quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Bancários do BRB aprovam acordo e encerram greve

Banco de Brasília S/A, que tem como acionista majoritário o Governo do Distrito Federal, cede às reivindicações dos seus empregados

Em assembléia específica realizada no início da noite desta quarta-feira (29), no Setor Bancário Sul, os bancários do BRB – Banco de Brasília S/A aprovaram a proposta de acordo oferecida pelo banco, que garante reajuste que varia de 7% a 14,9%, conquistada pelo Sindicato e funcionários em mesa de negociação com o banco. O BRB se dispõe a cobrir a diferença do índice de 7% sobre as funções gratificadas e o VR caso o acordo com a Fenaban seja superior.

Com a aprovação da proposta, a greve se encerra no BRB, o banco público do Distrito Federal. O dia de greve desta quarta-feira será abonado.
“De fato, esse acordo coletivo é um grande avanço calcado no mérito e na disposição de luta dos funcionários do BRB. O banco reconhece que, para ter um futuro promissor, de expansão, com excelência, é fundamental valorizar o corpo funcional. São os funcionários que fazem do BRB o que ele é hoje e será amanhã”, afirma Cida Sousa, diretora do Sindicato.

Veja os pontos principais da proposta aprovada na assembleia:

1. Aumento de 12% no vencimento padrão, complementos, anuênios e benefícios tais como auxílio creche, tíquete e cesta alimentação;

2. Aumento de 20,9% no valor da atividade gratificada de caixa, passando esta para R$ 900,00. Este percentual também incide sobre o CPAG;

3. Aumento de 7% no valor das funções gratificadas e do VR;

4. Formação de Grupo de Trabalho para a Revisão do Plano de Cargos e Salários, com representantes dos empregados, com compromisso de finalização dos trabalhos até dezembro de 2010;

5. Incorporação administrativa de função para os empregados que tiverem 10 anos ou mais de comissionamento, caso estes sejam descomissionados;

6. Garantia de Emprego para todos os funcionários, inclusive aqueles admitidos após o ano 2000, previsto em Regulamento de Pessoal;

7. Formalização dos quinze minutos concedidos para lanche dentro da jornada de trabalho;

8. Extensão do Adicional por Tempo de Serviço – ATS para os empregados admitidos a partir de janeiro de 2000. O ATS começa a contar a partir deste ano;

9. Extensão do benefício de 35 dias de férias para os empregados, a partir de 20 anos de banco, e extensivo aos oriundos das empresas incorporadas;

10. Criação de produto de crédito específico para o financiamento de veículos com taxas especiais e diferenciadas para os empregados do BRB

Saiba mais sobre o BRB

O BRB – Banco Regional de Brasília S.A, que a partir de 1986 passou-se a se denominar BRB – Banco de Brasília S/A, tem como acionista majoritário o Governo do Distrito Federal. É, portanto um banco público de status estadual e foi autorizado a funcionar em 12/07/1966. Atua essencialmente no Distrito Federal onde possui 52 agências e mais cinco agências no Estado de Goiás.

O BRB apresentou lucro líquido de R$ 101,1 milhões nos seis primeiros meses do ano de 2010, resultado 40,81% maior que o lucro apresentado em igual período do ano de 2009. Esse resultado proporcionou rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido de 15,36%, no período e de 33,07% anualizado, superior portanto à rentabilidade recorde de 2009, que foi de 30%. A remuneração dos acionistas foi de 25% do lucro líquido, equivalente a R$ 23,5 milhões.

O BRB comunicou o mercado, em 24/08/2010, a partir de decisão de seu acionista majoritário, que foram encerradas as negociações que envolviam sua venda ao Banco do Brasil, decidindo permanecer como banco público, atuante e cada vez mais eficiente, já que vem apresentando resultados cada vez mais expressivos e lucros recorrentes, diz a nota do banco.


Reirado de: FETRAFI / Site
*Seeb Brasília e Assessoria de Imprensa do BRB com edição da Fetrafi-RS
30/09/2010

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Assembleia do SindBancários, aprova por unanimidade, greve por tempo indeterminado

Os bancários aprovaram em assembleia realizada na noite desta terça-feira, dia 28, greve por tempo indeterminado a partir de quarta-feira, dia 29.
O movimento dos empregados do Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banrisul e bancos privados foi deflagrado por unanimidade, após rejeição do Comando Nacional ao índice de 4,29% apresentado pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).

Os bancários que compareceram à assembleia atenderam à indicação de paralisação do Comando Nacional. A categoria também exige a retomada das negociações com a Fenaban e uma proposta que dialogue com as suas reivindicações.

'A grande presença de bancários na assembleia mostra a força e o desejo de arrancar uma proposta que atenda à categoria. Também é uma resposta à postura arrogante e intransigente da Fenaban, que trouxe à mesa um índice impraticável para os lucros dos bancos em 2010. Não é possível que o setor mais rentável da economia brasileira venha apenas com um percentual para repor a inflação', avaliou o presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo, ao final da assembleia.

Os bancários voltam a se reunir em assembleia nesta quarta, a partir das 16h, no Clube do Comércio. O encontro avaliará o dia de greve.

Retirado de: FETRAFI / Site
*Imprensa SindBancários 28/09/2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sem propostas do BB e da Caixa, comissões orientam pela greve a partir do dia 29

Direções da Caixa e do Banco do Brasil entram no ritmo de enrolação da Fenaban.


As reuniões de negociação específica com as direções da Caixa e do Bando do Brasil, ocorridas nesta quinta-feira, seguiram o mesmo rumo das tratativas com a Fenaban: a frustração. De acordo com os representantes dos bancários gaúchos nas negociações, Marcello Husek Carrion (Caixa) e Ronaldo Zeni (BB), a orientação para os trabalhadores é pela deliberação da greve por tempo indeterminado, juntamente com os demais segmentos da categoria, a partir do dia 29, próxima quarta-feira. Confira abaixo os detalhes das reuniões realizadas nesta quinta-feira, em São Paulo.

Caixa: A Caixa Econômica Federal manteve a posição intransigente das últimas reuniões e não apresentou nenhuma novidade na negociação com o Comando Nacional dos Bancários nesta quinta-feira, 23, em São Paulo. O banco apresentou um documento, afirmando que irá cumprir os itens econômicos da Fenaban e propondo a renovação de algumas cláusulas do atual Acordo Coletivo.

Assim, os representantes da empresa seguiram o reajuste da Fenaban de 4,29% e mantiveram o posicionamento das negociações anteriores, que foi de total rejeição às reivindicações específicas dos trabalhadores.

A Caixa está com a pauta há mais de 30 dias e mesmo assim não formulou qualquer proposta concreta para reivindicações como saúde e condições de trabalho, contratação de mais trabalhadores, Saúde Caixa, carreira, jornada de trabalho, questões relativas aos aposentados, Funcef/Prevhab, segurança bancária e democratização da gestão.

Os representantes do banco negaram-se a discutir os temas relativos à isonomia, afirmando que irá acompanhar as decisões do governo federal e seguir a legislação em discussão no Congresso Nacional. Os negociadores da Caixa também mantiveram sua intransigência e reafirmaram a manutenção da discriminação dos empregados que permanecem no REG/Replan não saldado. Para o movimento sindical, a intransigência da empresa deve ser combatida com mobilização ampla em todas as bases sindicais.

Banco do Brasil: Imediatamente após o encontro, os representantes do Comando e da Comissão de Empresa se reuniram e decidiram conclamar os funcionários do BB à greve a partir do dia 29, caso os banqueiros não apresentem nada de novo que atenda a categoria até segunda-feira, dia 27.

“Com este posicionamento não há qualquer possibilidade de continuar a negociação e a reunião foi suspensa. O banco diz que tem disposição de discutir piso e mérito no PCS, mas não aceita critérios de descomissionamento e comissionamento no âmbito do acordo”, analisa o diretor de Formação do SindBancários, Ronaldo Zeni.

“Sobre as CABB o banco diz que aceitaria somente a redução da trava para que não recomece a contagem de B para A”, continua Zeni. O diretor ainda esclarece que as cláusulas sindicais estão em discussão na diretoria, que não aceita apresentar qualquer proposta agora. “O único avanço da tarde foi a suspensão da retirada das portas giratórias até que o tema seja debatido com a Comissão de Empresa”, afirma.

"Precisamos intensificar nossa mobilização pois com esta posição do BB, fica claro que a proposta vai ser proporcional à nossa mobilização. Vamos todos à assembleia do dia 28 e agora nossa resposta será a greve", conclui o diretor.

Segurança bancária e portas giratórias: No início da negociação, Ademir Wiederkehr, coordenador da Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf-CUT e diretor do SindBancários, apresentou as reivindicações específicas do setor, como assistência e estabilidade no emprego e na função às vítimas de assaltos e sequestros, proibição à guarda das chaves e ao transporte de numerário pelos bancários, ampliação dos equipamentos de prevenção e acessos às estatísticas de ocorrências no banco.

"Embora essas demandas estejam sendo discutidas nas mesa da Fenaban, o BB como importante regulador do sistema financeiro deveria se comprometer a adotá-las para proteger a vida dos trabalhadores e melhorar as condições de segurança dos estabelecimentos, incluindo-as no aditivo do banco à convenção coletiva", propôs o diretor da Contraf-CUT. O BB ficou de analisar essas propostas com a área de segurança do banco.

Sobre o projeto-piloto de retirada das portas giratórias de segurança com detectores de metais em algumas agências, que tem sido objeto de protestos dos sindicatos, o BB afirmou que suspenderá essa medida até a discussão final de todas as reivindicações, prometendo realizar uma reunião específica sobre segurança bancária.

Trava e comissões nas CABBs:O banco apresentou um pequeno avanço na discussão relativa às travas nas CABBs, mas manifestou ainda que quer fazer novos estudos e discussões sobre as comissões nas centrais de atendimento. Os representantes do funcionalismo reiteraram o pedido para retirada da trava de relacionamento, considerando a especificidade do trabalho desenvolvido nesses locais.

Retirada de: FETRAFI/Site
*Imprensa Fetrafi-RS com informações da Contraf/CUT 23/09/2010

Ganho dos bancos com tarifas paga salários dos bancários com muita sobra

Em 1994, arrecadação com prestação de serviços cobria 1/4 das despesas com pessoal

A receita que os maiores bancos do Brasil acumulam somente com os valores que são cobrados com a prestação de serviços, as tarifas, cobre toda a folha de pagamento e ainda sobra. Em 1994, os ganhos representavam apenas um quarto das despesas com pessoal.

Segundo dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), com base nos balanços dos bancos, a relação entre os dois indicadores foi de 130,4% em 2009. Em outras palavras, o arrecadado com tarifas pagou a folha completa e ainda sobrou o equivalente a 30% dela nos cofres dos banqueiros.

Essa relação aumenta desde 1994, ano em que os banqueiros pararam de ganhar com a inflação. Naquele ano, a receita de prestação de serviços pagava 25,4% da folha. No ano seguinte, saltou para 38,9% e se aproximou da metade (47,8%) em 1996.

O crescimento continuou forte até que, em 2004, superou pela primeira vez o total, chegando aos 104%: ou seja, o que foi arrecadado com as tarifas pagou sozinho a folha completa e ainda sobrou 4%.

Má vontade

Muito deste fenômeno pode ser explicado pela má-vontade que os banqueiros têm de contratar mais bancários e, em contrapartida, o olho gordo para cobrar altas tarifas.

No mesmo período analisado (de 1994 a 2009), o número de bancários pouco mudou, indo de 403 mil para 436 mil, variação de 8%. Já o arrecadado com tarifas saltou de R$ 4,1 bilhões para R$ 58,8 bilhões. Aumento de mais de 1.300%.


Retirado de: FETRAFI/ Site
*Seeb São Paulo 24/09/2010

AVISO DE GREVE

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de ALEGRETE e Região, o Sindicato dos Bancários de BAGÉ e Região, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de BENTO GONÇALVES, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de CACHOEIRA DO SUL, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de CAMAQUÃ, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de CARAZINHO, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de CAXIAS DO SUL, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de CRUZ ALTA, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de ERECHIM, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de FREDERICO WESTPHALEN, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de GUAPORÉ RS, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de HORIZONTINA, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de IJUÍ, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de LAJEADO, o Sindicato dos Bancários do LITORAL NORTE/RS, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de NOVA PRATA e Região, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de NOVO HAMBURGO, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de PASSO FUNDO, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de PELOTAS, o Sindicato dos Bancários de PORTO ALEGRE e Região, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de RIO GRANDE, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de RIO PARDO, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de ROSÁRIO DO SUL, o Sindicato dos Bancários de SANTA CRUZ DO SUL e Região, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de SANTA MARIA, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de SANTA ROSA, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de SANTANA DO LIVRAMENTO, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de SANTIAGO, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de SANTO ÂNGELO, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de SÃO BORJA, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de SÃO GABRIEL, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de SÃO LEOPOLDO, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de SÃO LUIZ GONZAGA, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de SOLEDADE, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de URUGUAIANA, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de VACARIA, o Sindicato dos Bancários e Financiários do VALE DO CAÍ, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do VALE DO PARANHANA e a Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Estado do Rio Grande do Sul (em transição para denominar-se Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul – FETRAFI-RS) COMUNICAM a toda a população usuária dos serviços bancários e à representação legal dos Bancos no Estado, que, caso não haja solução para as reivindicações da categoria profissional e, por deliberação das assembleias gerais dos sindicatos acima nominados, a GREVE POR TEMPO INDETERMINADO iniciará à zero hora do dia 29 de setembro de 2010. Tal comunicação tem por finalidade cumprir os dispositivos da Lei 7.783/89.



Porto Alegre, 24 de setembro de 2010.





JORGE VIEIRA DA COSTA / ARNONI HANKE

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

REG/REPLAN

A recente Decisão da 3ª Turma do TRT de Brasília considera inválida a exigência da Caixa, que os empregados vinculados ao REG/REPLAN renunciem o seu Plano Previdenciário para poder aderir à Nova Estrutura Salarial/2008.

Referida Decisão Judicial determina “que a empregadora se abstenha de exigir de seus empregados, como condição à adesão ao PCS/98 e à nova estrutura salarial unificada 2008, que migrem para o novo plano de previdência privada da FUNCEF, realizando saldamento relativo ao REG/REPLAN”

A mesma Decisão anula as “opções” realizadas sob a égide desta exigência, que o Judiciário aqui considera ineficaz. Ou seja, é possível que o/a empregado/a (que migrou para o Saldamento só para poder aderir à nova tabela) retorne ao REG/REPLAN e faça uma nova migração desta vez sem a exigência. A Decisão declara a “invalidade das migrações para o PCS 98 e para a nova estrutura salarial unificada de 2008, feitas mediante exigência de saldamento do plano REG/REPLAN e adesão ao novo Plano FUNCEF”

Esta Decisão não tem aplicabilidade imediata, porque ela não foi exarada em Antecipação de Tutela. Porém, como ela já é do Tribunal Regional, falta apenas o julgamento pelo Tribunal Superior do Trabalho, que, espera-se, seja breve e mantida. O acompanhamento deste processo que tem o número 01086-2008-005-10-00-0, pode ser realizado através do www.trt10.jus.br.

Abaixo se transcreve alguns trechos importantes do referido julgamento:
“Poder Judiciário
Justiça do Trabalho
Tribunal Regional do Trabalho - 10ª Região
Processo: 01086-2008-005-10-00-0-RO
Acórdão do(a) Exmo(a) Desembargador(a) Federal do Trabalho RIBAMAR LIMA JUNIOR
Ementa: 1. COMPETÊNCIA. DANOS DE ALCANCE NACIONAL. LEI Nº 8.078/90, ARTIGO 93. OJ Nº 130 DA SBDI-2 DO COLENDO TST. "AÇÃO CIVIL PÚBLICA. COMPETÊNCIA TERRITORIAL. EXTENSÃO DO DANO CAUSADO OU A SER REPARADO. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 93 DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Para a fixação da competência territorial em sede de ação civil pública, cumpre tomar em conta a extensão do dano causado ou a ser reparado, pautando-se pela incidência analógica do art. 93 do Código de Defesa do Consumidor. Assim, se a extensão do dano a ser reparado limitar-se ao âmbito regional, a competência é de uma das Varas do Trabalho da Capital do Estado; se for de âmbito suprarregional ou nacional, o foro é o do Distrito Federal." 2. LITISPENDÊNCIA. AÇÃO COLETIVA. DIREITOS COLETIVOS. Em se tratando de ação coletiva para defesa de interesses ou direitos coletivos (inciso II do parágrafo único do artigo 81 do CDC), não ocorre litispendência com relação às ações individuais, haja vista que, nas ações coletivas, o objeto cinge-se a um pedido de obrigação de fazer ou não fazer e/ou a uma condenação de caráter genérico pelos danos materiais e/ou morais causados genericamente aos interesses metaindividuais; já nas ações individuais, o pleito diz respeito a uma condenação pelos danos pessoalmente sofridos pelos trabalhadores. 3. PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS. ACORDOS COLETIVOS DE TRABALHO. CLÁUSULAS ABUSIVAS. Revela-se descabido aceitar-se que uma norma coletiva, cujo fim precípuo é a composição das categorias simétricas, em verdadeira atitude de pacificação social, sirva como abrigo à derrocada de direitos já conquistados pelos empregados, os quais lançam-se, de olhos vendados, na alea de um futuro, no qual a percepção de que lograram desvantagens com a migração para novo PCS já seja tardia e inócua. Por tal razão, constatada a violação a princípios laborais e constitucionais, revelando-se verdadeira renúncia a direitos trabalhistas, impõe-se aos empregados o direito de aderirem à nova estrutura salarial unificada, independentemente de renúncia ou desistências, beneficiando-se do novo regramento empresarial sem qualquer limitação funcional ou financeira. 4. Recursos conhecidos e parcialmente providos.
...............................................
No que diz respeito ao apelo do autor, idêntica situação se observa, fazendo-se necessária a remissão aos fundamentos pretéritos. Os acordos coletivos trazidos aos autos previram a necessária desvinculação do empregado ao anterior plano de previdência complementar (REG/REPLAN) para a adesão à nova "Estrutura da Carreira Profissional". Na mesma intensidade com que se constatou a violação a princípios inerentes ao Direito do Trabalho, nesta fração há evidente afronta a direitos indisponíveis, porquanto a regra viola direitos já adquiridos pelos empregados, ao tempo de suas admissões, traduzindo verdadeira alteração contratual lesiva, consoante entendimento consolidado pelo Colendo Tribunal Superior do Trabalho, expresso na Súmula nº 288 (artigo 468 da CLT). Diante desses fundamentos, dou provimento ao recurso interposto pelo Ministério Público do Trabalho, para determinar que a empregadora se abstenha de exigir de seus empregados, como condição à adesão ao PCS/98 e à nova estrutura salarial unificada 2008, que migrem para o novo plano de previdência privada da FUNCEF, realizando saldamento relativo ao REG/REPLAN. Consectário lógico, dou provimento ao apelo para declarar a invalidade das migrações para o PCS 98 e para a nova estrutura salarial unificada de 2008, feitas mediante exigência de saldamento do plano REG/REPLAN e adesão ao novo Plano FUNCEF.
...................................
Por tais fundamentos, ACORDAM os Desembargadores da Terceira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 10.ª Região, conforme certidão de julgamento a fls. retro, aprovar o relatório; conhecer do recurso ordinário interposto pela reclamada; rejeitar as preliminares arguidas; no mérito, dar-lhe parcial provimento para cassar a decisão antecipatória da tutela; conhecer do recurso interposto pelo autor; no mérito, dar-lhe provimento parcial para: determinar que a empregadora se abstenha de exigir de seus empregados, como condição à adesão ao PCS/98 e à nova estrutura salarial unificada 2008, que migrem para o novo plano de previdência privada da FUNCEF, realizando saldamento relativo ao REG/REPLAN; declarar a invalidade das migrações para o PCS 98 e para a nova estrutura salarial unificada de 2008, feitas mediante exigência de saldamento do plano REG/REPLAN e adesão ao novo Plano FUNCEF; reconhecer que a conduta da empregadora foi geradora de danos na esfera moral da coletividade; arbitrar indenização no valor de R$200.000,00, a ser paga ao FAT; incidirão juros e correção monetária na forma da lei; arbitrar à condenação novo valor de R$400.000,00; fixar custas processuais em R$8.000,00, pela reclamada; nos termos do voto do Desembargador Relator.”

Muita água e sabão contra a corrupção: banrisulenses lavam entrada da Direção Geral do banco

Ato público mobilizou funcionários de diversas agências do Banrisul no fim da manhã desta quinta-feira.

Os banrisulenses mostraram mais uma vez que são inflexíveis quanto à corrupção. Os trabalhadores literalmente lavaram na manhã desta quinta-feira, 23, a entrada do edifício da Direção Geral, localizado na Rua Caldas Júnior, no Centro de Porto Alegre. O ato público mobilizou funcionários da DG, das agências Central, João Pessoa, União, Otávio Rocha, Rua da Praia e Menino Deus e de dirigentes sindicais da Fetrafi-RS e SindBancários.

A manifestação chamou atenção da população que transitava pelo local e foi registrada pela imprensa. Munidos de vassouras, baldes, água e muito sabão, banrisulenses fizeram uma lavagem completa em frente à DG. Durante a manifestação a rua foi fechada pela Brigada Militar e tomada pelos banrisulenses.

Através do carro de som, dirigentes sindicais rechaçaram a omissão da direção do banco diante do recente escândalo de corrupção no Departamento de Marketing da instituição. Os sindicalistas também denunciaram a atitude antidemocrática do Banrisul, que ainda não iniciou o processo de negociação específica pela Campanha Salarial 2010.

“Este ato é uma manifestação de força dos banrisulenses e também do nosso descontentamento com esta direção que está aí. Exigimos o afastamento de todos os envolvidos no escândalo de corrupção no Departamento de Marketing, a investigação aprofundada do caso e a punição dos culpados”, enfatiza a diretora da Fetrafi-RS, Denise Corrêa.

Já o diretor da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha, questionou a postura do presidente do banco, que ignora as reivindicações do quadro de funcionários e protege envolvidos em alta corrupção. “Este não é o Banrisul que queremos. É lamentável que a direção do banco não queira negociar a nossa pauta. As condições de trabalho no banco são muito ruins, os trabalhadores sofrem um assédio moral bárbaro pelo cumprimento de metas e temos, vergonhosamente o menor piso da categoria”, lembra Rocha.

“A hora de mobilizar é agora”, convoca o diretor da Fetrafi-RS, Amaro Souza. “A direção do Banrisul deve ter um olhar próximo às necessidades dos trabalhadores. Entregamos a nossa pauta no dia 25 de agosto, mas a direção se faz de surda e muda, evitando o processo de negociação específica e o diálogo com os bancários. Hoje é muito ruim trabalhar no Banrisul. Os banrisulenses sofrem com a sobrecarga de trabalho cada vez maior e acabam adoecendo”.

O presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo, disse que o ato público de hoje foi uma resposta à altura dos ataques da direção do Banrisul. “O Banrisul só continuará público se continuarmos vigilantes. Nós não compactuamos com nenhum tipo de desvio de dinheiro ou corrupção. É dever da direção agir com transparência e esclarecer este episódio no Departamento de Marketing para que a imagem da instituição não seja manchada”, salienta Juberlei.

Saída de fininho: Enquanto os banrisulenses preparavam a lavagem das escadarias da Direção Geral, o diretor da área de Gestão de Pessoas, César Antônio Cechinato - o mesmo que garantiu em agosto, que haveria diálogo com os trabalhadores durante a Campanha Salarial - saiu de fininho e passou quase despercebido entre os manifestantes. Ele foi flagrado e fotografado pela Imprensa da Fetrafi-RS. Confira foto ao lado.




Retirada de: FETRAFI/ Site *Marisane Pereira - Mtb/RS9519 - Imprensa Fetrafi-RS
23/09/2010

Banqueiros apontam apenas 4,29% de reajuste e Comando prepara greve da categoria

Fenaban não leva a sério a mesa de negociação da Campanha Salarial e indica apenas o INPC do período de reajuste.

A quinta rodada de negociação entre os bancários e Fenaban foi encerrada nesta quarta-feira, em São Paulo, em clima de frustração. Na semana passada, os banqueiros se comprometeram de apresentar uma proposta global às reivindicações de remuneração nesta semana, mas hoje se limitaram a indicar um reajuste de 4,29%.

O Comando Nacional dos Bancários considera essa postura dos bancos um desrespeito aos bancários e orienta os sindicatos a reforçarem a convocação das assembleias gerais da categoria, para a deflagração da greve por tempo indeterminado, a partir do dia 29 de setembro, quarta-feira da próxima semana.
Segundo o diretor da Fetrafi-RS e membro do Comando Nacional, Arnoni Hanke, a Fenaban já foi informada sobre as assembleias gerais da categoria e da possível deliberação de greve por tempo indeterminado, caso os bancos não apresentem uma proposta concreta até a próxima semana.

“Não estamos jogando como fazem os banqueiros na mesa de negociação. Desde o início deixamos evidente que o nosso objetivo era negociar de acordo com as possibilidades reais dos bancos. A indicação de um reajuste que apenas repõe a inflação do período é uma afronta à categoria”, afirma o dirigente sindical.

Paralisações darão troco à Fenaban: A Fetrafi-RS orienta aos seus sindicatos filiados que se aliem ao SindBancários nesta quinta-feira, 23, promovendo manifestações e paralisações em agências de bancos públicos e privados. A paralisação de agências na Capital nesta quinta, foi aprovada ontem (21), em assembleia geral, promovida pelo SindBancários.

Assembleias gerais: Nesta quinta-feira, 23, os sindicatos realizam assembleias gerais da categoria para avaliar a proposta dos bancos e deliberar ou não pela greve por tempo indeterminado, a partir do dia 29.

Retirado de: FETRAFI/Site *Imprensa Fetrafi-RS 22/09/2010

Bancários gaúchos começam o dia com paralisações

Categoria se prepara para mais uma greve caso a Fenaban não apresente proposta.


Após cinco rodadas de negociação sem qualquer avanço, os bancários estão prestes a mais uma greve por tempo indeterminado. Na última reunião com a Fenaban, ocorrida ontem, em São Paulo, os banqueiros indicaram o reajuste de 4,29%. A proposta, embora informal, foi encarada pelo Comando Nacional dos Bancários como uma afronta às intenções de negociação pela Campanha Salarial 2010.

O descaso da Fenaban aumentou o processo de mobilização e nesta quinta-feira continuam as manifestações e paralisações em todo o país. No Rio Grande do Sul já foram confirmadas paralisações em agências de Porto Alegre, Passo Fundo e Santa Maria. A Fetrafi-RS está fazendo um levantamento detalhado junto aos seus 38 sindicatos filiados para obter o número exato de paralisações.

Assembleias gerais ocorrem hoje: Nesta quinta-feira os sindicatos promovem assembleias gerais para avaliar uma possível proposta da Fenaban, BB e Caixa e deliberar ou não pela greve por tempo indeterminado a partir do dia 29 de setembro, quarta-feira da próxima semana. Com exceção do sindicato de Porto Alegre que fará sua assembleia no dia 28/09, porque já definiu o dia indicativo de greve na assembleia desta terça-feira, 21, acompanhando o calendário nacional.

Confira o quadro inicial de paralisações no RS:

Passo Fundo – Estão paralisadas as quatro agências do Banrisul. O atendimento deverá ser retardado até às 12h;

Porto Alegre – O atendimento de diversas agências do Centro da Capital ficará paralisado até às 12h. Também serão realizados atos públicos em frente à Direção Geral do Banrisul e da agência da Caixa da Praça da Alfândega;

Santa Maria - A agência Santa Maria Rio Branco, nº 9257 do Itaú Unibanco, no centro da cidade ficará fechada até às 12h.

Retirado de:FETRAFI/ Site *Imprensa Fetrafi-RS 23/09/2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Bancários paralisam em todo o País na véspera da negociação com a Fenaban

Os bancários realizaram paralisações e manifestações em todo o país nesta terça-feira 21 como forma de pressionar os bancos a apresentarem uma proposta que atenda as reivindicações da categoria na rodada de negociação que será realizada com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nesta quarta-feira, 22 de setembro, em São Paulo, às 15h.

Aconteceram manifestações em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Recife, Cuiabá, Rio Branco, Vitória (ES), Campinas (SP), Juiz de Fora (MG), Dourados (MS), Baixada Santista (SP), Caucaia (CE), Taubaté (SP), Campina Grande (PB) e Campos (RJ).

"Nesse dia nacional de luta, os bancários demonstraram a insatisfação com a posição dos bancos, que aumentaram em 32% os lucros no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2009 e ainda não apresentaram proposta após um mês de negociações", diz Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional.

Nas quatro rodadas de negociações realizadas até agora com o Comando Nacional dos Bancários, a Fenaban não apresentou nenhuma proposta para as principais demandas dos trabalhadores: reajuste de 11%, melhoria na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), valorização dos pisos salariais, elevação dos auxílios refeição/alimentação e creche/babá, combate às metas abusivas, fim do assédio moral, plano de carreiras, cargos e salários em todos os bancos, proteção ao emprego, mais contratações, auxílio-educação e segurança contra assaltos, entre outros itens.

"Essa postura intransigente das empresas está empurrando os bancários para a greve", enfatiza Carlos Cordeiro.

O Comando já decidiu orientar os sindicatos a realizarem assembleias no dia 28 para discutir e deliberar sobre a proposta que vier a ser apresentada pela Fenaban. Em caso de rejeição da proposta, a categoria poderá deflagrar greve a partir do dia 29 por tempo indeterminado.

Retirado de: ContrafuCut/ Site 21/09/2010

Sindicatos promovem mobilizações nesta quarta e quinta-feira

Bancários pressionam a Fenaban em mais um dia de negociação pela Campanha Salarial. Quinta rodada de negociação ocorre hoje, em São Paulo.
O calendário de atividades da Campanha Salarial 2010 foi intensificado esta semana devido à 5ª rodada de negociação com os banqueiros, agendada para esta quarta-feira, 22, à tarde, às 15h, no Maksoud Plaza Hotel, em São Paulo. Os represnetantes dos bancários gaúchos nesta rodada serão os diretores da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke e do Sindbancários, Mauro Salles. Há expectativa de que a Fenaban apresente na reunião de hoje uma proposta às reivindicações de remuneração da categoria.

Desde o início da manhã desta quarta, sindicatos do interior do estado promovem atividades junto aos locais de trabalho para mobilizar os colegas. Na quinta-feira, 23, continuam as manifestações e mobilizações. Em Porto Alegre haverá paralisações das unidades da capital até às 12h no Banco do Brasil, privados e Banrisul. Já os empregados da Caixa realizarão somente um ato público no mesmo dia na Praça da Alfândega às 12 horas.

Assembleias: Nesta quinta-feira os sindicatos promovem assembleias gerais para avaliar uma possível proposta da Fenaban, BB e Caixa e deliberar ou não pela greve por tempo indeterminado a partir do dia 29 de setembro, quarta-feira da próxima semana. Com exceção do sindicato de Porto Alegre que far sua assembleia no dia 28/09, porque já definiu o dia indicativo de greve na assembleia desta terça-feira, 21, acompanhando o calendário nacional.

Negociações com a Caixa e BB: Ainda na quinta-feira serão realizadas rodadas de negociação específicas com as direções da Caixa e do Banco do Brasil. Até agora os dois maiores bancos públicos do país não apresentaram propostas às Comissões Executiva dos Empregados da Caixa e de Empresa dos Funcionários do BB alegando que primeiro irão aguardar a manifestação da Fenaban.

Veja o calendário da Campanha Salarial no RS:

- 22/09/2010 – quarta-feira: Dia de Luta no Interior RS

- 23/09/2010 - quinta–feira: Assembleia Geral para avaliar as possíveis propostas da Fenaban, BB e CAIXA. Caso as propostas sejam rejeitadas deve-se deliberar greve a partir do dia 29/09/2010, quarta-feira.

- 24/09/2010 – sexta-feira: AVISO DE GREVE: Publicação na imprensa e comunicado aos bancos do AVISO DE GREVE, constando que a categoria entrará em greve por tempo indeterminado a partir do dia 29 de setembro de 2010, quarta-feira.

- 28/09/2010 – terça-feira: ASSEMBLEIAS: Reabertura da assembleia do dia 23/09 para organizar a greve a partir do dia 29.

- 29/09/2010 – quarta-feira: GREVE POR TEMPO INDETERMINADO.

Retirado de: *Imprensa Fetrafi-RS / Site: 22/09/2010

Bradesco promete reajuste só para alguns bancários e discrimina a maioria

A direção do Bradesco prometeu em reuniões internas conceder aos gerentes de agências reajustes salariais entre 12% e 24%. O percentual de reajuste de cada funcionário seria definido pelo gerente geral da agência. Além de diferenciar os gerentes sem qualquer avaliação baseada em critérios claros, a proposta discrimina os demais bancários, também responsáveis pelos altíssimos lucros alcançados pelo banco. As informações foram recebidas pela Contraf-CUT de funcionários do banco de várias regiões do país.

"Não que sejamos contra o aumento, os gerentes de contas certamente merecem essa valorização, que temos cobrado na mesa de negociação. O problema é a forma como ele chega, discriminando os demais trabalhadores e criando diferenciações entre os próprios gerentes", afirma Elaine Cutis, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) dos Bradesco.

"Além disso, durante a discussão na mesa de negociação permanente sobre a criação de um Plano de Carreira, Cargos e Salários com critérios transparentes, o Bradesco afirmou que já tem uma 'carreira fechada' dentro do banco. Mas quais são os critérios adotados para deixar de fora desse aumento tantos trabalhadores? O banco está se contradizendo e desvalorizando o processo de negociação", afirma a dirigente.

Os trabalhadores cobram do banco a implantação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) transparente e com critérios claros para garantir a valorização de todos os funcionários e corrigir distorções que hoje ocorrem, com trabalhadores da mesma função e com o mesmo tempo de casa ganhando salários diferentes.

"Os funcionários do Bradesco estão insatisfeitos com isso já há bastante tempo, e uma atitude discriminatória como essa do banco está piorando a situação", afirma Elaine. "A criação de PCCS em todos os bancos é uma das reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2010, juntamente com aumento real de salário, PLR maior, fim do assédio moral e das metas abusivas e outras. É fundamental que os bancários do Bradesco participem para que posamos arrancar do banco estas conquistas", defende.


Retirado: Contraf-CUT/Site

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

CEF se recusa a debater isonomia e Comando Nacional reforça reivindicação

Comissão Executiva dos Empregados considerou o resultado da negociação insatisfatório
A Caixa Econômica Federal se recusou mais uma vez a atender as reivindicações da pauta de isonomia, levada pelo Comando Nacional dos Bancários para a rodada de negociação, realizada nesta sexta-feira, 10, em São Paulo. Além da isonomia, foram discutidos os itens carreira, jornada de trabalho, segurança bancária e reivindicações relativas aos aposentados.
Na avaliação da Comissão Executiva dos Empregados, embora haja pequenas sinalizações em alguns pontos, o resultado da negociação foi muito insatisfatório. “O que a Caixa apresentou foi muito pouco, especialmente na questão da isonomia, tema em que a Caixa trouxe propostas ruins tanto para os novos empregados quanto para os aposentados", avalia Jair Ferreira, coordenador da CEE, que assessora o Comando Nacional nas negociações com o banco.
Os trabalhadores decidiram manter a luta pela isonomia. Os bancários estão articulando com funcionários de outras estatais que possuem problemas semelhantes a realização de um encontro sobre o tema, conforme deliberação do 26º Conecef.
Os dirigentes sindicais decidiram ainda orientar os bancários para que enviem e-mails e correspondências para os deputados da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, onde o projeto de lei está sendo avaliado. A Contraf-CUT irá divulgar um modelo de carta para auxiliar os bancários. A próxima negociação está agendada para o dia 17 de setembro. Veja os principais pontos da discussão da sexta-feira:

Isonomia: Os trabalhadores cobraram a concessão de licença-prêmio e Adicional por Tempo de Serviço (ATS) para todos os bancários. A Caixa se manteve intransigente em sua posição e se recusou novamente a discutir o assunto. O banco afirmou que irá aguardar o resultado da tramitação dos projetos de lei sobre o tema no Congresso Nacional e cumprirá o que for aprovado. A Caixa ficou de avaliar a possibilidade de normatização das APIP e do parcelamento da devolução do adiantamento de férias para os novos empregados. Os dois pontos já existem no Acordo Coletivo com o banco e vêm sendo renovados todos os anos, o que traz insegurança para os bancários.

Carreira: A Caixa aceitou a reivindicações dos trabalhadores de abrir um debate a respeito dos Processos de Seleção Interna (PSI), colocando junto com esse debate a questão dos critérios para descomissionamento. A proposta é que o banco assuma o compromisso na campanha, com cláusula no acordo coletivo, mas que o debate seja feito posteriormente nas negociações permanentes, uma vez que necessita de aprofundamento.
Sobre a efetivação da promoção por mérito relativa a 2009, a Caixa reafirmou que só pode dar resposta sobre o tema após verificar qual será o impacto da campanha salarial em seus custos. Os bancários voltaram a cobrar o cumprimento do compromisso assumido pela empresa no acordo que criou o novo Plano de Cargos e Salários (PCS) em 2008.
Os dirigentes sindicais cobraram ainda uma solução para a questão dos empregados da carreira de Auxiliar de Serviços Gerais, oriundos do antigo Banco Nacional da Habitação, que estão há anos sem movimentação na carreira. Desde a discussão sobre o PCS, em 2008, estes bancários reivindicam a criação de uma carreira-espelho com mais 20 referências, a distribuição de sete referências para todos e o pagamento de uma indenização, como compensação pelo período sem promoção. A Caixa coloca obstáculos, alegando que a carreira está em extinção e que, em princípio, não pode ter movimentação, mas disse que irá avaliar o tema. O Comando cobrou também o fim da discriminação praticada pela Caixa contra os bancários que optaram por permanecer no REG/REPLAN não saldado. Estes trabalhadores foram impedidos de migrar tanto para o PCS, em 2008, quanto para o novo Plano de Funções Gratificadas (PFG), neste ano. O banco foi intransigente e manteve sua negativa nesse ponto.

Jornada de trabalho: Os bancários cobraram a solução dos problemas relativos ao sistema de ponto eletrônico (SIPON), em especial o registro de horas negativas e a reivindicação do login único para evitar fraudes cometidas por gestores no ponto. A Caixa se comprometeu a reabrir a discussão sobre o tema, mas defendeu-se dizendo que orienta seus gestores a não fazer o login para os funcionários e a só utilizar as horas negativas para casos específicos, como uma ausência de algumas horas solicitada por um empregado.

Aposentados: Os trabalhadores voltaram a cobrar o pagamento de auxílio e cesta alimentação para todos os aposentados e pensionistas da Caixa. O banco se recusa a discutir o tema, afirmando que continuará com sua política de fazer acordos pontuais com os bancários que ingressaram com ações na Justiça - acordos que, para a representação dos bancários, têm sido desvantajosos para os trabalhadores.
O Comando Nacional lembra que o banco aceitou a inclusão de uma cláusula no Acordo Coletivo de 2008 que estabelecia o compromisso de uma negociação sobre o tema. No entanto, a Caixa rompeu esse ponto do acordo e passou a realizar essas negociações individuais, alegando que os temas relativos aos aposentados não deveriam ser tratados na Campanha Nacional. Outro ponto retomado foi a reivindicação de acesso para os aposentados às unidades do banco. A Caixa já havia aceitado esse item em campanhas anteriores, quando afirmou que faria crachá para os aposentados, mas nada aconteceu.
A empresa afirmou que a demora se deu em função de um processo de substituição geral dos crachás, que está em fase de licitação. Os crachás dos aposentados seriam incluídos nesse processo. Questionada, a empresa não deu prazo para a solução do problema.

Segurança bancária: O Comando Nacional apresentou os itens de segurança da minuta específica de reivindicações dos empregados da Caixa. Entre os pontos cobrados estão a instalação de divisórias entre os guichês de caixa e penhor e a colocação de vidro de proteção nos mesmos guichês para aumentar a segurança.
O banco afirmou que as medidas estão previstas em seu novo Plano Estratégico de Atendimento (PEAT), revisão que a Caixa está fazendo em todo seu processo de atendimento, incluindo os ambientes. O projeto já está em fase de implantação desde agosto e tem previsão de finalização para 31 de dezembro.
Os bancários cobraram também a implantação de portas de segurança antes do auto-atendimento e questionaram se a mudança também está prevista no PEAT. O banco informou que o projeto Agência Segura (modelo de agências equipada com diversos mecanismos de segurança lançado pelo banco há alguns anos) foi incorporado ao novo plano de atendimento, mas não deu certeza se esse elemento foi mantido. Os negociadores do banco irão checar e trazer um retorno na próxima reunião. Outra reivindicação feita pelos bancários é a criação de estruturas de segurança em todos os estados, compatíveis com as demandas locais. A Caixa informou que no novo modelo de filiais existirão nove estruturas chamadas Regionais de Sustentação ao Negócio (RSN) voltadas para a segurança. Cada uma delas ocupará o lugar de uma das atuais RESEGs, mas terá uma estrutura mais robusta, segundo o banco. Além disso, a Caixa afirma que criou uma novidade nessa questão com a contratação de um empregado especializado em segurança para cada Superintendência Regional (SR). Os trabalhadores irão avaliar os novos mecanismos e verificar se eles atendem às demandas. A Caixa informou ainda que o número de ocorrências vêm caindo a cada ano no banco, sendo que em 2010 foram três sequestros e seis assaltos até o momento. O Comando cobrou também a não responsabilização civil dos empregados em caso de golpes ou fraudes de estelionatários contra o banco, reivindicação antiga dos bancários. A Caixa novamente negou a demanda, afirmando que os casos são analisados e na maioria não há responsabilização, pois o bancário não cometeu nenhuma falha. *Contraf-CUT com edição da Fetrafi-RS13/09/2010

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Festa dos Bancários 2010

Na noite de sábado do dia 28 de agosto , aconteceu no
Clube União Guaporense, mais uma festa comemorativa
ao dia dos bancários(as), juntamente com o aniversário
de 20 anos da fundação do Sindicato dos Bancários de
Guaporé e Região. Participaram da festividade 270
pessoas, que saborearam um delicioso buffet, em seguida
iniciou o baile, animado pelo músico "Chacrinha", onde a
maioria se divertiu dançando e usando os adereços (fantasias)
distribuidos a todos. Quem esteve presente desfrutou, com
certeza, de uma noite agradável e muito descontraída.

Abaixo, fotos da festa:
(mais fotos em: www.flickr.com/greiceosmarini)
















Fotos 4 - Festa dos Bancários 2010
















































Fotos 3 - Festa dos Bancários 2010
























































































Fotos 2 - Festa dos Bancários 2010