terça-feira, 27 de julho de 2010

Fetrafi-RS conquista liminar contra PFG implantado pela Caixa

Ação impetrada pela Federação e sindicatos filiados impede discriminação
efetivada pela Caixa através do PFG.
A Fetrafi-RS e sindicatos filiados obtiveram na manhã desta sexta-feira
liminar com antecipação de tutela, que garante a migração ao novo Plano de
Funções Gratificadas da Caixa para os empregados com cargo de comissão
vinculados ao Reg/Replan não saldado junto à Funcef, com efeito retroativo a
1º de julho de 2010. A decisão foi concedida devido à ação civil coletiva nº
0000818.61.2010.5.04.0002 impetrada na 2º Vara do Trabalho de Porto Alegre
e com abrangência para todo o Estado.


A liminar também assegura: "...aos trabalhadores vinculados ao PCC/98,
que não migraram automaticamente ao PFG, os mesmos direitos dos
quais eram detentores em 30.06.2010, com relação à designação
provisória para funções superiores às exercidas e designações não
efetivas capazes de acarretar benefícios em futuros processos seletivos,
além de possibilitar a nomeação para funções diversas das exercidas
atualmente, de acordo com os critérios e normativos da empresa,
sem ferir direitos discricionários e atinentes à figura do empregador,
possibilitando, ao final, o ingresso em processos seletivos internos,
quando aptos”.

A decisão foi expedida nesta sexta-feira e deve ser entregue à
Superintendência Regional da Caixa ao longo do dia, via oficial de justiça.
Em sua argumentação, a juíza Simone Oliveira Paes destacou que ao
não permitir a migração de todos os empregados ao novo PFG, a Caixa
caracteriza uma forma de discriminação lesiva aos contratos de trabalho.


Importante: Os empregados que estão no REG/REPLAN e desejam

migrar para o PFG devem enviar à sua gerência, com cópia para GIPES/PO,

uma solicitação de migração, fazendo referência à liminar concedida em virtude

da Ação Civil Coletiva.


Sobre o PFG: O Plano de Funções Gratificadas da Caixa cria uma série
de discriminações, mantém a jornada de oito horas e o ponto aberto
para cargos de gerência. Além disso, também mantém o CTVA e cria
o APPA. Enfim, conserva a lógica do PCS e PCC de 1998, criados para
aproximar a gestão da Caixa das políticas de bancos privados.
Outra questão é a redução da jornada de trabalho de 8h para 6h com
redução de remuneração.

*Imprensa Fetrafi-RS 23/07/2010

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Contraf e CNTV cobram segurança nos bancos em audiência pública na Câmara

Bancários defendem a atualização da lei federal, diante da onda de assaltos
e sequestros. A Contraf-CUT e a Confederação Nacional dos Trabalhadores
Vigilantes (CNTV) cobraram mais segurança nos bancos, durante audiência
pública realizada na última quinta-feira, 1º de julho, na Câmara dos
Deputados, em Brasília. Ao final, as entidades entregaram ao
deputado Paulo Pimenta (PT-RS), autor do requerimento e presidente da
Comissão de Legislação Participativa, o projeto de lei de segurança privada,
encaminhado em julho do ano passado ao Ministério da Justiça, que visa
atualizar com avanços a lei federal nº 7.102/83 que trata da segurança
nas instituições financeiras.

Cerca de 100 pessoas, na sua maioria vigilantes, lotaram o plenário 3
do Anexo II da Câmara, ao longo de três horas e meia de debates. Os
expositores foram o presidente da CNTV, José Boaventura Santos, o
secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr, o
diretor de Segurança Bancária da Febraban, Pedro Oscar Viotto, o
coordenador-geral substituto de Controle de Segurança Privada do
Departamento de Polícia Federal, Rodrigo Andrade Oliveira, e o
vice-presidente para Assuntos Jurídicos e Institucionais da
Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de
Valores (Fenavist), Salmen Kamal Guazale. Também compareceu
o deputado Nelson Pelegrino (PT-BA).

Trabalhadores querem atualizar legislação; bancos não
O diretor da Contraf-CUT defendeu a atualização da lei federal,
diante da onda de assaltos e sequestros que apavoram os
trabalhadores e a sociedade. "O quadro de violência só não é
pior, graças aos municípios que fizeram leis que obrigam a instalação
de equipamentos como portas de segurança, câmeras de filmagem
e vidros blindados. Com os lucros acumulados, os bancos podem
investir muito mais em segurança e prevenir ataques", disse Ademir.

Por sua vez, o diretor da Febraban considerou que a atual legislação
de segurança de instituições financeiras está adequada. "Temos
investido muito mais do que a Lei 7.012/83 exige, pois temos a
preocupação de garantir a segurança a todos que trabalham
e transitam nos bancos", afirmou Viotto.

Segundo a Febraban, os bancos reduziram o número de assaltos
de 1.903, em 2000, para 430 em 2009. Ademir disse que a
Contraf-CUT ainda não tem uma estatística nacional, mas apresentou
os números do Estado de São Paulo, onde ocorreram 253 roubos a
bancos em 2009, segundo a Secretaria de Segurança Pública. "E no
Rio Grande do Sul, conforme levantamento do Sindicato dos Bancários
de Porto Alegre, foram apurados 163 ataques a bancos em 2009,
incluindo assaltos, tentativas, seqüestros, furtos e arrombamentos".

Bancos não cumprem leis e sofrem multas
O dirigente da Contraf-CUT salientou que a legislação vigente,
mesmo defasada, nãovem sendo cumprida pelos bancos, como
demonstram as multas aplicadas pela Comissão Consultiva
para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), sob coordenação
da Polícia Federal. "Em 2009, os bancos foram multados em
R$ 15,5 milhões e nas duas reuniões deste ano foram punidos
em R$ 1,5 milhão e R$ 3 milhões", informou.

Ademir lembrou as diferentes iniciativas e a parceria com
os vigilantes para dialogar, negociar e buscar soluções.
"Retomamos este ano a mesa temática de Segurança
Bancária com a Fenaban e já discutimos propostas
para assistência às vítimas de assaltos e seqüestros",
explicou. "Agora vamos debater medidas indenizatórias
e preventivas com os bancos. Queremos avanços na
convenção coletiva deste ano", frisou.

"Também estamos participando de mediações no
Ministério Público do Trabalho sobre
transporte de valores, onde queremos que seja
proibido o transporte de numerário pelos
bancários, além do fim da contagem e manuseio de
dinheiro no abastecimento de caixas
eletrônicos e das operações inseguras no abastecimento
de carros-fortes", apontou o
representante da Contraf-CUT.

11 mortos em ataques a bancos em 2010

Ademir chamou a atenção para o número de pessoas que
estão perdendo suas vidas em função de ataques nos bancos.
"Conforme levantamento da Contraf-CUT, 11 pessoas
morreram no primeiro semestre deste ano, representando
uma média de quase duas mortes
por mês, o que é inadmissível", disse. "Nós queremos a
proteção do maior patrimônio que
existe: a vida das pessoas", enfatizou.

Vigilantes reclamam das condições de trabalho

Para Boaventura, os vigilantes de bancos não têm condições
dignas de trabalho. "Fornece-se ao vigilante armamento quebrado,
munição vencida e faltam coletes à prova de bala", disse.
Ele afirmou que o trabalhador não conta com a ajuda das empresas
de vigilância quando passa por situações de estresse e distúrbios
emocionais.

O presidente da CNTV citou o caso do vigilante que matou um
aposentado em maio deste ano, em São Paulo, após uma
discussão no acesso da porta giratória. O usuário tinha um
marcapasso e não podia passar pelo detector de metais.

Boaventuura disse que o vigilante afirmara, no início do ano, que
estava sem condições psicológicas de trabalhar naquela agência,
pois correntistas haviam discutido com ele e outros haviam tirado
a roupa na porta giratória, mas não foi ouvido pelos patrões.
"O vigilante vai pagar pelo crime, mas ele não é o único culpado",
apontou.

Cooperativas de crédito sem segurança

Os representantes da Contraf-CUT e da CNTV defenderam plano
de segurança para as cooperativas de crédito. Pimenta concordou
com os dirigentes sindicais e disse que as cooperativas são,
atualmente, agências bancárias. Por isso, eles criticaram a
edição, em março deste ano, da Mensagem 06/2010 da Policia
Federal, revogando norma divulgada no final do ano passado que
enquadrava as cooperativas nas exigências da legislação.

O delegado Rodrigo afirmou que os policiais não fiscalizam
as cooperativas por uma orientação do Ministério da Justiça,
sob entendimento de que falta regulamentação para a lei federal
nº 11.718/2008 que estendeu a abrangência para as cooperativas.

Horário de almoço com um vigilante
Outra questão que provocou discórdias foi o horário de almoço dos
vigilantes. Durante esse período, muitas agências ficam hoje com apenas
um segurança, quando antes da Mensagem nº 12/2009 da Polícia Federal
eram dois ou mais profissionais. Essa norma avalia a solicitação de agências
para flexibilização de segurança no horário de almoço, aumentando o risco de
trabalhadores e clientes.

Pimenta questionou a existência desse norma. A medida, segundo o
parlamentar, é equivocada e expõe a vida do vigilante, em caso de sinistros.
"Se de fato existe essa portaria, temos que rever isso imediatamente.
Isso gera vulnerabilidade tanto para os vigilantes, quanto para os bancários
e clientes das agências bancárias, que podem ser alvos fácies dos assaltantes,
devido à permanência de apenas um agente de segurança", alertou.

"Já houve um assalto em Recife no horário de almoço de um dos vigilantes",
denunciou o diretor da Contraf-CUT. Já o representante da Febraban defendeu
a manutenção da orientação da Polícia Federal.

Crimes de "saidinha de banco" causam polêmica

O diretor da Contraf-CUT alertou para o crescimento dos crimes de
"saidinha de banco" em todo país. Segundo a polícia mineira, o golpe
fez 70 vítimas por mês em Belo Horizonte nos últimos sete meses.
O diretor da Febraban disse que esses crimes ocorrem longe das agências
e, por isso, não são problema dos bancos.

Os representantes dos bancários e vigilantes discordaram da posição
da Febraban. "Esses crimes começam no banco", apontou Boaventura.
"Se a pessoa não fosse ao banco, ela não seria perseguida e assaltada.
Além disso, esses roubos acontecem geralmente em frente às agências,
no estacionamento e nas áreas próximas", reforçou Ademir.

O diretor da Contraf-CUT defendeu a melhoria das instalações de
segurança para combater esses crimes. "Queremos porta de segurança
antes do autoatendimento, câmeras de filmagem com monitomanento
em tempo real e controle fora do estabelecimento, vidros blindados
nas fachadas e divisórias opacas na bateria de caixas e entre os
caixas eletrônicos", propôs.

Bancarização insegura e sem empregos

O dirigente da Contraf-CUT defendeu ainda o processo de bancarização,
sobretudo diante do crescimento da economia brasileira, da melhoria
da renda do trabalhador e dos programas de distribuição de renda do
governo federal, mas discordou da forma de inclusão usada pelos
bancos. Segundo dados da Febraban, o número de agências cresceu
5,2% em 2009 e de correspondentes saltou 38%.

"A bancarização é uma oportunidade para os bancos aumentarem
a geração de empregos e melhorarem o atendimento da população.
Para tanto, as instituições devem abrir novas agências e postos,
garantindo segurança e qualidade de serviços", salientou. "Nos
correspondentes, lotéricas e agências do banco postal não tem segurança.
Além do mais, banco é banco, farmácia é farmácia, e açougue é açougue", comparou.

Empresário reclama da segurança pública

O vice-presidente da Fenavist disse que a falta de segurança pública
compromete o trabalho das empresas de segurança privada.
"Não podemos ser ingênuos e esquecer o caos que está a
segurança pública", alegou Salmen.

Vigilantes cobram adicional de risco de 30%

Os vigilantes também aproveitaram a audiência pública
para reivindicar o adicional de risco de vida de 30%.
Eles levantaram cartazes para cobrar da Fenavist e acelerar a votação de projetos de
lei que tramitam no Congresso Nacional.

Salmen anunciou que a reivindicação dos vigilantes será atendida
nas negociações dos acordos coletivos.

*Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS / 5/07/2010

Retirado de: www.feebrs.org.br

Arrecadação e número de trabalhadores com FGTS batem recorde

Valor equivale ao mesmo que foi aplicado pelo fundo no programa habitacional Minha Casa,
Minha Vida nesse período


A arrecadação do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) superou os saques em R$ 5,9 bilhões nos seis primeiros meses do ano, segundo dados da Caixa Econômica Federal divulgados nesta quinta-feira.

O valor equivale praticamente ao mesmo que foi aplicado pelo fundo no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida nesse período.

O valor recorde é 160% superior ao verificado no mesmo período do ano passado e representa 85% do resultado líquido do fundo em 2009. A Caixa projeta para o ano uma arrecadação líquida recorde de R$ 11 bilhões. O orçamento do fundo para investimentos chegou a R$ 64 bilhões.

No primeiro semestre deste ano, a arrecadação bruta cresceu 10% em relação ao mesmo período do ano passado, puxada pelo aumento do emprego formal.

Em junho, por exemplo, foram registrados números recordes de empresas contribuindo (2,8 milhões) e de trabalhadores com o benefício depositado em suas contas individuais (32,5 milhões).

Apesar do aumento no uso de recursos para a casa própria, houve redução na quantidade de retiradas motivadas por demissões sem justa causa. Com isso, o total de saques caiu 4%.

Saques

As demissões são o principal motivo para saques (65% do total), seguidas pelo uso para a casa própria (14%) e pelas aposentadorias (13%).

O FGTS também pode ser sacado em caso de doença grave ou estágio terminal, falecimento do trabalhador, rescisão de contrato por extinção da empresa, entre outros motivos.

No primeiro semestre, foram liberados R$ 37,4 bilhões do FGTS. Cerca de 65% dos recursos se referem a saques. O restante foi direcionado a investimentos em habitação, saneamento e infraestrutura, entre outros.

De acordo com a Caixa, 82% dos recursos do fundo para a casa própria estão sendo utilizados para financiar famílias com renda de até cinco salários mínimos.

"Isso mostra que o FGTS tem sido utilizado para financiar as famílias com menor renda, que é onde se concentra o deficit habitacional", disse o vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Wellington Moreira Franco.

*Folha online
23/07/2010


Retirado de: www.feebrs.org.br

Brasil permanece um dos mais desiguais do mundo, apesar de progresso, diz ONU

Brasil só fica em melhor posição do que o Haiti e a Bolívia na América Latina


Apesar dos progressos sociais registrados no início da década passada, o Brasil continua entre os países mais desiguais do mundo, segundo atesta um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que será divulgado nesta sexta-feira.

O índice de Gini - medição do grau de desigualdade a partir da renda per capita - para o Brasil ficou em torno de 0,56 por volta de 2006 - quanto mais próximo de um, maior a desigualdade.

Isto apesar de o país ter elevado consideravelmente o seu índice de desenvolvimento humano - de 0,71 em 1990 para 0,81 em 2007 - e ter entrado no grupo dos países com alto índice neste quesito.

O cálculo do indicador de desigualdade varia de acordo com o autor e as fontes e a base de dados utilizados, mas em geral o Brasil só fica em melhor posição do que o Haiti e a Bolívia na América Latina - o continente mais desigual do planeta, segundo o Pnud.

No mundo, a base de dados do Pnud mostra que o país é o décimo no ranking da desigualdade.

Mas os dados levam em conta apenas 126 dos 195 países membros da ONU, e em alguns casos, especialmente na África subsaariana, a comparação é prejudicada por uma defasagem de quase 20 anos de diferença.

Na seleção de países mencionada no relatório do Pnud, os piores indicadores pela medição de Gini são Bolívia, Camarões e Madagascar (0,6) e Haiti, África do Sul e Tailândia (0,59). O Equador aparece empatado com o Brasil com um indicador de 0,56.

Colômbia, Jamaica, Paraguai e Honduras se alternam na mesma faixa do Brasil segundo as diferentes medições.

Desigualdade e mobilidade

O relatório foca no problema da desigualdade na América Latina, o continente mais desigual do mundo, segundo o Pnud. Dos 15 países onde a diferença entre ricos e pobres é maior, dez são latino-americanos.

Em média, os índices Gini para a região são 18% mais altos que os da África Subsaariana, 36% mais altos que os dos países do leste asiático e 65% mais altos que os dos países ricos.

O documento traça uma relação entre a desigualdade e baixa mobilidade social, caracterizada pelo círculo de aprisionamento social definido pela situação familiar de cada indivíduo.

No Brasil e no Peru, por exemplo, o nível de renda dos pais influencia a faixa de renda dos filhos em 58% e 60%, respectivamente.

No Chile esse nível de pré-determinação é mais baixo, 52% - semelhante ao da Inglaterra (50%).

Já nos países nórdicos, assim como no Canadá, a influência da situação familiar sobre os indivíduos é de 19%.

Alemanha, França e Estados Unidos (32%, 41% e 47%, respectivamente) se incluem a meio do caminho.

No campo educacional, os níveis de educação dos pais influenciam o dos filhos em 55% no Brasil e em 53% na Argentina. No Paraguai essa correlação é de 37%, com Uruguai e Panamá registrando 41%.

A influência da educação dos pais no sucesso educacional dos filhos é pelo menos duas vezes maior na América Latina que nos EUA, onde a correlação é 21%.

"Estudos realizados em países com altos níveis de renda mostram que a mobilidade educacional e o acesso à educação superior foram os elementos mais importantes na determinação da mobilidade socioeconômica entre gerações", afirma o relatório.

Para o Pnud, a saída para resolver o problema da desigualdade na América Latina passa por melhorar o acesso das populações aos serviços básicos - inclusive o acesso à educação superior de qualidade.

O relatório diz que programas sociais como o Bolsa Família, Bolsa Escola e iniciativas semelhantes na Colômbia, Equador, Honduras, México e Nicarágua representaram "um importante esforço para melhorar a incidência do gasto social" na América Latina, sem que isso tenha significado uma deterioração fiscal das contas públicas.

"No que diz respeito à distribuição (de renda), as políticas orientadas para o combate à pobreza e à proteção da população vulnerável promoveram, na prática, uma incidência mais progressiva do gasto social, que por sua vez resultou em uma melhor distribuição da renda."

*BBC Brasil / 23/07/2010

Retirado de: www.feebrs.org.br

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Justiça condena BB a pagar a uma bancária R$ 200 mil por assédio moral

Trabalhadora alega ter sofrido constantes retaliações do banco após participar da greve de 2008.
Duzentos mil reais. Este é o montante que o Banco do Brasil deverá pagar a uma bancária de Brasília, segundo decisão do juiz Raul Gualberto Fernandes, da 6ª Vara do Trabalho, a título de indenização por assédio moral. A ação (número 0210100-96.2009.5.10.0006) foi ajuizada em 2009 pela bancária, que alega ter sofrido constantes retaliações do banco após participar da greve de 2008. Cabe recurso.

De acordo com a ação, entre outras medidas nefastas praticadas pelo banco à época, a funcionária, que era lotada na Super-DF, perdeu sua gratificação de função, teve seus pertences retirados do local de trabalho e foi vítima de campanhas difamatórias. Ao responder a muitos dos pontos da ação, o banco afirmou que se tratavam de "devaneios" da funcionária.

No mesmo período, o Sindicato dos Bancários de Brasília chegou a realizar paralisações nas agências do BB e da Caixa do Conjunto Nacional, para denunciar as práticas anti-sindicais dos gerentes das agências.

"Essa é uma conduta inadmissível contra a qual o movimento sindical vem lutando há tempos. Não à toa consta, mais uma vez, como bandeira de luta da categoria na Campanha Nacional 2010", afirma Eduardo Araújo, secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato.

Também em 2008, o Sindicato participou de ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho contra o BB. Nessa ação, a Justiça considerou que o BB não combate o assédio moral com eficácia e determinou a instauração de comitês de ética para apurar e julgar os casos. O avanço foi consolidado no Acordo Coletivo 2009/2010, no qual o BB ficou obrigado a criar os comitês de ética.

*Seeb Brasília / 22/07/2010
Retirado de: www.feebrs.org.br

Comando dos Banrisulenses e Fetrafi-RS convocam 18º Encontro Nacional

Evento será realizado no dia 14 de agosto, no Hotel Embaixador, em Porto Alegre.
A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras (Fetrafi-RS), SindBancários, sindicatos do interior e Comando dos Banrisulenses convidam para a 18ª edição do Encontro Nacional dos Banrisulenses. O evento será realizado no dia 14 de agosto, sábado, às 9h, no Hotel Embaixador, em Porto Alegre. O principal tema em debate será a Campanha Salarial 2010, com ênfase para questões específicas dos banrisulenses.

A Fetrafi-RS encaminhou nesta quarta-feira aos seus sindicatos filiados a nova edição do Jornal Nossa Voz, editado pelo Departamento de Comunicação da entidade em parceria com a Imprensa do SindBancários. Além de convocar os banrisulenses para o Encontro Nacional, o informativo de quatro páginas aborda temas como a sobrecarga de trabalho, processo de promoções e agrega uma entrevista com um(a) operador(a) de negócios do banco.

Veja os temas que serão discutidos no 18º Encontro Nacional dos Banrisulenses:
- Remuneração;
- Participação nos Lucros e Resultados;
- Quadro de Carreira;
- Cabergs e Fundação;
- Saúde e Condições de Trabalho
- Organização das lutas para o próximo período;
- Reafirmação da defesa do Banrisul público.

*Imprensa Fetrafi-RS 21/07/2010
Retirado de: www.feebrs.org.br