Na quarta, dia 13, funcionários do Banrisul e de bancos privados já haviam decidido pelo fim da greve histórica.
Os funcionários do BB e os empregados da Caixa, reunidos em assembleias distintas nesta quinta, dia 14, no Clube do Comércio, decidiram aceitar as propostas das instituições. Assim, os bancários deram fim, em Porto Alegre e região, a uma paralisação que durou 16 dias. Clique aqui para ver a galeria de imagens da assembleia!
Na quarta, dia 13, funcionários do Banrisul e de bancos privados já haviam decidido pelo fim da greve histórica, que chegou a atingir em todo o Brasil 8.280 agências, número mais expressivo dos últimos 20 anos.
Na manhã desta quinta o movimento sindical também garantiu, tanto com a direção da Caixa quanto com a do BB, que o dia 14 não será descontado. Ele será incluso na regra de compensação, cujo prazo se inicia na data da assinatura da convenção coletiva com a Fenaban e termina em 15 de dezembro.
Banco do Brasil: O diretor do SindBancários e da Fetrafi-RS, Ronaldo Zeni, elogiou os funcionários do Banco do Brasil. “Há muitos anos não se via uma mobilização tão forte aqui em Porto Alegre, o que é um reflexo da nossa luta, que não foi só por salário, mas pelo fim do assédio moral. Nos são cobradas metas abusivas todos os dias, passamos mais tempo prestando contas do que atendendo à população, e deixamos bem claro que isso precisa ter fim”, declarou.
O diretor Pedro Loss também exaltou a unidade do movimento dos funcionários do BB. “Quem conseguiu uma melhor proposta do banco foram os bancários, que todas manhãs compareceram nos piquetes, convenceram os colegas à aderirem a mobilização e fizeram uma greve forte e coesa”, analisou.
Caixa Federal: A mesa da assembleia da Caixa foi composta pelos diretores do SindBancários Marcos Todt, Tiago Vasconcellos, José Henrique Wierzchowski e da Fetrafi-RS, Jéssica Philomena Molina. Além dos informes em nível nacional do movimento e da adesão à greve, os dirigentes recomendaram pelo fim da paralisação. O mesmo indicativo foi manifestado pelos participantes que utilizaram o plenário e outros foram contra.
“Apesar da falta de avanços na pauta específica, incluindo a isonomia, tomamos a decisão correta de manter mais um dia de greve, entretanto não podemos seguir adiante por conta do quadro nacional”, disse Todt, que também é vice presidente da Apcef-RS.
“Tivemos pessoas que lutaram muito por avanços na nossa pauta. O Rio Grande deu um recado nessa greve: queremos ser tratados com respeito pela direção da Caixa. Mais um dia de paralisação foi importante para mostrarmos a nossa posição de indignação pela falta de avanços”, afirmou Wierzchowski.
“Defendemos o fim da greve e a unidade da categoria. Não avançamos em nossa pauta específica, mas tivemos melhorias no piso e na PLR extraordinário. Também defendemos que a Caixa cumpra o seu papel social de banco público”, avaliou Vasconcellos.
Colocado em votação, a maioria dos presentes votou pelo fim da greve. O plenário ainda aprovou uma moção de repúdio. A primeira foi contra a condução da maioria dos integrantes da mesa única nas negociações, que acabaram não abordando temas específicos como isonomia e nem tomaram posição aos empregados do REG/Replan, que receberão reajuste diferenciado. Os participantes da assembleia aprovaram uma ressalva à discriminação da Caixa aos empregados do REG/Replan. Autorizaram o Sindicato a utilizar meios legais para acabar com tal discrepância.
Desconto assistencial: Após a aprovação do final da greve, os bancários do BB aprovaram o desconto assistencial 2010. O valor referente a apenas 1% do salário reajustado do bancário será descontado em parcela única. Após nossa campanha salarial, a sua contribuição é fundamental para sustentar as lutas da categoria.
O SindBancários concederá um prazo para oposição à contribuição de 25 de outubro a 4 de novembro.
*Imprensa/SindBancários com edição da Fetrafi-RS 14/10/2010
Retirado de: FETRAFI / Site
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