutir o assunto. Alegou que o TRT reconhecera a existência de documento assinado pelo empregado autorizando o desconto, o que demonstraria que as apólices de seguro foram adquiridas livremente.

De acordo com a defesa, o banco oferecia um seguro de vida gratuito para o trabalhador, que, no entanto, contratou um serviço mais amplo, que incluía seguro para a esposa. A empresa invocou a Súmula nº 342 do TST, que autoriza os descontos quando efetuados com autorização do empregado.

Mas, na avaliação do relator e presidente da Quinta Turma, ministro João Batista Brito Pereira, o Regional entendeu que houve imposição do banco quanto à contratação do seguro. Portanto, afirmou o relator, para decidir de forma diferente seria necessário reexaminar as provas do processo - o que não é possível no âmbito do TST (incidência da Súmula nº 126 do TST).

Desse modo, o relator votou pelo não conhecimento do recurso e foi acompanhado pelos demais integrantes do colegiado. Com esse entendimento, prevalece a decisão de mérito proferida pelo TRT, que determinara a devolução dos descontos realizados nos salários a título de seguro de vida.

*TST
Fonte:Fetrafi-RS