terça-feira, 4 de outubro de 2011

Bancários fecham quase 8 mil agências, mas bancos permanecem calados

Fenaban não marca negociação e provoca categoria

A greve nacional dos bancários cresceu nesta segunda-feira (3), sétimo dia de paralisação, e atingiu todos os 26 estados e o Distrito Federal, com a adesão dos funcionários de Roraima. A categoria paralisou 7.950 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados. O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h30.

O movimento começou na última terça-feira (27), após a rejeição da proposta de reajuste de 8% apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que representa apenas 0,56% de aumento real.

“A falta de responsabilidade dos bancos neste momento é revoltante. Eles geraram o impasse no processo de negociação e simplesmente deram as costas à categoria, sem qualquer possibilidade de diálogo. Continuaremos a fechar mais agências dia após dia até a Fenaban voltar à mesa de negociação”, garante o diretor da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke.

O presidente do SindBancários, Mauro Salles Machado, que também integra o Comando Nacional, conclama a categoria à greve em todo o Rio Grande do Sul. “Nossa resposta aos bancos será uma greve maior do que a realizada em 2010. Estamos exercendo nosso direito de livre manifestação e lutando por reivindicações coerentes. Greve até a vitória!”. Finaliza o presidente do SindBancários.

Ampliação da greve

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, reunido nesta segunda-feira, em São Paulo, decidiu orientar os sindicatos a intensificarem as ações para mobilizar os bancários e ampliar a greve em todo país, uma vez que a Fenaban permanece em silêncio.

Reivindicações

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização.

*Imprensa Fetrafi-RS

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