Aula inaugural acontecerá no dia 19 de novembro, no turno da manhã, na Casa dos Bancários, quando os participantes serão instruídos quanto ao sistema de Ensino a Distância
O SindBancários, em convênio com a Ufrgs, promove o curso de extensão sobre vigilância em saúde do trabalhador bancário, com ênfase na questão da violência do trabalho. As inscrições já estão abertas. A parceria entre o SindBancários e o Centro de Documentação e Pesquisa em Saúde e Trabalho(CEDP), da Faculdade Federal de Medicina do RS, destina-se a bancários, delegados sindicais, cipeiros e interessados na temática.
A aula inaugural acontecerá no dia 19 de novembro, no turno da manhã, na Casa dos Bancários, quando os participantes serão instruídos quanto ao sistema de Ensino a Distância (EAD) de aprendizado. As inscrições, limitadas, podem ser feitas até 9 de novembro, enviando nome completo, telefone, número da carteira de identidade e banco em que trabalha para o e-mail tudotemlimite@sindbancarios.org.br.
Para a diretora de Saúde do SindBancários, Lourdes Rossoni , o objetivo do curso é subsidiar os dirigentes e interessados para o combate a todo o tipo de situação vivenciada pelos trabalhadores. “Vamos abordar desde o assédio moral, mobiliário inadequado, ritmo de trabalho e tantas outras condições adversas que possam levar ao adoecimento, psíquico ou físico da categoria.”
Programa Ensino à Distância (EAD)
Curso: “Vigilância em Saúde do Bancário. Como combater a violência no trabalho?”
Carga horária: 140h
Duração: três meses, aproximadamente.
Público Alvo: bancários, delegados sindicais, Cipeiros, interessados na temática.
Vagas: Limitadas
Início: 19 de novembro
Prof. Paulo Antonio Barros Oliveira
Conteúdo: Treinamento utilização do sistema EAD
Método: módulos de textos e legislação comentada sobre Saúde do Trabalhador. Fórum de discussão coletiva para esclarecimento de dúvidas e aprendizagem colaborativa, além de artigos e links selecionados com temas relativos à Saúde do Trabalhador.
Pré-requisitos: habilidades básicas em informática - uso de processador de texto, envio e recebimento de correio eletrônico
Conteúdo programático:
Aula Inaugural:
Módulo I (20h) - 19 de Novembro 2010
Conteúdo:
a) Saúde do Trabalhador,
b) Vigilância,
c) Precarização no trabalho e
d) Violência no trabalho
Profª: Jussara Maria Rosa Mendes
Assistente Social, Doutora em Serviço Social, Professora Adjunta do curso de Graduação em Serviço Social UFRGS, Coordenadora do Núcleo de Estudos Saúde e Trabalho UFGRS.
Prof. Paulo Antônio Barros Oliveira
Médico, Fiscal do MTE, Doutor em Engenharia de Produção, professor adjunto UFRGS.
Módulo II (20h) - Início 17 de Dezembro de 2010
Conteúdo:
a) Modos de gestão do trabalho
b) Assédio Moral/Organizacional :
Profa. Lis Andrea Soboll
Professora no Departamento de Psicologia da UFPR. Professora no Mestrado em Organizações e Desenvolvimento na FAE Centro Universitário Franciscano. Sócia-diretora da Consciência Consultoria Ltda.
Férias - Interrupção do Curso
Módulo III (40h) Início 11 de Março de 2011
Conteúdo: – As faces da violência:
a) As Lesões por Esforços Repetitivos LER/DORT
b) Doenças Psicossomáticas
c) Perda Auditiva Induzida por Ruído
d) Doenças Mentais
e) Estresse pós-traumático
Profa. Jaqueline Campelo.
Médica, Mestre em Engenharia de Produção UFRGS.
Profa. Mayte Raya Amazarray.
Psicóloga, Doutora em Psicologia pela UFRGS, Assessora Sindbancarios, Professora ULBRA.
Módulo IV (40h) – Início: 25 de Abril de 2011
Conteúdo:
a)Legislação sobre Saúde do Trabalhador no SUS
b)Normas Regulamentadoras - Nrs
c) Trabalhos especiais (insalubridade, penosidade – articulado ao trabalho bancário)
d) Nexo causal e NTEP, Decretos, Instruções normativas do INSS.
e) Legislação trabalhista – Trabalho Bancário
Prof.: Dr. Antonio Vicente Martins
Advogado, Assessor Jurídico Sindbancarios
Módulo VI (20h) – Início: 27 de Maio de 2011.
Conteúdo:
Ergonomia Participativa: ambiente de trabalho, vigilância / “como agir”, diante de situações que afetam os bancarios(as).
a) Condições de Trabalho:
b) Situações de Adoecimento
c) Situações assédio moral e assédio sexual
Prof.: Paulo Antonio Barros Oliveira
Médico, Fiscal do MTE, Doutor em Engenharia de Produção, professor adjunto UFRGS.
Profa. Jaceia Netz
Educadora Física, Mestre em Serviço Social PUC/RS, Assessora Sindbancarios e FETRAFI
Métodos de trabalho:
Textos simples, amigáveis, elaborados ou referenciados/ indicados pelo professor
Leituras complementares
Perguntas e exercícios, trabalhos
Fórum de debates e chats
Canal de comunicação com professores e tutores
Encontros presenciais no início e no fim do curso
*Imprensa SindBancários 28/10/2010
retirado de: Fetrafi / Site
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Maioria dos brasileiros desconhece sintomas do AVC, alertam especialistas
Segundo estudo da Academia Brasileira de Neurologia, a cada cinco minutos, um brasileiro morre por causa de um acidente vascular cerebral (AVC)
A cada cinco minutos, um brasileiro morre por causa de um acidente vascular cerebral (AVC), segundo dados da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), com base em informações do Ministério da Saúde. São quase 100 mil mortes por ano no Brasil. Hoje (29), no Dia Mundial de Combate ao AVC, especialistas alertam que a maioria dos brasileiros desconhece os sintomas da doença e não procura o médico.
Na maioria dos casos, o AVC, popularmente chamado de derrame, é causado pelo entupimento de uma artéria cerebral por um coágulo, impedindo o sangue de chegar a outras áreas do cérebro. “As pessoas esperam se vão melhorar e não procuram a emergência”, alerta a integrante do Departamento de Doenças Cerebrovasculares da ABN, Sheila Martins.
Em 2008, uma pesquisa do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP), perguntou a 800 pessoas nas ruas das cidades de Ribeirão Preto, São Paulo, Salvador e Fortaleza quais os sintomas do AVC. Somente 15,6% dos entrevistados sabiam o significado da sigla. Ainda segundo a pesquisa, a maioria dos entrevistados confundiu a doença com paralisia, congestão, trombose ou nervosismo. Os sintomas de um AVC são fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo, dificuldade para falar, entender ou enxergar, tontura repentina e dor de cabeça muito forte sem motivo aparente.
Para o neurologista e coordenador da pesquisa, Octávio Marques Pontes, o brasileiro não encara o AVC como uma doença que necessita de imediato atendimento médico, porque acha que não existe tratamento. “A doença está presente na vida das pessoas, mas a maioria vê como sem tratamento”, disse. Pontes informou que, desde 2001, está disponível na rede pública e privada o tratamento trombolítico, que consiste na aplicação de remédios para desobstruir a artéria e restabelecer o fluxo sanguíneo, considerado o método mais eficaz.
A recomendação é que o paciente inicie o tratamento cinco horas após o aparecimento dos primeiros sintomas. O atendimento rápido aumenta em 30% as chances de sobrevivência, segundo Pontes. Um levantamento da Associção Internacional de AVC (ISS,em inglês) constatou que 15% dos pacientes que tiveram um acidente vascular cerebral podem morrer ou sofrer novo problema no prazo de um ano.
Os especialistas alertam ainda que é possível prevenir o acidente vascular, desde que sejam adotados cuidados no decorrer da vida – entre eles praticar exercícios físicos, ter alimentação saudável e evitar o fumo, o consumo de álcool, além de ficar em alerta com as taxas de pressão e do colesterol. A doença incide na população com mais de 65 anos, mas pode ocorrer em jovens e até recém-nascidos.
Além da prevenção, os médicos apontam a necessidade de ampliar a rede com tratamento específico para o AVC. Atualmente, 62 hospitais públicos e privados oferecem o tratamento adequado, contra 35 em 2008, segundo a neurologista Sheila Martins. “Temos ainda muito a fazer”, alertou.
Em um ranking nacional feito pela neurologista, o Rio Grande do Sul aparece com a maior taxa de mortalidade por AVC no país – 75 mortes por 100 mil habitantes. Em segundo lugar está o Rio de Janeiro, com 68 mortes por 100 mil habitantes, seguido pelo Piauí, por Pernambuco e pelo Paraná. O cálculo é baseado em estatísticas do Ministério da Saúde de 2007.
A Organização Mundial de AVC estima que uma em cada seis pessoas no mundo terá um acidente vascular cerebral na vida.
*Agência Brasil 29/10/2010
A cada cinco minutos, um brasileiro morre por causa de um acidente vascular cerebral (AVC), segundo dados da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), com base em informações do Ministério da Saúde. São quase 100 mil mortes por ano no Brasil. Hoje (29), no Dia Mundial de Combate ao AVC, especialistas alertam que a maioria dos brasileiros desconhece os sintomas da doença e não procura o médico.
Na maioria dos casos, o AVC, popularmente chamado de derrame, é causado pelo entupimento de uma artéria cerebral por um coágulo, impedindo o sangue de chegar a outras áreas do cérebro. “As pessoas esperam se vão melhorar e não procuram a emergência”, alerta a integrante do Departamento de Doenças Cerebrovasculares da ABN, Sheila Martins.
Em 2008, uma pesquisa do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP), perguntou a 800 pessoas nas ruas das cidades de Ribeirão Preto, São Paulo, Salvador e Fortaleza quais os sintomas do AVC. Somente 15,6% dos entrevistados sabiam o significado da sigla. Ainda segundo a pesquisa, a maioria dos entrevistados confundiu a doença com paralisia, congestão, trombose ou nervosismo. Os sintomas de um AVC são fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo, dificuldade para falar, entender ou enxergar, tontura repentina e dor de cabeça muito forte sem motivo aparente.
Para o neurologista e coordenador da pesquisa, Octávio Marques Pontes, o brasileiro não encara o AVC como uma doença que necessita de imediato atendimento médico, porque acha que não existe tratamento. “A doença está presente na vida das pessoas, mas a maioria vê como sem tratamento”, disse. Pontes informou que, desde 2001, está disponível na rede pública e privada o tratamento trombolítico, que consiste na aplicação de remédios para desobstruir a artéria e restabelecer o fluxo sanguíneo, considerado o método mais eficaz.
A recomendação é que o paciente inicie o tratamento cinco horas após o aparecimento dos primeiros sintomas. O atendimento rápido aumenta em 30% as chances de sobrevivência, segundo Pontes. Um levantamento da Associção Internacional de AVC (ISS,em inglês) constatou que 15% dos pacientes que tiveram um acidente vascular cerebral podem morrer ou sofrer novo problema no prazo de um ano.
Os especialistas alertam ainda que é possível prevenir o acidente vascular, desde que sejam adotados cuidados no decorrer da vida – entre eles praticar exercícios físicos, ter alimentação saudável e evitar o fumo, o consumo de álcool, além de ficar em alerta com as taxas de pressão e do colesterol. A doença incide na população com mais de 65 anos, mas pode ocorrer em jovens e até recém-nascidos.
Além da prevenção, os médicos apontam a necessidade de ampliar a rede com tratamento específico para o AVC. Atualmente, 62 hospitais públicos e privados oferecem o tratamento adequado, contra 35 em 2008, segundo a neurologista Sheila Martins. “Temos ainda muito a fazer”, alertou.
Em um ranking nacional feito pela neurologista, o Rio Grande do Sul aparece com a maior taxa de mortalidade por AVC no país – 75 mortes por 100 mil habitantes. Em segundo lugar está o Rio de Janeiro, com 68 mortes por 100 mil habitantes, seguido pelo Piauí, por Pernambuco e pelo Paraná. O cálculo é baseado em estatísticas do Ministério da Saúde de 2007.
A Organização Mundial de AVC estima que uma em cada seis pessoas no mundo terá um acidente vascular cerebral na vida.
*Agência Brasil 29/10/2010
Comando dos Banrisulenses garante direitos e continua discutindo flexibilização nesta sexta
Sindicalistas defendem o abono de 50% das horas paralisadas ou o cumprimento de no máximo uma hora ao dia.
A reunião entre o Comando dos Banrisulenses e a direção do banco na tarde desta quinta-feira, dia 28, na Direção Geral (DG), assegurou os direitos dos trabalhadores que realizaram greve em 2010. Os representantes do Banrisul garantiram que aqueles que têm compromissos agendados não sofrerão prejuízos. O tema de flexibilização esteve em debate, mas seguirá em discussão nesta sexta-feira, dia 29, quando novo encontro está agendado para as 10h30.
O Comando assegurou que os funcionários que possuem ABA, férias, cursos, treinamentos, dias de folga por conta do processo eleitoral e outros compromissos previamente agendados não terão nenhuma repercussão na carreira.
Os representantes do Comando na reunião foram os diretores da Fetrafi-RS, Amaro Silva de Souza e Denise Falkenberg Corrêa e os diretores do SindBancários, Fábio Soares Alves, Lourdes Rossoni e Elisa da Silva Farias. Os dirigentes foram recebidos pelo diretor de Gestão de Pessoas, Cesar Cechinato e pelo gerente de Gestão de Pessoas, Gaspar Saikoski.
O que os banrisulenses querem: Além de propor a flexibilização na compensação, o Comando defende o abono de 50% das horas paralisadas ou o cumprimento de no máximo uma hora ao dia, sem discriminação, interferência em férias, horas extras feitas antes da greve, redução de carga horária para amamentação e outros direitos.
*Imprensa SindBancários com edição da Fetrafi-RS 28/10/2010
A reunião entre o Comando dos Banrisulenses e a direção do banco na tarde desta quinta-feira, dia 28, na Direção Geral (DG), assegurou os direitos dos trabalhadores que realizaram greve em 2010. Os representantes do Banrisul garantiram que aqueles que têm compromissos agendados não sofrerão prejuízos. O tema de flexibilização esteve em debate, mas seguirá em discussão nesta sexta-feira, dia 29, quando novo encontro está agendado para as 10h30.
O Comando assegurou que os funcionários que possuem ABA, férias, cursos, treinamentos, dias de folga por conta do processo eleitoral e outros compromissos previamente agendados não terão nenhuma repercussão na carreira.
Os representantes do Comando na reunião foram os diretores da Fetrafi-RS, Amaro Silva de Souza e Denise Falkenberg Corrêa e os diretores do SindBancários, Fábio Soares Alves, Lourdes Rossoni e Elisa da Silva Farias. Os dirigentes foram recebidos pelo diretor de Gestão de Pessoas, Cesar Cechinato e pelo gerente de Gestão de Pessoas, Gaspar Saikoski.
O que os banrisulenses querem: Além de propor a flexibilização na compensação, o Comando defende o abono de 50% das horas paralisadas ou o cumprimento de no máximo uma hora ao dia, sem discriminação, interferência em férias, horas extras feitas antes da greve, redução de carga horária para amamentação e outros direitos.
*Imprensa SindBancários com edição da Fetrafi-RS 28/10/2010
Desigualdades raciais na área de saúde ainda persistem, critica professora
Mulheres negras e seus filhos são a parcela da população que mais sofre com a falta de acesso ao sistema de saúde
Criada em 2009, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra ainda não conseguiu ser implementada em sua totalidade e muitos negros não a conhecem. É o que afirma a professora da área de saúde da Universidade Federal da Bahia Rachel Souza. Para ela, o Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, comemorado na última quarta-feira (27), tem o objetivo de mostrar à sociedade que as desigualdades raciais na área ainda persistem.
Rachel disse que o Sistema Único de Saúde (SUS) não atende toda a população, especialmente os negros. “Temos que lutar pelo direito à saúde, esse é um direito constitucional, temos que lutar para que essa política nacional, assim como o SUS, seja implementada efetivamente”, afirmou.
A professora ressaltou que as mulheres negras e seus filhos são a parcela da população que mais sofre com a falta de acesso ao sistema de saúde. “Não há como dizer que todas as mulheres negras conhecem a política nacional, por isso o dia de mobilização para divulgar ainda mais a importância de incorporar essa discussão sobre o racismo e a discriminação no acesso à saúde”, disse hoje em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.
No Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, movimentos sociais, em parceria com gestores municipais e estaduais promovem, em todo o país, rodas de conversa, seminários, caminhadas, encontros e atividades culturais.
Com o slogan Saúde da População Negra é Direito, é Lei – Racismo e Discriminação Fazem Mal à Saúde, a campanha de mobilização foi criada para informar a população negra sobre os seus direitos e ampliar o debate com a sociedade em geral.
A mobilização começou no dia 20 de outubro e segue até 20 de novembro. Mais de 40 cidades participam da agenda em todo o Brasil.
*Agência Brasil 29/10/2010
Criada em 2009, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra ainda não conseguiu ser implementada em sua totalidade e muitos negros não a conhecem. É o que afirma a professora da área de saúde da Universidade Federal da Bahia Rachel Souza. Para ela, o Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, comemorado na última quarta-feira (27), tem o objetivo de mostrar à sociedade que as desigualdades raciais na área ainda persistem.
Rachel disse que o Sistema Único de Saúde (SUS) não atende toda a população, especialmente os negros. “Temos que lutar pelo direito à saúde, esse é um direito constitucional, temos que lutar para que essa política nacional, assim como o SUS, seja implementada efetivamente”, afirmou.
A professora ressaltou que as mulheres negras e seus filhos são a parcela da população que mais sofre com a falta de acesso ao sistema de saúde. “Não há como dizer que todas as mulheres negras conhecem a política nacional, por isso o dia de mobilização para divulgar ainda mais a importância de incorporar essa discussão sobre o racismo e a discriminação no acesso à saúde”, disse hoje em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.
No Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, movimentos sociais, em parceria com gestores municipais e estaduais promovem, em todo o país, rodas de conversa, seminários, caminhadas, encontros e atividades culturais.
Com o slogan Saúde da População Negra é Direito, é Lei – Racismo e Discriminação Fazem Mal à Saúde, a campanha de mobilização foi criada para informar a população negra sobre os seus direitos e ampliar o debate com a sociedade em geral.
A mobilização começou no dia 20 de outubro e segue até 20 de novembro. Mais de 40 cidades participam da agenda em todo o Brasil.
*Agência Brasil 29/10/2010
Bradesco é condenado em 300 mil por horas extras ilegais
Bancários conseguiram provar a violação do limite diário de horas extras.
A 1ª Turma do TRT/MT confirmou a condenação do Banco Bradesco em 300 mil reais numa ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) porque o banco estava exigindo dos empregados a realização de horas extras em desacordo com a lei.
Na sentença proferida pelo juiz Luiz Aparecido Torres, em atuação na 6ª Vara do Trabalho de Cuiabá, o banco fora condenado por dano moral coletivo ante a existência de denúncias de empregados e também sentenças já proferidas, comprovando a violação do limite diário de horas extras.
O banco recorreu ao TRT alegando que a sentença não cuidou de separar os ocupantes de cargo de confiança dos demais trabalhadores e não indicou os limites territoriais atingidos pela sentença.
O relator, desembargador Roberto Benatar, entendeu que a sentença abrangeu todos os trabalhadores, inclusive os que tem cargos de confiança. Quanto aos limites territoriais asseverou que os limites são aqueles da lei de ação civil pública e do código de defesa do consumidor, ou seja, a decisão tem abrangência estadual.
O banco também alegou que não descumpriu normas de segurança e saúde e nem ofendeu a dignidade dos empregados. Disse ainda que não foi comprovada a causa do dano e pediu que, em caso de condenação, o valor fosse reduzido.
O relator analisando a legislação, a doutrina e a jurisprudência considerou que nos autos estão presentes os requisitos legais para a indenização por dano moral coletivo. "Entendo que a prestação de horas extras além do limite de duas horas diárias coloca em risco a saúde física e mental do trabalhador", assentou.
Assim, manteve a condenação do banco, obrigando-o a não exigir dos empregados mais de duas horas por dia, sob pena de multa diária de 10 mil reais. Exceção apenas para os cargos de gestão e necessidade inadiável de serviço.
Foi mantida também a condenação do banco à indenização por dano moral coletivo, no valor de 300 mil reais, que será destinado ao Fundo de Erradicação do Trabalho Escravo - FETE.
A Turma, por unanimidade, acompanhou o voto do relator.
*TRT/MT 29/10/2010
A 1ª Turma do TRT/MT confirmou a condenação do Banco Bradesco em 300 mil reais numa ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) porque o banco estava exigindo dos empregados a realização de horas extras em desacordo com a lei.
Na sentença proferida pelo juiz Luiz Aparecido Torres, em atuação na 6ª Vara do Trabalho de Cuiabá, o banco fora condenado por dano moral coletivo ante a existência de denúncias de empregados e também sentenças já proferidas, comprovando a violação do limite diário de horas extras.
O banco recorreu ao TRT alegando que a sentença não cuidou de separar os ocupantes de cargo de confiança dos demais trabalhadores e não indicou os limites territoriais atingidos pela sentença.
O relator, desembargador Roberto Benatar, entendeu que a sentença abrangeu todos os trabalhadores, inclusive os que tem cargos de confiança. Quanto aos limites territoriais asseverou que os limites são aqueles da lei de ação civil pública e do código de defesa do consumidor, ou seja, a decisão tem abrangência estadual.
O banco também alegou que não descumpriu normas de segurança e saúde e nem ofendeu a dignidade dos empregados. Disse ainda que não foi comprovada a causa do dano e pediu que, em caso de condenação, o valor fosse reduzido.
O relator analisando a legislação, a doutrina e a jurisprudência considerou que nos autos estão presentes os requisitos legais para a indenização por dano moral coletivo. "Entendo que a prestação de horas extras além do limite de duas horas diárias coloca em risco a saúde física e mental do trabalhador", assentou.
Assim, manteve a condenação do banco, obrigando-o a não exigir dos empregados mais de duas horas por dia, sob pena de multa diária de 10 mil reais. Exceção apenas para os cargos de gestão e necessidade inadiável de serviço.
Foi mantida também a condenação do banco à indenização por dano moral coletivo, no valor de 300 mil reais, que será destinado ao Fundo de Erradicação do Trabalho Escravo - FETE.
A Turma, por unanimidade, acompanhou o voto do relator.
*TRT/MT 29/10/2010
Entidades reivindicaram a aplicação do redutor discutido nas negociações
Fetrafi-RS e Apcef/RS enviaram ofício no dia 20 de outubro à Contraf/CUT para que a entidade reivindicasse o cumprimento da proposta de PLR apresentada pela Caixa nas negociações específicas da Campanha Salarial 2010. Através do documento, as entidades afirmaram que na reunião de negociação ocorrida no dia 11, a Caixa apresentou uma projeção oficial de valores a serem pagos a título de PLR.
Na ocasião, a empresa afirmou que o percentual de redutor na regra básica da Fenaban seria de 23% ou 24%. No entanto, após a aprovação da proposta nas assembleias, a Caixa informou que o redutor seria de 35%.
As entidades gaúchas também propuseram que a CONTRAF reivindicasse a aplicação dos R$ 39,00 em todas as tabelas salariais, sem discriminação de quem optou por permanecer no PCS 89 e 98.
*Imprensa Fetrafi-RS 29/10/2010
Na ocasião, a empresa afirmou que o percentual de redutor na regra básica da Fenaban seria de 23% ou 24%. No entanto, após a aprovação da proposta nas assembleias, a Caixa informou que o redutor seria de 35%.
As entidades gaúchas também propuseram que a CONTRAF reivindicasse a aplicação dos R$ 39,00 em todas as tabelas salariais, sem discriminação de quem optou por permanecer no PCS 89 e 98.
*Imprensa Fetrafi-RS 29/10/2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Banco BMG registra lucro de R$ 146,6 milhões no terceiro trimestre
O resultado é 27% inferior ao do segundo trimestre, mas 20,6% maior que o do terceiro trimestre de 2009.
O banco BMG, especializado na oferta de crédito consignado, apresentou lucro líquido de R$ 146,6 milhões no terceiro trimestre, resultado 27% inferior ao do segundo trimestre, mas 20,6% maior que o do terceiro trimestre de 2009. Segundo o diretor financeiro Ricardo Gelbaum, houve um arrefecimento da oferta de empréstimo consignado em julho e agosto. "Nos meses de setembro e outubro, porém, as concessões já mostram fôlego novo."
A carteira de crédito atingiu R$ 23,42 bilhões, crescimento de 6,6% em relação ao saldo de junho e de 34,6% na comparação com setembro do ano passado. Desse total, R$ 15,57 bilhões foram cedidos e estão fora do ativo da instituição. O banco manteve seu foco nas operações de crédito consignado para servidores públicos e aposentados e pensionistas do INSS, que respondem por 92% do estoque. As demais operações englobam repasses de recursos do BNDES, operações estruturadas com fornecedores do setor público e empresas privadas e valores remanescente de financiamentos de veículos.
O índice de inadimplência para atrasos superiores a 60 dias ficou em 2% e voltou para o nível pré-crise, diz Gelbaum. As provisões para créditos de liquidação duvidosa diminuíram para R$ 497 milhões, ante R$ 507,3 milhões há um ano.
Por outro lado, as despesas administrativas cresceram 37% e atingiram R$ 1,04 bilhão em 12 meses. Os custos foram puxados pelas comissões a agentes de crédito, que subiram 40,3%, para R$ 731,83 milhões. "Fizemos também investimentos em tecnologia para continuar crescendo em 2011", diz Gelbaum.
*Valor Econômico 28/10/2010
O banco BMG, especializado na oferta de crédito consignado, apresentou lucro líquido de R$ 146,6 milhões no terceiro trimestre, resultado 27% inferior ao do segundo trimestre, mas 20,6% maior que o do terceiro trimestre de 2009. Segundo o diretor financeiro Ricardo Gelbaum, houve um arrefecimento da oferta de empréstimo consignado em julho e agosto. "Nos meses de setembro e outubro, porém, as concessões já mostram fôlego novo."
A carteira de crédito atingiu R$ 23,42 bilhões, crescimento de 6,6% em relação ao saldo de junho e de 34,6% na comparação com setembro do ano passado. Desse total, R$ 15,57 bilhões foram cedidos e estão fora do ativo da instituição. O banco manteve seu foco nas operações de crédito consignado para servidores públicos e aposentados e pensionistas do INSS, que respondem por 92% do estoque. As demais operações englobam repasses de recursos do BNDES, operações estruturadas com fornecedores do setor público e empresas privadas e valores remanescente de financiamentos de veículos.
O índice de inadimplência para atrasos superiores a 60 dias ficou em 2% e voltou para o nível pré-crise, diz Gelbaum. As provisões para créditos de liquidação duvidosa diminuíram para R$ 497 milhões, ante R$ 507,3 milhões há um ano.
Por outro lado, as despesas administrativas cresceram 37% e atingiram R$ 1,04 bilhão em 12 meses. Os custos foram puxados pelas comissões a agentes de crédito, que subiram 40,3%, para R$ 731,83 milhões. "Fizemos também investimentos em tecnologia para continuar crescendo em 2011", diz Gelbaum.
*Valor Econômico 28/10/2010
Santander Brasil tem lucro de R$ 1,934 bilhão no 3º tri em IFRS
Aumento foi de 31,4% em relação ao obtido em mesmo período de 2009
O Santander Brasil fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 1,934 bilhão, segundo o padrão contábil internacional IFRS, um aumento de 31,4% em relação ao obtido em igual período de 2009.
A carteira de empréstimos e recebíveis da filial do banco espanhol no Brasil era de R$ 169,25 bilhões no final de setembro, ante R$ 152,16 bilhões doze meses antes.
Pelo padrão brasileiro (BR GAAP), a carteira de crédito era de R$ 159,085 bilhões em setembro sobre R$ 136,244 bilhões um ano antes.
Também pela norma brasileira, o banco anunciou que seu lucro líquido consolidado dos nove primeiros meses do ano ficou em R$ 3,032 bilhões, comparado com os R$ 1,420 bilhão da mesma etapa de 2009.
Fonte: FETRAFI/Site *Reuters 28/10/2010
O Santander Brasil fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 1,934 bilhão, segundo o padrão contábil internacional IFRS, um aumento de 31,4% em relação ao obtido em igual período de 2009.
A carteira de empréstimos e recebíveis da filial do banco espanhol no Brasil era de R$ 169,25 bilhões no final de setembro, ante R$ 152,16 bilhões doze meses antes.
Pelo padrão brasileiro (BR GAAP), a carteira de crédito era de R$ 159,085 bilhões em setembro sobre R$ 136,244 bilhões um ano antes.
Também pela norma brasileira, o banco anunciou que seu lucro líquido consolidado dos nove primeiros meses do ano ficou em R$ 3,032 bilhões, comparado com os R$ 1,420 bilhão da mesma etapa de 2009.
Fonte: FETRAFI/Site *Reuters 28/10/2010
Gestora de recursos do Banco do Brasil lança fundos no exterior
Voltado para investidores de alta renda e fundos de pensão, o fundo chileno já captou US$ 15 milhões
A BB DTVM, gestora de recursos do Banco do Brasil e líder no país, segue os passos da instituição à qual está ligada e também busca crescer no exterior.
A gestora, que administra R$ 339,6 bilhões, lançou no Chile, em setembro, um fundo de investimentos em ações brasileiras. O principal foco são ações de pequenas empresas, as "small caps".
Voltado para investidores de alta renda e fundos de pensão, o fundo chileno já captou US$ 15 milhões (R$ 25,6 milhões).
"O Chile é um mercado pequeno, mas desenvolvido. É uma vitrine", disse Carlos Massaru Takahashi, presidente da BB DTVM. Até o final deste ano, a BB DTVM pretende lançar mais dois fundos, um no mercado japonês e outro no coreano.
Desde dezembro de 2009, a empresa tem um fundo para investidores pessoas físicas no Japão. Cerca de 75% do patrimônio de aproximadamente R$ 200 milhões está aplicado em renda fixa.
Segundo Takahashi, os asiáticos, que sediaram recentemente grandes eventos esportivos, veem boas oportunidades de ganho com a realização da Copa do Mundo (2014) e da Olimpíada no Brasil (2016).
A entrada no Chile ocorreu em parceria com outra instituição financeira, no caso a Principal Financial Group, repetindo o modelo de atuação da BB DTVM no Japão.
"Estamos iniciando contatos com uma grande corretora da Colômbia para viabilizar a distribuição de nossos fundos, especialmente para fundos de pensão, no primeiro trimestre de 2011", contou.
Na Argentina, o BB estuda usar o banco Patagônia, comprado em abril, para atrair investidores.
A gestora também quer, em 2011, distribuir fundos de ativos brasileiros para pequenos investidores nas agências do BB em Portugal.
*Folha de São Paulo 28/10/2010
A BB DTVM, gestora de recursos do Banco do Brasil e líder no país, segue os passos da instituição à qual está ligada e também busca crescer no exterior.
A gestora, que administra R$ 339,6 bilhões, lançou no Chile, em setembro, um fundo de investimentos em ações brasileiras. O principal foco são ações de pequenas empresas, as "small caps".
Voltado para investidores de alta renda e fundos de pensão, o fundo chileno já captou US$ 15 milhões (R$ 25,6 milhões).
"O Chile é um mercado pequeno, mas desenvolvido. É uma vitrine", disse Carlos Massaru Takahashi, presidente da BB DTVM. Até o final deste ano, a BB DTVM pretende lançar mais dois fundos, um no mercado japonês e outro no coreano.
Desde dezembro de 2009, a empresa tem um fundo para investidores pessoas físicas no Japão. Cerca de 75% do patrimônio de aproximadamente R$ 200 milhões está aplicado em renda fixa.
Segundo Takahashi, os asiáticos, que sediaram recentemente grandes eventos esportivos, veem boas oportunidades de ganho com a realização da Copa do Mundo (2014) e da Olimpíada no Brasil (2016).
A entrada no Chile ocorreu em parceria com outra instituição financeira, no caso a Principal Financial Group, repetindo o modelo de atuação da BB DTVM no Japão.
"Estamos iniciando contatos com uma grande corretora da Colômbia para viabilizar a distribuição de nossos fundos, especialmente para fundos de pensão, no primeiro trimestre de 2011", contou.
Na Argentina, o BB estuda usar o banco Patagônia, comprado em abril, para atrair investidores.
A gestora também quer, em 2011, distribuir fundos de ativos brasileiros para pequenos investidores nas agências do BB em Portugal.
*Folha de São Paulo 28/10/2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Financiários conquistam 16,33% no piso, 7,5% nos salários e outros avanços
A Contraf-CUT e demais entidades sindicais realizaram nesta segunda-feira, 25, nova rodada de negociação da campanha salarial dos financiários, com data-base em 1º de junho. A Fenacrefi, entidade patronal do setor, apresentou proposta semelhante à conquistada pelos bancários em sua campanha nacional: reajuste de 16,33% nos pisos dos financiários e aumento salarial de 7,5% para os trabalhadores que ganham até R$ 4.600 - acima desse valor, fica assegurada a incorporação de um valor fixo ao salário ou a inflação do período de 5,31%.
Para a PLR, a proposta prevê a manutenção da regra atual com correção de 7,5% nos valores - 90% do salário mais verba fixa de R$ 1.397,50, com adiantamento de 50% da parcela fixa assim que for assinado o acordo. Além disso, os trabalhadores conquistaram a garantia de pagamento proporcional aos demitidos a partir do dia 2 de maio, inclusive. As empresas concordaram ainda em iniciar em março de 2011 uma negociação específica sobre novos parâmetros de distribuição de PLR para os financiários.
A proposta contempla ainda a igualdade na utilização do plano de saúde para casais homoafetivos, instrumento de combate ao assédio moral e o compromisso de implementar as negociações na mesa paritária sobre igualdade de oportunidades, prevista na convenção coletiva, mas nunca efetivada.
As entidades sindicais avaliaram que a proposta traz grandes avanços para os financiários, da mesma forma que os pontos conquistados pelos bancários em sua campanha. "Se considerarmos as dificuldades de organização dos financiários, diante da pulvenização da categoria, as grandes diferenças no porte das empresas e o volume de terceirizações de serviços, podemos avaliar como uma grande proposta a que foi arrancada na mesa de negociação, sem realização de greve", afirma Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT.
A orientação da Contraf-CUT é que a proposta apresentada deve ser submetida com indicação de aprovação às assembleias que deverão ser realizadas pelos sindicatos até o dia 3 de novembro.
O acordo a ser assinado se aplica as financiários dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo Ceará e Paraná e Espírito Santo, mas deverá ser estendido também aos trabalhadores das empresas de atuação nacional, como Aymoré, BV Financeira e outras.
As orientações jurídicas para a realização das assembleias serão disponibilizadas nesta terça-feira, dia 26, pela Contraf-CUT, bem como a íntegra da proposta apresentada pelas financeiras.
"Neste ano, conquistamos o maior índice de ganho real tanto nos pisos como nas demais verbas, a partir da luta unitária dos trabalhadores dos bancos e financeiras", salienta Miguel Pereira. "Precisamos continuar avançando na organização efetiva do ramo financeiro, envolvendo todos os que geram os fabulosos lucros das holdings financeiras. Está demonstrado que, quanto maior a nossa organização e luta unitária, maiores são as conquistas para todos", completa o dirigente da Contraf-CUT.
Fonte: Contraf-CUT
Para a PLR, a proposta prevê a manutenção da regra atual com correção de 7,5% nos valores - 90% do salário mais verba fixa de R$ 1.397,50, com adiantamento de 50% da parcela fixa assim que for assinado o acordo. Além disso, os trabalhadores conquistaram a garantia de pagamento proporcional aos demitidos a partir do dia 2 de maio, inclusive. As empresas concordaram ainda em iniciar em março de 2011 uma negociação específica sobre novos parâmetros de distribuição de PLR para os financiários.
A proposta contempla ainda a igualdade na utilização do plano de saúde para casais homoafetivos, instrumento de combate ao assédio moral e o compromisso de implementar as negociações na mesa paritária sobre igualdade de oportunidades, prevista na convenção coletiva, mas nunca efetivada.
As entidades sindicais avaliaram que a proposta traz grandes avanços para os financiários, da mesma forma que os pontos conquistados pelos bancários em sua campanha. "Se considerarmos as dificuldades de organização dos financiários, diante da pulvenização da categoria, as grandes diferenças no porte das empresas e o volume de terceirizações de serviços, podemos avaliar como uma grande proposta a que foi arrancada na mesa de negociação, sem realização de greve", afirma Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT.
A orientação da Contraf-CUT é que a proposta apresentada deve ser submetida com indicação de aprovação às assembleias que deverão ser realizadas pelos sindicatos até o dia 3 de novembro.
O acordo a ser assinado se aplica as financiários dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo Ceará e Paraná e Espírito Santo, mas deverá ser estendido também aos trabalhadores das empresas de atuação nacional, como Aymoré, BV Financeira e outras.
As orientações jurídicas para a realização das assembleias serão disponibilizadas nesta terça-feira, dia 26, pela Contraf-CUT, bem como a íntegra da proposta apresentada pelas financeiras.
"Neste ano, conquistamos o maior índice de ganho real tanto nos pisos como nas demais verbas, a partir da luta unitária dos trabalhadores dos bancos e financeiras", salienta Miguel Pereira. "Precisamos continuar avançando na organização efetiva do ramo financeiro, envolvendo todos os que geram os fabulosos lucros das holdings financeiras. Está demonstrado que, quanto maior a nossa organização e luta unitária, maiores são as conquistas para todos", completa o dirigente da Contraf-CUT.
Fonte: Contraf-CUT
Bancária assediada para cumprir metas obtém indenização
Trabalhadora informou que sofria pressões por parte do gerente e de seus prepostos para atingir metas determinadas pelo banco.
Uma ex-funcionária do Banco do Brasil, que foi vítima de assédio moral por parte do gerente de uma agência em Cuiabá (MT) para cumprir metas, receberá indenização por assédio moral. A decisão foi da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que não conheceu do recurso de revista do banco.
Segundo a petição inicial, a trabalhadora informou que sofria pressões por parte do gerente e de seus prepostos para atingir metas determinadas pelo Banco do Brasil. Ela relatou que o gerente lhe tratava de forma autoritária e desrespeitosa.
A ex-funcionária alegou ainda que, ao perguntar para o gerente sobre qual lugar ela ocuparia após a reforma promovida na agência, ele teria respondido que: “se dependesse dele, ela deveria ficar no banheiro”. Ela relatou que tais tratamentos lhe causaram profundo desgosto íntimo que culminaram em sério comprometimento de sua saúde psíquica, levando-a a se afastar do trabalho.
Diante disso, ela propôs ação trabalhista contra o banco, requerendo, entre outras verbas, uma reparação por assédio moral. Ao analisar o pedido, o juízo de primeiro grau condenou a empresa ao pagamento R$ 50 mil de indenização. Inconformado com essa decisão, o banco recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (MT). A trabalhadora, por sua vez, também recorreu ao TRT, insatisfeita com o valor da indenização, que considerou baixo.
O TRT manteve a sentença que reconheceu o assédio moral e, quanto ao valor da indenização, aumentou para R$ 100 mil. Segundo TRT, as testemunhas ouvidas no processo indicaram que o gerente do banco, ao cobrar as metas, constrangeu e ofendeu verbalmente a trabalhadora, extrapolando os limites do poder diretivo, levando-a a um clima de tensão extrema e insegurança permanente.
Conforme relata o acórdão do TRT, uma prova testemunhal que prestou serviço terceirizado à agência disse ter ouvido o gerente dirigir-se à empregada com palavras de baixo calão, bem como gesticulado e batido na mesa, apontando o dedo para a trabalhadora.
O banco interpôs recurso de revista ao TST, sob o argumento de que a trabalhadora não comprovou, de forma suficiente, o constrangimento e o sofrimento sofridos, capazes de ensejar indenização. Alternativamente, pediu a redução do valor da reparação.
O relator do recurso na Terceira Turma, ministro Alberto Bresciani, considerou correta a decisão do TRT. Para ele, a sujeição da ex-funcionária a tais práticas comprometeu a sua imagem perante os colegas de trabalho, desenvolvendo um sentimento negativo de incapacidade profissional.
Alberto Bresciani ressaltou ainda que, segundo a doutrina, o assédio moral provoca danos os mais variados à saúde da vitima, que passa a ter pesadelos, pensamentos repetitivos e baixa auto-estima, por exemplo. Nesse contexto, explicou Bresciani, incumbia ao empregador respeitar a consciência do trabalhador, zelando pela sua saúde mental e liberdade de trabalho, abstendo-se de práticas que importem exposição a situações vexatórias e degradantes.
Assim, a Terceira Turma, ao seguir o voto do relator, decidiu, por unanimidade, não conhecer do recurso de revista do Banco do Brasil, mantendo-se, na prática, a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (MT) que aumentou o valor da reparação à ex-funcionária. (RR-143400-27.2008.5.23.0002)
*TST
25/10/2010
Uma ex-funcionária do Banco do Brasil, que foi vítima de assédio moral por parte do gerente de uma agência em Cuiabá (MT) para cumprir metas, receberá indenização por assédio moral. A decisão foi da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que não conheceu do recurso de revista do banco.
Segundo a petição inicial, a trabalhadora informou que sofria pressões por parte do gerente e de seus prepostos para atingir metas determinadas pelo Banco do Brasil. Ela relatou que o gerente lhe tratava de forma autoritária e desrespeitosa.
A ex-funcionária alegou ainda que, ao perguntar para o gerente sobre qual lugar ela ocuparia após a reforma promovida na agência, ele teria respondido que: “se dependesse dele, ela deveria ficar no banheiro”. Ela relatou que tais tratamentos lhe causaram profundo desgosto íntimo que culminaram em sério comprometimento de sua saúde psíquica, levando-a a se afastar do trabalho.
Diante disso, ela propôs ação trabalhista contra o banco, requerendo, entre outras verbas, uma reparação por assédio moral. Ao analisar o pedido, o juízo de primeiro grau condenou a empresa ao pagamento R$ 50 mil de indenização. Inconformado com essa decisão, o banco recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (MT). A trabalhadora, por sua vez, também recorreu ao TRT, insatisfeita com o valor da indenização, que considerou baixo.
O TRT manteve a sentença que reconheceu o assédio moral e, quanto ao valor da indenização, aumentou para R$ 100 mil. Segundo TRT, as testemunhas ouvidas no processo indicaram que o gerente do banco, ao cobrar as metas, constrangeu e ofendeu verbalmente a trabalhadora, extrapolando os limites do poder diretivo, levando-a a um clima de tensão extrema e insegurança permanente.
Conforme relata o acórdão do TRT, uma prova testemunhal que prestou serviço terceirizado à agência disse ter ouvido o gerente dirigir-se à empregada com palavras de baixo calão, bem como gesticulado e batido na mesa, apontando o dedo para a trabalhadora.
O banco interpôs recurso de revista ao TST, sob o argumento de que a trabalhadora não comprovou, de forma suficiente, o constrangimento e o sofrimento sofridos, capazes de ensejar indenização. Alternativamente, pediu a redução do valor da reparação.
O relator do recurso na Terceira Turma, ministro Alberto Bresciani, considerou correta a decisão do TRT. Para ele, a sujeição da ex-funcionária a tais práticas comprometeu a sua imagem perante os colegas de trabalho, desenvolvendo um sentimento negativo de incapacidade profissional.
Alberto Bresciani ressaltou ainda que, segundo a doutrina, o assédio moral provoca danos os mais variados à saúde da vitima, que passa a ter pesadelos, pensamentos repetitivos e baixa auto-estima, por exemplo. Nesse contexto, explicou Bresciani, incumbia ao empregador respeitar a consciência do trabalhador, zelando pela sua saúde mental e liberdade de trabalho, abstendo-se de práticas que importem exposição a situações vexatórias e degradantes.
Assim, a Terceira Turma, ao seguir o voto do relator, decidiu, por unanimidade, não conhecer do recurso de revista do Banco do Brasil, mantendo-se, na prática, a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (MT) que aumentou o valor da reparação à ex-funcionária. (RR-143400-27.2008.5.23.0002)
*TST
25/10/2010
Bancários devem ficar atentos à compensação dos dias parados na greve
Bancos podem efetuar a compensação até o dia 15 de dezembro, com limite de duas horas diárias.
Os quinze dias parados durante a greve nacional da categoria já começaram a ser compensados pelos bancários. Ao longo das negociações os bancos queriam descontar os dias parados, mas após debates com o movimento sindical, concordaram em efetuar a compensação nos mesmos critérios do ano passado.
Com isso, todos os bancários de bancos privados e das instituições públicas – Banco do Brasil, Caixa Federal e Banrisul também vão cumprir o acordo. A compensação tem limite diário de duas horas por dia, como limita a CLT e não podem ser computados sábados, domingos e feriados e nem as horas extras já praticadas pelos bancários. O prazo para compensação se encerra em 15 de dezembro.
A compensação dos dias parados na greve começou a valer após a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho, ocorrida na última quarta-feira (20).
“Os bancários devem ficar atentos, pois as horas extras feitas antes da greve não podem ser computadas para efeito de compensação e devem ser pagas pelos bancos normalmente. Por outro lado, os bancários que se sentirem prejudicados ou desrespeitados devem procurar seus sindicatos de origem. No caso dos empregados da Caixa, a atenção deve ser redobrada porque nos últimos anos a empresa teve uma postura ruim e chegou a descontar em folha os dias parados na greve”, explica o diretor da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke.
Sobre a greve da categoria: Em 2010 os bancários fizeram a maior greve registrada nos últimos 20 anos. O movimento iniciou no dia 29 de setembro e foi encerrado após quinze dias após novas propostas da Fenaban, Caixa, Banco do Brasil e Banrisul. No Rio Grande do Sul o movimento chegou a atingir 744 unidades no último dia de greve, considerando agências, postos de atendimento e departamentos de bancos públicos e privados.
*Imprensa Fetrafi-RS
25/10/2010
Os quinze dias parados durante a greve nacional da categoria já começaram a ser compensados pelos bancários. Ao longo das negociações os bancos queriam descontar os dias parados, mas após debates com o movimento sindical, concordaram em efetuar a compensação nos mesmos critérios do ano passado.
Com isso, todos os bancários de bancos privados e das instituições públicas – Banco do Brasil, Caixa Federal e Banrisul também vão cumprir o acordo. A compensação tem limite diário de duas horas por dia, como limita a CLT e não podem ser computados sábados, domingos e feriados e nem as horas extras já praticadas pelos bancários. O prazo para compensação se encerra em 15 de dezembro.
A compensação dos dias parados na greve começou a valer após a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho, ocorrida na última quarta-feira (20).
“Os bancários devem ficar atentos, pois as horas extras feitas antes da greve não podem ser computadas para efeito de compensação e devem ser pagas pelos bancos normalmente. Por outro lado, os bancários que se sentirem prejudicados ou desrespeitados devem procurar seus sindicatos de origem. No caso dos empregados da Caixa, a atenção deve ser redobrada porque nos últimos anos a empresa teve uma postura ruim e chegou a descontar em folha os dias parados na greve”, explica o diretor da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke.
Sobre a greve da categoria: Em 2010 os bancários fizeram a maior greve registrada nos últimos 20 anos. O movimento iniciou no dia 29 de setembro e foi encerrado após quinze dias após novas propostas da Fenaban, Caixa, Banco do Brasil e Banrisul. No Rio Grande do Sul o movimento chegou a atingir 744 unidades no último dia de greve, considerando agências, postos de atendimento e departamentos de bancos públicos e privados.
*Imprensa Fetrafi-RS
25/10/2010
INSS negocia reajuste de 2011
Previdência convoca aposentados para discutir correção de janeiro para 27 milhões.
O ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, tomou a iniciativa de convidar a diretoria da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) para uma reunião, a fim de discutir o reajuste de 27 milhões de segurados do INSS em janeiro do ano que vem. O presidente da Cobap, Warley Martins, vai apresentar amanhã à tarde a pauta de reivindicações da categoria e iniciar as negociações para a correção dos benefícios em janeiro.
Na semana passada, representantes da Cobap participaram de evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e cobraram o fato de não terem sido convidados para a negociação das centrais sindicais com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. “Com certeza, o reajuste em 2011 aos aposentados será um dos principais assuntos a serem elencados”, informa a confederação, em nota de divulgação.
Para os aposentados e pensionistas, as prioridades são a concessão do reajuste único para todos no INSS, que recebem o piso previdenciário ou acima do mínimo. Mas eles querem que isso se torne uma política permanente e não somente para 2011.
A recuperação gradual — em cinco anos do valor dos benefícios em salários mínimos equivalentes ao que receberam na data de concessão — está nos princípios do Projeto de Lei 4.434, em tramitação na Câmara. Outro ponto é a extinção por completo do Fator Previdenciário. Hoje, projeto de lei também na Câmara prevê a manutenção do fator, que pode ser substituído pelo critério da fórmula 85/95 (ver explicação abaixo). Para complementar a política de valorização do idoso, eles vão propor ações específicas na área da Saúde, Habitação, Lazer, Turismo, Transporte e Educação.
Fórmula 85/95 será alternativa: Quando o senador Paulo Paim (PT-RS) propôs o fim do fator previdenciário, a bancada governista trouxe uma alternativa ao redutor, mas quis mantê-lo. Se o trabalhador não cumprir os requisitos da fórmula 85/95, ele ficará sujeito ao fator.
A fórmula exige que a pessoa possa se aposentar se conseguir cumprir 85 anos (mulheres) ou 95 anos (homens), somando tempo de contribuição e idade. Isso garantiria o benefício integral. Mas os aposentados querem que o fator seja banido e deixe de ser considerado alternativa a esta fórmula.
*O Dia
26/10/2010
O ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, tomou a iniciativa de convidar a diretoria da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) para uma reunião, a fim de discutir o reajuste de 27 milhões de segurados do INSS em janeiro do ano que vem. O presidente da Cobap, Warley Martins, vai apresentar amanhã à tarde a pauta de reivindicações da categoria e iniciar as negociações para a correção dos benefícios em janeiro.
Na semana passada, representantes da Cobap participaram de evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e cobraram o fato de não terem sido convidados para a negociação das centrais sindicais com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. “Com certeza, o reajuste em 2011 aos aposentados será um dos principais assuntos a serem elencados”, informa a confederação, em nota de divulgação.
Para os aposentados e pensionistas, as prioridades são a concessão do reajuste único para todos no INSS, que recebem o piso previdenciário ou acima do mínimo. Mas eles querem que isso se torne uma política permanente e não somente para 2011.
A recuperação gradual — em cinco anos do valor dos benefícios em salários mínimos equivalentes ao que receberam na data de concessão — está nos princípios do Projeto de Lei 4.434, em tramitação na Câmara. Outro ponto é a extinção por completo do Fator Previdenciário. Hoje, projeto de lei também na Câmara prevê a manutenção do fator, que pode ser substituído pelo critério da fórmula 85/95 (ver explicação abaixo). Para complementar a política de valorização do idoso, eles vão propor ações específicas na área da Saúde, Habitação, Lazer, Turismo, Transporte e Educação.
Fórmula 85/95 será alternativa: Quando o senador Paulo Paim (PT-RS) propôs o fim do fator previdenciário, a bancada governista trouxe uma alternativa ao redutor, mas quis mantê-lo. Se o trabalhador não cumprir os requisitos da fórmula 85/95, ele ficará sujeito ao fator.
A fórmula exige que a pessoa possa se aposentar se conseguir cumprir 85 anos (mulheres) ou 95 anos (homens), somando tempo de contribuição e idade. Isso garantiria o benefício integral. Mas os aposentados querem que o fator seja banido e deixe de ser considerado alternativa a esta fórmula.
*O Dia
26/10/2010
O barquinho do Brasil e o dólar
Países do G20 assinam comunicado para americano ver e para brasileiro lamentar; dólar cai mais.
Os EUA se comprometeram a "não desvalorizar o dólar" (rir, rir). Foi na reunião dos ministros das Finanças do G20, no final de semana passado, na Coreia do Sul. Os ministros pariram um comunicado sem graça e de escasso valor prático, como de costume, mas no qual se diz que o valor das moedas dos países do grupo deve ser cotado pelo mercado (rir, rir).
O que está em jogo? Políticas de câmbio e econômicas que permitem a alguns países terem grandes superavit externos (grosso modo, exportação de bens e serviços muito superiores às importações). Por exemplo, China e Alemanha, a China em especial, pois, além de poupar muito (o que redunda em muito excedente exportável), "manipula" sua moeda, adota políticas de câmbio que baixam ainda mais o valor do yuan (o que torna os produtos chineses ainda mais baratos).
Se valesse o que está escrito no comunicado, porém, todas as moedas do G20 se desvalorizariam em relação ao dólar. Mas China e cia. asiática, afora o Japão, de relevante, não vão deixar que suas moedas flutuem feito barquinho de papel no mar de dólares que os EUA despejaram e ainda vão despejar na economia ainda anêmica. O mercado entende isso e, ontem, o dólar voltava a cair.
Logo, a reunião do G20 repetiu o fracasso habitual de qualquer cúpula? Sim, mas não um fracasso 100%. Primeiro, surgiram alguns temas de conversa mais organizada para a reunião dos chefes de governo do G20, em novembro. Segundo, é melhor conversar do que partir para o conflito aberto.
Os EUA fizeram meio pontinho. Pelo menos conseguiram um comunicado que criticasse políticas como as da China, sem dizê-lo. Mas sua proposta de metas para saldos externos, que implica quase intervenção em políticas econômicas domésticas, foi esnobada por China, Alemanha, Índia e Rússia (o Brasil nem foi à reunião, meio "em protesto").
O comunicado trata ainda de dizer que os países não devem promover desvalorizações competitivas de suas moedas (a fim de ganhar fatia do comércio mundial) e devem adotar políticas que ajudem a reduzir os desequilíbrios mundiais (deficit enormes, como os americano e britânico, superavit gigantes, como os de China e Alemanha).
A China não costuma dar a mínima para tais comunicados ou afirma que vai cumprir acordos de modo lento, seguro e gradual. A novidade do encontro foram os orgulhosos alemães, que avacalharam soberbamente os americanos.
Os deficit e as dívidas públicos alemães são os menores do mundo rico relevante. Sua economia não viveu de bolhas, como as de EUA e Reino Unido, nem se desindustrializou. Os alemães não "manipulam a moeda". Sua economia não precisou de injeções heterodoxas de moeda para ressuscitar. Seu superavit externo é similar ao chinês, na casa do trilhão de dólares.
Mas a Alemanha paga salários dezenas de vezes maiores que os da China, tem seguridade social, seis semanas de férias etc. Ou seja, é eficientíssima. Mesmo com alto nível de vida, seus produtos são competitivos.
E o Brasil? Se queixa dos EUA. Mas não tem os recursos, disciplinas ou competências de China e Alemanha. O real fica mais forte, o país poupa pouco, o deficit externo cresce. Do G20 é que não virá solução para nossos problemas.
(VINICIUS TORRES FREIRE - Folha de S.Paulo)
Os EUA se comprometeram a "não desvalorizar o dólar" (rir, rir). Foi na reunião dos ministros das Finanças do G20, no final de semana passado, na Coreia do Sul. Os ministros pariram um comunicado sem graça e de escasso valor prático, como de costume, mas no qual se diz que o valor das moedas dos países do grupo deve ser cotado pelo mercado (rir, rir).
O que está em jogo? Políticas de câmbio e econômicas que permitem a alguns países terem grandes superavit externos (grosso modo, exportação de bens e serviços muito superiores às importações). Por exemplo, China e Alemanha, a China em especial, pois, além de poupar muito (o que redunda em muito excedente exportável), "manipula" sua moeda, adota políticas de câmbio que baixam ainda mais o valor do yuan (o que torna os produtos chineses ainda mais baratos).
Se valesse o que está escrito no comunicado, porém, todas as moedas do G20 se desvalorizariam em relação ao dólar. Mas China e cia. asiática, afora o Japão, de relevante, não vão deixar que suas moedas flutuem feito barquinho de papel no mar de dólares que os EUA despejaram e ainda vão despejar na economia ainda anêmica. O mercado entende isso e, ontem, o dólar voltava a cair.
Logo, a reunião do G20 repetiu o fracasso habitual de qualquer cúpula? Sim, mas não um fracasso 100%. Primeiro, surgiram alguns temas de conversa mais organizada para a reunião dos chefes de governo do G20, em novembro. Segundo, é melhor conversar do que partir para o conflito aberto.
Os EUA fizeram meio pontinho. Pelo menos conseguiram um comunicado que criticasse políticas como as da China, sem dizê-lo. Mas sua proposta de metas para saldos externos, que implica quase intervenção em políticas econômicas domésticas, foi esnobada por China, Alemanha, Índia e Rússia (o Brasil nem foi à reunião, meio "em protesto").
O comunicado trata ainda de dizer que os países não devem promover desvalorizações competitivas de suas moedas (a fim de ganhar fatia do comércio mundial) e devem adotar políticas que ajudem a reduzir os desequilíbrios mundiais (deficit enormes, como os americano e britânico, superavit gigantes, como os de China e Alemanha).
A China não costuma dar a mínima para tais comunicados ou afirma que vai cumprir acordos de modo lento, seguro e gradual. A novidade do encontro foram os orgulhosos alemães, que avacalharam soberbamente os americanos.
Os deficit e as dívidas públicos alemães são os menores do mundo rico relevante. Sua economia não viveu de bolhas, como as de EUA e Reino Unido, nem se desindustrializou. Os alemães não "manipulam a moeda". Sua economia não precisou de injeções heterodoxas de moeda para ressuscitar. Seu superavit externo é similar ao chinês, na casa do trilhão de dólares.
Mas a Alemanha paga salários dezenas de vezes maiores que os da China, tem seguridade social, seis semanas de férias etc. Ou seja, é eficientíssima. Mesmo com alto nível de vida, seus produtos são competitivos.
E o Brasil? Se queixa dos EUA. Mas não tem os recursos, disciplinas ou competências de China e Alemanha. O real fica mais forte, o país poupa pouco, o deficit externo cresce. Do G20 é que não virá solução para nossos problemas.
(VINICIUS TORRES FREIRE - Folha de S.Paulo)
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
HSBC anuncia pagamento da antecipação da PLR para a quarta-feira 27
O HSBC anunciou que pagará na quarta-feira da próxima semana, 27 de outubro, a antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) com base no balanço do primeiro semestre. O anúncio foi feito nesta quinta-feira 21, dia seguinte à assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho e do acordo da PLR entre a Contraf-CUT e os bancos.
Cada bancário terá o crédito de 60% da regra básica da PLR, o que corresponde a 54% do salário mais o valor fixo de R$ 660,48 com teto de R$ 4.308,60. Também será paga a primeira parcela do adicional da PLR, com a distribuição de 2% do lucro líquido do primeiro semestre, que no HSBC representará R$ 423,87.
"A antecipação da PLR é a concretização de uma conquista da forte greve que a categoria fez em todo o país, mas a luta no HSBC ainda não acabou. Além da PLR, há diversos outros problemas gravíssimos que os trabalhadores enfrentam, como assédio moral, metas abusivas, falta de reconhecimento, baixos salários, entre outros", afirma Sérgio Siqueira, diretor da Contraf-CUT e funcionário do banco.
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do HSBC irá agendar nos próximos dias uma reunião para debater o tema e as demais reclamações dos trabalhadores junto ao banco.
Fonte: Contraf-CUT
Cada bancário terá o crédito de 60% da regra básica da PLR, o que corresponde a 54% do salário mais o valor fixo de R$ 660,48 com teto de R$ 4.308,60. Também será paga a primeira parcela do adicional da PLR, com a distribuição de 2% do lucro líquido do primeiro semestre, que no HSBC representará R$ 423,87.
"A antecipação da PLR é a concretização de uma conquista da forte greve que a categoria fez em todo o país, mas a luta no HSBC ainda não acabou. Além da PLR, há diversos outros problemas gravíssimos que os trabalhadores enfrentam, como assédio moral, metas abusivas, falta de reconhecimento, baixos salários, entre outros", afirma Sérgio Siqueira, diretor da Contraf-CUT e funcionário do banco.
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do HSBC irá agendar nos próximos dias uma reunião para debater o tema e as demais reclamações dos trabalhadores junto ao banco.
Fonte: Contraf-CUT
Bancários devem ir às ruas para defender bancos públicos e impedir o retrocesso
A Contraf-CUT orienta os sindicatos de todo o país a organizarem, junto com a CUT, demais centrais sindicais e outras entidades, atos em defesa das empresas públicas, entre elas Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Banco da Amazônia - que estarão novamente sob a ameaça de privatizações a depender do resultado da eleição presidencial de 31 de outubro.
"Quem era bancário nas décadas de 1990 e início dos anos 2000 sabe muito bem qual é o risco de os bancos públicos federais serem privatizados caso a condução do governo brasileiro volte às mãos de governantes tucanos. Cabe a todos que participaram das lutas de resistência em defesa do emprego, dos direitos e dos bancos públicos, contar aos mais jovens sobre a ameaça que o retorno da política privatista representa à categoria, às condições de trabalho, ao atendimento da sociedade, ao sistema financeiro e ao desenvolvimento econômico do país", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
Na eleição estão em disputa dois projetos distintos, um encabeçado por Dilma Roussef, que significa a continuidade dos avanços dos trabalhadores iniciados pelo governo Lula, e outro representado pelo tucano José Serra. "Este candidato foi ministro do Planejamento do governo FHC e coordenou o processo de privatizações de empresas estatais, como a Vale do Rio Doce, a Embraer, todo o sistema Telebrás, entre outras. Foi sob o comando de Serra que começou o processo de reestruturação e enxugamento na administração federal que varreu, por exemplo, 42 mil empregos no Banco do Brasil e 23 mil postos de trabalho da Caixa, entre 1995 e 2002", lembra Plínio Pavão, secretário de Saúde da Contraf-CUT e empregado da Caixa.
"Com demissões, PDVs, desestímulo à carreira, arrocho e congelamento salarial, retirada de direitos, divisão de funcionários em antes e pós 98, terceirizações, aumento ilegal da jornada de trabalho, além de ataques à organização dos trabalhadores, os dois bancos foram muito enfraquecidos. O objetivo era privatizá-los, seguindo orientação explícita de estudo produzido pelo consórcio Booz-Allen, Hamilton & Fipe", conta Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT, e funcionário do Banco do Brasil.
"A privatização só não foi levada ao final por causa do movimento de resistência dos trabalhadores e da eleição do governo Lula, que, ao contrário, fortaleceu os dois bancos públicos federais e mostrou a importância deles na regulação do mercado, no estímulo ao consumo e ao crescimento econômico durante a recente crise financeira mundial", acrescenta o dirigente.
Serra, como governador de São Paulo, vendeu a Nossa Caixa, o último banco público paulista, que só não foi privatizada como o Banespa (comprado pelo Santander há 10 anos), porque o BB se antecipou e ganhou a disputa com o Bradesco. Foi assim também que o Banco do Brasil evitou a privatização do Besc (Santa Catarina) e do BEP (Piauí).
Além do Banespa, no governo tucano de FHC foram privatizados vários bancos estaduais, como Banerj (Rio), Banestado (Paraná), Bemge e Credireal (Minas), Baneb (Bahia) Bandepe (Pernambuco), Meridional (Rio Grande do Sul), BEA (Amazonas), BEG (Goiás) e Paraiban (Paraíba).
"Esses são os riscos concretos do retorno dos tucanos ao poder. Além de nossos direitos, nós trabalhadores temos que defender o patrimônio que pertence ao povo brasileiro", conclui Carlos Cordeiro.
Fonte: Contraf-CUT 22/10
"Quem era bancário nas décadas de 1990 e início dos anos 2000 sabe muito bem qual é o risco de os bancos públicos federais serem privatizados caso a condução do governo brasileiro volte às mãos de governantes tucanos. Cabe a todos que participaram das lutas de resistência em defesa do emprego, dos direitos e dos bancos públicos, contar aos mais jovens sobre a ameaça que o retorno da política privatista representa à categoria, às condições de trabalho, ao atendimento da sociedade, ao sistema financeiro e ao desenvolvimento econômico do país", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
Na eleição estão em disputa dois projetos distintos, um encabeçado por Dilma Roussef, que significa a continuidade dos avanços dos trabalhadores iniciados pelo governo Lula, e outro representado pelo tucano José Serra. "Este candidato foi ministro do Planejamento do governo FHC e coordenou o processo de privatizações de empresas estatais, como a Vale do Rio Doce, a Embraer, todo o sistema Telebrás, entre outras. Foi sob o comando de Serra que começou o processo de reestruturação e enxugamento na administração federal que varreu, por exemplo, 42 mil empregos no Banco do Brasil e 23 mil postos de trabalho da Caixa, entre 1995 e 2002", lembra Plínio Pavão, secretário de Saúde da Contraf-CUT e empregado da Caixa.
"Com demissões, PDVs, desestímulo à carreira, arrocho e congelamento salarial, retirada de direitos, divisão de funcionários em antes e pós 98, terceirizações, aumento ilegal da jornada de trabalho, além de ataques à organização dos trabalhadores, os dois bancos foram muito enfraquecidos. O objetivo era privatizá-los, seguindo orientação explícita de estudo produzido pelo consórcio Booz-Allen, Hamilton & Fipe", conta Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT, e funcionário do Banco do Brasil.
"A privatização só não foi levada ao final por causa do movimento de resistência dos trabalhadores e da eleição do governo Lula, que, ao contrário, fortaleceu os dois bancos públicos federais e mostrou a importância deles na regulação do mercado, no estímulo ao consumo e ao crescimento econômico durante a recente crise financeira mundial", acrescenta o dirigente.
Serra, como governador de São Paulo, vendeu a Nossa Caixa, o último banco público paulista, que só não foi privatizada como o Banespa (comprado pelo Santander há 10 anos), porque o BB se antecipou e ganhou a disputa com o Bradesco. Foi assim também que o Banco do Brasil evitou a privatização do Besc (Santa Catarina) e do BEP (Piauí).
Além do Banespa, no governo tucano de FHC foram privatizados vários bancos estaduais, como Banerj (Rio), Banestado (Paraná), Bemge e Credireal (Minas), Baneb (Bahia) Bandepe (Pernambuco), Meridional (Rio Grande do Sul), BEA (Amazonas), BEG (Goiás) e Paraiban (Paraíba).
"Esses são os riscos concretos do retorno dos tucanos ao poder. Além de nossos direitos, nós trabalhadores temos que defender o patrimônio que pertence ao povo brasileiro", conclui Carlos Cordeiro.
Fonte: Contraf-CUT 22/10
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Real é a moeda mais valorizada desde 2003
Alta foi de 89%, maior taxa entre 20 principais emergentes; valor está 8% acima de 1998, quando o câmbio era fixo.
O valor do real em relação às moedas de seus principais pares comerciais -descontada taxas de inflação- já é hoje 8% superior à média registrada em 1998, último ano de sobrevivência do câmbio fixo quando a evidente apreciação excessiva culminou na maxidesvalorização de janeiro de 1999.
A conta foi feita com base em dados do JPMorgan para o chamado câmbio real efetivo -importante medida de competitividade de um país- que no caso do Brasil atingiu em setembro passado o patamar mais apreciado desde meados de 1990.
O câmbio real efetivo mede o valor de uma moeda em relação àquele de seus principais parceiros comerciais, descontando as variações de inflação registradas pelos mesmos. No caso do Brasil, o índice de inflação utilizado pelo JPMorgan é o IPC (Índice de Precos ao Consumidor), da Fundação Getulio Vargas.
O comportamento do índice brasileiro aponta para sobrevalorização crescente do real e consequente perda de competitividade doméstica.
Entre as moedas de 20 dos principais emergentes, o câmbio real efetivo brasileiro é o que mais se apreciou (88,7%) desde dezembro de 2003, época em que boa parte do efeito da forte depreciação ocorrida em 2002, em meio à eleição de Lula, já havia passado e em que a volatilidade das moedas de países em desenvolvimento estava bem acomodada.
Outra medida muito acompanhada por economistas é a posição do câmbio real efetivo em relação à sua média histórica. Usando essa comparação (e tomando dezembro de 1992 como início da série), o real é a terceira moeda mais valorizada (33%), perdendo para Rússia (41%) e Hungria (38%).
Júlio Callegari, economista do JPMorgan, diz que a principal causa da apreciação do câmbio real efetivo brasileiro é a robusta demanda pelas commodities produzidas pelo país. Isso tem feito com que os preços dos bens exportados pelo Brasil estejam em patamar bem mais elevado que os dos produtos importados.
"Todos os importantes exportadores de commodities estão passando por isso."
Em seguida na lista de causas da apreciação do real, segundo Callegari, vêm as boas perspectivas de crescimento da economia doméstico e os juros elevados praticados no Brasil, que ajudam a atrair capitais de fora.
Ainda que parte da atual sobrevalorização do real reflita causas positivas, seu efeito negativo sobre a competitividade da indústria brasileira provoca preocupação.
Ruben Damião, sócio da Galeão Serviços de Investimentos, aponta que o câmbio real efetivo de México e Coreia está desvalorizado em relação às suas médias históricas: "Isso tem um efeito perverso para o Brasil. O México afeta nossa competitividade na indústria automotiva, e a Coreia, na indústria pesada e de componentes".
Essa dinâmica tem contribuído para um crescente deficit nas transações do Brasil com o exterior, que chegou a 2,32% do PIB (Produto Interno Bruto) em agosto e caminha rumo à média de 4% registrada entre 1998 e 2000.
*Folha de São Paulo 20/10/2010
O valor do real em relação às moedas de seus principais pares comerciais -descontada taxas de inflação- já é hoje 8% superior à média registrada em 1998, último ano de sobrevivência do câmbio fixo quando a evidente apreciação excessiva culminou na maxidesvalorização de janeiro de 1999.
A conta foi feita com base em dados do JPMorgan para o chamado câmbio real efetivo -importante medida de competitividade de um país- que no caso do Brasil atingiu em setembro passado o patamar mais apreciado desde meados de 1990.
O câmbio real efetivo mede o valor de uma moeda em relação àquele de seus principais parceiros comerciais, descontando as variações de inflação registradas pelos mesmos. No caso do Brasil, o índice de inflação utilizado pelo JPMorgan é o IPC (Índice de Precos ao Consumidor), da Fundação Getulio Vargas.
O comportamento do índice brasileiro aponta para sobrevalorização crescente do real e consequente perda de competitividade doméstica.
Entre as moedas de 20 dos principais emergentes, o câmbio real efetivo brasileiro é o que mais se apreciou (88,7%) desde dezembro de 2003, época em que boa parte do efeito da forte depreciação ocorrida em 2002, em meio à eleição de Lula, já havia passado e em que a volatilidade das moedas de países em desenvolvimento estava bem acomodada.
Outra medida muito acompanhada por economistas é a posição do câmbio real efetivo em relação à sua média histórica. Usando essa comparação (e tomando dezembro de 1992 como início da série), o real é a terceira moeda mais valorizada (33%), perdendo para Rússia (41%) e Hungria (38%).
Júlio Callegari, economista do JPMorgan, diz que a principal causa da apreciação do câmbio real efetivo brasileiro é a robusta demanda pelas commodities produzidas pelo país. Isso tem feito com que os preços dos bens exportados pelo Brasil estejam em patamar bem mais elevado que os dos produtos importados.
"Todos os importantes exportadores de commodities estão passando por isso."
Em seguida na lista de causas da apreciação do real, segundo Callegari, vêm as boas perspectivas de crescimento da economia doméstico e os juros elevados praticados no Brasil, que ajudam a atrair capitais de fora.
Ainda que parte da atual sobrevalorização do real reflita causas positivas, seu efeito negativo sobre a competitividade da indústria brasileira provoca preocupação.
Ruben Damião, sócio da Galeão Serviços de Investimentos, aponta que o câmbio real efetivo de México e Coreia está desvalorizado em relação às suas médias históricas: "Isso tem um efeito perverso para o Brasil. O México afeta nossa competitividade na indústria automotiva, e a Coreia, na indústria pesada e de componentes".
Essa dinâmica tem contribuído para um crescente deficit nas transações do Brasil com o exterior, que chegou a 2,32% do PIB (Produto Interno Bruto) em agosto e caminha rumo à média de 4% registrada entre 1998 e 2000.
*Folha de São Paulo 20/10/2010
Lupi descarta mínimo de R$ 600 em 2011
Projeto de orçamento para o próximo ano prevê um salário mínimo de R$ 538. O governo federal entrou em campo para rebater a promessa de José Serra de elevar, já em 2011, o salário mínimo para R$ 600.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou ontem que é impossível para o próximo presidente fazer um reajuste desse porte no ano que vem, e que o mínimo será de R$ 606,98 em 2012, "independente de qualquer candidato, por força da lei".
O projeto de orçamento para o próximo ano prevê um salário mínimo de R$ 538, que servirá de base também para aposentadorias, pensões e outros benefícios.
Vai entrar em vigor a partir de janeiro, e deve ser decidido ainda este ano por Lula.
Embora o aumento esteja previsto para 1º de janeiro, o próximo presidente pode, se quiser, editar medida provisória dando reajuste maior.
A previsão do ministro para 2012 leva em consideração crescimento de 8% da economia em 2010 e inflação de 5% em 2011, fatores que entram no cálculo do mínimo.
"Esse salário vai ser maior do que aqueles que prometem e não podem fazer", provocou Lupi, filiado ao PDT.Questionado se estava fazendo campanha, disse: "Estou na campanha antes do PT. O primeiro partido que oficializou apoio foi o PDT. Mas aqui estou apenas fazendo uma comparação".
*Folha de São Paulo 20/10/2010
Retirado de: FETRAFI/Site
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou ontem que é impossível para o próximo presidente fazer um reajuste desse porte no ano que vem, e que o mínimo será de R$ 606,98 em 2012, "independente de qualquer candidato, por força da lei".
O projeto de orçamento para o próximo ano prevê um salário mínimo de R$ 538, que servirá de base também para aposentadorias, pensões e outros benefícios.
Vai entrar em vigor a partir de janeiro, e deve ser decidido ainda este ano por Lula.
Embora o aumento esteja previsto para 1º de janeiro, o próximo presidente pode, se quiser, editar medida provisória dando reajuste maior.
A previsão do ministro para 2012 leva em consideração crescimento de 8% da economia em 2010 e inflação de 5% em 2011, fatores que entram no cálculo do mínimo.
"Esse salário vai ser maior do que aqueles que prometem e não podem fazer", provocou Lupi, filiado ao PDT.Questionado se estava fazendo campanha, disse: "Estou na campanha antes do PT. O primeiro partido que oficializou apoio foi o PDT. Mas aqui estou apenas fazendo uma comparação".
*Folha de São Paulo 20/10/2010
Retirado de: FETRAFI/Site
terça-feira, 19 de outubro de 2010
MPT retoma mediação nesta terça sobre segurança no transporte de valores
Na última rodada, bancários e vigilantes entregaram oficio com propostas para garantir segurança nas operações
A Procuradoria-Geral do Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT) promove nesta terça-feira, dia 19, em Brasília, a quinta mediação entre a Contraf-CUT e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes (CNTV) sobre a segurança no transporte de valores. Também participam a Febraban e a Associação Brasileira de Transporte de Valores (ABTV).
Na última rodada, ocorrida no dia 12 de maio, bancários e vigilantes entregaram um oficio conjunto com propostas para garantir segurança nas operações que envolvem transporte de valores. O documento foi encaminhado ao procurador-geral Otávio Brito Lopes.
Três grandes temas estão em discussão: abastecimento de caixas eletrônicos, estacionamentos próprios para carros-fortes e transporte ilegal de valores por bancários. A Contraf-CUT e a CNTV formularam iniciativas para proteger a vida dos trabalhadores e clientes e prevenir assaltos e seqüestros. Também foi discutido um canal de comunicação com a Febraban, com o objetivo de encaminhar denúncias de irregularidades para a busca de soluções dentro de prazos estabelecidos.
"Estamos na expectativa de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), pois esses problemas já foram amplamente debatidas entre os trabalhadores e os bancos e precisam de soluções", afirma o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. "Na Mesa Temática de Segurança Bancária, a Fenaban não quis discutir essas questões, alegando que estavam em debate no MPT", lembra.
"Esperamos avanços, a exemplo da Campanha Nacional dos Bancários, onde garantimos medidas de atendimento às vítimas de assaltos e seqüestros e procedimentos de registro das ocorrências e acompanhamento das estatísticas de ataques a bancos", destaca o diretor da Contraf-CUT.
"Queremos mecanismos seguros para o abastecimento de caixas eletrônicos, sem a presença de usuários, feito na parte posterior das máquinas, sem contagem de numerário no local", destaca o presidente da CNTV, José Boaventura Santos. "Também buscamos espaços exclusivos e seguros para o estacionamento de carros-fortes", defende.
"Reiteramos a necessidade de coibir a prática ilegal de vários bancos que utilizam bancários para o transporte de numerário. Conforme a legislação e as portarias da Polícia Federal, essa tarefa compete exclusivamente a empresas de transporte de valores, através de vigilantes treinados e equipados", ressalta Ademir.
O diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Daniel Reis, destaca que a ABTV afirmou na última reunião ter condições de prestar serviços aos bancos em todo o país e que estudaria soluções para as localidades com dificuldade de acesso. "Esperamos chegar a um entendimento no MPT para que nossas propostas sejam implantadas de forma a resolver a questão do transporte de valores", concluiu o dirigente sindical.
*Contraf-CUT
19/10/2010
A Procuradoria-Geral do Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT) promove nesta terça-feira, dia 19, em Brasília, a quinta mediação entre a Contraf-CUT e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes (CNTV) sobre a segurança no transporte de valores. Também participam a Febraban e a Associação Brasileira de Transporte de Valores (ABTV).
Na última rodada, ocorrida no dia 12 de maio, bancários e vigilantes entregaram um oficio conjunto com propostas para garantir segurança nas operações que envolvem transporte de valores. O documento foi encaminhado ao procurador-geral Otávio Brito Lopes.
Três grandes temas estão em discussão: abastecimento de caixas eletrônicos, estacionamentos próprios para carros-fortes e transporte ilegal de valores por bancários. A Contraf-CUT e a CNTV formularam iniciativas para proteger a vida dos trabalhadores e clientes e prevenir assaltos e seqüestros. Também foi discutido um canal de comunicação com a Febraban, com o objetivo de encaminhar denúncias de irregularidades para a busca de soluções dentro de prazos estabelecidos.
"Estamos na expectativa de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), pois esses problemas já foram amplamente debatidas entre os trabalhadores e os bancos e precisam de soluções", afirma o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. "Na Mesa Temática de Segurança Bancária, a Fenaban não quis discutir essas questões, alegando que estavam em debate no MPT", lembra.
"Esperamos avanços, a exemplo da Campanha Nacional dos Bancários, onde garantimos medidas de atendimento às vítimas de assaltos e seqüestros e procedimentos de registro das ocorrências e acompanhamento das estatísticas de ataques a bancos", destaca o diretor da Contraf-CUT.
"Queremos mecanismos seguros para o abastecimento de caixas eletrônicos, sem a presença de usuários, feito na parte posterior das máquinas, sem contagem de numerário no local", destaca o presidente da CNTV, José Boaventura Santos. "Também buscamos espaços exclusivos e seguros para o estacionamento de carros-fortes", defende.
"Reiteramos a necessidade de coibir a prática ilegal de vários bancos que utilizam bancários para o transporte de numerário. Conforme a legislação e as portarias da Polícia Federal, essa tarefa compete exclusivamente a empresas de transporte de valores, através de vigilantes treinados e equipados", ressalta Ademir.
O diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Daniel Reis, destaca que a ABTV afirmou na última reunião ter condições de prestar serviços aos bancos em todo o país e que estudaria soluções para as localidades com dificuldade de acesso. "Esperamos chegar a um entendimento no MPT para que nossas propostas sejam implantadas de forma a resolver a questão do transporte de valores", concluiu o dirigente sindical.
*Contraf-CUT
19/10/2010
Governo estuda a venda do Centro de Treinamento do Banrisul, na Serraria
O Governo do Estado está estudando a venda do Centro de Treinamento do Banrisul, localizado no bairro Serraria, na zona sul de Porto Alegre. A notícia foi publicada na edição de sábado, dia 16, do jornal Zero Hora, na coluna de Rosane Oliveira.
No texto, a jornalista informa que o edital ainda não está concluído, mas já existe um grupo formado para vender esse e outros imóveis considerados “inservíveis”.
Diante da informação, a Fetrafi-RS protocolou na tarde desta segunda-feira, dia 18, dois ofícios às diretorias do Banrisul e da Fundação Banrisul, para que a Federação e o Comando dos Banrisulenses se reúnam com os representantes do banco para discutir o assunto.
“Achamos inadequada qualquer tentativa de venda de patrimônio do Banrisul, da Fundação ou mesmo de outro órgão vinculado ao banco. Neste momento a venda é totalmente inoportuna e absurda, porque a atual diretoria não tem mais legitimidade para proceder tais tratativas. Estaremos vigilantes para evitar ataques ao patrimônio do povo gaúcho no final do atual governo Yeda”, afirma o diretor de Saúde da Fetrafi-RS, Amaro Silva de Souza.
Veja o texto de Rosane Oliveira
Vende-se uma área cobiçada
O Banrisul estuda a venda de uma área altamente cobiçada pelo mercado imobiliário: seu Centro de Treinamento, no bairro Serraria, zona sul de Porto Alegre.
O edital ainda não está pronto, vários trâmites burocráticos ainda precisam ser cumpridos, mas um grupo de estudo foi formado para discutir a venda desse e de outros imóveis considerados “inservíveis”.
No caso do Centro de Treinamento, a avaliação é de que, além do alto custo de manutenção da área, fica mais prático e mais barato alugar espaço em um hotel do Centro do que pagar táxi e alimentação a quem precisa se deslocar até a Zona Sul para fazer cursos.
*Imprensa SindBancários com informações da Zero Hora
19/10/2010
No texto, a jornalista informa que o edital ainda não está concluído, mas já existe um grupo formado para vender esse e outros imóveis considerados “inservíveis”.
Diante da informação, a Fetrafi-RS protocolou na tarde desta segunda-feira, dia 18, dois ofícios às diretorias do Banrisul e da Fundação Banrisul, para que a Federação e o Comando dos Banrisulenses se reúnam com os representantes do banco para discutir o assunto.
“Achamos inadequada qualquer tentativa de venda de patrimônio do Banrisul, da Fundação ou mesmo de outro órgão vinculado ao banco. Neste momento a venda é totalmente inoportuna e absurda, porque a atual diretoria não tem mais legitimidade para proceder tais tratativas. Estaremos vigilantes para evitar ataques ao patrimônio do povo gaúcho no final do atual governo Yeda”, afirma o diretor de Saúde da Fetrafi-RS, Amaro Silva de Souza.
Veja o texto de Rosane Oliveira
Vende-se uma área cobiçada
O Banrisul estuda a venda de uma área altamente cobiçada pelo mercado imobiliário: seu Centro de Treinamento, no bairro Serraria, zona sul de Porto Alegre.
O edital ainda não está pronto, vários trâmites burocráticos ainda precisam ser cumpridos, mas um grupo de estudo foi formado para discutir a venda desse e de outros imóveis considerados “inservíveis”.
No caso do Centro de Treinamento, a avaliação é de que, além do alto custo de manutenção da área, fica mais prático e mais barato alugar espaço em um hotel do Centro do que pagar táxi e alimentação a quem precisa se deslocar até a Zona Sul para fazer cursos.
*Imprensa SindBancários com informações da Zero Hora
19/10/2010
Aumento real nos salários marcou campanha salarial de 2010
Greve maciça da categoria garantiu reajuste além da inflação acumulada no período e provou que os bancos podem pagar mais
As negociações com os banqueiros iniciaram no mês de setembro e após a Fenaban repetir as já conhecidas práticas de enrolação e intransigência na negociação, apresentou uma proposta inicial que contemplava apenas a inflação do período. A proposta gerou um clima de completa indignação levando a categoria à maior greve dos últimos 20 anos. Os banqueiros então, diante da amplitude do movimento, tiveram que se render e apresentar uma nova proposta.
A categoria bancária entrou com força total na greve deste ano em todo o Brasil, demonstrando aos banqueiros sua insatisfação contra os baixos salários e o assédio moral. Mesmo enfrentando o setor mais poderoso do país, os bancários não se intimidaram e com uma greve de 15 dias garantiram a valorização dos pisos e ganhos reais tanto nos bancos públicos quanto privados.
Ao longo das campanhas salariais dos últimos 11 anos, os trabalhadores de bancos privados conseguiram aumento real em seis oportunidades, sendo duas em 2004 e 2005. Já para quem trabalha no Banco do Brasil e na Caixa, a história foi diferente. Durante os anos FHC, esses trabalhadores nunca conquistaram aumento real, muitas vezes, sequer tiveram aumento. Os funcionários do BB amargaram com um reajuste de 0% de 1996 até 1999. No caso da Caixa, os empregados também sofreram com a estagnação salarial em 1996 e 1997 e depois de 1999 até 2001.
Segundo dados do Dieese, as perdas salariais acumuladas pelos bancários do BB durante o período de 1995 até 2002 foram de -42,88%, enquanto os empregados da Caixa acumularam -49,64%. Embora tenham sido conquistados aumentos reais nas últimas campanhas salariais, as perdas acumuladas naquele período ainda refletem sobre os salários dos trabalhadores destes segmentos do sistema financeiro.
Na campanha salarial deste ano, a valorização dos salários iniciais, os pisos, foi diferente nos bancos públicos e privados. Na Fenaban a categoria conquistou reajuste de 16,33% nos pisos após 90 dias de contratação. Na Caixa o piso salarial recebeu reajuste de 12,74% (R$ 1.600); no Banco do Brasil de 12,99% (1.600) e no Banrisul o reajuste foi de 8,81% (R$1.262,05).
Os demais salários acima do piso tiveram o reajuste de 7,5% com teto de R$ 5.250 na Fenaban. No caso dos bancos públicos Caixa, BB e Banrisul, o reajuste foi concedido de maneira linear, sem limite de teto.
*Imprensa Fetrafi-RS 19/10/2010
As negociações com os banqueiros iniciaram no mês de setembro e após a Fenaban repetir as já conhecidas práticas de enrolação e intransigência na negociação, apresentou uma proposta inicial que contemplava apenas a inflação do período. A proposta gerou um clima de completa indignação levando a categoria à maior greve dos últimos 20 anos. Os banqueiros então, diante da amplitude do movimento, tiveram que se render e apresentar uma nova proposta.
A categoria bancária entrou com força total na greve deste ano em todo o Brasil, demonstrando aos banqueiros sua insatisfação contra os baixos salários e o assédio moral. Mesmo enfrentando o setor mais poderoso do país, os bancários não se intimidaram e com uma greve de 15 dias garantiram a valorização dos pisos e ganhos reais tanto nos bancos públicos quanto privados.
Ao longo das campanhas salariais dos últimos 11 anos, os trabalhadores de bancos privados conseguiram aumento real em seis oportunidades, sendo duas em 2004 e 2005. Já para quem trabalha no Banco do Brasil e na Caixa, a história foi diferente. Durante os anos FHC, esses trabalhadores nunca conquistaram aumento real, muitas vezes, sequer tiveram aumento. Os funcionários do BB amargaram com um reajuste de 0% de 1996 até 1999. No caso da Caixa, os empregados também sofreram com a estagnação salarial em 1996 e 1997 e depois de 1999 até 2001.
Segundo dados do Dieese, as perdas salariais acumuladas pelos bancários do BB durante o período de 1995 até 2002 foram de -42,88%, enquanto os empregados da Caixa acumularam -49,64%. Embora tenham sido conquistados aumentos reais nas últimas campanhas salariais, as perdas acumuladas naquele período ainda refletem sobre os salários dos trabalhadores destes segmentos do sistema financeiro.
Na campanha salarial deste ano, a valorização dos salários iniciais, os pisos, foi diferente nos bancos públicos e privados. Na Fenaban a categoria conquistou reajuste de 16,33% nos pisos após 90 dias de contratação. Na Caixa o piso salarial recebeu reajuste de 12,74% (R$ 1.600); no Banco do Brasil de 12,99% (1.600) e no Banrisul o reajuste foi de 8,81% (R$1.262,05).
Os demais salários acima do piso tiveram o reajuste de 7,5% com teto de R$ 5.250 na Fenaban. No caso dos bancos públicos Caixa, BB e Banrisul, o reajuste foi concedido de maneira linear, sem limite de teto.
*Imprensa Fetrafi-RS 19/10/2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Bancários do BB e da Caixa decidem aceitar proposta dos bancos e encerrar a greve na Capital
Na quarta, dia 13, funcionários do Banrisul e de bancos privados já haviam decidido pelo fim da greve histórica.
Os funcionários do BB e os empregados da Caixa, reunidos em assembleias distintas nesta quinta, dia 14, no Clube do Comércio, decidiram aceitar as propostas das instituições. Assim, os bancários deram fim, em Porto Alegre e região, a uma paralisação que durou 16 dias. Clique aqui para ver a galeria de imagens da assembleia!
Na quarta, dia 13, funcionários do Banrisul e de bancos privados já haviam decidido pelo fim da greve histórica, que chegou a atingir em todo o Brasil 8.280 agências, número mais expressivo dos últimos 20 anos.
Na manhã desta quinta o movimento sindical também garantiu, tanto com a direção da Caixa quanto com a do BB, que o dia 14 não será descontado. Ele será incluso na regra de compensação, cujo prazo se inicia na data da assinatura da convenção coletiva com a Fenaban e termina em 15 de dezembro.
Banco do Brasil: O diretor do SindBancários e da Fetrafi-RS, Ronaldo Zeni, elogiou os funcionários do Banco do Brasil. “Há muitos anos não se via uma mobilização tão forte aqui em Porto Alegre, o que é um reflexo da nossa luta, que não foi só por salário, mas pelo fim do assédio moral. Nos são cobradas metas abusivas todos os dias, passamos mais tempo prestando contas do que atendendo à população, e deixamos bem claro que isso precisa ter fim”, declarou.
O diretor Pedro Loss também exaltou a unidade do movimento dos funcionários do BB. “Quem conseguiu uma melhor proposta do banco foram os bancários, que todas manhãs compareceram nos piquetes, convenceram os colegas à aderirem a mobilização e fizeram uma greve forte e coesa”, analisou.
Caixa Federal: A mesa da assembleia da Caixa foi composta pelos diretores do SindBancários Marcos Todt, Tiago Vasconcellos, José Henrique Wierzchowski e da Fetrafi-RS, Jéssica Philomena Molina. Além dos informes em nível nacional do movimento e da adesão à greve, os dirigentes recomendaram pelo fim da paralisação. O mesmo indicativo foi manifestado pelos participantes que utilizaram o plenário e outros foram contra.
“Apesar da falta de avanços na pauta específica, incluindo a isonomia, tomamos a decisão correta de manter mais um dia de greve, entretanto não podemos seguir adiante por conta do quadro nacional”, disse Todt, que também é vice presidente da Apcef-RS.
“Tivemos pessoas que lutaram muito por avanços na nossa pauta. O Rio Grande deu um recado nessa greve: queremos ser tratados com respeito pela direção da Caixa. Mais um dia de paralisação foi importante para mostrarmos a nossa posição de indignação pela falta de avanços”, afirmou Wierzchowski.
“Defendemos o fim da greve e a unidade da categoria. Não avançamos em nossa pauta específica, mas tivemos melhorias no piso e na PLR extraordinário. Também defendemos que a Caixa cumpra o seu papel social de banco público”, avaliou Vasconcellos.
Colocado em votação, a maioria dos presentes votou pelo fim da greve. O plenário ainda aprovou uma moção de repúdio. A primeira foi contra a condução da maioria dos integrantes da mesa única nas negociações, que acabaram não abordando temas específicos como isonomia e nem tomaram posição aos empregados do REG/Replan, que receberão reajuste diferenciado. Os participantes da assembleia aprovaram uma ressalva à discriminação da Caixa aos empregados do REG/Replan. Autorizaram o Sindicato a utilizar meios legais para acabar com tal discrepância.
Desconto assistencial: Após a aprovação do final da greve, os bancários do BB aprovaram o desconto assistencial 2010. O valor referente a apenas 1% do salário reajustado do bancário será descontado em parcela única. Após nossa campanha salarial, a sua contribuição é fundamental para sustentar as lutas da categoria.
O SindBancários concederá um prazo para oposição à contribuição de 25 de outubro a 4 de novembro.
*Imprensa/SindBancários com edição da Fetrafi-RS 14/10/2010
Retirado de: FETRAFI / Site
Os funcionários do BB e os empregados da Caixa, reunidos em assembleias distintas nesta quinta, dia 14, no Clube do Comércio, decidiram aceitar as propostas das instituições. Assim, os bancários deram fim, em Porto Alegre e região, a uma paralisação que durou 16 dias. Clique aqui para ver a galeria de imagens da assembleia!
Na quarta, dia 13, funcionários do Banrisul e de bancos privados já haviam decidido pelo fim da greve histórica, que chegou a atingir em todo o Brasil 8.280 agências, número mais expressivo dos últimos 20 anos.
Na manhã desta quinta o movimento sindical também garantiu, tanto com a direção da Caixa quanto com a do BB, que o dia 14 não será descontado. Ele será incluso na regra de compensação, cujo prazo se inicia na data da assinatura da convenção coletiva com a Fenaban e termina em 15 de dezembro.
Banco do Brasil: O diretor do SindBancários e da Fetrafi-RS, Ronaldo Zeni, elogiou os funcionários do Banco do Brasil. “Há muitos anos não se via uma mobilização tão forte aqui em Porto Alegre, o que é um reflexo da nossa luta, que não foi só por salário, mas pelo fim do assédio moral. Nos são cobradas metas abusivas todos os dias, passamos mais tempo prestando contas do que atendendo à população, e deixamos bem claro que isso precisa ter fim”, declarou.
O diretor Pedro Loss também exaltou a unidade do movimento dos funcionários do BB. “Quem conseguiu uma melhor proposta do banco foram os bancários, que todas manhãs compareceram nos piquetes, convenceram os colegas à aderirem a mobilização e fizeram uma greve forte e coesa”, analisou.
Caixa Federal: A mesa da assembleia da Caixa foi composta pelos diretores do SindBancários Marcos Todt, Tiago Vasconcellos, José Henrique Wierzchowski e da Fetrafi-RS, Jéssica Philomena Molina. Além dos informes em nível nacional do movimento e da adesão à greve, os dirigentes recomendaram pelo fim da paralisação. O mesmo indicativo foi manifestado pelos participantes que utilizaram o plenário e outros foram contra.
“Apesar da falta de avanços na pauta específica, incluindo a isonomia, tomamos a decisão correta de manter mais um dia de greve, entretanto não podemos seguir adiante por conta do quadro nacional”, disse Todt, que também é vice presidente da Apcef-RS.
“Tivemos pessoas que lutaram muito por avanços na nossa pauta. O Rio Grande deu um recado nessa greve: queremos ser tratados com respeito pela direção da Caixa. Mais um dia de paralisação foi importante para mostrarmos a nossa posição de indignação pela falta de avanços”, afirmou Wierzchowski.
“Defendemos o fim da greve e a unidade da categoria. Não avançamos em nossa pauta específica, mas tivemos melhorias no piso e na PLR extraordinário. Também defendemos que a Caixa cumpra o seu papel social de banco público”, avaliou Vasconcellos.
Colocado em votação, a maioria dos presentes votou pelo fim da greve. O plenário ainda aprovou uma moção de repúdio. A primeira foi contra a condução da maioria dos integrantes da mesa única nas negociações, que acabaram não abordando temas específicos como isonomia e nem tomaram posição aos empregados do REG/Replan, que receberão reajuste diferenciado. Os participantes da assembleia aprovaram uma ressalva à discriminação da Caixa aos empregados do REG/Replan. Autorizaram o Sindicato a utilizar meios legais para acabar com tal discrepância.
Desconto assistencial: Após a aprovação do final da greve, os bancários do BB aprovaram o desconto assistencial 2010. O valor referente a apenas 1% do salário reajustado do bancário será descontado em parcela única. Após nossa campanha salarial, a sua contribuição é fundamental para sustentar as lutas da categoria.
O SindBancários concederá um prazo para oposição à contribuição de 25 de outubro a 4 de novembro.
*Imprensa/SindBancários com edição da Fetrafi-RS 14/10/2010
Retirado de: FETRAFI / Site
Caixa paga regra básica, parcela adicional e metade da PLR Social no dia 29
Adicional foi conquistado com a unidade e a força da greve nacional deste ano.
A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira, dia 14, que efetuará o pagamento da antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no próximo dia 29. A exemplo do ano passado, a empresa vai creditar agora a regra básica e a parcela adicional da PLR, bem como a metade da PLR Social, conquistada com a unidade e a força da greve nacional deste ano.
Regra básica da PLR: Cada empregado vai receber a regra básica da PLR, que corresponde a 90% do salário, mais o valor fixo de R$ 1.100,80, com teto de R$ 7.181 ou limitado a 13% do lucro líquido projetado de 2010, o que ocorrer primeiro.
Considerando a projeção do lucro em R$ 2,550 bilhões, o total de 13% do lucro virá primeiro e será insuficiente para a aplicação integral da regra básica. Desta forma, nos moldes do ano passado, será usado um redutor de 35%, garantindo a distribuição de 13% do lucro.
Assim, cada empregado terá um crédito de 90% da remuneração-base mais a parcela de R$ 1.100,80, deduzindo-se do total apurado o redutor de 35%. O teto também terá o efeito desse redutor.
Parcela adicional da PLR: Conforme a fórmula aprovada, também será paga a parcela adicional da PLR que corresponde a 2% do lucro líquido, dividido pelo número total de empregados, em partes iguais, até o limite individual de R$ 2.400.
Diante da projeção do lucro de 2010, cada empregado vai receber aproximadamente R$ 620,00.
PLR Social: De acordo com a nova conquista, a Caixa vai distribuir 4% do lucro líquido a título de PLR Social, também dividido pelo número total de empregados, em partes iguais.
Considerando que agora será paga a metade da PLR Social e diante da projeção do lucro de 2010, cada empregado vai receber aproximadamente R$ 620,00.
Avaliação: "Tradicionalmente, a Caixa projeta o lucro do segundo semestre de forma muito conservadora, como ocorreu no ano passado, sendo que no fechamento do balanço os valores apurados são significativamente maiores. Caso isso aconteça novamente, a Caixa pagará em março de 2011 as diferenças da regra básica, parcela adicional e a outra metade da PLR Social devidamente recalculada", afirma Plínio Pavão, empregado da Caixa e secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.
Exemplo de cálculo da antecipação da PLR:
Empregado com remuneração-base de R$ 2.500,00:
- regra básica da PLR: R$ 2.250 + R$ 1.100,80 = R$ 3.350,80
. redutor de 35%: R$ 1.172,78
. valor a receber: R$ 2.172,02
- parcela adicional da PLR: R$ 620,00
- metade da PLR Social: R$ 620,00
- valor total a receber: R$ 3.418,02
*Contraf-CUT 15/10/2010
A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira, dia 14, que efetuará o pagamento da antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no próximo dia 29. A exemplo do ano passado, a empresa vai creditar agora a regra básica e a parcela adicional da PLR, bem como a metade da PLR Social, conquistada com a unidade e a força da greve nacional deste ano.
Regra básica da PLR: Cada empregado vai receber a regra básica da PLR, que corresponde a 90% do salário, mais o valor fixo de R$ 1.100,80, com teto de R$ 7.181 ou limitado a 13% do lucro líquido projetado de 2010, o que ocorrer primeiro.
Considerando a projeção do lucro em R$ 2,550 bilhões, o total de 13% do lucro virá primeiro e será insuficiente para a aplicação integral da regra básica. Desta forma, nos moldes do ano passado, será usado um redutor de 35%, garantindo a distribuição de 13% do lucro.
Assim, cada empregado terá um crédito de 90% da remuneração-base mais a parcela de R$ 1.100,80, deduzindo-se do total apurado o redutor de 35%. O teto também terá o efeito desse redutor.
Parcela adicional da PLR: Conforme a fórmula aprovada, também será paga a parcela adicional da PLR que corresponde a 2% do lucro líquido, dividido pelo número total de empregados, em partes iguais, até o limite individual de R$ 2.400.
Diante da projeção do lucro de 2010, cada empregado vai receber aproximadamente R$ 620,00.
PLR Social: De acordo com a nova conquista, a Caixa vai distribuir 4% do lucro líquido a título de PLR Social, também dividido pelo número total de empregados, em partes iguais.
Considerando que agora será paga a metade da PLR Social e diante da projeção do lucro de 2010, cada empregado vai receber aproximadamente R$ 620,00.
Avaliação: "Tradicionalmente, a Caixa projeta o lucro do segundo semestre de forma muito conservadora, como ocorreu no ano passado, sendo que no fechamento do balanço os valores apurados são significativamente maiores. Caso isso aconteça novamente, a Caixa pagará em março de 2011 as diferenças da regra básica, parcela adicional e a outra metade da PLR Social devidamente recalculada", afirma Plínio Pavão, empregado da Caixa e secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.
Exemplo de cálculo da antecipação da PLR:
Empregado com remuneração-base de R$ 2.500,00:
- regra básica da PLR: R$ 2.250 + R$ 1.100,80 = R$ 3.350,80
. redutor de 35%: R$ 1.172,78
. valor a receber: R$ 2.172,02
- parcela adicional da PLR: R$ 620,00
- metade da PLR Social: R$ 620,00
- valor total a receber: R$ 3.418,02
*Contraf-CUT 15/10/2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Greve na Caixa e no BB continua em algumas bases sindicais do RS
Sindicatos realizam novas assembleias ao longo desta quinta-feira para reavaliar propostas. Em Porto Alegre, os dois segmentos continuam em greve.
Novas assembleias ocorrem hoje onde ainda há greve: A greve na Caixa e no Banco do Brasil continua nesta quinta-feira nas bases de alguns sindicatos filiados à Fetrafi-RS, incluindo Porto Alegre e Santa Maria. Serão realizadas novas assembleias durante esta quinta-feira para reavaliar as propostas apresentadas pelos bancos públicos e Banrisul e deliberar pelo retorno ao trabalho ou não. No resto do país a maioria das assembleias aprovou tanto as propostas da Fenaban quanto as apresentadas pelos bancos públicos. Confira os resultados das assembleias com informes até às 9h!
Porto Alegre - Entre os pontos que determinaram a manutenção da paralisação na Caixa estão a falta de proposta para a isonomia e a manutenção de cláusulas discriminatórias contra os funcionários do Reg/Replan não saldado no novo Plano de Funções Gratificadas (PFG).
Já os funcionários do BB querem mais avanços nas questões específicas, entre elas as cláusulas sociais, de saúde e do PCCS, que não teve nenhuma proposta além do PCR.
Haverá novas assembleias nesta quinta, dia 14, às 15h, no Clube do Comércio.
Veja a proposta da Caixa
1) Reajuste salarial seguindo a regra da Fenaban, de 7,5% em todas as verbas, SEM o teto de R$ 5.250,00.
2) Elevação do piso da careira administrativa (PCS de 2008) para R$ 1.600,00, mediante aplicação de 10,19% sobre o valor da referência 201 de 31/08/2010.
3) Acréscimo linear de R$ 39,00 em todas as referências do PCS de 2008, resultando em reajustes variando de 8,4% a 10,19% nos valores da tabela.
4) Após conclusão do contrato de experiência de 90 dias, enquadramento automático dos empregados da carreira administrativa (PCS 2008) na referência 202 e dos empregados da carreira profissional na referência 802 de sua tabela.
5) Promoção por mérito: os empregados com no mínimo 180 dias trabalhados em 2009 e em condições de serem promovidos em 31/12/2009 serão promovidos em 1 referência a partir de 01/01/2010.
6) Concessão de 1 referência, em 01/09/2010, aos empregados da carreira administrativa que se encontrem na referência 201 na data de 01/09/2010, desde que não se enquadrem nos itens 3 e 4.
7) PLR - Caixa se compromete a seguir a regra da Fenaban, conforme definido na mesa unificada de negociação.
8) PLR Extraordinária Caixa equivalente a 4% do lucro líquido, distribuídos de forma linear para todos os empregados.
9) Elevação do valor do auxílio para escola especializada para filho deficiente, previsto no plano de saúde da Caixa, de R$ 150,00 para o mesmo valor do Auxílio Creche (R$ 261,33), mantendo-se as condições previstas no normativo vigente para seu recebimento.
10) Inclusão dos empregados, aposentados e pensionistas no programa de relacionamento para a redução dos juros do cheque especial, com a inclusão na faixa 6, na conta em que receba salário ou provento.
11) Isenção de anuidade dos cartões de crédito Mastercard e Visa nas modalidades existentes em 01/09/2010.
12) Ampliação da idade da criança adotada na licença adoção de 8 anos incompletos para 12 anos incompletos.
13) Ampliar para bimestral a frequência das reuniões dos comitês de acompanhamento do credenciamento e descredenciamento do Saúde Caixa.
14) Discutir o tema Plano de Funções Gratificadas (PFG) na mesa permanente.
15) Discutir o tema PSI na mesa permanente.
16) Formação de uma comissão paritária para discussão das pendências relativas ao SIPON, visando a adequação do sistema às exigências do Ministério do Trabalho e Emprego, em especial a Portaria 1510/09.
17) Incluir, para diagnóstico no PCMSO, os exames de mamografia e Papanicolau para as mulheres e, para os homens, de próstata, em caso de PSA alterado.
18) Desenvolver ação interna voltada para a saúde do homem.
19) Inclusão, como dependente direto do Saúde Caixa, do filho maior de 21 anos com deficiência permanente e incapaz.
20) Devolução dos valores descontados em decorrência dos dias parados pelas greves nos anos de 2007 e 2008, com a necessária extinção das ações judiciais sobre o tema.
21) Bolsa Graduação - ampliação de 4,6 mil para 5 mil bolsas.
22) Bolsa de idiomas - ampliação de 2,6 mil para 3 mil bolsas, priorizando as unidades localizadas em fronteira e unidades localizadas nas cidades-sede da Copa 2014.
23) Promoção por Mérito de 2010 - Caixa se compromete a definir os critérios para concessão dos deltas até dia 30/11/2010, com debate com os trabalhadores. A promoção será realizada até março de 2011 e será retroativa a janeiro de 2011.
Confira o que propõe o Banco do Brasil
1) Reajuste salarial de 7,5% sobre todas as verbas salariais (SEM o teto de R$ 5.250,00 da Fenaban).
2) Elevação do piso salarial para R$ 1.600,00, o que representa um aumento real de 8,71%, com correção de todo o PCS.
3) Implantação da Carreira de Mérito do Plano de Carreiras e Remuneração (PCR), retroagindo seus efeitos ao ano de 2006. Mais detalhes do funcionamento dessa nova carreira serão disponibilizados em breve a todos os funcionários.
4) Alteração da IN 369 em seu item 1.16.4.2, aumentando de um (01) para três (03) ciclos negativos a quantidade de avaliação necessária para efeito de descomissionamento por desempenho.
5) Considerar o tempo de exercício na função de Atendente B nas Centrais de Atendimento, quando da promoção para Atendente A, no que diz respeito ao cumprimento da trava de dois anos.
6) Aplicação de interstício de 3% nas promoções do PCS no VCPI dos funcionários incorporados.
7) Pagamento de compensação pelo fim do benefício da Gratificação Variável existente anteriormente no Banco Nossa Caixa. O montante a ser dividido entre esses funcionários será equivalente a aplicação do mesmo por 5 anos.
8) PLR que contempla 17 mil novos funcionários em relação ao ano anterior, com s seguintes parâmetros:
- NRF Especial - 3,0 salários
- NRF 01 e 02 - 3,0 salários
- NRF 3 - 2,3 salários
- Primeiros Gestores Rede - 1,85 salários
- Primeiros Gestores Demais - 1,85 salários
- Demais Gestores Rede - 1,57 salários
- Demais Gestores BB - 1,57 salários
- Analistas e Assessores NRF 04 - 1,57 salários
- Gerência Média Rede - 1,55 salários
- Demais Gerências Médias - 1,55 salários
- Analistas e Assessores NRF 05 e 06 - 1,50 salários
- Demais Comissionados - 1,47 salários
- Escriturários - R$ 3.118,08
- Caixas Executivos - R$ 3.434,99
*Imprensa Fetrafi-RS
14/10/2010
Novas assembleias ocorrem hoje onde ainda há greve: A greve na Caixa e no Banco do Brasil continua nesta quinta-feira nas bases de alguns sindicatos filiados à Fetrafi-RS, incluindo Porto Alegre e Santa Maria. Serão realizadas novas assembleias durante esta quinta-feira para reavaliar as propostas apresentadas pelos bancos públicos e Banrisul e deliberar pelo retorno ao trabalho ou não. No resto do país a maioria das assembleias aprovou tanto as propostas da Fenaban quanto as apresentadas pelos bancos públicos. Confira os resultados das assembleias com informes até às 9h!
Porto Alegre - Entre os pontos que determinaram a manutenção da paralisação na Caixa estão a falta de proposta para a isonomia e a manutenção de cláusulas discriminatórias contra os funcionários do Reg/Replan não saldado no novo Plano de Funções Gratificadas (PFG).
Já os funcionários do BB querem mais avanços nas questões específicas, entre elas as cláusulas sociais, de saúde e do PCCS, que não teve nenhuma proposta além do PCR.
Haverá novas assembleias nesta quinta, dia 14, às 15h, no Clube do Comércio.
Veja a proposta da Caixa
1) Reajuste salarial seguindo a regra da Fenaban, de 7,5% em todas as verbas, SEM o teto de R$ 5.250,00.
2) Elevação do piso da careira administrativa (PCS de 2008) para R$ 1.600,00, mediante aplicação de 10,19% sobre o valor da referência 201 de 31/08/2010.
3) Acréscimo linear de R$ 39,00 em todas as referências do PCS de 2008, resultando em reajustes variando de 8,4% a 10,19% nos valores da tabela.
4) Após conclusão do contrato de experiência de 90 dias, enquadramento automático dos empregados da carreira administrativa (PCS 2008) na referência 202 e dos empregados da carreira profissional na referência 802 de sua tabela.
5) Promoção por mérito: os empregados com no mínimo 180 dias trabalhados em 2009 e em condições de serem promovidos em 31/12/2009 serão promovidos em 1 referência a partir de 01/01/2010.
6) Concessão de 1 referência, em 01/09/2010, aos empregados da carreira administrativa que se encontrem na referência 201 na data de 01/09/2010, desde que não se enquadrem nos itens 3 e 4.
7) PLR - Caixa se compromete a seguir a regra da Fenaban, conforme definido na mesa unificada de negociação.
8) PLR Extraordinária Caixa equivalente a 4% do lucro líquido, distribuídos de forma linear para todos os empregados.
9) Elevação do valor do auxílio para escola especializada para filho deficiente, previsto no plano de saúde da Caixa, de R$ 150,00 para o mesmo valor do Auxílio Creche (R$ 261,33), mantendo-se as condições previstas no normativo vigente para seu recebimento.
10) Inclusão dos empregados, aposentados e pensionistas no programa de relacionamento para a redução dos juros do cheque especial, com a inclusão na faixa 6, na conta em que receba salário ou provento.
11) Isenção de anuidade dos cartões de crédito Mastercard e Visa nas modalidades existentes em 01/09/2010.
12) Ampliação da idade da criança adotada na licença adoção de 8 anos incompletos para 12 anos incompletos.
13) Ampliar para bimestral a frequência das reuniões dos comitês de acompanhamento do credenciamento e descredenciamento do Saúde Caixa.
14) Discutir o tema Plano de Funções Gratificadas (PFG) na mesa permanente.
15) Discutir o tema PSI na mesa permanente.
16) Formação de uma comissão paritária para discussão das pendências relativas ao SIPON, visando a adequação do sistema às exigências do Ministério do Trabalho e Emprego, em especial a Portaria 1510/09.
17) Incluir, para diagnóstico no PCMSO, os exames de mamografia e Papanicolau para as mulheres e, para os homens, de próstata, em caso de PSA alterado.
18) Desenvolver ação interna voltada para a saúde do homem.
19) Inclusão, como dependente direto do Saúde Caixa, do filho maior de 21 anos com deficiência permanente e incapaz.
20) Devolução dos valores descontados em decorrência dos dias parados pelas greves nos anos de 2007 e 2008, com a necessária extinção das ações judiciais sobre o tema.
21) Bolsa Graduação - ampliação de 4,6 mil para 5 mil bolsas.
22) Bolsa de idiomas - ampliação de 2,6 mil para 3 mil bolsas, priorizando as unidades localizadas em fronteira e unidades localizadas nas cidades-sede da Copa 2014.
23) Promoção por Mérito de 2010 - Caixa se compromete a definir os critérios para concessão dos deltas até dia 30/11/2010, com debate com os trabalhadores. A promoção será realizada até março de 2011 e será retroativa a janeiro de 2011.
Confira o que propõe o Banco do Brasil
1) Reajuste salarial de 7,5% sobre todas as verbas salariais (SEM o teto de R$ 5.250,00 da Fenaban).
2) Elevação do piso salarial para R$ 1.600,00, o que representa um aumento real de 8,71%, com correção de todo o PCS.
3) Implantação da Carreira de Mérito do Plano de Carreiras e Remuneração (PCR), retroagindo seus efeitos ao ano de 2006. Mais detalhes do funcionamento dessa nova carreira serão disponibilizados em breve a todos os funcionários.
4) Alteração da IN 369 em seu item 1.16.4.2, aumentando de um (01) para três (03) ciclos negativos a quantidade de avaliação necessária para efeito de descomissionamento por desempenho.
5) Considerar o tempo de exercício na função de Atendente B nas Centrais de Atendimento, quando da promoção para Atendente A, no que diz respeito ao cumprimento da trava de dois anos.
6) Aplicação de interstício de 3% nas promoções do PCS no VCPI dos funcionários incorporados.
7) Pagamento de compensação pelo fim do benefício da Gratificação Variável existente anteriormente no Banco Nossa Caixa. O montante a ser dividido entre esses funcionários será equivalente a aplicação do mesmo por 5 anos.
8) PLR que contempla 17 mil novos funcionários em relação ao ano anterior, com s seguintes parâmetros:
- NRF Especial - 3,0 salários
- NRF 01 e 02 - 3,0 salários
- NRF 3 - 2,3 salários
- Primeiros Gestores Rede - 1,85 salários
- Primeiros Gestores Demais - 1,85 salários
- Demais Gestores Rede - 1,57 salários
- Demais Gestores BB - 1,57 salários
- Analistas e Assessores NRF 04 - 1,57 salários
- Gerência Média Rede - 1,55 salários
- Demais Gerências Médias - 1,55 salários
- Analistas e Assessores NRF 05 e 06 - 1,50 salários
- Demais Comissionados - 1,47 salários
- Escriturários - R$ 3.118,08
- Caixas Executivos - R$ 3.434,99
*Imprensa Fetrafi-RS
14/10/2010
Demora do Congresso deixa desaposentadoria nas mãos da Justiça
Dois projetos pretendem, na essência, é garantir ao aposentado que continuou trabalhando o direito de renunciar ao benefício previdenciário.
Até que o Congresso Nacional decida sobre a regulamentação legal da desaposentadoria (o que ainda deve demorar bastante), a Justiça continuará sendo o único caminho ao alcance dos aposentados que quiserem renunciar ao benefício para em seguida obtê-lo de novo, em valor mais alto.
Milhares de ações desse tipo tramitam atualmente nos estados e algumas já chegaram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), cujo entendimento tem sido favorável aos aposentados.
“Vamos ter um ‘tsunami’ de processos judiciais”, avalia André Luiz Marques, presidente do Instituto dos Advogados Previdenciários de São Paulo (Iape). “Esse vai ser o novo foco das revisões de benefícios. O pessoal está acordando para a injustiça que é contribuir sem ter nada em troca”, diz ele.
Dos projetos sobre o assunto existentes no Congresso, os dois que reúnem maiores chances de aprovação são de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) e do deputado Cleber Verde (PRB-MA).
O primeiro aguarda parecer na Comissão de Assuntos Sociais do Senado e o segundo recebeu parecer favorável na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, mas ainda não foi votado. Mesmo que sejam aprovados (o que não deve ocorrer este ano, por causa da campanha eleitoral), os projetos ainda terão que passar pela revisão na outra Casa do Congresso.
O que os dois projetos pretendem, na essência, é garantir ao aposentado que continuou trabalhando o direito de renunciar ao benefício previdenciário e aproveitar o tempo de contribuição no cálculo de nova aposentadoria. O projeto do deputado Cleber Verde quer ainda impedir a devolução dos valores recebidos até a renúncia. Nada disso é previsto na legislação atual, mas esses direitos têm sido reconhecidos aos aposentados em várias decisões judiciais.
A desaposentadoria (também chamada de desaposentação, embora nenhuma dessas palavras conste nos dicionários) vem sendo requerida tanto por trabalhadores que entraram cedo no mercado (e por isso se aposentaram mais jovens), como por pessoas que haviam optado pela aposentadoria proporcional até 1998 (quando ela foi extinta) e continuaram na ativa. Nem sempre haverá vantagem para o requerente, pois cada caso é um caso e precisa ser calculado individualmente.
Fator previdenciário: A estratégia da renúncia começou a ser explorada pelos advogados de aposentados algum tempo depois da criação do fator previdenciário, destinado a inibir as aposentadorias precoces.
Aplicado pelo governo a partir de 1999, após o fim das aposentadorias proporcionais, o fator previdenciário é um mecanismo de cálculo que reduz o valor do benefício para quem se aposenta com menos idade, independentemente do seu tempo de contribuição. Ele se apoia no argumento de que essas pessoas ainda irão receber aposentadoria por muitos anos.
Segundo André Luiz Marques, do Iape, o fator previdenciário, da maneira como existe, é injusto, pois corta o valor da aposentadoria de modo permanente. “Ele deveria ser escalonado, de modo que a redução ficasse menor ano a ano, na medida em que se reduz a expectativa de vida da pessoa. Hoje, o fator previdenciário é um castigo até o fim da vida”, afirma o advogado.
O presidente do Iape calcula que alguns aposentados podem vir a ter aumentos de 50% a 60% com a desaposentadoria, por conta das perdas causadas pelo fator previdenciário. Por isso, ele afirma que o Poder Judiciário pode esperar uma enxurrada de processos, como aconteceu alguns anos atrás com os pedidos de revisão de benefícios. “Conheço escritórios que têm centenas de processos sobre esse tema”, diz André Marques.
O crescimento do número de ações de desaposentadoria preocupa o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cujo deficit foi de R$ 43,6 bilhões no ano passado. A preocupação é tamanha que o Ministério da Previdência prefere nem se manifestar sobre o tema, com receio de estimular a discussão.
A única coisa que o ministério diz, repetindo o que os procuradores do INSS alegam nas ações judiciais, é que a lei não prevê a possibilidade de renúncia ao benefício. Por essa razão, as agências do INSS se recusam a processar os pedidos de desaposentadoria, restando ao interessado a opção de procurar a Justiça.
Sem contrapartida: Quem continua a trabalhar depois de aposentado é obrigado a seguir contribuindo para a Previdência. Porém, em relação à contrapartida, a Lei n. 8.213/1991 é taxativa:
“O aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social que permanecer em atividade sujeita a este regime, ou a ele retornar, não fará jus a prestação alguma da previdência social em decorrência do exercício dessa atividade, exceto ao salário-família e à reabilitação profissional, quando empregado”.
O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá julgar em breve um recurso extraordinário no qual é contestada a constitucionalidade da Lei n. 8.213/91 nesse ponto específico, mas a decisão só será válida para as partes envolvidas no processo. De todo modo, mesmo não tendo efeito vinculante, o entendimento do STF servirá de orientação às demais instâncias da Justiça.
Foi exatamente com base naquela disposição da Lei n. 8.213/91 que o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) negou a desaposentadoria a um trabalhador de Pernambuco que se havia aposentado pelo regime proporcional. De acordo com o TRF5, a lei impede que as contribuições pagas depois da concessão de aposentadoria proporcional sejam computadas para o deferimento de benefício integral.
Inconformado, o trabalhador recorreu ao STJ e ganhou a batalha. A decisão final saiu em abril. A Quinta Turma do Tribunal acompanhou o pensamento do relator, ministro Arnaldo Esteves Lima (hoje na Primeira Turma), para quem a aposentadoria é “um direito disponível dos segurados”. Por isso, segundo ele, ”é possível a renúncia a uma espécie de aposentadoria para a concessão de outra”.
O resultado seguiu a linha de decisões anteriores adotadas na Quinta e na Sexta Turma, onde são julgados os recursos sobre direito previdenciário. Um dos precedentes foi julgado em 2005 e teve como relatora a ministra Laurita Vaz, também da Quinta Turma. O caso envolvia um ex-trabalhador rural que queria se “reaposentar” como autônomo no Rio Grande do Sul.
“A pretensão do autor não é a cumulação de benefícios previdenciários”, disse na época a relatora, “mas sim a renúncia da aposentadoria que atualmente percebe (aposentadoria por idade, na qualidade de rurícola) para o recebimento de outra mais vantajosa (aposentadoria por idade, de natureza urbana).”
Ainda segundo Laurita Vaz, “não se trata da dupla contagem de tempo de serviço já utilizado por um sistema, o que pressupõe, necessariamente, a concomitância de benefícios concedidos com base no mesmo período, o que é vedado pela lei de benefícios. Trata-se, na verdade, de abdicação a um benefício concedido a fim de obter a concessão de um benefício mais vantajoso”.
Contra a devolução: Também na controvérsia sobre a necessidade de devolução das aposentadorias recebidas, o STJ vem adotando posição favorável aos beneficiários do INSS. “O ato de renunciar ao benefício não implica a obrigação de devolução das parcelas recebidas, pois, enquanto esteve aposentado, o segurado fez jus aos seus proventos”, afirmou em 2008 a ministra Maria Thereza de Assis Moura, da Sexta Turma, ao julgar um caso de Santa Catarina.
Em 2005, na mesma Sexta Turma, o ministro Nilson Naves (hoje aposentado) já havia declarado a desnecessidade de devolução do dinheiro em um processo do Distrito Federal, "pois, enquanto perdurou a aposentadoria pelo regime geral, os pagamentos, de natureza alimentar, eram indiscutivelmente devidos".
Ao julgar outro recurso do DF na Quinta Turma, em 2008, o ministro Jorge Mussi sintetizou o entendimento das duas Turmas julgadoras que compõem a Terceira Seção do STJ: “A renúncia à aposentadoria, para fins de aproveitamento do tempo de contribuição e concessão de novo benefício, seja no mesmo regime ou em regime diverso, não importa em devolução dos valores percebidos”.
Ainda assim, a posição não é unânime. O ministro Napoleão Maia Filho, integrante da Quinta Turma, entende que, “para a desconstituição da aposentadoria e o aproveitamento do tempo de contribuição, é imprescindível conferir efeito ex tunc (retroativo) à renúncia, a fim de que o segurado retorne à situação originária, inclusive como forma de preservar o equilíbrio atuarial do sistema previdenciário”.
"Dessa forma”, continua o ministro, “além de renunciar ao benefício, deverá o segurado devolver os proventos recebidos no período que pretende ver acrescentado ao tempo já averbado”. No apoio a essa tese (que, ao menos por enquanto, não convenceu os demais julgadores), Napoleão Maia Filho cita o professor e advogado Wladimir Novaes Martinez, especialista em direito previdenciário:
“Se a previdência aposenta o segurado, ela se serve de reservas acumuladas pelos trabalhadores, entre as quais as do titular do direito. Na desaposentação, terá de reaver os valores pagos para estar econômica, financeira e atuarialmente apta para aposentá-lo novamente.”
*STJ 17/09/2010
Retirado de: FETRAFI/Site
Até que o Congresso Nacional decida sobre a regulamentação legal da desaposentadoria (o que ainda deve demorar bastante), a Justiça continuará sendo o único caminho ao alcance dos aposentados que quiserem renunciar ao benefício para em seguida obtê-lo de novo, em valor mais alto.
Milhares de ações desse tipo tramitam atualmente nos estados e algumas já chegaram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), cujo entendimento tem sido favorável aos aposentados.
“Vamos ter um ‘tsunami’ de processos judiciais”, avalia André Luiz Marques, presidente do Instituto dos Advogados Previdenciários de São Paulo (Iape). “Esse vai ser o novo foco das revisões de benefícios. O pessoal está acordando para a injustiça que é contribuir sem ter nada em troca”, diz ele.
Dos projetos sobre o assunto existentes no Congresso, os dois que reúnem maiores chances de aprovação são de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) e do deputado Cleber Verde (PRB-MA).
O primeiro aguarda parecer na Comissão de Assuntos Sociais do Senado e o segundo recebeu parecer favorável na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, mas ainda não foi votado. Mesmo que sejam aprovados (o que não deve ocorrer este ano, por causa da campanha eleitoral), os projetos ainda terão que passar pela revisão na outra Casa do Congresso.
O que os dois projetos pretendem, na essência, é garantir ao aposentado que continuou trabalhando o direito de renunciar ao benefício previdenciário e aproveitar o tempo de contribuição no cálculo de nova aposentadoria. O projeto do deputado Cleber Verde quer ainda impedir a devolução dos valores recebidos até a renúncia. Nada disso é previsto na legislação atual, mas esses direitos têm sido reconhecidos aos aposentados em várias decisões judiciais.
A desaposentadoria (também chamada de desaposentação, embora nenhuma dessas palavras conste nos dicionários) vem sendo requerida tanto por trabalhadores que entraram cedo no mercado (e por isso se aposentaram mais jovens), como por pessoas que haviam optado pela aposentadoria proporcional até 1998 (quando ela foi extinta) e continuaram na ativa. Nem sempre haverá vantagem para o requerente, pois cada caso é um caso e precisa ser calculado individualmente.
Fator previdenciário: A estratégia da renúncia começou a ser explorada pelos advogados de aposentados algum tempo depois da criação do fator previdenciário, destinado a inibir as aposentadorias precoces.
Aplicado pelo governo a partir de 1999, após o fim das aposentadorias proporcionais, o fator previdenciário é um mecanismo de cálculo que reduz o valor do benefício para quem se aposenta com menos idade, independentemente do seu tempo de contribuição. Ele se apoia no argumento de que essas pessoas ainda irão receber aposentadoria por muitos anos.
Segundo André Luiz Marques, do Iape, o fator previdenciário, da maneira como existe, é injusto, pois corta o valor da aposentadoria de modo permanente. “Ele deveria ser escalonado, de modo que a redução ficasse menor ano a ano, na medida em que se reduz a expectativa de vida da pessoa. Hoje, o fator previdenciário é um castigo até o fim da vida”, afirma o advogado.
O presidente do Iape calcula que alguns aposentados podem vir a ter aumentos de 50% a 60% com a desaposentadoria, por conta das perdas causadas pelo fator previdenciário. Por isso, ele afirma que o Poder Judiciário pode esperar uma enxurrada de processos, como aconteceu alguns anos atrás com os pedidos de revisão de benefícios. “Conheço escritórios que têm centenas de processos sobre esse tema”, diz André Marques.
O crescimento do número de ações de desaposentadoria preocupa o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cujo deficit foi de R$ 43,6 bilhões no ano passado. A preocupação é tamanha que o Ministério da Previdência prefere nem se manifestar sobre o tema, com receio de estimular a discussão.
A única coisa que o ministério diz, repetindo o que os procuradores do INSS alegam nas ações judiciais, é que a lei não prevê a possibilidade de renúncia ao benefício. Por essa razão, as agências do INSS se recusam a processar os pedidos de desaposentadoria, restando ao interessado a opção de procurar a Justiça.
Sem contrapartida: Quem continua a trabalhar depois de aposentado é obrigado a seguir contribuindo para a Previdência. Porém, em relação à contrapartida, a Lei n. 8.213/1991 é taxativa:
“O aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social que permanecer em atividade sujeita a este regime, ou a ele retornar, não fará jus a prestação alguma da previdência social em decorrência do exercício dessa atividade, exceto ao salário-família e à reabilitação profissional, quando empregado”.
O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá julgar em breve um recurso extraordinário no qual é contestada a constitucionalidade da Lei n. 8.213/91 nesse ponto específico, mas a decisão só será válida para as partes envolvidas no processo. De todo modo, mesmo não tendo efeito vinculante, o entendimento do STF servirá de orientação às demais instâncias da Justiça.
Foi exatamente com base naquela disposição da Lei n. 8.213/91 que o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) negou a desaposentadoria a um trabalhador de Pernambuco que se havia aposentado pelo regime proporcional. De acordo com o TRF5, a lei impede que as contribuições pagas depois da concessão de aposentadoria proporcional sejam computadas para o deferimento de benefício integral.
Inconformado, o trabalhador recorreu ao STJ e ganhou a batalha. A decisão final saiu em abril. A Quinta Turma do Tribunal acompanhou o pensamento do relator, ministro Arnaldo Esteves Lima (hoje na Primeira Turma), para quem a aposentadoria é “um direito disponível dos segurados”. Por isso, segundo ele, ”é possível a renúncia a uma espécie de aposentadoria para a concessão de outra”.
O resultado seguiu a linha de decisões anteriores adotadas na Quinta e na Sexta Turma, onde são julgados os recursos sobre direito previdenciário. Um dos precedentes foi julgado em 2005 e teve como relatora a ministra Laurita Vaz, também da Quinta Turma. O caso envolvia um ex-trabalhador rural que queria se “reaposentar” como autônomo no Rio Grande do Sul.
“A pretensão do autor não é a cumulação de benefícios previdenciários”, disse na época a relatora, “mas sim a renúncia da aposentadoria que atualmente percebe (aposentadoria por idade, na qualidade de rurícola) para o recebimento de outra mais vantajosa (aposentadoria por idade, de natureza urbana).”
Ainda segundo Laurita Vaz, “não se trata da dupla contagem de tempo de serviço já utilizado por um sistema, o que pressupõe, necessariamente, a concomitância de benefícios concedidos com base no mesmo período, o que é vedado pela lei de benefícios. Trata-se, na verdade, de abdicação a um benefício concedido a fim de obter a concessão de um benefício mais vantajoso”.
Contra a devolução: Também na controvérsia sobre a necessidade de devolução das aposentadorias recebidas, o STJ vem adotando posição favorável aos beneficiários do INSS. “O ato de renunciar ao benefício não implica a obrigação de devolução das parcelas recebidas, pois, enquanto esteve aposentado, o segurado fez jus aos seus proventos”, afirmou em 2008 a ministra Maria Thereza de Assis Moura, da Sexta Turma, ao julgar um caso de Santa Catarina.
Em 2005, na mesma Sexta Turma, o ministro Nilson Naves (hoje aposentado) já havia declarado a desnecessidade de devolução do dinheiro em um processo do Distrito Federal, "pois, enquanto perdurou a aposentadoria pelo regime geral, os pagamentos, de natureza alimentar, eram indiscutivelmente devidos".
Ao julgar outro recurso do DF na Quinta Turma, em 2008, o ministro Jorge Mussi sintetizou o entendimento das duas Turmas julgadoras que compõem a Terceira Seção do STJ: “A renúncia à aposentadoria, para fins de aproveitamento do tempo de contribuição e concessão de novo benefício, seja no mesmo regime ou em regime diverso, não importa em devolução dos valores percebidos”.
Ainda assim, a posição não é unânime. O ministro Napoleão Maia Filho, integrante da Quinta Turma, entende que, “para a desconstituição da aposentadoria e o aproveitamento do tempo de contribuição, é imprescindível conferir efeito ex tunc (retroativo) à renúncia, a fim de que o segurado retorne à situação originária, inclusive como forma de preservar o equilíbrio atuarial do sistema previdenciário”.
"Dessa forma”, continua o ministro, “além de renunciar ao benefício, deverá o segurado devolver os proventos recebidos no período que pretende ver acrescentado ao tempo já averbado”. No apoio a essa tese (que, ao menos por enquanto, não convenceu os demais julgadores), Napoleão Maia Filho cita o professor e advogado Wladimir Novaes Martinez, especialista em direito previdenciário:
“Se a previdência aposenta o segurado, ela se serve de reservas acumuladas pelos trabalhadores, entre as quais as do titular do direito. Na desaposentação, terá de reaver os valores pagos para estar econômica, financeira e atuarialmente apta para aposentá-lo novamente.”
*STJ 17/09/2010
Retirado de: FETRAFI/Site
País precisará rever idade mínima de aposentadoria, diz coordenadora do Ipea
Segundo Ana Amélia Camarano, envelhecimento da população vai requerer medidas, como o fim da aposentadoria compulsória
O envelhecimento da população brasileira deve levar o País a aumentar a idade mínima para a aposentadoria e acabar com a aposentadoria compulsória, defendeu nesta quarta-feira, 13, a coordenadora de População e Cidadania do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Ana Amélia Camarano. "É importante acabar com a aposentadoria compulsória. Ela é fruto de preconceito", disse durante a divulgação do Comunicado do Ipea nº 64 - PNAD 2009: Primeiras Análises - Tendências Demográficas, no Rio.
Ana Amélia afirmou que o envelhecimento da população vai requerer outras medidas, como uma revisão da idade mínima para aposentadoria. "Estamos vendo isso na França, que está praticamente parada, e também é uma tendência para o Brasil", disse. Segundo ela, esse tipo de medida é positiva para a Previdência e também para os idosos, que se beneficiariam da maior permanência no mercado de trabalho.
"Isso é importante do ponto de vista da questão previdenciária e fiscal e do ponto de vista do indivíduo. Principalmente para o homem, a saída do mercado de trabalho significa uma importante desintegração social. Com isso, aumentam os índices de alcoolismo, de depressão e até de suicídios", comenta.
O comunicado do Ipea projeta que a população brasileira deve parar de crescer por volta de 2030, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A tendência, diz o documento, é resultado da combinação da queda da mortalidade com a redução da fecundidade. O estudo mostra que a população idosa (com 60 anos ou mais), que respondia por 7,9% da população brasileira em 1992, passou a responder por 11,4% em 2009.
"É importante que as pessoas vejam o trabalho do idoso com menos preconceito, até porque senão não haverá gente para trabalhar no futuro", disse Ana Amélia.
Ela afirmou que o País tem avançado na redução da pobreza entre os idosos e apontou como uma das causas o fato de o piso da aposentadoria ser o salário mínimo. "É importante que essa redução acentuada da pobreza entre os idosos se mantenha. Uma das razões é que o piso do benefício é o salário mínimo. Então é importante que não haja desvinculação", defende.
*Estadão 14/10/2010
Retirado de: FETRAFI/Site
O envelhecimento da população brasileira deve levar o País a aumentar a idade mínima para a aposentadoria e acabar com a aposentadoria compulsória, defendeu nesta quarta-feira, 13, a coordenadora de População e Cidadania do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Ana Amélia Camarano. "É importante acabar com a aposentadoria compulsória. Ela é fruto de preconceito", disse durante a divulgação do Comunicado do Ipea nº 64 - PNAD 2009: Primeiras Análises - Tendências Demográficas, no Rio.
Ana Amélia afirmou que o envelhecimento da população vai requerer outras medidas, como uma revisão da idade mínima para aposentadoria. "Estamos vendo isso na França, que está praticamente parada, e também é uma tendência para o Brasil", disse. Segundo ela, esse tipo de medida é positiva para a Previdência e também para os idosos, que se beneficiariam da maior permanência no mercado de trabalho.
"Isso é importante do ponto de vista da questão previdenciária e fiscal e do ponto de vista do indivíduo. Principalmente para o homem, a saída do mercado de trabalho significa uma importante desintegração social. Com isso, aumentam os índices de alcoolismo, de depressão e até de suicídios", comenta.
O comunicado do Ipea projeta que a população brasileira deve parar de crescer por volta de 2030, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A tendência, diz o documento, é resultado da combinação da queda da mortalidade com a redução da fecundidade. O estudo mostra que a população idosa (com 60 anos ou mais), que respondia por 7,9% da população brasileira em 1992, passou a responder por 11,4% em 2009.
"É importante que as pessoas vejam o trabalho do idoso com menos preconceito, até porque senão não haverá gente para trabalhar no futuro", disse Ana Amélia.
Ela afirmou que o País tem avançado na redução da pobreza entre os idosos e apontou como uma das causas o fato de o piso da aposentadoria ser o salário mínimo. "É importante que essa redução acentuada da pobreza entre os idosos se mantenha. Uma das razões é que o piso do benefício é o salário mínimo. Então é importante que não haja desvinculação", defende.
*Estadão 14/10/2010
Retirado de: FETRAFI/Site
terça-feira, 5 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Sem nova proposta, greve cresce e paralisa 6.215 agências no terceiro dia
Sem proposta dos bancos, a greve nacional dos bancários se ampliou por todo o país em seu terceiro dia. Nesta sexta-feira 1º de outubro, 6.215 agências foram fechadas nos 26 Estados e no Distrito Federal, além de dezenas de centros administrativos de todos os bancos nas capitais, segundo dados enviados pelos sindicatos à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) até as 17h. Trata-se de um crescimento de 27% em relação ao segundo dia, quando 4.895 agências foram paralisadas.
"O fortalecimento da greve é a sonora resposta dos bancários ao silêncio dos bancos", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Os trabalhadores estão revoltados com o desrespeito dos bancos, que tiveram um crescimento médio de 32% nos lucros no primeiro semestre e oferecem apenas a reposição da inflação de 4,29%, num momento em que a economia brasileira cresce a um ritmo chinês e as outras categorias estão conquistando acordos com aumentos reais de salário."
Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que inclua o combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades para todos e mais segurança.
"A ampliação do movimento está ocorrendo em todos os Estados e no Distrito Federal, apesar das práticas antissindicais dos bancos para pressionar os trabalhadores a furarem a paralisação, numa flagrante violação do direito democrático e constitucional de greve", denuncia Carlos Cordeiro.
"As instituições financeiras estão ligando para os funcionários e fazendo ameaças, obrigam bancários a entrarem nos locais de trabalho de madrugada, usam helicópteros para transportar trabalhadores e estão ingressando em massa na Justiça com pedidos de interdito proibitório", denuncia o presidente da Contraf-CUT. O interdito é um instrumento jurídico originariamente usado por proprietários de terra para reintegração de posse em casos de ocupação. "Os bancos desvirtuam o sentido dos interditos e tentam usá-los de má-fé para acabar com a greve, ao invés de apostar na negociação coletiva e buscar uma solução", critica o dirigente sindical.
Na próxima segunda-feira, dia 4, o Comando Nacional dos Bancários se reunirá em São Paulo, na sede da Contraf-CUT, para fazer uma avaliação da greve e definir encaminhamentos para intensificar a mobilização.
Fonte: Contraf-CUT
"O fortalecimento da greve é a sonora resposta dos bancários ao silêncio dos bancos", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Os trabalhadores estão revoltados com o desrespeito dos bancos, que tiveram um crescimento médio de 32% nos lucros no primeiro semestre e oferecem apenas a reposição da inflação de 4,29%, num momento em que a economia brasileira cresce a um ritmo chinês e as outras categorias estão conquistando acordos com aumentos reais de salário."
Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que inclua o combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades para todos e mais segurança.
"A ampliação do movimento está ocorrendo em todos os Estados e no Distrito Federal, apesar das práticas antissindicais dos bancos para pressionar os trabalhadores a furarem a paralisação, numa flagrante violação do direito democrático e constitucional de greve", denuncia Carlos Cordeiro.
"As instituições financeiras estão ligando para os funcionários e fazendo ameaças, obrigam bancários a entrarem nos locais de trabalho de madrugada, usam helicópteros para transportar trabalhadores e estão ingressando em massa na Justiça com pedidos de interdito proibitório", denuncia o presidente da Contraf-CUT. O interdito é um instrumento jurídico originariamente usado por proprietários de terra para reintegração de posse em casos de ocupação. "Os bancos desvirtuam o sentido dos interditos e tentam usá-los de má-fé para acabar com a greve, ao invés de apostar na negociação coletiva e buscar uma solução", critica o dirigente sindical.
Na próxima segunda-feira, dia 4, o Comando Nacional dos Bancários se reunirá em São Paulo, na sede da Contraf-CUT, para fazer uma avaliação da greve e definir encaminhamentos para intensificar a mobilização.
Fonte: Contraf-CUT
Violência contra grevistas leva Sindbancários a reunir-se com o Comando de Polícia da Capital
Reunião ocorreu nesta segunda-feira (4) em decorrência dos fatos da última sexta.
Nesta segunda-feira (4), após nova ação truculenta dos bancos contra os bancários, utilizando a força da Brigada Militar, o SindBancários reuniu-se com o Coronel Antero Batista Homem, chefe do Comando de Polícia da Capital. No encontro os sindicalistas solicitaram que o acompanhamento das ações de greve seja feito sem o uso de violência. O coronel prontificou-se a verificar a atuação do efetivo e destacou: “greve não é assunto de policia”. O comandante condenou também a atitude dos advogados dos bancos, ao ser informado de que estes representantes dos bancos têm sido conduzidos por viaturas policiais aos locais de greve.
Prisão de sindicalista deu início a violência: O diretor do SindBancários Everton Gimenis foi detido na manhã da sexta (01/10,) na calçada em frente a agência Navegantes do Santander, paralisada em razão da greve dos bancários. No ato da prisão, um advogado do banco estava coagindo os trabalhadores e ameaçando o direito de greve – assegurado pela Constituição – com um interdito proibitório.
O advogado acionou a Brigada Militar – mesmo portando um documento que não lhe dava tais poderes. A polícia agiu de forma truculenta, desrespeitando o cidadão. Após ser abordado e reivindicar seu direito de livre manifestação, Gimenis foi algemado e detido. Foi ouvido no posto policial e liberado após preencher um termo circunstanciado.
O fotógrafo do SindBancários, que fazia a cobertura da manifestação, também foi abordado e obrigado a deletar as fotos de um dos cartões de memória que trazia consigo, onde guardava algumas das fotos do ato de violência dos policiais. Após o episódio, o direito de greve prevaleceu, e a agência permaneceu fechada.
O presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo, condena a atitude do banco de chamar a força policial para coibir o exercício do direito constitucional de greve. Acrescenta que a truculência usada pelos policiais foi totalmente desnecessária, uma vez que se tratava de uma manifestação pacífica, ordeira e legítima dos bancários em greve por melhores salários e condições de trabalho.
Retirado de: FETRAFI/Site
*Imprensa SindBancários
04/10/2010
Nesta segunda-feira (4), após nova ação truculenta dos bancos contra os bancários, utilizando a força da Brigada Militar, o SindBancários reuniu-se com o Coronel Antero Batista Homem, chefe do Comando de Polícia da Capital. No encontro os sindicalistas solicitaram que o acompanhamento das ações de greve seja feito sem o uso de violência. O coronel prontificou-se a verificar a atuação do efetivo e destacou: “greve não é assunto de policia”. O comandante condenou também a atitude dos advogados dos bancos, ao ser informado de que estes representantes dos bancos têm sido conduzidos por viaturas policiais aos locais de greve.
Prisão de sindicalista deu início a violência: O diretor do SindBancários Everton Gimenis foi detido na manhã da sexta (01/10,) na calçada em frente a agência Navegantes do Santander, paralisada em razão da greve dos bancários. No ato da prisão, um advogado do banco estava coagindo os trabalhadores e ameaçando o direito de greve – assegurado pela Constituição – com um interdito proibitório.
O advogado acionou a Brigada Militar – mesmo portando um documento que não lhe dava tais poderes. A polícia agiu de forma truculenta, desrespeitando o cidadão. Após ser abordado e reivindicar seu direito de livre manifestação, Gimenis foi algemado e detido. Foi ouvido no posto policial e liberado após preencher um termo circunstanciado.
O fotógrafo do SindBancários, que fazia a cobertura da manifestação, também foi abordado e obrigado a deletar as fotos de um dos cartões de memória que trazia consigo, onde guardava algumas das fotos do ato de violência dos policiais. Após o episódio, o direito de greve prevaleceu, e a agência permaneceu fechada.
O presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo, condena a atitude do banco de chamar a força policial para coibir o exercício do direito constitucional de greve. Acrescenta que a truculência usada pelos policiais foi totalmente desnecessária, uma vez que se tratava de uma manifestação pacífica, ordeira e legítima dos bancários em greve por melhores salários e condições de trabalho.
Retirado de: FETRAFI/Site
*Imprensa SindBancários
04/10/2010
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