Sindicalistas estiveram reunidos com presidente do Banco nesta segunda
O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região e a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do RS se reuniram nesta segunda-feira, dia 27, com o presidente do Banrisul, Túlio Zamin, para cobrar medidas para melhorar as relações humanas dentro do banco.
Neste primeiro encontro do movimento sindical com a nova direção do Banrisul, os representantes dos trabalhadores elencaram alguns problemas que foram relatados pelos banrisulenses.
Além da qualificação salarial e do quadro de carreira, que já estão sendo discutidos dentro da Comissão Paritária sobre Plano de Carreira, as condições de trabalho, o combate ao assédio moral, metas abusivas, jornada excessiva, critérios claros para a distribuição da RV1 e RV 2 (remuneração variável), situação dos Operadores de Negócios (ONs), ranqueamento dos gerentes, gestão de metas para despesa de pessoal, redução de horas extras e outros assuntos foram debatidos com Zamin, que esteve acompanhado do diretor da Banrisul Serviços, Joel dos Santos Raymundo.
“São questões muito presentes e recorrentes dos banrisulenses. Nossa intenção é buscar a humanização das relações. Casos como o estresse e a sobrecarga de trabalho geram bancários afastados por problemas de saúde”, afirmou a diretora da Fetrafi-RS, Denise Falkenberg Corrêa.
“Há uma grande expectativa da categoria para solução dessas situações. Queremos mais democratização das relações”, acrescentou a diretora de Saúde do SindBancários, Lourdes Rossoni. “As metas são aplicadas independentemente do perfil das agências. Os colegas atingem 95,5% da pontuação da RV2, mas já passam a ter outras metas. Essa situação não bate com a realidade dos resultados do banco”, apontou a diretora.
“Os problemas existem e gostaríamos de uma sinalização de que eles serão enfrentados. Entendemos que a direção deveria ouvir as gerências e o pessoal das unidades para saber o que está ocorrendo”, relatou o diretor Mauro Salles. “Queremos negociar, organizar os temas para enfrentar caso a caso conforme nos foram relatados”, propôs Salles.
Segundo os bancários, um exemplo de imposição fora da realidade são os empréstimos consignados. Depois que uma unidade atinge sua meta, passa a ser cobrada por mais e mais.
Amaro Silva de Souza, diretor da Fetrafi-RS, disse que a iniciativa de pedir a audiência com o presidente do banco partiu de uma reivindicações do Fórum Nacional dos Delegados Sindicais do Banrisul.
Após ouvir o relato dos dirigentes, Túlio reconheceu que a pauta contém temas preliminares e que serão enfrentados durante a sua gestão. O presidente admitiu que as demandas já haviam chegado ao seu conhecimento, concordando que alguns problemas persistem de longa data.
“Estamos trabalhando numa estratégia de adequação para que possamos construir ações e resolver tais situações. Precisamos qualificar as instalações físicas, tanto para os funcionários como para o recebimento de nossos clientes”, admitiu Zamin.
O presidente concordou que uma humanização das relações se faz necessária. “Queremos ganhar a simpatia do funcionalismo, mas oferecendo um poder de sedução por parte da empresa, se apresentando como um bom lugar para se trabalhar, com uma missão clara e que ofereça um futuro profissional promissor, que desafie e estimule nossos trabalhadores”, relatou.
Zamin disse que mais pessoas estão sendo contratadas, numa tentativa de amenizar a sobrecarga de horário. Com relação ao corte de horas extras, admitiu que se deve oportunizar alternativas para que o banrisulense não tenha um desequilíbrio financeiro.
O presidente ainda afirmou que pretende trabalhar junto com o movimento sindical. “Precisamos dominar esse modelo de gestão, para depois alterar ou modificar o que está em desacordo. Vamos enfrentar essas situações com organização”, assegurou.
O SindBancários e a Fetrafi-RS irão entregar ao presidente um dossiê com a situação e as propostas de melhorias para os ON’s, gerentes de negócios, plano de carreira, call center e outros assuntos para discussão e soluções dos problemas.
Também estiveram na reunião as diretoras Hilda Teixeira, do Sindicato de Rio Grande; Vaine Andreguete, de Caxias e o diretor Jean Ernesto Arais, de Ijuí.
*Imprensa SindBancários com edição da Fetrafi-RS
FONTE: Site Fetrafi-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1446
terça-feira, 28 de junho de 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Bancários gaúchos propõem 20% de reajuste para Campanha Salarial
Proposta foi aprovada em plenário pela 13ª Conferência Estadual
A 13ª Conferência Estadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do RS foi encerrada no início da tarde deste domingo, com a definição das propostas de estratégias e índice para a campanha salarial. A coordenação dos trabalhos da plenária deliberativa da 13ª Conferência foi integrada pela diretora do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul, Vaine Andreguete e pelos diretores da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha e Jorge Vieira.
Na primeira etapa da plenária, o diretor da Contraf/CUT, Ademir Wiederkehr apresentou o documento editado pela confederação para subsidiar os debates das conferências regionais. Entre as prioridades elencadas estão a reivindicação do piso do Dieese; a luta pelo emprego decente; o enfrentamento à precarização do trabalho devido à terceirização; aumento real e melhoria da remuneração indireta; combate ao assédio moral e à violência organizacional; novos critérios para definição de metas; novo modelo de gestão dos bancos para evitar o adoecimento dos trabalhadores; combate ao descaso dos bancos quanto à segurança e a importância da regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal, uma vez que hoje o Banco Central cria uma série de resoluções, que flexibilizam regras sobre os serviços bancários.
Em seguida, houve debates específicos sobre os temas Emprego e Remuneração. O texto elaborado pela Contraf/CUT foi aprovado por unanimidade em plenário com destaques para a importância da inserção da discussão sobre igualdade de remuneração e oportunidades para mulheres, negros e pessoas com deficiência dentro dos bancos.
Sistema Financeiro Nacional
A plenária também discutiu o artigo 192 da Constituição Federal, que regulamenta o Sistema Financeiro Nacional e a bancarização. Na ocasião, foi apresentada a resolução que repudia a bancarização e incentiva a luta pela universalização dos serviços bancários.
Saúde e condições de trabalho
O plenário da Conferência fez um destaque ao documento proposto pela Contraf/CUT em relação ao acordo sobre assédio moral. Foi aprovada a retomada das negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban sobre a cláusula de Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho, a fim de garantir avanços no enfrentamento à violência organizacional e ao assédio moral nos bancos.
RESOLUÇÃO SOBRE CLÁUSULA DE CONFLITOS
A 13ª Conferência Estadual aprova a retomada das negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a FENABAN sobre a cláusula de “Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho”, que trata do combate ao assédio moral, visando rediscutir a abordagem da mesma, a fim de garantir avanços para enfrentar de forma efetiva a violência organizacional e o assédio moral.
Estratégias de Campanha
Os bancários destacaram que a estratégia de campanha é fundamental para a construção da mobilização nacional, viabilizando as grandes greves. Graças a esta mobilização foi possível avançar nos pisos, na recuperação do poder de compra dos salários e nas cláusulas sociais.
Na avaliação dos trabalhadores, a estratégia contribui para a construção da imagem unificada da campanha e do conjunto dos bancários. Também há uma preocupação de não retrair a grande disposição de luta presente nos bancos públicos, incluindo o Banrisul, que nos últimos anos retomou seu papel de vanguarda no movimento.
Principais deliberações da Plenária Final da 13ª Conferência Estadual:
Estratégias de campanha – Manutenção da mesa unificada de negociação com a Fenaban e mesas específicas concomitantes com os bancos públicos, Caixa, Banco do Brasil e Banrisul.
Índice - O índice aprovado em plenário para a Campanha Salarial 2011 foi de 20%. A proposta será encaminhada à Conferência Nacional, juntamente com as demais reivindicações aprovadas durante o evento. A justificativa deste percentual está baseada na necessidade de motivação da categoria, incentivo à mobilização e nas perspectivas do aumento da rentabilidade dos bancos, que será em torno de 37%.
Delegações
No fim da plenária deliberativa foram definidas as delegações que irão representar os bancários gaúchos na 13ª edição da Conferência Nacional e nos congressos de Funcionários do Banco do Brasil e de Empregados da Caixa.
FONTE: SITE FETRAFI-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1403
A 13ª Conferência Estadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do RS foi encerrada no início da tarde deste domingo, com a definição das propostas de estratégias e índice para a campanha salarial. A coordenação dos trabalhos da plenária deliberativa da 13ª Conferência foi integrada pela diretora do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul, Vaine Andreguete e pelos diretores da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha e Jorge Vieira.
Na primeira etapa da plenária, o diretor da Contraf/CUT, Ademir Wiederkehr apresentou o documento editado pela confederação para subsidiar os debates das conferências regionais. Entre as prioridades elencadas estão a reivindicação do piso do Dieese; a luta pelo emprego decente; o enfrentamento à precarização do trabalho devido à terceirização; aumento real e melhoria da remuneração indireta; combate ao assédio moral e à violência organizacional; novos critérios para definição de metas; novo modelo de gestão dos bancos para evitar o adoecimento dos trabalhadores; combate ao descaso dos bancos quanto à segurança e a importância da regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal, uma vez que hoje o Banco Central cria uma série de resoluções, que flexibilizam regras sobre os serviços bancários.
Em seguida, houve debates específicos sobre os temas Emprego e Remuneração. O texto elaborado pela Contraf/CUT foi aprovado por unanimidade em plenário com destaques para a importância da inserção da discussão sobre igualdade de remuneração e oportunidades para mulheres, negros e pessoas com deficiência dentro dos bancos.
Sistema Financeiro Nacional
A plenária também discutiu o artigo 192 da Constituição Federal, que regulamenta o Sistema Financeiro Nacional e a bancarização. Na ocasião, foi apresentada a resolução que repudia a bancarização e incentiva a luta pela universalização dos serviços bancários.
Saúde e condições de trabalho
O plenário da Conferência fez um destaque ao documento proposto pela Contraf/CUT em relação ao acordo sobre assédio moral. Foi aprovada a retomada das negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban sobre a cláusula de Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho, a fim de garantir avanços no enfrentamento à violência organizacional e ao assédio moral nos bancos.
RESOLUÇÃO SOBRE CLÁUSULA DE CONFLITOS
A 13ª Conferência Estadual aprova a retomada das negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a FENABAN sobre a cláusula de “Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho”, que trata do combate ao assédio moral, visando rediscutir a abordagem da mesma, a fim de garantir avanços para enfrentar de forma efetiva a violência organizacional e o assédio moral.
Estratégias de Campanha
Os bancários destacaram que a estratégia de campanha é fundamental para a construção da mobilização nacional, viabilizando as grandes greves. Graças a esta mobilização foi possível avançar nos pisos, na recuperação do poder de compra dos salários e nas cláusulas sociais.
Na avaliação dos trabalhadores, a estratégia contribui para a construção da imagem unificada da campanha e do conjunto dos bancários. Também há uma preocupação de não retrair a grande disposição de luta presente nos bancos públicos, incluindo o Banrisul, que nos últimos anos retomou seu papel de vanguarda no movimento.
Principais deliberações da Plenária Final da 13ª Conferência Estadual:
Estratégias de campanha – Manutenção da mesa unificada de negociação com a Fenaban e mesas específicas concomitantes com os bancos públicos, Caixa, Banco do Brasil e Banrisul.
Índice - O índice aprovado em plenário para a Campanha Salarial 2011 foi de 20%. A proposta será encaminhada à Conferência Nacional, juntamente com as demais reivindicações aprovadas durante o evento. A justificativa deste percentual está baseada na necessidade de motivação da categoria, incentivo à mobilização e nas perspectivas do aumento da rentabilidade dos bancos, que será em torno de 37%.
Delegações
No fim da plenária deliberativa foram definidas as delegações que irão representar os bancários gaúchos na 13ª edição da Conferência Nacional e nos congressos de Funcionários do Banco do Brasil e de Empregados da Caixa.
FONTE: SITE FETRAFI-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1403
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Banrisulenses debatem temas específicos à Campanha Nacional
Plano de Carreira está entre as prioridades
A Fetrafi-RS promoveu na tarde de sábado, dia 18, durante a 13ª Conferência Estadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras, a Conferência Estadual dos Banrisulenses. A atividade, que ocorreu no Hotel Embaixador, em Porto Alegre, durante o turno da tarde, discutiu os temas específicos e gerais para a Campanha Nacional 2011.
Na área da Saúde, Pirotti questionou a imposição de metas abusivas, jornadas e cumprimento de tarefas extraordinárias que tem provocado o afastamento de muitos trabalhadores por problemas físicos ou psicológicos. “Levantamento da Contraf-CUT aponta que 38 bancários se licencia a cada dia por problemas de saúde. Aqui no Rio Grande do Sul acompanhamos nesta semana a prisão absurda de um colega do banco, por uma ação midiática de um delegado. Isso mostra que ninguém está livre dessa situação danosa, por isso devemos cobrar a retomada imediata da Comissão de Segurança do Banrisul, a fim de garantir ações eficazes de proteção à vida dos banrisulenses e da população”, concluiu.
Após as manifestações dos integrantes da mesa, foi concedido espaço para manifestações dos participantes. Em seguida, a pauta de 2010 foi lida, atualizada e aprovada pela maioria dos participantes. Assim que a redação estiver com os novos itens acrescidos, o documento será publicado no site da Fetrafi-RS.
Moção
A Conferência Estadual dos Banrisulenses aprovou uma moção de repúdio à atuação dos órgãos de segurança do Estado. Também entendem que o Banrisul deve prestar total atendimento aos seus funcionários. A iniciativa partiu diante da prisão do funcionário do banco ocorrida na última terça-feira, dia 14, em Canoas.
Fundação
O tema da Fundação Banrisul foi apresentado pelo diretor da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha, que é conselheiro eleito da FBSS. O dirigente elencou novamente reivindicações históricas dos banrisulenses, entre elas o aumento para 50% do benefício mínimo; a extinção da segregação das faixas etárias; o fim do voto de minerva para os diretores e a democratização das eleições para a diretoria.
Encontro Nacional
O plenário também decidiu pela realização de um Encontro Nacional dos Banrisulenses. O encontro terá como objetivo principal aprovar a proposta final do novo Plano de Carreira. O indicativo é de que evento ocorra no final de agosto ou início de setembro, em Porto Alegre.
*Imprensa SindBancários
Site: Fetrafi-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1401
A Fetrafi-RS promoveu na tarde de sábado, dia 18, durante a 13ª Conferência Estadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras, a Conferência Estadual dos Banrisulenses. A atividade, que ocorreu no Hotel Embaixador, em Porto Alegre, durante o turno da tarde, discutiu os temas específicos e gerais para a Campanha Nacional 2011.
Na área da Saúde, Pirotti questionou a imposição de metas abusivas, jornadas e cumprimento de tarefas extraordinárias que tem provocado o afastamento de muitos trabalhadores por problemas físicos ou psicológicos. “Levantamento da Contraf-CUT aponta que 38 bancários se licencia a cada dia por problemas de saúde. Aqui no Rio Grande do Sul acompanhamos nesta semana a prisão absurda de um colega do banco, por uma ação midiática de um delegado. Isso mostra que ninguém está livre dessa situação danosa, por isso devemos cobrar a retomada imediata da Comissão de Segurança do Banrisul, a fim de garantir ações eficazes de proteção à vida dos banrisulenses e da população”, concluiu.
Após as manifestações dos integrantes da mesa, foi concedido espaço para manifestações dos participantes. Em seguida, a pauta de 2010 foi lida, atualizada e aprovada pela maioria dos participantes. Assim que a redação estiver com os novos itens acrescidos, o documento será publicado no site da Fetrafi-RS.
Moção
A Conferência Estadual dos Banrisulenses aprovou uma moção de repúdio à atuação dos órgãos de segurança do Estado. Também entendem que o Banrisul deve prestar total atendimento aos seus funcionários. A iniciativa partiu diante da prisão do funcionário do banco ocorrida na última terça-feira, dia 14, em Canoas.
Fundação
O tema da Fundação Banrisul foi apresentado pelo diretor da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha, que é conselheiro eleito da FBSS. O dirigente elencou novamente reivindicações históricas dos banrisulenses, entre elas o aumento para 50% do benefício mínimo; a extinção da segregação das faixas etárias; o fim do voto de minerva para os diretores e a democratização das eleições para a diretoria.
Encontro Nacional
O plenário também decidiu pela realização de um Encontro Nacional dos Banrisulenses. O encontro terá como objetivo principal aprovar a proposta final do novo Plano de Carreira. O indicativo é de que evento ocorra no final de agosto ou início de setembro, em Porto Alegre.
*Imprensa SindBancários
Site: Fetrafi-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1401
Abertura da 13ª Conferência lota auditório do Hotel Embaixador
Mais de 600 bancários e bancárias participam do evento
A mesa de abertura da 13ª Conferência Estadual dos Trabalhadores e Trabalhadores em Instituições Financeiras reuniu representantes do movimento sindical bancário e da CUT/RS na manhã deste sábado. O maior fórum deliberativo da Campanha Salarial dos Bancários no Rio Grande do Sul reúne delegações dos 38 sindicatos filiados à Fetrafi-RS, totalizando mais de 600 participantes.
A programação iniciou às 10h da manhã com os pronunciamentos da mesa de abertura. A primeira manifestação foi do diretor de Política Sindical/Organização da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke, que deu boas-vindas à categoria. “Mais uma vez a Fetrafi-RS recebe com muita satisfação este plenário lotado. Com certeza será uma das maiores conferências do Brasil. Isto nos dá uma responsabilidade muito grande e um peso ainda maior sobre as nossas deliberações. Vamos nos esforçar para garantir que os anseios de todos os bancários gaúchos sejam atendidos”.
O diretor de Finanças da Fetrafi-RS, Devanir Camargo da Silva destacou os desafios propostos pela Campanha Salarial. “Temos que negociar com os banqueiros novamente e negociar bem. Além da remuneração, há muitas questões relevantes para os bancários como segurança, saúde, remuneração e condições de trabalho, que devem ser debatidas de maneira sistemática”.
De acordo com o diretor Jurídico da Fetrafi-RS, Luiz Carlos Barbosa, a campanha salarial é o maior momento de mobilização dos trabalhadores em instituições financeiras. “Nossa organização é essencial para avançar nas lutas da categoria. As decisões que serão tomadas de maneira coletiva neste fórum serão muito importantes para a construção da pauta de reivindicações”.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, Contraf/CUT foi representada na mesa de abertura pelo diretor de Comunicação, Ademir Wiederkehr. O dirigente sindical falou sobre as prioridades da categoria para a Campanha Salarial 2011. “Neste momento, os bancos do país, tanto públicos quanto privados vão ‘muito bem obrigado’, lucrando cada vez mais. Nós precisamos fazer desta campanha um grande momento de luta para conquistar aumento salarial com ganho real, além de melhoria da PLR e de avanços nas cláusulas sociais. Temos vários estados iniciando suas conferências neste fim de semana. Os bancários estão fazendo este processo democrático no Brasil inteiro para definir a pauta de reivindicações que será encaminhada à Fenaban. É a única categoria do país a fazer um processo amplo de mobilização para definir suas prioridades”, observou Ademir.
Já o diretor do SindBancários, Mauro Salles, salientou que a Conferência é o momento de reafirmar o protagonismo dos gaúchos nos debates da Campanha Salarial. “Mais do que nunca a Conferência deve ter a capacidade de fazer uma grande reflexão do que está em jogo nesta campanha, além da remuneração. Temos desafios que são cotidianos como a questão das metas abusivas, as precárias condições de trabalho e a falta segurança. Os bancários estão no limite. Este ano temos que superar a greve feita em 2010 porque somente com mobilização garantiremos conquistas”.
O representante da CUT/RS, Claudir Nespolo, elogiou a densidade de representação da 13ª Conferência e salientou o engajamento da categoria bancária nas lutas gerais da classe trabalhadora.
Após a mesa de abertura, a programação da Conferência continua com o painel sobre “As Campanhas Salariais no período de setembro/2010 a maio/2011 e as perspectivas de índices inflacionários para a data-base da categoria bancária”, ministrado pelo supervisor técnico do Dieese da Subseção de Porto Alegre, Ricardo Franzoi.
*Imprensa Fetrafi-RS
FONTE: SITE FETRAFI-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1398
A mesa de abertura da 13ª Conferência Estadual dos Trabalhadores e Trabalhadores em Instituições Financeiras reuniu representantes do movimento sindical bancário e da CUT/RS na manhã deste sábado. O maior fórum deliberativo da Campanha Salarial dos Bancários no Rio Grande do Sul reúne delegações dos 38 sindicatos filiados à Fetrafi-RS, totalizando mais de 600 participantes.
A programação iniciou às 10h da manhã com os pronunciamentos da mesa de abertura. A primeira manifestação foi do diretor de Política Sindical/Organização da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke, que deu boas-vindas à categoria. “Mais uma vez a Fetrafi-RS recebe com muita satisfação este plenário lotado. Com certeza será uma das maiores conferências do Brasil. Isto nos dá uma responsabilidade muito grande e um peso ainda maior sobre as nossas deliberações. Vamos nos esforçar para garantir que os anseios de todos os bancários gaúchos sejam atendidos”.
O diretor de Finanças da Fetrafi-RS, Devanir Camargo da Silva destacou os desafios propostos pela Campanha Salarial. “Temos que negociar com os banqueiros novamente e negociar bem. Além da remuneração, há muitas questões relevantes para os bancários como segurança, saúde, remuneração e condições de trabalho, que devem ser debatidas de maneira sistemática”.
De acordo com o diretor Jurídico da Fetrafi-RS, Luiz Carlos Barbosa, a campanha salarial é o maior momento de mobilização dos trabalhadores em instituições financeiras. “Nossa organização é essencial para avançar nas lutas da categoria. As decisões que serão tomadas de maneira coletiva neste fórum serão muito importantes para a construção da pauta de reivindicações”.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, Contraf/CUT foi representada na mesa de abertura pelo diretor de Comunicação, Ademir Wiederkehr. O dirigente sindical falou sobre as prioridades da categoria para a Campanha Salarial 2011. “Neste momento, os bancos do país, tanto públicos quanto privados vão ‘muito bem obrigado’, lucrando cada vez mais. Nós precisamos fazer desta campanha um grande momento de luta para conquistar aumento salarial com ganho real, além de melhoria da PLR e de avanços nas cláusulas sociais. Temos vários estados iniciando suas conferências neste fim de semana. Os bancários estão fazendo este processo democrático no Brasil inteiro para definir a pauta de reivindicações que será encaminhada à Fenaban. É a única categoria do país a fazer um processo amplo de mobilização para definir suas prioridades”, observou Ademir.
Já o diretor do SindBancários, Mauro Salles, salientou que a Conferência é o momento de reafirmar o protagonismo dos gaúchos nos debates da Campanha Salarial. “Mais do que nunca a Conferência deve ter a capacidade de fazer uma grande reflexão do que está em jogo nesta campanha, além da remuneração. Temos desafios que são cotidianos como a questão das metas abusivas, as precárias condições de trabalho e a falta segurança. Os bancários estão no limite. Este ano temos que superar a greve feita em 2010 porque somente com mobilização garantiremos conquistas”.
O representante da CUT/RS, Claudir Nespolo, elogiou a densidade de representação da 13ª Conferência e salientou o engajamento da categoria bancária nas lutas gerais da classe trabalhadora.
Após a mesa de abertura, a programação da Conferência continua com o painel sobre “As Campanhas Salariais no período de setembro/2010 a maio/2011 e as perspectivas de índices inflacionários para a data-base da categoria bancária”, ministrado pelo supervisor técnico do Dieese da Subseção de Porto Alegre, Ricardo Franzoi.
*Imprensa Fetrafi-RS
FONTE: SITE FETRAFI-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1398
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Mediador social, o trabalho causa doenças psíquicas
Assunto foi debatido no Seminário: Quando o trabalho faz adoecer. Realizado dia 14 pelo Sindicato de Caxias
Com a presença de Maria da Graça Jacques, psicóloga com larga experiência na área de saúde do trabalhador, Stelamaris Zanatta, assessora em psicologia do Sindicato, Jacéia Netz, assessora em Saúde do Trabalhador da Fetrafi-RS e do SindBancários, a relação entre trabalho e o adoecimento foi debatido por mais de duas horas. Também estiveram presentes o diretor da Fetrafi-RS, Amaro de Souza, e diversos dirigentes de sindicatos de trabalhadores de Caxias do Sul.
Segundo Maria da Graça Jacques, o trabalho é um atributo valorativo dos indivíduos, pois nos apresentamos enquanto trabalhadores na sociedade. “É uma categoria constitutiva da nossa identidade psicológica, um fator valorativo e mediador de integração e inserção social”, afirma. Então, fatores ligados ao trabalho podem desencadear o sofrimento mental e as doenças psíquicas.
O primeiro estudo que relacionou doença mental ao trabalho foi ainda em 1700, com Ramazzini, que pesquisou o sofrimento psíquico de escriturários e tipógrafos em função da rapidez, atenção e responsabilidades que lhes eram exigidos.
Porém, mesmo após tanto tempo, a sociedade nem sempre reconhece a ligação entre o trabalho e o surgimento das doenças psíquicas, mantendo a ideia de que são apenas os fatores individuais que proporcionam o adoecimento. Desta forma, o trabalhador acaba sendo responsabilizado pela sua doença. “A concepção corrente ainda é de que o trabalhador que adoece é fraco”, afirma Jacéia Netz.
Maria da Graça vai além. “Individualizamos e culpamos a pessoa pelo adoecimento. E esta é uma estratégia criada pelo grupo para negar o adoecimento. Desta forma, dizemos que o adoecimento foi em função de fatores pessoais e não das condições de trabalho”, afirma.
“Cada um de nós tem um histórico que interage com o trabalho. Não existe nenhum percentual probabilístico que dirá o quanto foi o trabalho ou o histórico pessoal que proporcionou o adoecimento”, diz Maria da Graça Jacques. Maria ainda define o sofrimento psíquico como a vivência intermediária entre a saúde e a doença mental.
A assessora em Saúde do Trabalhador da Fetrafi-RS e do SindBancários também trouxe para o debate a importância do movimento sindical enfocar o assunto e qualificar seus dirigentes e assessores quanto ao tema. “O outro lado é muito mais forte e organizado. Precisamos nos especializar”, disse.
Segundo Jacéia, os banqueiros dispõem de profissionais extremamente qualificados que estudam e implementam técnicas e formas de gestão buscando a produtividade, em detrimento da saúde do trabalhador, e pior, com consciência disso. Jacéia relatou um fato, ocorrido em um encontro sobre saúde realizado por uma patronal, quando um especialista afirmou que os empregados deveriam trabalhar com o antidepressivo sobre a mesa e que atualmente este seria um instrumento de trabalho, tão fundamental quanto o computador.
Também presente no encontro, Amaro de Souza, diretor da Federação dos Trabalhadores no Ramo Financeiro do RS (Fetrafi-RS) ressaltou a importância da denúncia contra os atos de violência e assédio moral nos locais de trabalho. “Conclamamos os bancários a denunciarem os atos de violência psicológica ou outro ataque à saúde dos bancários, pois só assim teremos êxito nesta campanha”.
Agregar conhecimento sobre os problemas cotidianos no local de trabalho foi um dos objetivos do encontro. “É justamente no trabalho onde construímos grande parte de nossas relações sociais, onde muitas vezes fazemos nossos amigos e encontramos nossos parceiros afetivos”, afirma Vilmar José Castagna, coordenador da Secretaria de Saúde e Relações do Trabalho do Sindicato. “O local de trabalho deveria ser um lugar de realização, mas atualmente, não vemos mais isso, e sim, justamente o contrário”, afirma. Para Vilmar, com o acirramento da competitividade, muitas vezes encaramos nossos colegas como inimigos, destruindo nossas relações afetivas e gerando sofrimento psíquico.
*Karine Endres - MTb 12.764 / Assessoria de Comunicação Bancax
Fonte: Site Fetrafi-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1387
Com a presença de Maria da Graça Jacques, psicóloga com larga experiência na área de saúde do trabalhador, Stelamaris Zanatta, assessora em psicologia do Sindicato, Jacéia Netz, assessora em Saúde do Trabalhador da Fetrafi-RS e do SindBancários, a relação entre trabalho e o adoecimento foi debatido por mais de duas horas. Também estiveram presentes o diretor da Fetrafi-RS, Amaro de Souza, e diversos dirigentes de sindicatos de trabalhadores de Caxias do Sul.
Segundo Maria da Graça Jacques, o trabalho é um atributo valorativo dos indivíduos, pois nos apresentamos enquanto trabalhadores na sociedade. “É uma categoria constitutiva da nossa identidade psicológica, um fator valorativo e mediador de integração e inserção social”, afirma. Então, fatores ligados ao trabalho podem desencadear o sofrimento mental e as doenças psíquicas.
O primeiro estudo que relacionou doença mental ao trabalho foi ainda em 1700, com Ramazzini, que pesquisou o sofrimento psíquico de escriturários e tipógrafos em função da rapidez, atenção e responsabilidades que lhes eram exigidos.
Porém, mesmo após tanto tempo, a sociedade nem sempre reconhece a ligação entre o trabalho e o surgimento das doenças psíquicas, mantendo a ideia de que são apenas os fatores individuais que proporcionam o adoecimento. Desta forma, o trabalhador acaba sendo responsabilizado pela sua doença. “A concepção corrente ainda é de que o trabalhador que adoece é fraco”, afirma Jacéia Netz.
Maria da Graça vai além. “Individualizamos e culpamos a pessoa pelo adoecimento. E esta é uma estratégia criada pelo grupo para negar o adoecimento. Desta forma, dizemos que o adoecimento foi em função de fatores pessoais e não das condições de trabalho”, afirma.
“Cada um de nós tem um histórico que interage com o trabalho. Não existe nenhum percentual probabilístico que dirá o quanto foi o trabalho ou o histórico pessoal que proporcionou o adoecimento”, diz Maria da Graça Jacques. Maria ainda define o sofrimento psíquico como a vivência intermediária entre a saúde e a doença mental.
A assessora em Saúde do Trabalhador da Fetrafi-RS e do SindBancários também trouxe para o debate a importância do movimento sindical enfocar o assunto e qualificar seus dirigentes e assessores quanto ao tema. “O outro lado é muito mais forte e organizado. Precisamos nos especializar”, disse.
Segundo Jacéia, os banqueiros dispõem de profissionais extremamente qualificados que estudam e implementam técnicas e formas de gestão buscando a produtividade, em detrimento da saúde do trabalhador, e pior, com consciência disso. Jacéia relatou um fato, ocorrido em um encontro sobre saúde realizado por uma patronal, quando um especialista afirmou que os empregados deveriam trabalhar com o antidepressivo sobre a mesa e que atualmente este seria um instrumento de trabalho, tão fundamental quanto o computador.
Também presente no encontro, Amaro de Souza, diretor da Federação dos Trabalhadores no Ramo Financeiro do RS (Fetrafi-RS) ressaltou a importância da denúncia contra os atos de violência e assédio moral nos locais de trabalho. “Conclamamos os bancários a denunciarem os atos de violência psicológica ou outro ataque à saúde dos bancários, pois só assim teremos êxito nesta campanha”.
Agregar conhecimento sobre os problemas cotidianos no local de trabalho foi um dos objetivos do encontro. “É justamente no trabalho onde construímos grande parte de nossas relações sociais, onde muitas vezes fazemos nossos amigos e encontramos nossos parceiros afetivos”, afirma Vilmar José Castagna, coordenador da Secretaria de Saúde e Relações do Trabalho do Sindicato. “O local de trabalho deveria ser um lugar de realização, mas atualmente, não vemos mais isso, e sim, justamente o contrário”, afirma. Para Vilmar, com o acirramento da competitividade, muitas vezes encaramos nossos colegas como inimigos, destruindo nossas relações afetivas e gerando sofrimento psíquico.
*Karine Endres - MTb 12.764 / Assessoria de Comunicação Bancax
Fonte: Site Fetrafi-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1387
terça-feira, 14 de junho de 2011
Contraf-CUT denuncia metas abusivas e assédio moral no BB
Pesquisa mostra que 1,2 mil bancários são afastados por licença-saúde a cada mês
O trabalho bancário tem deixado cada vez mais de trazer satisfação profissional e pessoal para se tornar fonte de sofrimento para os trabalhadores. Um dia-a-dia estressante de pressão constante, metas absurdas, desrespeito e assédio moral tem levado muitos trabalhadores e trabalhadoras ao adoecimento.
O Banco do Brasil não é uma exceção nesse cenário. As estratégias adotadas pela direção do banco pouco ou nada diferem daquelas utilizadas nas empresas privadas e levam aos mesmos resultados: o adoecimento dos bancários.
"A cobrança de metas abusivas consequências desse modelo são as que temos visto: assédio moral, violência organizacional, estresse e adoecimento entre os bancários", afirma Marcel Barros, secretário geral da Contraf-CUT e funcionário do banco.
Pesquisa feita pelo INSS em 2009 mostra que 1,2 mil bancários são afastados por licença-saúde a cada mês, a metade deles com casos de LER/Dort ou doenças psíquicas. Para a Contraf-CUT, essa situação não é fruto de ações isoladas de gestores, mas está relacionada à própria forma de organização do trabalho. Mais do que qualquer outro fator de insalubridade ou penosidade, a forma como se organiza o trabalho é a principal causa de adoecimento em todas as empresas.
No Banco do Brasil, a definição das metas acontece por meio do Sinergia, programa vinculado ao Acordo de Trabalho (ATB) das agências e cujos resultados têm influência sobre a distribuição do Módulo Bônus da PLR. É principalmente a partir dele que começa a pressão.
"Os absurdos chegam a ameaças de demissões, sendo que descomissionamentos e transferências têm sido autorizados pela direção do banco. É um abuso que não pode ocorrer em empresa alguma, mas se torna ainda mais grave em um banco público como deveria ser o Banco do Brasil", afirma Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, que também alerta para a necessidade de qualquer bancário que sofra descomissionamento buscar o seu sindicato, pois o BB assinou acordo que não permite ao banco descomissionar bancários antes de três avaliações insatisfatórias consecutivas a partir de setembro de 2010.
A revista O Espelho ouviu a história de três bancários que ilustram esse cotidianode pressão e assédio moral. Suas histórias são amostras de como funciona a cadeia da opressão: a direção do banco define as metas para os superintendentes estaduais, que repassam aos gerentes regionais, que pressionam os gerentes gerais das agências, que descarregam nos demais funcionários. "Essa espiral depressão é parte desse modelo de organizaçãoe tem trazido consequênciasgraves para a saúde dos bancários",afi rma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT.
*Espelho Nacional - Maio/2011
FONTE: Site FETRAFI-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1361
O trabalho bancário tem deixado cada vez mais de trazer satisfação profissional e pessoal para se tornar fonte de sofrimento para os trabalhadores. Um dia-a-dia estressante de pressão constante, metas absurdas, desrespeito e assédio moral tem levado muitos trabalhadores e trabalhadoras ao adoecimento.
O Banco do Brasil não é uma exceção nesse cenário. As estratégias adotadas pela direção do banco pouco ou nada diferem daquelas utilizadas nas empresas privadas e levam aos mesmos resultados: o adoecimento dos bancários.
"A cobrança de metas abusivas consequências desse modelo são as que temos visto: assédio moral, violência organizacional, estresse e adoecimento entre os bancários", afirma Marcel Barros, secretário geral da Contraf-CUT e funcionário do banco.
Pesquisa feita pelo INSS em 2009 mostra que 1,2 mil bancários são afastados por licença-saúde a cada mês, a metade deles com casos de LER/Dort ou doenças psíquicas. Para a Contraf-CUT, essa situação não é fruto de ações isoladas de gestores, mas está relacionada à própria forma de organização do trabalho. Mais do que qualquer outro fator de insalubridade ou penosidade, a forma como se organiza o trabalho é a principal causa de adoecimento em todas as empresas.
No Banco do Brasil, a definição das metas acontece por meio do Sinergia, programa vinculado ao Acordo de Trabalho (ATB) das agências e cujos resultados têm influência sobre a distribuição do Módulo Bônus da PLR. É principalmente a partir dele que começa a pressão.
"Os absurdos chegam a ameaças de demissões, sendo que descomissionamentos e transferências têm sido autorizados pela direção do banco. É um abuso que não pode ocorrer em empresa alguma, mas se torna ainda mais grave em um banco público como deveria ser o Banco do Brasil", afirma Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, que também alerta para a necessidade de qualquer bancário que sofra descomissionamento buscar o seu sindicato, pois o BB assinou acordo que não permite ao banco descomissionar bancários antes de três avaliações insatisfatórias consecutivas a partir de setembro de 2010.
A revista O Espelho ouviu a história de três bancários que ilustram esse cotidianode pressão e assédio moral. Suas histórias são amostras de como funciona a cadeia da opressão: a direção do banco define as metas para os superintendentes estaduais, que repassam aos gerentes regionais, que pressionam os gerentes gerais das agências, que descarregam nos demais funcionários. "Essa espiral depressão é parte desse modelo de organizaçãoe tem trazido consequênciasgraves para a saúde dos bancários",afi rma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT.
*Espelho Nacional - Maio/2011
FONTE: Site FETRAFI-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1361
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Bradesco é o campeão em demissões sem justa causa no RS
Dados foram obtidos através do Sistema de Rescisões da Fetrafi-RS
A Fetrafi-RS divulgou nesta quinta-feira as primeiras estatísticas geradas através do Sistema de Rescisões Online. O software foi disponibilizado pela entidade aos seus sindicatos filiados para organizar as informações disponíveis sobre as demissões nos bancos que atuam no Rio Grande do Sul. O objetivo da entidade é identificar e mensurar os desligamentos efetivados pelo sistema financeiro.
Entre os quatro maiores bancos privados com agências no Rio Grande do Sul, o Bradesco é o campeão em demissões sem justa causa. Nos últimos dois anos, foram 111 demissões no período entre os meses de junho de 2009 a maio de 2011. Em segundo lugar está o Banco Santander com 87 desligamentos, em terceiro o Itaú com 61 e em quarto aparece o HSBC com 25 demissões sem justa causa.
A avaliação dos dados pelo número de desligamentos, sem levar em consideração os motivos de rescisões, aponta o Banco Santander em primeiro lugar com 145 dispensas. O segundo colocado é o Bradesco com 128 demissões, seguido pelo Itaú com 101. O HSBC foi o que menos demitiu, contabilizando 57 desligamentos.
De acordo com os dados da Fetrafi-RS, o número de pedidos de demissão voluntária é maior no HSBC. No caso deste banco, houve mais pedidos de afastamento do que desligamentos efetuados pela instituição.
Segundo o representante dos bancários gaúchos na Comissão de Organização dos Empregados do HSBC, Lúcio Paz, o banco tem perdido muitos profissionais para o mercado, principalmente devido à baixa remuneração variável. “O HSBC tem um programa próprio de participação nos resultados cujos critérios não são muitos claros. O banco ainda desconta os valores pagos nos programas próprios da PLR da Fenaban, o que desestimula os trabalhadores. Em 2010 o HSBC pagou a menor PLR entre os bancos privados. Outra questão importante é o assédio moral e as metas desumanas impostas pela instituição”, observa o dirigente sindical.
De acordo com o gráfico global de demissões gerado pelo sistema da Fetrafi-RS, a maior parte dos demitidos são homens (52%), contra 48% de mulheres. O total de dispensas foi 431, sendo que 225 homens e 206 mulheres foram desligados. Estas informações confirmam a tendência de continuidade da mão-de-obra do sexo feminino no setor bancário.
Controle Diário
A Fetrafi-RS mantém por meio de sistema on-line, compartilhado com seus sindicatos filiados, o controle diário das homologações de rescisões de contrato de trabalho dos bancários no RS. A estatística considera trabalhadores com mais de um ano de vínculo empregatício. Os números relacionados às admissões não podem ser analisados porque os bancos negam estas informações aos sindicatos. A estatística sobre estes dados é efetuada pelo DIEESE, através do MTE - Ministério do Trabalho e Emprego.
*Imprensa Fetrafi-RS
FONTE: Site Fetrafi-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1343
A Fetrafi-RS divulgou nesta quinta-feira as primeiras estatísticas geradas através do Sistema de Rescisões Online. O software foi disponibilizado pela entidade aos seus sindicatos filiados para organizar as informações disponíveis sobre as demissões nos bancos que atuam no Rio Grande do Sul. O objetivo da entidade é identificar e mensurar os desligamentos efetivados pelo sistema financeiro.
Entre os quatro maiores bancos privados com agências no Rio Grande do Sul, o Bradesco é o campeão em demissões sem justa causa. Nos últimos dois anos, foram 111 demissões no período entre os meses de junho de 2009 a maio de 2011. Em segundo lugar está o Banco Santander com 87 desligamentos, em terceiro o Itaú com 61 e em quarto aparece o HSBC com 25 demissões sem justa causa.
A avaliação dos dados pelo número de desligamentos, sem levar em consideração os motivos de rescisões, aponta o Banco Santander em primeiro lugar com 145 dispensas. O segundo colocado é o Bradesco com 128 demissões, seguido pelo Itaú com 101. O HSBC foi o que menos demitiu, contabilizando 57 desligamentos.
De acordo com os dados da Fetrafi-RS, o número de pedidos de demissão voluntária é maior no HSBC. No caso deste banco, houve mais pedidos de afastamento do que desligamentos efetuados pela instituição.
Segundo o representante dos bancários gaúchos na Comissão de Organização dos Empregados do HSBC, Lúcio Paz, o banco tem perdido muitos profissionais para o mercado, principalmente devido à baixa remuneração variável. “O HSBC tem um programa próprio de participação nos resultados cujos critérios não são muitos claros. O banco ainda desconta os valores pagos nos programas próprios da PLR da Fenaban, o que desestimula os trabalhadores. Em 2010 o HSBC pagou a menor PLR entre os bancos privados. Outra questão importante é o assédio moral e as metas desumanas impostas pela instituição”, observa o dirigente sindical.
De acordo com o gráfico global de demissões gerado pelo sistema da Fetrafi-RS, a maior parte dos demitidos são homens (52%), contra 48% de mulheres. O total de dispensas foi 431, sendo que 225 homens e 206 mulheres foram desligados. Estas informações confirmam a tendência de continuidade da mão-de-obra do sexo feminino no setor bancário.
Controle Diário
A Fetrafi-RS mantém por meio de sistema on-line, compartilhado com seus sindicatos filiados, o controle diário das homologações de rescisões de contrato de trabalho dos bancários no RS. A estatística considera trabalhadores com mais de um ano de vínculo empregatício. Os números relacionados às admissões não podem ser analisados porque os bancos negam estas informações aos sindicatos. A estatística sobre estes dados é efetuada pelo DIEESE, através do MTE - Ministério do Trabalho e Emprego.
*Imprensa Fetrafi-RS
FONTE: Site Fetrafi-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1343
terça-feira, 7 de junho de 2011
Gerente do BB no Rio de Janeiro morre de infarto fulminante no trabalho
Morte ocorreu na última terça, 31, após finalizar atendimento a um cliente
O gerente de conta da agência Estilo do Banco do Brasil em Ipanema (Rio de Janeiro), Paulo Celestino, de 41 anos, sofreu um infarto fulminante, na última terça-feira (31/5), após acabar de atender um cliente. A pressão do banco sobre os funcionários para que atinjam metas absurdas de venda de produtos foi apontada pelo representante da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Carlos de Souza, como um dos fatores que pode ter levado Paulo à morte.
Segundo o dirigente, existe um assédio moral institucionalizado que tem causado o aumento do número de ocorrências de doenças físicas e psicológicas entre os funcionários. Nos últimos meses, três gerentes do banco na cidade do Rio de Janeiro morreram de infarto. "A pressão por metas tem forçado os funcionários a se violentar, indo muito além de suas possibilidades para que o BB continue alcançando lucros absurdos da ordem de R$11,7 bilhões, como aconteceu ano passado", constatou o dirigente.
Carlos lembrou que esta prática pouco ou nada se diferencia das dos bancos privados. "Um banco público não pode se preocupar mais com o lucro do que com a vida dos funcionários e o desenvolvimento econômico e social. Mas, infelizmente, é o que vem acontecendo com o BB", criticou.
Fim do assédio
O caso da morte de Paulo Celestino foi levado pela Comissão de Empresa dos Funcionários para a mesa de negociação permanente, que teve uma nova rodada na última quarta-feira (1º/6). "Fizemos uma declaração de repúdio aos representantes do banco pela morte do Paulo. Exigimos o fim da pressão sistemática por metas. O falecimento de mais este companheiro por infarto e o adoecimento de tantos outros são um sintoma de que o BB tem que rever sua política", afirmou.
*Seeb Rio de Janeiro
FONTE: FETRAFI-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1297&pg=4
O gerente de conta da agência Estilo do Banco do Brasil em Ipanema (Rio de Janeiro), Paulo Celestino, de 41 anos, sofreu um infarto fulminante, na última terça-feira (31/5), após acabar de atender um cliente. A pressão do banco sobre os funcionários para que atinjam metas absurdas de venda de produtos foi apontada pelo representante da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Carlos de Souza, como um dos fatores que pode ter levado Paulo à morte.
Segundo o dirigente, existe um assédio moral institucionalizado que tem causado o aumento do número de ocorrências de doenças físicas e psicológicas entre os funcionários. Nos últimos meses, três gerentes do banco na cidade do Rio de Janeiro morreram de infarto. "A pressão por metas tem forçado os funcionários a se violentar, indo muito além de suas possibilidades para que o BB continue alcançando lucros absurdos da ordem de R$11,7 bilhões, como aconteceu ano passado", constatou o dirigente.
Carlos lembrou que esta prática pouco ou nada se diferencia das dos bancos privados. "Um banco público não pode se preocupar mais com o lucro do que com a vida dos funcionários e o desenvolvimento econômico e social. Mas, infelizmente, é o que vem acontecendo com o BB", criticou.
Fim do assédio
O caso da morte de Paulo Celestino foi levado pela Comissão de Empresa dos Funcionários para a mesa de negociação permanente, que teve uma nova rodada na última quarta-feira (1º/6). "Fizemos uma declaração de repúdio aos representantes do banco pela morte do Paulo. Exigimos o fim da pressão sistemática por metas. O falecimento de mais este companheiro por infarto e o adoecimento de tantos outros são um sintoma de que o BB tem que rever sua política", afirmou.
*Seeb Rio de Janeiro
FONTE: FETRAFI-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1297&pg=4
Em negociação com BB, Contraf-CUT exige implantação do Sesmt
Entre os assustos estava o combate ao assédio moral e a jornada legal de 6 horas
A quinta rodada de negociações permanentes com o Banco do Brasil em 2011, realizada nesta quarta-feira (1º) em Brasília, foi marcada por uma série de reivindicações da Contraf-CUT, federações e sindicatos. A categoria cobrou o imediato preenchimento do quadro de pessoal do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt), soluções para os funcionários dos bancos incorporados, melhorias no plano odontológico, combate ao assédio moral e negociações sobre a jornada legal de seis horas, entre outros assuntos.
José Roberto, um dos negociadores do banco, disse que o BB já está com todos os nomes selecionados e que o retorno do serviço depende apenas da aprovação do Conselho Diretor do banco para ser finalmente concretizado. "O Sesmt tem papel fundamental para garantia da saúde e da segurança dos funcionários nos locais de trabalho. A Cassi (plano de saúde) não deve ser a única responsável por isso", rebateu Eduardo.
Os representantes dos bancários relataram graves problemas no plano odontológico: inconsistência no cadastro, atendimento telefônico sem qualidade, falta de dentistas credenciados em diversos estados e plano inadequado a prestação de serviços de qualidade.
Durante a negociação, que durou mais de quatro horas, os representantes dos bancários cobraram ainda a eleição de representante dos funcionários para o Conselho de Administração do BB, conforme prevê a portaria nº 26 do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, assinada em 11 de março de 2011. Assim como a implantação da carreira Sesmt, o representante do BB disse que a eleição depende de aprovação do Conselho Diretor da instituição financeira.
Funcionários de bancos incorporados
Os inúmeros problemas enfrentados pelos funcionários oriundos dos bancos incorporados pelo BB foi outro assunto que demandou boa parte do tempo da negociação. Ao citarem inúmeras reclamações sobre a falta e/ou insuficiência de assistência médica prestada a trabalhadores de bancos incorporados, os representantes dos bancários conseguiram o compromisso do BB de agendar uma reunião específica para tratar do assunto nas próximas semanas, onde representantes da Cassi, Fusesc e Economus possam se fazer presentes.
Após ouvir a reivindicação dos bancários, o negociador do banco disse que o banco não vê nenhum problema em acertar uma negociação específica para tratar do tema, no entanto, precisa discutir a formação. "Existem regras específicas de funcionamento dos planos de saúde e previdência que precisam ser consideradas dentro do processo negocial", ponderou José Roberto.
VCP incorporados
A Comissão de Empresa pediu esclarecimentos sobre os reajustes da verba VCP Incoporados e ainda solicitiu o desmembramento com a criação de verbas distintas para o que era salário e outras verbas remuneratórias.
BB 2.0
As consequências negativas causadas pela nova dotação das agências (BB 2.0) também foram abordadas durante a negociação. Em virtude de uma série de dúvidas dos dirigentes sindicais sobre o BB 2.0, os representantes do banco preferiram marcar um encontro específico. Os dirigentes sindicais se comprometeram a encaminhar com antecedência os questionamentos para que na próxima reunião o banco responda as perguntas.
Metas
Quanto ao projeto GAT e ranqueamento da produção de funcionários de Varejo (aberto para consulta a todos os bancários do país), os trabalhadores elencaram graves problemas.
Comitê de Ética
A Contra-CUT, federações e sindicatos solicitaram estatísticas sobre os comitês de ética, conquista da Campanha Nacional dos Bancários de 2010. "Queremos saber quantos processos estão em andamento", cobrou Carlos Eduardo, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, ao lembrar que a categoria reivindica a vinculação da Ouvidoria ao Conselho de Administração do BB, para dar mais credibilidade ao órgão.
Sem citar dados, o representante do banco admitiu que os processos analisados pelos comitês foram poucos. No entanto, frisou que as providências adotadas pela Ouvidoria são as maiores dos últimos anos. De acordo com o BB, nos últimos 12 meses a Ouvidoria interna do BB recebeu aproximadamente 3 mil denúncias, sendo 130 caracterizadas como passíveis de acompanhamento.
Jornada de 6 horas
A jornada legal de 6 horas também foi pauta da reunião. Os bancários voltaram a pedir informações sobre a criação de uma comissão com essa carga horária. O BB negou que o estudo do tema esteja concluído, sendo impossível ainda neste momento fazer o debate com os trabalhadores.
Remuneração de diretores e vice-presidentes
Em relação à notícia veiculada na imprensa na segunda-feira (30) sobre o aumento da remuneração de executivos do BB, os representantes do banco negaram a informação.
De acordo com a reportagem, a remuneração média total prevista para cada diretor estatutário (o banco tem 37) deve ficar em R$ 1,03 milhão nos 12 meses entre abril deste ano e março de 2012, com aumento de 17% em relação ao que foi pago no período igual imediatamente anterior.
"A informação não procede", declarou José Roberto, negociador do banco. Segundo ele, essa remuneração anual de R$ 1,03 milhão sofreu aumento por conta da inflação e da PLR e não porque houve reajuste por parte do banco. "Não podemos fazer reajustes desse tipo. Dependemos de autorização do Dest (Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais)", finalizou.
Participação
Participaram da negociação representantes da Fetec-SP, Feeb SP-MS, Feeb RJ-ES, Fetrafi-RS, Feeb BA-SE, Fetraf-MG, Fetec-PR, Fetec-SC, Fetec-Nordeste e Fetec-Centro Norte.
"A reunião serviu para fazer as cobranças da imensa pauta de reinvindicações do trabalhadores do Banco do Brasil, que ainda nao foram cumpridas pelo BB. Precisamos fazer da nossa mobilização um incentivo para que o Banco do Brasil cumpra as nossas exigências durante a campanha salarial", argumenta o diretor da Fetrafi-RS, Ronaldo Zeni.
*Contraf-CUT com Seeb Brasília com edição da Fetrafi-RS
FONTE: Fetrafi-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1287&pg=4
A quinta rodada de negociações permanentes com o Banco do Brasil em 2011, realizada nesta quarta-feira (1º) em Brasília, foi marcada por uma série de reivindicações da Contraf-CUT, federações e sindicatos. A categoria cobrou o imediato preenchimento do quadro de pessoal do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt), soluções para os funcionários dos bancos incorporados, melhorias no plano odontológico, combate ao assédio moral e negociações sobre a jornada legal de seis horas, entre outros assuntos.
José Roberto, um dos negociadores do banco, disse que o BB já está com todos os nomes selecionados e que o retorno do serviço depende apenas da aprovação do Conselho Diretor do banco para ser finalmente concretizado. "O Sesmt tem papel fundamental para garantia da saúde e da segurança dos funcionários nos locais de trabalho. A Cassi (plano de saúde) não deve ser a única responsável por isso", rebateu Eduardo.
Os representantes dos bancários relataram graves problemas no plano odontológico: inconsistência no cadastro, atendimento telefônico sem qualidade, falta de dentistas credenciados em diversos estados e plano inadequado a prestação de serviços de qualidade.
Durante a negociação, que durou mais de quatro horas, os representantes dos bancários cobraram ainda a eleição de representante dos funcionários para o Conselho de Administração do BB, conforme prevê a portaria nº 26 do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, assinada em 11 de março de 2011. Assim como a implantação da carreira Sesmt, o representante do BB disse que a eleição depende de aprovação do Conselho Diretor da instituição financeira.
Funcionários de bancos incorporados
Os inúmeros problemas enfrentados pelos funcionários oriundos dos bancos incorporados pelo BB foi outro assunto que demandou boa parte do tempo da negociação. Ao citarem inúmeras reclamações sobre a falta e/ou insuficiência de assistência médica prestada a trabalhadores de bancos incorporados, os representantes dos bancários conseguiram o compromisso do BB de agendar uma reunião específica para tratar do assunto nas próximas semanas, onde representantes da Cassi, Fusesc e Economus possam se fazer presentes.
Após ouvir a reivindicação dos bancários, o negociador do banco disse que o banco não vê nenhum problema em acertar uma negociação específica para tratar do tema, no entanto, precisa discutir a formação. "Existem regras específicas de funcionamento dos planos de saúde e previdência que precisam ser consideradas dentro do processo negocial", ponderou José Roberto.
VCP incorporados
A Comissão de Empresa pediu esclarecimentos sobre os reajustes da verba VCP Incoporados e ainda solicitiu o desmembramento com a criação de verbas distintas para o que era salário e outras verbas remuneratórias.
BB 2.0
As consequências negativas causadas pela nova dotação das agências (BB 2.0) também foram abordadas durante a negociação. Em virtude de uma série de dúvidas dos dirigentes sindicais sobre o BB 2.0, os representantes do banco preferiram marcar um encontro específico. Os dirigentes sindicais se comprometeram a encaminhar com antecedência os questionamentos para que na próxima reunião o banco responda as perguntas.
Metas
Quanto ao projeto GAT e ranqueamento da produção de funcionários de Varejo (aberto para consulta a todos os bancários do país), os trabalhadores elencaram graves problemas.
Comitê de Ética
A Contra-CUT, federações e sindicatos solicitaram estatísticas sobre os comitês de ética, conquista da Campanha Nacional dos Bancários de 2010. "Queremos saber quantos processos estão em andamento", cobrou Carlos Eduardo, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, ao lembrar que a categoria reivindica a vinculação da Ouvidoria ao Conselho de Administração do BB, para dar mais credibilidade ao órgão.
Sem citar dados, o representante do banco admitiu que os processos analisados pelos comitês foram poucos. No entanto, frisou que as providências adotadas pela Ouvidoria são as maiores dos últimos anos. De acordo com o BB, nos últimos 12 meses a Ouvidoria interna do BB recebeu aproximadamente 3 mil denúncias, sendo 130 caracterizadas como passíveis de acompanhamento.
Jornada de 6 horas
A jornada legal de 6 horas também foi pauta da reunião. Os bancários voltaram a pedir informações sobre a criação de uma comissão com essa carga horária. O BB negou que o estudo do tema esteja concluído, sendo impossível ainda neste momento fazer o debate com os trabalhadores.
Remuneração de diretores e vice-presidentes
Em relação à notícia veiculada na imprensa na segunda-feira (30) sobre o aumento da remuneração de executivos do BB, os representantes do banco negaram a informação.
De acordo com a reportagem, a remuneração média total prevista para cada diretor estatutário (o banco tem 37) deve ficar em R$ 1,03 milhão nos 12 meses entre abril deste ano e março de 2012, com aumento de 17% em relação ao que foi pago no período igual imediatamente anterior.
"A informação não procede", declarou José Roberto, negociador do banco. Segundo ele, essa remuneração anual de R$ 1,03 milhão sofreu aumento por conta da inflação e da PLR e não porque houve reajuste por parte do banco. "Não podemos fazer reajustes desse tipo. Dependemos de autorização do Dest (Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais)", finalizou.
Participação
Participaram da negociação representantes da Fetec-SP, Feeb SP-MS, Feeb RJ-ES, Fetrafi-RS, Feeb BA-SE, Fetraf-MG, Fetec-PR, Fetec-SC, Fetec-Nordeste e Fetec-Centro Norte.
"A reunião serviu para fazer as cobranças da imensa pauta de reinvindicações do trabalhadores do Banco do Brasil, que ainda nao foram cumpridas pelo BB. Precisamos fazer da nossa mobilização um incentivo para que o Banco do Brasil cumpra as nossas exigências durante a campanha salarial", argumenta o diretor da Fetrafi-RS, Ronaldo Zeni.
*Contraf-CUT com Seeb Brasília com edição da Fetrafi-RS
FONTE: Fetrafi-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1287&pg=4
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Dirigentes da Caixa e do BB socializam experiências em Seminário sobre Plano de Carreira
Dirigentes relataram a trajetória da constituição de PCS nos bancos federais
O Seminário Nacional sobre Plano de Carreira no Banrisul, realizado no último sábado, dia 28, em Porto Alegre, contou com uma mesa específica sobre avanços e problemas na elaboração e implantação de planos de cargos e salários na Caixa e no Banco do Brasil.
Na ocasião os diretores do SindBancários, Ronaldo Zeni (BB); Marcos Todt (Caixa) e do Sindicato dos Bancários de Santa Maria, Marcello Husek Carrion (Caixa) fizeram um relato sobre as experiências na elaboração de planos de cargos e salários nestes bancos.
Zeni fez uma retrospectiva sobre os trabalhos do GT sobre PCC/PCS no Banco do Brasil, constituído no fim de 2004 e encerrado em abril de 2005. O Grupo teve uma composição paritária, integrada por quatro representantes dos funcionários do BB. “Logo na origem do GT tivemos um grande problema. O banco orientou seus participantes de modo que o relatório sobre PCC/PCS tivesse custo zero. Outra premissa apresentada pela diretoria do banco foi a remuneração por competências, que é uma forma de tirar o salário e transformá-lo em renda variável”, explica o dirigente sindical.
Segundo Zeni, o trabalho de elaboração do PCC/PCS ficou inviabilizado diante dos obstáculos impostos pela direção do BB e toda a luta sobre o PCS passou a ser feita juntamente com as mobilizações da campanha salarial. “O banco também negava o aumento do piso de ingresso, a recuperação do anuênio e a discussão sobre isonomia entre os dois planos de cargos instituídos na empresa”, observou.
Ronaldo Zeni também apresentou a estrutura do atual Plano de Cargos e Salários no BB. “Há doze níveis com interstícios de 3% a cada três anos e uma carreira de mérito vinculada ao tempo de exercício do cargo comissionado, que são 25 níveis. O plano é considerado insuficiente pelos funcionários tanto na questão dos interstícios quanto em relação à promoção por mérito. Outra meta dos trabalhadores é atingir o piso de ingresso do Dieese. Nós queremos um plano perene e que esteja de acordo com o papel de um banco público”.
Caixa
O representante dos bancários gaúchos na Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, Marcello Carrion, fez uma explanação sobre o atual Plano de Funções Gratificadas da Caixa, imposto pela empresa aos empregados em 2008. “Embora o PFG não tenha atingido as expectativas dos empregados, que esperavam ter uma participação mais efetiva no processo de construção do plano, podemos citar alguns avanços. Os principais são o aumento de níveis de 15 para 48; a normatização do acesso às funções gratificadas através de processos de seleção interna; a retomada das promoções por mérito e a linha de corte”, observou.
O modelo de linha de corte foi proposto pelos empregados gaúchos porque até 2008, apenas 30% dos bancários com direito à promoção realmente recebiam dois deltas, 50% recebiam apenas um e 20% ficavam sem nenhuma movimentação. Com a linha de corte todos os empregados que recebem avaliação igual ou superior a uma nota pré-determinada, 8.2, recebem pelo menos um delta.
Marcello disse ainda, que os empregados ainda criticam os critérios subjetivos utilizados pela empresa durante os processos de seleção interna.
GT PCS Caixa
O Grupo de Trabalho sobre PCS na Caixa foi criado em outubro de 2007, com o objetivo de elaborar uma proposta de Plano de Cargos e Salários e apresentá-la à empresa a fim de para nortear as negociações com o banco sobre o tema. Os estudos elaborados pelo GT, que foi integrado por dirigentes e delegados sindicais da Caixa, representantes da APCEF/RS e assessoria técnica da UFRGS, foram transformados na Cartilha Placar.
O vice-presidente da APCEF/RS e diretor do SindBancários, Marcos Todt, falou do desafio enfrentado pelo GT ao analisar de maneira detalhada as possibilidades de evolução dos empregados na carreira dentro da empresa. Segundo o diretor, apesar de todo o esforço do movimento sindical e associativo da Caixa no RS, o trabalho não foi aprovado pela Plenária Nacional sobre PCS, promovida pela Contraf/CUT no dia 16 de junho de 2009.
*Imprensa Fetrafi-RS
Fonte: Site FETRAFI-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1266
O Seminário Nacional sobre Plano de Carreira no Banrisul, realizado no último sábado, dia 28, em Porto Alegre, contou com uma mesa específica sobre avanços e problemas na elaboração e implantação de planos de cargos e salários na Caixa e no Banco do Brasil.
Na ocasião os diretores do SindBancários, Ronaldo Zeni (BB); Marcos Todt (Caixa) e do Sindicato dos Bancários de Santa Maria, Marcello Husek Carrion (Caixa) fizeram um relato sobre as experiências na elaboração de planos de cargos e salários nestes bancos.
Zeni fez uma retrospectiva sobre os trabalhos do GT sobre PCC/PCS no Banco do Brasil, constituído no fim de 2004 e encerrado em abril de 2005. O Grupo teve uma composição paritária, integrada por quatro representantes dos funcionários do BB. “Logo na origem do GT tivemos um grande problema. O banco orientou seus participantes de modo que o relatório sobre PCC/PCS tivesse custo zero. Outra premissa apresentada pela diretoria do banco foi a remuneração por competências, que é uma forma de tirar o salário e transformá-lo em renda variável”, explica o dirigente sindical.
Segundo Zeni, o trabalho de elaboração do PCC/PCS ficou inviabilizado diante dos obstáculos impostos pela direção do BB e toda a luta sobre o PCS passou a ser feita juntamente com as mobilizações da campanha salarial. “O banco também negava o aumento do piso de ingresso, a recuperação do anuênio e a discussão sobre isonomia entre os dois planos de cargos instituídos na empresa”, observou.
Ronaldo Zeni também apresentou a estrutura do atual Plano de Cargos e Salários no BB. “Há doze níveis com interstícios de 3% a cada três anos e uma carreira de mérito vinculada ao tempo de exercício do cargo comissionado, que são 25 níveis. O plano é considerado insuficiente pelos funcionários tanto na questão dos interstícios quanto em relação à promoção por mérito. Outra meta dos trabalhadores é atingir o piso de ingresso do Dieese. Nós queremos um plano perene e que esteja de acordo com o papel de um banco público”.
Caixa
O representante dos bancários gaúchos na Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, Marcello Carrion, fez uma explanação sobre o atual Plano de Funções Gratificadas da Caixa, imposto pela empresa aos empregados em 2008. “Embora o PFG não tenha atingido as expectativas dos empregados, que esperavam ter uma participação mais efetiva no processo de construção do plano, podemos citar alguns avanços. Os principais são o aumento de níveis de 15 para 48; a normatização do acesso às funções gratificadas através de processos de seleção interna; a retomada das promoções por mérito e a linha de corte”, observou.
O modelo de linha de corte foi proposto pelos empregados gaúchos porque até 2008, apenas 30% dos bancários com direito à promoção realmente recebiam dois deltas, 50% recebiam apenas um e 20% ficavam sem nenhuma movimentação. Com a linha de corte todos os empregados que recebem avaliação igual ou superior a uma nota pré-determinada, 8.2, recebem pelo menos um delta.
Marcello disse ainda, que os empregados ainda criticam os critérios subjetivos utilizados pela empresa durante os processos de seleção interna.
GT PCS Caixa
O Grupo de Trabalho sobre PCS na Caixa foi criado em outubro de 2007, com o objetivo de elaborar uma proposta de Plano de Cargos e Salários e apresentá-la à empresa a fim de para nortear as negociações com o banco sobre o tema. Os estudos elaborados pelo GT, que foi integrado por dirigentes e delegados sindicais da Caixa, representantes da APCEF/RS e assessoria técnica da UFRGS, foram transformados na Cartilha Placar.
O vice-presidente da APCEF/RS e diretor do SindBancários, Marcos Todt, falou do desafio enfrentado pelo GT ao analisar de maneira detalhada as possibilidades de evolução dos empregados na carreira dentro da empresa. Segundo o diretor, apesar de todo o esforço do movimento sindical e associativo da Caixa no RS, o trabalho não foi aprovado pela Plenária Nacional sobre PCS, promovida pela Contraf/CUT no dia 16 de junho de 2009.
*Imprensa Fetrafi-RS
Fonte: Site FETRAFI-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1266
Banco Central vai ressarcir aos bancos cédulas em caso de furto frustrado
BC ainda deu instruções em caso de correntista sacarem notas manchadas
O diretor de administração do Banco Central (BC), Altamir Lopes, afirmou hoje que, em caso de acidente ou furto frustrado, a autoridade monetária vai ressarcir aos bancos as cédulas marcadas por dispositivo antifurto. Mas ele explicou que esse ressarcimento ocorrerá com o desconto dos custos de produção e de análise das cédulas pelo BC. O valor dos custos ainda será fixado pela autoridade monetária.
Altamir informou ainda que, no caso em que um correntista sacar dos caixas eletrônicos notas marcadas com dispositivo antifurto, o procedimento recomendado é que, se o fato ocorrer fora do expediente bancário, o cidadão retire logo em seguida um extrato da conta (comprovando o saque), faça um boletim de ocorrência (BO) em uma delegacia e depois apresente as notas e o BO ao banco, para que a instituição financeira possa ressarci-lo, após a análise da nota suspeita. No caso em que isso ocorrer durante o expediente bancário, a recomendação do BC é que o correntista procure imediatamente o gerente da instituição.
O diretor explicou que a recomendação geral para os cidadãos é que não se aceite cédulas manchadas por dispositivo antifurto. Essa mancha, explicou, é caracterizada por ser densa, não uniforme e de cor rósea. "A cédula danificada por mecanismo antifurto perderá validade. Ela deverá ser apresentada ao banco para que o BC proceda à análise da cédula", disse Altamir, destacando que, ao apresentar a nota ao banco, a instituição deverá fazer o registro com CPF, identificação com foto e endereço de quem apresentou a nota.
Se após a análise for verificada que a nota está realmente marcada por dispositivo antifurto, não haverá ressarcimento (exceto nos casos mencionados acima). Se a mancha rosa for por outro motivo, haverá o ressarcimento ao cidadão.
*O Estado de São Paulo
Fonte: SITE FETRAFI-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1277
O diretor de administração do Banco Central (BC), Altamir Lopes, afirmou hoje que, em caso de acidente ou furto frustrado, a autoridade monetária vai ressarcir aos bancos as cédulas marcadas por dispositivo antifurto. Mas ele explicou que esse ressarcimento ocorrerá com o desconto dos custos de produção e de análise das cédulas pelo BC. O valor dos custos ainda será fixado pela autoridade monetária.
Altamir informou ainda que, no caso em que um correntista sacar dos caixas eletrônicos notas marcadas com dispositivo antifurto, o procedimento recomendado é que, se o fato ocorrer fora do expediente bancário, o cidadão retire logo em seguida um extrato da conta (comprovando o saque), faça um boletim de ocorrência (BO) em uma delegacia e depois apresente as notas e o BO ao banco, para que a instituição financeira possa ressarci-lo, após a análise da nota suspeita. No caso em que isso ocorrer durante o expediente bancário, a recomendação do BC é que o correntista procure imediatamente o gerente da instituição.
O diretor explicou que a recomendação geral para os cidadãos é que não se aceite cédulas manchadas por dispositivo antifurto. Essa mancha, explicou, é caracterizada por ser densa, não uniforme e de cor rósea. "A cédula danificada por mecanismo antifurto perderá validade. Ela deverá ser apresentada ao banco para que o BC proceda à análise da cédula", disse Altamir, destacando que, ao apresentar a nota ao banco, a instituição deverá fazer o registro com CPF, identificação com foto e endereço de quem apresentou a nota.
Se após a análise for verificada que a nota está realmente marcada por dispositivo antifurto, não haverá ressarcimento (exceto nos casos mencionados acima). Se a mancha rosa for por outro motivo, haverá o ressarcimento ao cidadão.
*O Estado de São Paulo
Fonte: SITE FETRAFI-RS
http://www.fetrafirs.org.br/noticias.php?id=1277
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