terça-feira, 11 de setembro de 2012
Assembleias dos Bancários acontecem na quarta-feira, 12, em todo o Estado
Empregados de bancos públicos e privados vão definir o rumo da campanha salarial de 2012
O Comando Nacional dos Bancários definiu assembleias em todo o país para quarta-feira, 12. Os representantes consideraram que a atitude da Fenaban foi mais um truque, que cria expectativas, desrespeita e não valoriza os bancários, mantendo uma proposta de 6% de reajuste o que representa somente 0,58% de ganho real.
Os banqueiros não avançaram em suas propostas às reivindicações da categoria bancária, na última terça-feira, 04, a rodada de negociações foi frustrante, demorando um pouco mais de meia hora.
O INPC/IBGE de agosto divulgado nesta quarta-feira, 05, atingiu 0,45%, acumulando em 12 meses 5,39%. O índice reivindicado pelos bancários prevê o acumulado em 12 meses (5,39%) mais 5% de ganho real, atingindo oficialmente 10.66%, o que esta muito distante dos 6% apresentado pelos banqueiros.
Na assembleia bancários de bancos públicos e privados vão definir os rumos da Campanha Salarial de 2012 e podem deliberar greve por tempo indeterminado se os banqueiros não apresentarem nova proposta que correspondam as reivindicações da categoria. O Comando Nacional sugeriu o dia 18, para inicio da greve. Em caso de aprovação, os bancários fazem nova assembleia no dia 17 para organizar o movimento.
A Fetrafi-RS publica nesta quinta-feira, 06, no Jornal Correio do Povo, em cumprimento a formalidade da Lei de Greve, edital de convocação das assembleias em todos os seus 38 sindicatos filiados. Caso a greve seja deliberada na assembleia do dia 12, o Aviso de Greve à população será publicado na imprensa e informado aos bancos até o dia 14.
Acesse aqui o edital na integra
Fetrafi-RS
Banrisul não apresenta nenhuma proposta concreta
Nova reunião acontece no dia 14, sexta-feira
O Comando dos Banrisulenses e a direção do Banco se reuniram nesta quinta, dia 6, para dar continuidade aos debates sobre as cláusulas econômicas, emprego e democratização da gestão. Contra todas as expectativas, o Banrisul adotou a postura dos outros bancos públicos, como a Caixa e o BB, e simplesmente se escondeu atrás da mesa da Fenaban para não apresentar nenhuma proposta completa.
“A mesa da Fenaban há muito tempo que não é desculpa. Temos uma pauta com diversas cláusulas sociais que podem avançar, independentemente das negociações globais. A mesa do Banrisul é específica por causa disso, para debater as reivindicações dos banrisulenses. Não vamos aceitar essa enrolação. O que queremos é uma proposta de verdade”, deixou claro o presidente do SindBancários, Mauro Salles.
A diretora da Fetrafi-RS, Denise Correa, ressaltou que os banrisuleses têm a expectativa de verem suas reivindicações atendidas. “Essa pauta foi definida em um encontro que reuniu centenas de funcionários, a diretoria do banco fala que quer avançar nas demandas dos trabalhadores. Agora, precisa fazer isso com uma proposta efetiva”, avisou a diretora.
Já o diretor da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha, conclama os funcionários do banco. "Agora os banrisulenses devem participar da assembleia do dia 12 em todo o Estado para reforçar a mobilização e se preparar para a greve da categoria".
As negociações específicas com a direção do Banrisul continuam na próxima sexta, dia 14. Às 9h se reúnem as mesas de saúde e segurança. Já a retomada da pauta econômica, emprego e democratização da gestão segue às 14h.
*Imprensa/SindBancários com edição Fetrafi-RS
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Banrisulenses definem calendário inicial de negociação com o banco
Primeira reunião específica ocorreu nesta quinta-feira
O Comando dos Banrisulenses, da qual a Companheira Carmen G. Zanchet faz parte, reiniciou na tarde desta quinta-feira, 30, as negociações específicas com o Banrisul na Campanha Salarial. A pauta de reivindicações foi entregue na semana passada ao presidente do banco, Túlio Zamim, que garantiu que a instituição estará aberta ao diálogo com a representação dos trabalhadores durante a campanha.
Os dirigentes sindicais reiteraram as reivindicações da pauta específica durante a negociação, esclarecendo dúvidas dos representantes do banco e defendendo as propostas dos empregados, definidas no 20º Encontro Nacional dos Banrisulenses.
O Comando e os representantes do Banrisul estabeleceram um calendário inicial de negociação, que continua na próxima semana com novas mesas separadas no dia 05 de setembro, uma sobre saúde e outra com o tema segurança, enquanto no dia 06 serão discutidos os demais itens da pauta específica, com ênfase para as questões econômicas.
A diretora da Fetrafi-RS, Denise Corrêa, destaca que o movimento sindical espera ter negociações efetivas e sérias, que gerem avanços para os trabalhadores do banco. “Temos uma participação massiva dos banrisulenses na Campanha Salarial. A nossa pauta específica agrega temas cruciais para todo o quadro de funcionários do Banrisul”, salienta a dirigente sindical.
Para o diretor da Federação, Carlos Augusto Rocha, as negociações tiveram um bom começo. “Esperamos que o banco mantenha a boa vontade ao longo de todo o processo e que atenda nossas reivindicações históricas”, ressalta o sindicalista.
O Banrisul foi representado na negociação pelos diretores Joel Raymundo e Ivandre de Jesus Medeiros, por Daniel Maia, diretor da Corretora Banrisul; pelo superintendente de Gestão de Pessoas, Gaspar Saikoski e pelo gerente de Gestão de Pessoas, Luiz Spader.
*Fetrafi-RS
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Bancários querem reajuste de 10,25%, PLR e piso maiores e mais empregos
O índice foi aprovado pela maioria dos votos dos 672 delegados e delegadas
Os 629 delegados (428 homens e 201 mulheres) e 43 observadores de todo o país que participaram da 14ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada em Curitiba na plenária final deste domingo 22 a pauta de reivindicações da Campanha 2012, que inclui reajuste de 10,25% (inflação mais 5% de aumento real) aprovado pela maioria dos votos, piso igual ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.416), PLR equivalente a três salários mais R$ 4.961,25 fixos, além de mais contratações e fim da rotatividade, fim das metas abusivas e combate ao assédio moral.
> Grupo propõe novas cláusulas de remuneração e remete índice à plenária
> Grupo prioriza construção da Conferência Nacional do Sistema Financeiro
> Grupo de Emprego destaca combate à rotatividade e à terceirização
> Grupo reforça luta por mais saúde, segurança e igualdade de oportunidades
Os delegados também aprovaram como bandeira política a construção de uma Conferência Nacional do Sistema Financeiro, na qual a sociedade possa discutir e definir qual o papel que os bancos devem desempenhar no país.
A pauta de reivindicações será entregue à Fenaban no dia 1º de agosto. E já estão marcadas as duas primeiras rodadas de negociação, nos dias 7 e 8 e 15 e 16.
A Conferência também decidiu intensificar a luta pelo cumprimento da jornada de 6 horas para todos , pela contratação da remuneração total do bancário e pela ampliação da campanha pela inclusão bancária, que assegure prestação de todos os serviços financeiros a toda a população, realizada em agências e PABs por profissionais bancários, de forma a garantir atendimento de qualidade, respeitando as normas de segurança e protegendo o sigilo bancário.
O coroamento de um processo democrático de discussão
A 14ª Conferência, que começou na sexta-feira 20, foi o ponto culminante de um processo de participação e democracia da categoria em todo o país, que passou por assembleias, consultas dos sindicatos junto às suas bases, encontros estaduais e conferências regionais. "Esse é um processo que coroa o movimento que teve início lá atrás", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
Segundo Cordeiro, "entramos agora na fase das mobilizações que tratarão não apenas da remuneração e do emprego, mas também dos demais eixos que compõem a minuta aprovada neste domingo. Estamos com a categoria bastante mobilizada para termos sucesso em todas as nossas reivindicações".
"Esta Conferência Nacional, resultado de um amplo e democrático processo de debates, atende a expectativa dos bancários de todo o país e aproxima ainda mais o movimento sindical da realidade cotidiana da categoria, da vida do bancário em seu local de trabalho e consolida a nossa unidade", afirma Carlos de Souza, vice-presidente da Contraf-CUT.
As principais reivindicações
* Reajuste salarial de 10,25%, o que significa 5% de aumento real acima da inflação projetada de 4,97%.
* PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
* Piso da categoria equivalente ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.416,38).
* Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
* Auxílio-educação para graduação e pós-graduação.
* Auxílio-refeição e vale-alimentação, cada um igual ao salário mínimo nacional (R$ 622,00).
* Emprego: aumentar as contratações, acabar com a rotatividade, fim das terceirizações, aprovação da Convenção 158 da OIT (que inibe demissões imotivadas) e ampliação da inclusão bancária.
* Cumprimento da jornada de 6 horas para todos.
* Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral para preservar a saúde dos bancários.
* Mais segurança nas agências e postos bancários.
* Previdência complementar para todos os trabalhadores.
* Contratação total da remuneração, o que inclui a parte variável da remuneração.
* Igualdade de oportunidades.
Crédito: Leandro Taques - Contraf-CUT
Rede de Comunicação dos Bancários com Edição Fetrafi-RS
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Banrisulenses debatem propostas sobre Fundação Banrisul
Plenária Nacional pautou alternativas para funcionários da ativa e assistidos
A primeira Plenária Nacional sobre Fundação Banrisul foi promovida no último sábado (14), pela Fetrafi-RS e sindicatos filiados. O evento, realizado na AMRIGS, em Porto Alegre, reuniu mais de 200 funcionários da ativa e assistidos em um amplo debate sobre os problemas estruturais que atingem o Plano de Benefícios 1 e propostas de novos planos para a Fundação. O objetivo da Plenária foi divulgar os trabalhos feitos pelo GT Fundação Banrisul - fórum organizado pelo movimento sindical - e pela Comissão Paritária sobre Fundação Banrisul, integrada por representantes do banco, da FBSS, do movimento sindical e aposentados.
A mesa de abertura da Plenária foi composta pelos diretores da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha e Denise Corrêa; pelo diretor de Seguridade Social da Fundação Banrisul, Fábio Alves; pelo presidente do SindBancários, Mauro Salles Machado; pelo presidente da Afaban, Olmiro Vieira de Araújo Sobrinho; pelo representante da Associação dos Funcionários do Badesul, Paulo Rogério Palma Christmann e pelo presidente do Banrisul, Túlio Zamin.
De acordo com a diretora da Fetrafi-RS, Denise Corrêa, os participantes e assistidos da Fundação Banrisul devem discutir suas dúvidas e buscar esclarecimentos sobre novas possibilidades quanto aos planos de benefício para tomarem suas decisões no futuro. “Esse tema é muito importante e urgente para todos nós porque logo ali estaremos aposentados. Estamos aqui para explicar, debater, aprender, propor e avaliar de forma coletiva e participativa", afirma Denise.
O presidente do SindBancários, Mauro Salles Machado, salientou que em 2012 o movimento sindical quer resolver dois grandes problemas para o funcionalismo do Banrisul. “Temos pela frente o desafio de lutar pela implementação do novo quadro de carreira, que já teve uma nova proposta apresentada pelos funcionários do banco, e o equilíbrio da Fundação, que trata do futuro dos banrisulenses”, destaca o presidente.
O diretor da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha, enfatiza que a Fundação deve dar a cada um o que é seu. Ou seja, os assistidos merecem receber um benefício de acordo com suas contribuições feitas ao longo dos anos. “O mutualismo e a solidariedade foram substituídos pelo mutualismo perverso, ou seja, aqueles que ganham menos pagam a conta daqueles que recebem mais. Hoje temos a possibilidade de resolver essas questões. Nós precisamos perseguir de todas as formas a solução para os problemas da Fundação. O correto é que cada um receba futuramente aquilo que repassou ao fundo. Os interesses são nossos, exclusivamente nossos. Vamos defender ideias e propostas da maneira mais aguerrida possível e o fim do mutualismo perverso deve ser a nossa principal causa nesse momento”, enfatiza Carlos Augusto Rocha.
O presidente do Banrisul, Túlio Zamin, encerrou as manifestações da mesa de abertura da Plenária Nacional afirmando que o tema Fundação está entre as prioridades do banco. “O ano de 2012 será marcado como o ano em que faremos uma importante reestruturação na Fundação Banrisul. Ao mesmo tempo em que afirmo o nosso objetivo de minimizar o impacto dessa reestruturação nas finanças do banco, tenho consciência de que ela é vital e vai incidir no ânimo de todos os funcionários”.
O presidente do banco também destacou o esforço feito pela Comissão Paritária para encontrar soluções viáveis para os problemas da FBSS. “Estamos afirmando que este tema não vai para baixo do tapete. Há de nossa parte a sensibilidade e consciência de que o banco terá que aportar um recurso importante para viabilizar o equilíbrio da Fundação”, observa Zamin.
O presidente da FBSS, Jorge Luiz Berzagui, diz que a diretoria da Fundação Banrisul quer garantir que a Fundação cumpra o seu papel, que é pagar benefício complementar para quem contribui. “Os problemas do Plano de Benefício 1 são estruturais, mas em função do mutualismo do plano, todos pagam pela insuficiência de recursos”, observa.
O diretor de Seguridade Social da Fundação Banrisul, Fábio Alves, destaca que a FBSS é coletiva, e nessa coletividade que as soluções para os problemas devem ser debatidas.
Após a mesa de abertura dos trabalhos, o assessor técnico do GT Fundação Banrisul, advogado e especialista em previdência complementar, Ricardo Só de Castro, fez uma apresentação detalhada sobre a estruturação dos planos de benefício da FBSS e propostas que estão sendo elaboradas no âmbito do GT e da Comissão Paritária, a fim de solucionar os problemas da Fundação. Em seguida, houve abertura para manifestações e questionamentos do plenário.
Avaliação
Os diretores da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha e Denise Corrêa, ressaltam que a Plenária Nacional cumpriu o papel de levar informações aos banrisulenses e de socializar as iniciativas do movimento sindical e demais entidades representativas dos aposentados, para encaminhar a resolução definitiva dos problemas relacionados à Fundação Banrisul.
“Desde o início, propusemos um debate democrático sobre o tema, a fim de garantir que os banrisulenses pudessem manifestar suas opiniões sobre os problemas da Fundação Banrisul e suas perspectivas quanto ao futuro dos planos de benefício. A discussão não ficará restrita a este evento e vamos inclusive fazer um grande esforço para levar os debates ao interior do Estado. Os problemas da Fundação são problemas coletivos e devem ser resolvidos a partir dos interesses de todos”, finalizam.
*Fetrafi-RS
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Plenária Nacional discute rumos da Fundação Banrisul
Banrisulenses se reúnem neste sábado,14, na AMRIGS, em Porto Alegre
A Fetrafi-RS convoca os banrisulenses para Plenária Nacional neste sábado, 14, a partir das 9h, na AMRIGS, Avenida Ipiranga, nº 5311. O objetivo é envolver o maior número possível de trabalhadores no debate sobre o futuro da Fundação Banrisul de Seguridade Social. Além de discutir o déficit no Plano de Benefícios 1 da Fundação, o evento vai debater com mais profundidade os novos planos e propostas do movimento sindical e da Fundação.
De acordo como diretor da Fetrafi-RS e conselheiro da Fundação Banrisul, Carlos Augusto Rocha, a hora de garantir mudanças é agora. “Esta é uma luta de todos os banrisulenses. A resolução dos problemas da Fundação incide diretamente na nossa vida. Precisamos nos preocupar com a sustentação da FBSS para que no futuro os planos de benefícios possam ser mantidos sem riscos”, explica o dirigente.
Já a diretora da Federação, Denise Corrêa, salienta que as propostas do movimento sindical foram construídas através de um grupo específico de trabalho sobre o tema. “O GT Fundação Banrisul conta com participantes da Fetrafi-RS, SindBancários, sindicatos do interior, Afaban e Associação dos Funcionários do Badesul, além de assessoria técnica especializada em previdência complementar. Este fórum debateu os problemas da Fundação de forma exaustiva para apresentação de propostas viáveis e coerentes às expectativas dos participantes e assistidos”, garante Denise.
Os sindicalistas convocam os colegas para a Plenária e destacam que a participação no evento é fundamental para a defesa da Fundação Banrisul e para o futuro dos banrisulenses.
A situação da Fundação
Após longos anos de muita luta, os banrisulenses conquistaram na Campanha Salarial 2011 a instalação de uma comissão tripartite, integrada por representantes da FBSS, Banrisul, movimento sindical e aposentados para debater e buscar o equacionamento dos problemas da Fundação Banrisul. Entre as principais reivindicações dos funcionários da ativa e aposentados estão: resolução do déficit do Plano de Benefícios 1; democratização da gestão da entidade; aumento do benefício mínimo; equalização das faixas etárias e melhor tratamento aos pensionistas.
*Fetrafi-RS
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Bancários gaúchos aprovam proposta de 15% de reajuste
Plenária final da Conferência Estadual definiu eixos para a Campanha Salarial
A plenária final da 14ª Conferência Estadual dos Bancários mobilizou os 497 delegados e delegadas, na manhã deste domingo,08, no Hotel Embaixador, em Porto Alegre. A principal deliberação da Conferência foi a definição da proposta de índice de reajuste de 15%. A proposta dos bancários do RS será apresentada na Conferência Nacional, que ocorre de 20 a 22 de julho, em Curitiba, quando será aprovado o índice definitivo a ser negociado junto às demais reivindicações da categoria com os banqueiros.
A estratégia de negociações para a campanha salarial de 2012, aprovada por unanimidade dos votos pela Conferência prevê a mesa geral com a Fenaban e negociações de fato das questões específicas de cada banco.
Os bancários deliberaram pela não renovação da cláusula de resolução de conflitos no local de trabalho e pela instalação de comissões de ética nos sindicatos, com o objetivo de analisar todos os casos de violência organizacional que ocorrem em suas bases. A Conferência também aprovou a proposta de reivindicação do fim das metas nos bancos.
A maioria dos delegados da Conferência Estadual rechaçou a proposta de contratação da remuneração variável. Para os bancários, a categoria deve continuar a lutar por um salário digno, sem vinculação às metas para evitar situações que levem à sobrecarga de trabalho, assédio moral ou outras formas de violência organizacional que causem o adoecimento dos trabalhadores.
Quanto ao calendário para a campanha salarial de 2012, os bancários gaúchos levarão à 14ª Conferência Nacional a proposta indicativa de greve da categoria ainda no mês de setembro. A realização de uma forte campanha nacional pelo cumprimento da jornada de trabalho também foi deliberada.
As demais deliberações da Conferência serão divulgadas pela Fetrafi-RS ao longo da próxima semana.
*Rede de Comunicação dos Bancários/RS
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Escala de férias gera polêmica no Banco do Brasil
Bancários estão sendo obrigados a vender dez dias
Marcar o período de férias do trabalho tem sido mais um motivo de estresse para os funcionários do Banco do Brasil. Segundo denúncias feitas a vários sindicatos filiados à Fetrafi-RS, além de impedir que os funcionários gozem as férias no verão em período integral, o banco está obrigando a venda de dez dias caso escolham esta estação do ano para descansar, sem a opção de fracionar o restante.
“O problema não é a limitação em vinte dias durante o verão, mas o fato a obrigatoriedade da venda de dez dias, caso o funcionário queira gozar as férias de dezembro a fevereiro”, explica o diretor da Fetrafi-RS e membro da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Ronaldo Zeni.
A situação dos funcionários da PSO no Rio Grande do Sul é ainda pior. Neste caso, o Banco do Brasil não está permitindo o fracionamento das férias até mesmo no inverno.
De acordo com o dirigente sindical, a Fetrafi-RS está solicitando uma reunião específica com a GEPES/RS – Gestão de Pessoas, para discutir o problema.
Veja o que diz o Acordo Coletivo de Trabalho do BB:
CLÁUSULA TRIGÉSIMA OITAVA: FÉRIAS
A Escala de férias será elaborada anualmente pelo administrador ou superior imediato, com a participação dos funcionários de cada unidade.
Parágrafo Único – Aos funcionários com idade superior a 50 anos, mediante manifestação expressa, serão permitidos o parcelamento e a antecipação de férias, na forma do Regulamento Interno do Banco.
*Fetrafi-RS
Banrisulenses entregam proposta de plano de carreira ao presidente do banco
Túlio Zamin recebeu representação dos bancários nesta quarta-feira
Uma comissão integrada por membros do GT Carreira/Banrisul, Comando dos Banrisulenses, Fetrafi-RS, SindBancários e sindicatos do interior foi recebida no início da tarde desta quarta-feira pelo presidente do Banrisul, Túlio Zamin. Durante a breve reunião, ocorrida na Direção Geral do banco, o movimento sindical formalizou a entrega da proposta de Plano de Carreira elaborada pelo GT a partir do trabalho feito desde 2011. A proposta foi constituída a partir de estudos técnicos sobre as possibilidades de evolução da carreira no Banrisul e teve subsídios de dois seminários estaduais específicos, promovidos pelo movimento sindical para discutir o tema com os bancários de base.
“A proposta que estamos entregando é fruto de muita discussão, acúmulo, seminários, reuniões com delegados sindicais e colegas de diversas agências, resultando em um projeto democrático. Este não é o fim, uma vez que ainda temos questões importantes a serem discutidas na Comissão Paritária, como a nomeação de cargos em comissão. Para encerrar, reafirmo que a nossa proposta reflete os anseios dos banrisulenses”, disse a diretora da Fetrafi-RS, Denise Falkenberg Corrêa.
O presidente do SindBancários, Mauro Salles, destacou que o conteúdo do Plano de Carreira dialoga com as expectativas e necessidades da empresa e dos banrisulenses. “Visa modernizar e facilitar a gestão, estimulando a motivação profissional. A forma como foi construído, com os próprios trabalhadores, reflete a realidade do banco. É preciso definir um cronograma para abrirmos as negociações e os debates sobre a proposta que está sendo apresentada”, destacou Salles.
Túlio Zamin justificou a contratação de uma consultoria para auxiliar ajudar e facilitar o trabalho da Comissão Paritária sobre Plano de Carreira. Para ele, dois projetos deverão receber atenção especial em sua gestão: a Fundação Banrisul e a atualização do plano de cargos e salários.
“A Fundação vai nos consumir recursos, mas precisamos enfrentar”, disse o presidente ao mencionar o déficit registrado nos dois últimos anos. Já a proposta de atualizar o quadro de carreira dialoga com o desejo de deixar o banco mais competitivo no mercado. “Vamos olhar com atenção a proposta de vocês. Claro que podemos ter pontos divergentes, mas vamos mediar e debater. Há convicção política de trabalhar para implantarmos a proposta”, afirmou Zamin.
O presidente do banco assumiu o compromisso de entrar em contato na próxima semana para ajustar um calendário de reuniões. “A construção do GT servirá de referência para o debate”, completou.
Zamin aproveitou a oportunidade para informar que o banco está contratando 250 novos funcionários. Ele reconheceu que a campanha do movimento sindical “Mais funcionários para o Banrisul, Mais Banrisul para os Clientes” reflete o pensamento da diretoria. Disse ainda, que está tramitando na Secretaria da Fazenda um pedido para a contratação de mais 1000 bancários. “A concorrência está pedindo qualificação e o banco presente junto aos clientes. Temos um projeto de crescimento, por isso a necessidade de irmos repondo as perdas e promovendo novas contratações”, completou o presidente.
Manifestação
Pela manhã, os diretores do SindBancários e da Fetrafi-RS realizaram um ato em frente ao prédio da DG para simbolizar a entrega do Plano de Carreira. Além de destacar os conteúdos do projeto, chamaram os colegas a participarem da atividade.
*SindBancários e Fetrafi-RS
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Bancários retomam negociação permanente com HSBC
Reunião acontece na próxima segunda-feira, 04 de junho
A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomam a negociação permanente com o HSBC na próxima segunda-feira,4, às 14h, em São Paulo. Na pauta estarão questões relacionadas às condições de trabalho e saúde, plano de previdência complementar e programa de remuneração variável. A reunião ocorre na sede da Confederação.
Também será discutido o emprego, focando o novo sistema operacional que vem sendo implantado pelo banco, a necessidade de mais contratações e o processo de terceirização.
Trata-se da primeira reunião após a visita à Contraf-CUT do novo presidente do HSBC no Brasil, André Brandão, ocorrida no último dia 8. Na ocasião, ele confirmou a permanência do banco inglês no país. "Essa confirmação foi muito importante porque o HSBC emprega diretamente mais de 23 mil funcionários no Brasil, mas as questões relacionadas às condições de trabalho de seus funcionários precisam melhorar", afirma o funcionário do HSBC e secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Miguel Pereira.
Coletivo Estadual
O Coletivo Estadual de Dirigentes do HSBC esteve reunido na manhã desta quinta-feira, na sede da Fetrafi-RS, para discutir as prioridades dos funcionários do banco inglês no Rio Grande do Sul. As propostas serão encaminhadas à COE e defendidas na negociação com o HSBC pelo diretor do Sindbancários e da Fetrafi-RS, Lúcio Paz. Entre as principais questões debatidas e apontadas como prioritárias pelo Coletivo Estadual estão: previdência complementar, saúde e condições de trabalho.
*Contraf-CUT com edição da Fetrafi-RS
COE define pauta de reivindicações ao Santander
Dirigentes participam de reunião ampliada na segunda
A Contraf-CUT promove nesta segunda-feira (4), às 9h30, uma reunião ampliada da Comissão de Organização de Empregados (COE) do Santander, no auditório do Sindicato dos Bancários de São Paulo, para definir a minuta de reivindicações específicas dos funcionários do banco. A pauta será entregue pelas entidades sindicais à direção do banco espanhol nesta terça-feira (5), às 9h, na Torre Santander, seguida da primeira rodada de negociações.
"O objetivo dos trabalhadores é renovar com avanços o acordo aditivo à convenção coletiva dos bancários, o Programa de Participação nos Resultados Santander (PPRS) e os termos de compromisso do Banesprev e Cabesp", afirma o secretário de relações internacionais da Contraf-CUT e funcionário do banco, Mario Raia.
Vários sindicatos estão dialogando com os funcionários do Santander em todo o país para que indiquem as prioridades e as novas demandas para a minuta, através de questionários, consultas e reuniões nos locais de trabalho, além de mensagens eletrônicas que os trabalhadores estão remetendo às entidades.
A Fetrafi-RS encaminhou no início desta semana aos seus sindicatos filiados um modelo de consulta, que foi aplicado nas agências de suas bases. As informações estão sendo enviadas à Secretaria da Federação através do endereço eletrônico: fetrafirs@fetrafirs.org.br. Após sistematização, as sugestões dos bancários gaúchos serão encaminhadas e defendidas na reunião da Comissão de Empresa dos Funcionários para integração à minuta geral de reivindicações ao Acordo Aditivo, a ser negociada com a direção do banco.
Veja os dirigentes que participarão da reunião ampliada da COE
Bino Kohler - Sindicato dos Bancários do Litoral Norte
Claudenir Teixeira Freitas - Sindicatos dos Bancários de Santa Maria
Elisângela Peralta - Sindicato dos Bancários de Ijuí
Luis Volnei Diogo - Sindicato dos Bancários de Pelotas e titular da COE
Reunião com presidente do Santander Brasil
A Contraf-CUT se reúne com o presidente do Santander Brasil, Marcial Portela, na próxima quarta-feira (6), em São Paulo. A conversa foi marcada após o envio de carta ao banco, solicitando um encontro para esclarecer as notícias divulgadas pela imprensa sobre possível venda da subsidiária brasileira.
*Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS
Bancários cobram porta giratória na agência do Bradesco em Nova Hartz
Caso o banco não cumpra o acordo, deverá pagar multa a Prefeitura
O Sindicato dos Bancários do Vale do Paranhana, no Rio Grande do Sul, voltou a se reunir com o gerente regional do Bradesco, Júlio Alberto Vargas Martella, na terça-feira, 29, em Novo Hamburgo, para dar continuidade à discussão referente à falta de segurança nas agências em Nova Hartz, Rolante e Três Coroas.
Participaram os diretores do Sindicato, Arlete Silveira Malta e Luiz André dos Santos Sousa. Também esteve presente o assessor comercial do Bradesco, Rodrigo Rogério Collet.
Conforme havia sido acordado na úlltima reunião, que aconteceu no dia 24 de abril, após uma paralisação em uma agência de Nova Hartz, onde o gerente regional solicitou prazo para encaminhar as reivindicações junto aos seus superiores do banco, os dirigentes sindicais cobraram a solução da demanda apresentada. Júlio disse que a porta giratória de segurança foi solicitada.
Quando perguntado sobre o prazo de instalação, o representante do banco mostrou-se impreciso e não estipulou nenhuma data, alegando problemas de trâmite burocrático interno e logística.
"Diante da evasiva do banco, enfatizamos a urgênncia da instalação do equipamento de segurança, face ao alto risco a que os funcionários daquela dependência estão submetidos diariamente", disse Arlete.
"Solicitamos um documento que comprovasse o encaminhamento da solicitação do equipamento, porém o gerente regional informou tratar-se de assunto interno e que não é possí¬vel o fornecimento de tal documento. Essa atitude demonstra o descaso do banco em relação à transparência com o Sindicato e, assim, não há garantias e nem compromisso apresentado", apontou Luiz.
O sindicato irá acompanhar o desfecho da situação nos próximos dias e, caso nada ocorra, tomará as devidas providências. "Salientamos o empenho da direção do Sindicato junto à Prefeitura de Nova Hartz para que faça cumprir a lei municipal que prevê a instalação do equipamento e aplique a devida multa ao banco infrator", conclui Arlete.
*Contraf-CUT
Bancários garantem moção de apoio à retomada do BB público
Dirigentes sindicais participaram de sessão da Câmara em Passo Fundo
O Sindicato dos Bancários de Passo Fundo e Região e a Fetrafi-RS participaram na quarta-feira, 30, do Grande Expediente da Câmara de Vereadores daquela cidade. O espaço aos bancários foi cedido pelo vereador José Eurides de Moraes (PSB), que apoia a luta do movimento sindical pela retomada do papel do Banco do Brasil enquanto instituição pública, voltada para a inclusão bancária e o desenvolvimento do país.
Na ocasião, os dirigentes sindicais também defenderam que o Banco do Brasil seja gestor do Fundo Pré-Sal. “Agradecemos à Câmara municipal de Passo Fundo, em especial ao vereador José Eurides, por propiciar este espaço de debate. Esperamos que o tema atinja a dimensão que merece para que possamos ter bancos focados no interesse público e não apenas na geração de lucro. O envolvimento da sociedade é fundamental para termos uma vitória”, diz o diretor da Fetrafi-RS, Ronaldo Zeni.
Na avaliação do movimento sindical, o Banco do Brasil vem praticando e enraizando uma visão ideológica estritamente de mercado dentro da organização. Os modelos e procedimentos adotados até agora, partem do pressuposto básico de que o Banco deve gerar lucro, com o propósito seguinte de gerar mais lucro. Desse modo, qualquer política, segmento social, entidade ou pessoa que se coloquem contra essa visão são considerados inimigos ou obstáculos à busca incessante pelo lucro no Banco do Brasil.
Os dirigentes sindicais defendem uma mudança de enfoque das políticas desenvolvidas até o momento pelo Banco do Brasil S.A. “Nesses últimos 15 anos, o Banco redirecionou sua linha de atuação, tornando-se muito mais uma instituição de varejo, voltada ao mercado, do que uma entidade de fomento. Esse processo, praticamente, descaracterizou o Banco enquanto agente de políticas governamentais, tornando-o um mero captador de recursos e vendedor de produtos financeiros à população brasileira”, explica o diretor do Sindicato dos Bancários de Santa Cruz do Sul, Oscar Graeff.
A argumentação dos sindicalistas garantiu uma moção dos vereadores de Passo Fundo, em apoio à luta dos bancários pela mudança de postura do Banco do Brasil e pela retomada da função pública da instituição.
Veja os dirigentes que participaram do Grande Expediente em Passo Fundo:
Nelson Antônio Fazenda – Coordenador Geral do Sindicato dos Bancários
Ronaldo Zeni – Diretor da Fetrafi-RS e membro da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB
Mauro Rui T. Cardenas – Diretor da Fetrafi-RS
Oscar Graeff – Diretor do Sindicato dos Bancários de Santa Cruz do Sul e Região
*Fetrafi-RS
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Sindicato de Guaporé realiza encontro com representantes da Cabergs
Banrisulenses cobram mais credenciamentos
O Sindicato dos Bancários de Guaporé e Região realizou nesta terça-feira, 22, na sede da entidade, um encontro com a presença dos funcionários do Banrisul das agências da base territorial do Sindicato e representantes da Cabergs.
Na ocasião, os diretores da Caixa de Assistência, Gilnei Silva Nunes (Operações) e José Carlos Rodrigues Ledur (Financeiro e Administrativo), apresentaram um painel sobre a estrutura dos planos de saúde, custos e co-participações dos empregados. O painel também abordou o regulamento geral, instrumento que normatiza as disposições do estatuto.
O evento teve a participação de 22 banrisulenses que interagiram com os representantes da Cabergs, questionando os diretores sobre a ampliação do credenciamento de médicos e serviços, pois os profissionais existentes não estão sendo suficientes para atender a demanda dos associados, principalmente nos municípios do interior.
A presidente do Sindicato dos Bancários e funcionária do Banrisul, Carmen Zanchet, destaca a importância do debate para a qualificação do atendimento pela Cabergs. “Ninguém melhor para dar sugestões à diretoria da Cabergs do que os próprios usuários e usuárias dos serviços. Esperamos que medidas efetivas sejam adotadas para resolver o antigo problema da falta de credenciados no interior”, diz a presidente.
FONTE:
*Fetrafi-RS com informações do Sindicato dos Bancários de Guaporé
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Banrisul divulga lista de promoções regulamentares
Pagamento será efetuado na folha do dia 25
O Banrisul confirmou através de comunicado interno que irá divulgar até amanhã (05), a relação de banrisulenses que receberão promoções regulamentares. O pagamento das promoções será efetuado na folha do dia 25 de abril. De acordo com informações do Banco, cerca de 2.800 funcionários serão beneficiados pelas promoções.
A antecipação do pagamento das promoções foi um dos temas negociados com o Banco, durante as negociações específicas da Campanha Salarial 2011. Pelo acordo firmado entre o Banrisul e o movimento sindical, a instituição se comprometeu de divulgar o número de vagas às promoções até o mês de março e de fornecer a relação de promovidos e efetivar o pagamento até o mês de abril.
Vale lembrar, que em anos anteriores o atraso no pagamento das promoções - que são concedidas por tempo de serviço ou merecimento - gerou descontentamento ao quadro de funcionários, pois o banco arrastava a finalização do processo até o mês de setembro. Com isso, o movimento sindical teve que reivindicar diversas vezes o pagamento das promoções à direção do Banrisul.
*Fetrafi-RS
O Banrisul confirmou através de comunicado interno que irá divulgar até amanhã (05), a relação de banrisulenses que receberão promoções regulamentares. O pagamento das promoções será efetuado na folha do dia 25 de abril. De acordo com informações do Banco, cerca de 2.800 funcionários serão beneficiados pelas promoções.
A antecipação do pagamento das promoções foi um dos temas negociados com o Banco, durante as negociações específicas da Campanha Salarial 2011. Pelo acordo firmado entre o Banrisul e o movimento sindical, a instituição se comprometeu de divulgar o número de vagas às promoções até o mês de março e de fornecer a relação de promovidos e efetivar o pagamento até o mês de abril.
Vale lembrar, que em anos anteriores o atraso no pagamento das promoções - que são concedidas por tempo de serviço ou merecimento - gerou descontentamento ao quadro de funcionários, pois o banco arrastava a finalização do processo até o mês de setembro. Com isso, o movimento sindical teve que reivindicar diversas vezes o pagamento das promoções à direção do Banrisul.
*Fetrafi-RS
sexta-feira, 16 de março de 2012
Caixa propõe mudanças na avaliação para promoção por mérito
Representação dos empregados vê retrocesso
A Comissão Paritária da Promoção por Mérito reuniu-se na segunda e na terça-feira, em Brasília, para tratar da sistemática de avaliação para o ano base 2012, visando a promoção de janeiro de 2013.
O processo de avaliação do ano base 2011 foi concluído em fevereiro, refletindo importantes avanços conquistados pelo movimento dos empregados ao longo dos últimos anos. As promoções foram retroativas a primeiro de janeiro deste ano.
A expectativa era que nesta reunião, a primeira da Comissão Paritária em 2012, ocorressem avanços nas definições para o processo seguinte, viabilizando assim a antecipação aos empregados das regras e critérios norteadores da promoção de 2013. No entanto, a Caixa acabou por inserir dificuldades nas discussões.
Os representantes da empresa apresentaram proposta global com várias alterações em relação ao processo anterior, muitas delas consideradas retrocesso pelos representantes dos empregados. São o caso, por exemplo, da exigência de que o empregado complete 365 dias de empresa para ser avaliado e promovido, da alteração dos pesos das modalidades de avaliação subjetiva e da mudança da linha de corte.
Pela proposta da Caixa, as modalidades da avaliação subjetiva, que hoje possuem mesmo peso, passariam a ser constituídas da seguinte forma: 40% para a avaliação do gestor, 30% para a avaliação dos pares e 30% para a auto-avaliação. A linha de corte, hoje em 8,2 pontos, passaria a ser pela média nacional, que foi de 9,15 na última avaliação.
Entre os retrocessos desejados pela empresa consta ainda a inversão dos pesos conferidos aos critérios de avaliação. A Caixa quer que os critérios subjetivos passem a pesar 60% e os objetivos 40%.
A proposta da empresa passa, sobretudo, pela alteração dos fatores de avaliação subjetiva, com inclusão de critérios de orientação ao resultado. Os representantes dos empregados na Comissão Paritária refutaram de pronto qualquer coisa que venha nesse sentido, por representar vinculação a metas.
A Caixa ficou de encaminhar à representação dos empregados a bibliografia e os normativos que serviram de fundamentação às mudanças que estão sendo propostas, relativas à avaliação subjetiva, para posterior retomada das discussões na Comissão Paritária da Promoção por Mérito.
O representante dos empregados gaúchos na Comissão Paritária, Marcello Carrion, destaca que um dos principais avanços obtidos pelos empregados foi a aceitação da linha de corte com percentual abaixo da média obtida pelos trabalhadores. "Isto garante que um maior número de empregados atinja a promoção. Cabe salientar, que pela proposta atual da Caixa isto não seria possível ", avalia Marcello.
*Fenae com edição da Fetrafi-RS
A Comissão Paritária da Promoção por Mérito reuniu-se na segunda e na terça-feira, em Brasília, para tratar da sistemática de avaliação para o ano base 2012, visando a promoção de janeiro de 2013.
O processo de avaliação do ano base 2011 foi concluído em fevereiro, refletindo importantes avanços conquistados pelo movimento dos empregados ao longo dos últimos anos. As promoções foram retroativas a primeiro de janeiro deste ano.
A expectativa era que nesta reunião, a primeira da Comissão Paritária em 2012, ocorressem avanços nas definições para o processo seguinte, viabilizando assim a antecipação aos empregados das regras e critérios norteadores da promoção de 2013. No entanto, a Caixa acabou por inserir dificuldades nas discussões.
Os representantes da empresa apresentaram proposta global com várias alterações em relação ao processo anterior, muitas delas consideradas retrocesso pelos representantes dos empregados. São o caso, por exemplo, da exigência de que o empregado complete 365 dias de empresa para ser avaliado e promovido, da alteração dos pesos das modalidades de avaliação subjetiva e da mudança da linha de corte.
Pela proposta da Caixa, as modalidades da avaliação subjetiva, que hoje possuem mesmo peso, passariam a ser constituídas da seguinte forma: 40% para a avaliação do gestor, 30% para a avaliação dos pares e 30% para a auto-avaliação. A linha de corte, hoje em 8,2 pontos, passaria a ser pela média nacional, que foi de 9,15 na última avaliação.
Entre os retrocessos desejados pela empresa consta ainda a inversão dos pesos conferidos aos critérios de avaliação. A Caixa quer que os critérios subjetivos passem a pesar 60% e os objetivos 40%.
A proposta da empresa passa, sobretudo, pela alteração dos fatores de avaliação subjetiva, com inclusão de critérios de orientação ao resultado. Os representantes dos empregados na Comissão Paritária refutaram de pronto qualquer coisa que venha nesse sentido, por representar vinculação a metas.
A Caixa ficou de encaminhar à representação dos empregados a bibliografia e os normativos que serviram de fundamentação às mudanças que estão sendo propostas, relativas à avaliação subjetiva, para posterior retomada das discussões na Comissão Paritária da Promoção por Mérito.
O representante dos empregados gaúchos na Comissão Paritária, Marcello Carrion, destaca que um dos principais avanços obtidos pelos empregados foi a aceitação da linha de corte com percentual abaixo da média obtida pelos trabalhadores. "Isto garante que um maior número de empregados atinja a promoção. Cabe salientar, que pela proposta atual da Caixa isto não seria possível ", avalia Marcello.
*Fenae com edição da Fetrafi-RS
Caixa propõe mudanças na avaliação para promoção por mérito
Representação dos empregados vê retrocesso
A Comissão Paritária da Promoção por Mérito reuniu-se na segunda e na terça-feira, em Brasília, para tratar da sistemática de avaliação para o ano base 2012, visando a promoção de janeiro de 2013.
O processo de avaliação do ano base 2011 foi concluído em fevereiro, refletindo importantes avanços conquistados pelo movimento dos empregados ao longo dos últimos anos. As promoções foram retroativas a primeiro de janeiro deste ano.
A expectativa era que nesta reunião, a primeira da Comissão Paritária em 2012, ocorressem avanços nas definições para o processo seguinte, viabilizando assim a antecipação aos empregados das regras e critérios norteadores da promoção de 2013. No entanto, a Caixa acabou por inserir dificuldades nas discussões.
Os representantes da empresa apresentaram proposta global com várias alterações em relação ao processo anterior, muitas delas consideradas retrocesso pelos representantes dos empregados. São o caso, por exemplo, da exigência de que o empregado complete 365 dias de empresa para ser avaliado e promovido, da alteração dos pesos das modalidades de avaliação subjetiva e da mudança da linha de corte.
Pela proposta da Caixa, as modalidades da avaliação subjetiva, que hoje possuem mesmo peso, passariam a ser constituídas da seguinte forma: 40% para a avaliação do gestor, 30% para a avaliação dos pares e 30% para a auto-avaliação. A linha de corte, hoje em 8,2 pontos, passaria a ser pela média nacional, que foi de 9,15 na última avaliação.
Entre os retrocessos desejados pela empresa consta ainda a inversão dos pesos conferidos aos critérios de avaliação. A Caixa quer que os critérios subjetivos passem a pesar 60% e os objetivos 40%.
A proposta da empresa passa, sobretudo, pela alteração dos fatores de avaliação subjetiva, com inclusão de critérios de orientação ao resultado. Os representantes dos empregados na Comissão Paritária refutaram de pronto qualquer coisa que venha nesse sentido, por representar vinculação a metas.
A Caixa ficou de encaminhar à representação dos empregados a bibliografia e os normativos que serviram de fundamentação às mudanças que estão sendo propostas, relativas à avaliação subjetiva, para posterior retomada das discussões na Comissão Paritária da Promoção por Mérito.
O representante dos empregados gaúchos na Comissão Paritária, Marcello Carrion, destaca que um dos principais avanços obtidos pelos empregados foi a aceitação da linha de corte com percentual abaixo da média obtida pelos trabalhadores. "Isto garante que um maior número de empregados atinja a promoção. Cabe salientar, que pela proposta atual da Caixa isto não seria possível ", avalia Marcello.
*Fenae com edição da Fetrafi-RS
A Comissão Paritária da Promoção por Mérito reuniu-se na segunda e na terça-feira, em Brasília, para tratar da sistemática de avaliação para o ano base 2012, visando a promoção de janeiro de 2013.
O processo de avaliação do ano base 2011 foi concluído em fevereiro, refletindo importantes avanços conquistados pelo movimento dos empregados ao longo dos últimos anos. As promoções foram retroativas a primeiro de janeiro deste ano.
A expectativa era que nesta reunião, a primeira da Comissão Paritária em 2012, ocorressem avanços nas definições para o processo seguinte, viabilizando assim a antecipação aos empregados das regras e critérios norteadores da promoção de 2013. No entanto, a Caixa acabou por inserir dificuldades nas discussões.
Os representantes da empresa apresentaram proposta global com várias alterações em relação ao processo anterior, muitas delas consideradas retrocesso pelos representantes dos empregados. São o caso, por exemplo, da exigência de que o empregado complete 365 dias de empresa para ser avaliado e promovido, da alteração dos pesos das modalidades de avaliação subjetiva e da mudança da linha de corte.
Pela proposta da Caixa, as modalidades da avaliação subjetiva, que hoje possuem mesmo peso, passariam a ser constituídas da seguinte forma: 40% para a avaliação do gestor, 30% para a avaliação dos pares e 30% para a auto-avaliação. A linha de corte, hoje em 8,2 pontos, passaria a ser pela média nacional, que foi de 9,15 na última avaliação.
Entre os retrocessos desejados pela empresa consta ainda a inversão dos pesos conferidos aos critérios de avaliação. A Caixa quer que os critérios subjetivos passem a pesar 60% e os objetivos 40%.
A proposta da empresa passa, sobretudo, pela alteração dos fatores de avaliação subjetiva, com inclusão de critérios de orientação ao resultado. Os representantes dos empregados na Comissão Paritária refutaram de pronto qualquer coisa que venha nesse sentido, por representar vinculação a metas.
A Caixa ficou de encaminhar à representação dos empregados a bibliografia e os normativos que serviram de fundamentação às mudanças que estão sendo propostas, relativas à avaliação subjetiva, para posterior retomada das discussões na Comissão Paritária da Promoção por Mérito.
O representante dos empregados gaúchos na Comissão Paritária, Marcello Carrion, destaca que um dos principais avanços obtidos pelos empregados foi a aceitação da linha de corte com percentual abaixo da média obtida pelos trabalhadores. "Isto garante que um maior número de empregados atinja a promoção. Cabe salientar, que pela proposta atual da Caixa isto não seria possível ", avalia Marcello.
*Fenae com edição da Fetrafi-RS
Comissão de Empresa questiona programa de metas do BB
Bancários criticam individualização das metas
A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, integrada pela Contraf-CUT, federações e sindicatos, esteve reunida nesta terça-feira (13) com os representantes da instituição, em Brasília, para debater o novo programa de metas - o Sinergia BB.
Após a apresentação feita pelo banco sobre as linhas gerais do programa, foi exposta pela representação dos funcionários uma série de problemas e incertezas que o novo programa vem causando na rede de varejo no que diz respeito à forma como as dependências serão avaliadas em seus resultados, ao final do semestre.
Os sindicatos ouviram os trabalhadores e uma das críticas apontadas é com relação à individualização das metas nas carteiras de clientes. Muitos gestores afirmam que antes, no antigo acordo de trabalho, tinham condições de gerir e acompanhar a evolução dos resultados na dependência como um todo e, agora, não é mais possível essa administração geral da agência. Por isso, o movimento sindical não aceita a individualização das metas e também não admite que existam rankings.
Jornada de 6 horas
Além do debate sobre o programa de metas Sinergia BB, a Contraf/CUT cobrou que o banco negocie a jornada de 6 horas para os comissionados sem redução de salário.
Saúde
Os representantes dos bancários afirmaram que a Contraf-CUT espera uma resposta do banco com relação à posição de seus representantes indicados no Conselho Deliberativo da Cassi para votarem a adequação da caixa de assistência em relação à resolução 254, da Agência Nacional da Saúde. O conselho se reunirá na próxima semana em sua reunião mensal e a Contraf-CUT protocolou junto ao banco pedido para a regularização.
Também foram discutidas questões regionais, como a retirada de portas giratórias em função do projeto Nova Ambiência e a questão do assédio moral. O banco respondeu que está respeitando a legislação local em relação às portas de segurança.
Dia Nacional de Luta
A Comissão de Empresa definiu a data de 28 de março como novo Dia Nacional de Luta pela Jornada de 6 horas para todos, sem redução de salários. Além disso, o dia de luta cobrará propostas efetivas do banco para as questões que estão na mesa de negociação permanente, como melhorias do plano de carreira e soluções para os trabalhadores oriundos de bancos incorporados.
“O Banco do Brasil tem agido com base no mercado, reproduzindo as piores práticas de violência organizacional através da cobrança das metas, gerando o adoecimento generalizado dos seus trabalhadores. Precisamos mudar urgentemente esta orientação para ter novamente um Banco do Brasil, verdadeiramente público que retome a sua condição de vanguarda na construção das relações trabalhistas e de fomento ao desenvolvimento social. Este modelo não serve aos trabalhadores e não interessa ao Brasil”, afirma o diretor da Fetrafi-RS e titular da Comissão de Empresa do BB, Ronaldo Zeni.
Nova reunião
Foi definido que na próxima negociação entre a Contraf-CUT e o BB a questão do Banco Postal entrará na pauta.
*Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS
A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, integrada pela Contraf-CUT, federações e sindicatos, esteve reunida nesta terça-feira (13) com os representantes da instituição, em Brasília, para debater o novo programa de metas - o Sinergia BB.
Após a apresentação feita pelo banco sobre as linhas gerais do programa, foi exposta pela representação dos funcionários uma série de problemas e incertezas que o novo programa vem causando na rede de varejo no que diz respeito à forma como as dependências serão avaliadas em seus resultados, ao final do semestre.
Os sindicatos ouviram os trabalhadores e uma das críticas apontadas é com relação à individualização das metas nas carteiras de clientes. Muitos gestores afirmam que antes, no antigo acordo de trabalho, tinham condições de gerir e acompanhar a evolução dos resultados na dependência como um todo e, agora, não é mais possível essa administração geral da agência. Por isso, o movimento sindical não aceita a individualização das metas e também não admite que existam rankings.
Jornada de 6 horas
Além do debate sobre o programa de metas Sinergia BB, a Contraf/CUT cobrou que o banco negocie a jornada de 6 horas para os comissionados sem redução de salário.
Saúde
Os representantes dos bancários afirmaram que a Contraf-CUT espera uma resposta do banco com relação à posição de seus representantes indicados no Conselho Deliberativo da Cassi para votarem a adequação da caixa de assistência em relação à resolução 254, da Agência Nacional da Saúde. O conselho se reunirá na próxima semana em sua reunião mensal e a Contraf-CUT protocolou junto ao banco pedido para a regularização.
Também foram discutidas questões regionais, como a retirada de portas giratórias em função do projeto Nova Ambiência e a questão do assédio moral. O banco respondeu que está respeitando a legislação local em relação às portas de segurança.
Dia Nacional de Luta
A Comissão de Empresa definiu a data de 28 de março como novo Dia Nacional de Luta pela Jornada de 6 horas para todos, sem redução de salários. Além disso, o dia de luta cobrará propostas efetivas do banco para as questões que estão na mesa de negociação permanente, como melhorias do plano de carreira e soluções para os trabalhadores oriundos de bancos incorporados.
“O Banco do Brasil tem agido com base no mercado, reproduzindo as piores práticas de violência organizacional através da cobrança das metas, gerando o adoecimento generalizado dos seus trabalhadores. Precisamos mudar urgentemente esta orientação para ter novamente um Banco do Brasil, verdadeiramente público que retome a sua condição de vanguarda na construção das relações trabalhistas e de fomento ao desenvolvimento social. Este modelo não serve aos trabalhadores e não interessa ao Brasil”, afirma o diretor da Fetrafi-RS e titular da Comissão de Empresa do BB, Ronaldo Zeni.
Nova reunião
Foi definido que na próxima negociação entre a Contraf-CUT e o BB a questão do Banco Postal entrará na pauta.
*Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS
Comissão de Empresa questiona programa de metas do BB
Bancários criticam individualização das metas
A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, integrada pela Contraf-CUT, federações e sindicatos, esteve reunida nesta terça-feira (13) com os representantes da instituição, em Brasília, para debater o novo programa de metas - o Sinergia BB.
Após a apresentação feita pelo banco sobre as linhas gerais do programa, foi exposta pela representação dos funcionários uma série de problemas e incertezas que o novo programa vem causando na rede de varejo no que diz respeito à forma como as dependências serão avaliadas em seus resultados, ao final do semestre.
Os sindicatos ouviram os trabalhadores e uma das críticas apontadas é com relação à individualização das metas nas carteiras de clientes. Muitos gestores afirmam que antes, no antigo acordo de trabalho, tinham condições de gerir e acompanhar a evolução dos resultados na dependência como um todo e, agora, não é mais possível essa administração geral da agência. Por isso, o movimento sindical não aceita a individualização das metas e também não admite que existam rankings.
Jornada de 6 horas
Além do debate sobre o programa de metas Sinergia BB, a Contraf/CUT cobrou que o banco negocie a jornada de 6 horas para os comissionados sem redução de salário.
Saúde
Os representantes dos bancários afirmaram que a Contraf-CUT espera uma resposta do banco com relação à posição de seus representantes indicados no Conselho Deliberativo da Cassi para votarem a adequação da caixa de assistência em relação à resolução 254, da Agência Nacional da Saúde. O conselho se reunirá na próxima semana em sua reunião mensal e a Contraf-CUT protocolou junto ao banco pedido para a regularização.
Também foram discutidas questões regionais, como a retirada de portas giratórias em função do projeto Nova Ambiência e a questão do assédio moral. O banco respondeu que está respeitando a legislação local em relação às portas de segurança.
Dia Nacional de Luta
A Comissão de Empresa definiu a data de 28 de março como novo Dia Nacional de Luta pela Jornada de 6 horas para todos, sem redução de salários. Além disso, o dia de luta cobrará propostas efetivas do banco para as questões que estão na mesa de negociação permanente, como melhorias do plano de carreira e soluções para os trabalhadores oriundos de bancos incorporados.
“O Banco do Brasil tem agido com base no mercado, reproduzindo as piores práticas de violência organizacional através da cobrança das metas, gerando o adoecimento generalizado dos seus trabalhadores. Precisamos mudar urgentemente esta orientação para ter novamente um Banco do Brasil, verdadeiramente público que retome a sua condição de vanguarda na construção das relações trabalhistas e de fomento ao desenvolvimento social. Este modelo não serve aos trabalhadores e não interessa ao Brasil”, afirma o diretor da Fetrafi-RS e titular da Comissão de Empresa do BB, Ronaldo Zeni.
Nova reunião
Foi definido que na próxima negociação entre a Contraf-CUT e o BB a questão do Banco Postal entrará na pauta.
*Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS
A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, integrada pela Contraf-CUT, federações e sindicatos, esteve reunida nesta terça-feira (13) com os representantes da instituição, em Brasília, para debater o novo programa de metas - o Sinergia BB.
Após a apresentação feita pelo banco sobre as linhas gerais do programa, foi exposta pela representação dos funcionários uma série de problemas e incertezas que o novo programa vem causando na rede de varejo no que diz respeito à forma como as dependências serão avaliadas em seus resultados, ao final do semestre.
Os sindicatos ouviram os trabalhadores e uma das críticas apontadas é com relação à individualização das metas nas carteiras de clientes. Muitos gestores afirmam que antes, no antigo acordo de trabalho, tinham condições de gerir e acompanhar a evolução dos resultados na dependência como um todo e, agora, não é mais possível essa administração geral da agência. Por isso, o movimento sindical não aceita a individualização das metas e também não admite que existam rankings.
Jornada de 6 horas
Além do debate sobre o programa de metas Sinergia BB, a Contraf/CUT cobrou que o banco negocie a jornada de 6 horas para os comissionados sem redução de salário.
Saúde
Os representantes dos bancários afirmaram que a Contraf-CUT espera uma resposta do banco com relação à posição de seus representantes indicados no Conselho Deliberativo da Cassi para votarem a adequação da caixa de assistência em relação à resolução 254, da Agência Nacional da Saúde. O conselho se reunirá na próxima semana em sua reunião mensal e a Contraf-CUT protocolou junto ao banco pedido para a regularização.
Também foram discutidas questões regionais, como a retirada de portas giratórias em função do projeto Nova Ambiência e a questão do assédio moral. O banco respondeu que está respeitando a legislação local em relação às portas de segurança.
Dia Nacional de Luta
A Comissão de Empresa definiu a data de 28 de março como novo Dia Nacional de Luta pela Jornada de 6 horas para todos, sem redução de salários. Além disso, o dia de luta cobrará propostas efetivas do banco para as questões que estão na mesa de negociação permanente, como melhorias do plano de carreira e soluções para os trabalhadores oriundos de bancos incorporados.
“O Banco do Brasil tem agido com base no mercado, reproduzindo as piores práticas de violência organizacional através da cobrança das metas, gerando o adoecimento generalizado dos seus trabalhadores. Precisamos mudar urgentemente esta orientação para ter novamente um Banco do Brasil, verdadeiramente público que retome a sua condição de vanguarda na construção das relações trabalhistas e de fomento ao desenvolvimento social. Este modelo não serve aos trabalhadores e não interessa ao Brasil”, afirma o diretor da Fetrafi-RS e titular da Comissão de Empresa do BB, Ronaldo Zeni.
Nova reunião
Foi definido que na próxima negociação entre a Contraf-CUT e o BB a questão do Banco Postal entrará na pauta.
*Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS
SindBancários e Fetrafi-RS debatem Fundação, Quadro de Carreira e Metas com Banrisul
Movimento sindical defende transparência para resolução de problemas da Fundação
Diretores do SindBancários e da Fetrafi-RS se reuniram com a direção do Banrisul na manhã desta terça-feira, dia 13. Os sindicalistas foram recebidos pelo diretor de Tecnologia de Informação, Joel Raymundo, para debater assuntos relacionados à Fundação Banrisul, Quadro de Carreira e sistema de metas.
Na avaliação do movimento sindical, o debate sobre a Fundação Banrisul deve ser transparente, envolvendo principalmente os banrisulenses, que demonstram preocupação com seus rumos. Os dirigentes cobraram a constituição da comissão tripartite, que já havia sido proposta nas negociações específicas da Campanha Salarial 2011. O diretor do banco informou que a Comissão será instalada na próxima quarta-feira, dia 21, às 9h30, quando ocorre a primeira reunião. Este fórum será integrado por dois diretores do Banrisul, dois diretores da Fundação e seis indicados pelo movimento sindical, incluindo ativos e aposentados.
Ainda sobre este tema, Joel Raymundo disse que uma proposta está sendo elaborada para sanar os problemas do déficit da Fundação. A apresentação do estudo está prevista para a reunião da próxima semana.
Já em relação ao Quadro de Carreira, que está em sua fase de finalização dos trabalhos, o representante do banco reafirmou a disposição da diretoria em definir um projeto de consenso com a representação dos funcionários.
Segundo o diretor do Banrisul, os estudos estão dentro do prazo de conclusão, previsto para o mês de junho. A previsão é de que ainda no mês de março a proposta seja finalizada, para apresentação, discussão e encaminhamento de sugestões dos banrisulenses. Também está prevista a realização de um evento em abril, para conclusão e aprovação da contraproposta a ser encaminhada ao banco.
Sistema de metas
A imposição de metas também foi discutida com o representante do banco. Raymundo afirmou que mudanças no sistema estão em debate com a diretoria. Os dirigentes sindicais também pediram a instituição de um GT específico sobre o assunto e a proposta será levada para avaliação da diretoria.
Pelo SindBancários, participaram da reunião o presidente Mauro Salles e os diretores Luciano Fetzer e Milena de Oliveira. Denise Corrêa, Carlos Augusto Rocha e Jorge Almir representaram a Fetrafi-RS.
Assessoria
O advogado Ricardo Castro foi contratado pela Fetrafi-RS e pelo SindBancários para assessorar a entidade nos temas relativos à Fundação Banrisul. Sócio do Escritório de Direito Social, bacharel em Direito pela PUCRS, Ricardo tem especialização em Gestão de Entidades Fechadas de Previdência Complementar e é assessor jurídico de diversas entidades, como a Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão (ANAPAR) e a Apcef/RS. O advogado já assessorou a área Jurídica do SindBancários, na década de 90 e começo dos anos 2000.
*SindBancários com edição da Fetrafi-RS
Diretores do SindBancários e da Fetrafi-RS se reuniram com a direção do Banrisul na manhã desta terça-feira, dia 13. Os sindicalistas foram recebidos pelo diretor de Tecnologia de Informação, Joel Raymundo, para debater assuntos relacionados à Fundação Banrisul, Quadro de Carreira e sistema de metas.
Na avaliação do movimento sindical, o debate sobre a Fundação Banrisul deve ser transparente, envolvendo principalmente os banrisulenses, que demonstram preocupação com seus rumos. Os dirigentes cobraram a constituição da comissão tripartite, que já havia sido proposta nas negociações específicas da Campanha Salarial 2011. O diretor do banco informou que a Comissão será instalada na próxima quarta-feira, dia 21, às 9h30, quando ocorre a primeira reunião. Este fórum será integrado por dois diretores do Banrisul, dois diretores da Fundação e seis indicados pelo movimento sindical, incluindo ativos e aposentados.
Ainda sobre este tema, Joel Raymundo disse que uma proposta está sendo elaborada para sanar os problemas do déficit da Fundação. A apresentação do estudo está prevista para a reunião da próxima semana.
Já em relação ao Quadro de Carreira, que está em sua fase de finalização dos trabalhos, o representante do banco reafirmou a disposição da diretoria em definir um projeto de consenso com a representação dos funcionários.
Segundo o diretor do Banrisul, os estudos estão dentro do prazo de conclusão, previsto para o mês de junho. A previsão é de que ainda no mês de março a proposta seja finalizada, para apresentação, discussão e encaminhamento de sugestões dos banrisulenses. Também está prevista a realização de um evento em abril, para conclusão e aprovação da contraproposta a ser encaminhada ao banco.
Sistema de metas
A imposição de metas também foi discutida com o representante do banco. Raymundo afirmou que mudanças no sistema estão em debate com a diretoria. Os dirigentes sindicais também pediram a instituição de um GT específico sobre o assunto e a proposta será levada para avaliação da diretoria.
Pelo SindBancários, participaram da reunião o presidente Mauro Salles e os diretores Luciano Fetzer e Milena de Oliveira. Denise Corrêa, Carlos Augusto Rocha e Jorge Almir representaram a Fetrafi-RS.
Assessoria
O advogado Ricardo Castro foi contratado pela Fetrafi-RS e pelo SindBancários para assessorar a entidade nos temas relativos à Fundação Banrisul. Sócio do Escritório de Direito Social, bacharel em Direito pela PUCRS, Ricardo tem especialização em Gestão de Entidades Fechadas de Previdência Complementar e é assessor jurídico de diversas entidades, como a Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão (ANAPAR) e a Apcef/RS. O advogado já assessorou a área Jurídica do SindBancários, na década de 90 e começo dos anos 2000.
*SindBancários com edição da Fetrafi-RS
Fundação Banrisul inaugura Gerência de Relacionamento
Solenidade marca nova era para o atendimento
A Fundação Banrisul de Seguridade Social inaugurou na manhã desta quinta-feira a sua Gerência de Relacionamento. O espaço foi criado a fim de estreitar as relações com os participantes, através da aproximação, ampliação e qualificação do atendimento. A inauguração contou com a participação da diretoria da Fundação, de representantes do Banrisul, do movimento sindical bancário, participantes e assistidos da entidade.
Segundo o diretor de Previdência da FBSS, Fábio Soares Alves, além de expandir e modernizar a comunicação entre seus diferentes públicos, a Gerência de Relacionamento vai estender o atendimento da Fundação para o interior do Estado, através da disponibilização de analistas previdenciários junto às superintendências do Banrisul. “Nós lidamos com as vidas das pessoas, seus sentimentos, por isso precisamos estar perto delas. Temos um projeto novo, com ênfase na educação previdenciária, que consiste no acompanhamento da trajetória dos participantes e assistidos, por meio de cursos específicos”.
O diretor também destaca o atendimento especializado que será destinado a participantes no período pré-aposentadoria e assistidos com mais de 85 anos. “Estamos fazendo um movimento importante de levar o atendimento até os participantes e assistidos”, explica.
A preocupação quanto à comunicação da Fundação Banrisul tem sido constante para a atual gestão da entidade. Em 2011 a FBSS promoveu uma série de seminários em todo o Estado, com apoio dos sindicatos filiados à Fetrafi-RS, para discutir perspectivas e resultados diretamente com participantes e assistidos.
Sobre a Fundação Banrisul
A Fundação Banrisul de Seguridade Social é uma entidade fechada de previdência complementar, criada em 29 de janeiro de 1963 pelo Banrisul com o objetivo de complementar os benefícios concedidos pela Previdência Social aos seus empregados. Hoje a Fundação administra dois planos de benefícios, um de Benefício Definido e outro de Contribuição Variável, destinados a cerca de 15.000 Participantes e Assistidos, vinculados a 5 empresas patrocinadoras.
*Imprensa Fetrafi/RS
A Fundação Banrisul de Seguridade Social inaugurou na manhã desta quinta-feira a sua Gerência de Relacionamento. O espaço foi criado a fim de estreitar as relações com os participantes, através da aproximação, ampliação e qualificação do atendimento. A inauguração contou com a participação da diretoria da Fundação, de representantes do Banrisul, do movimento sindical bancário, participantes e assistidos da entidade.
Segundo o diretor de Previdência da FBSS, Fábio Soares Alves, além de expandir e modernizar a comunicação entre seus diferentes públicos, a Gerência de Relacionamento vai estender o atendimento da Fundação para o interior do Estado, através da disponibilização de analistas previdenciários junto às superintendências do Banrisul. “Nós lidamos com as vidas das pessoas, seus sentimentos, por isso precisamos estar perto delas. Temos um projeto novo, com ênfase na educação previdenciária, que consiste no acompanhamento da trajetória dos participantes e assistidos, por meio de cursos específicos”.
O diretor também destaca o atendimento especializado que será destinado a participantes no período pré-aposentadoria e assistidos com mais de 85 anos. “Estamos fazendo um movimento importante de levar o atendimento até os participantes e assistidos”, explica.
A preocupação quanto à comunicação da Fundação Banrisul tem sido constante para a atual gestão da entidade. Em 2011 a FBSS promoveu uma série de seminários em todo o Estado, com apoio dos sindicatos filiados à Fetrafi-RS, para discutir perspectivas e resultados diretamente com participantes e assistidos.
Sobre a Fundação Banrisul
A Fundação Banrisul de Seguridade Social é uma entidade fechada de previdência complementar, criada em 29 de janeiro de 1963 pelo Banrisul com o objetivo de complementar os benefícios concedidos pela Previdência Social aos seus empregados. Hoje a Fundação administra dois planos de benefícios, um de Benefício Definido e outro de Contribuição Variável, destinados a cerca de 15.000 Participantes e Assistidos, vinculados a 5 empresas patrocinadoras.
*Imprensa Fetrafi/RS
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Movimento sindical garante pagamento da RV2 a banrisulenses
Diretoria do banco decidiu voltar atrás e irá liberar a verba no dia 25
Em reunião com o presidente do SindBancários, Mauro Salles, ocorrida no fim da tarde desta segunda-feira (13), o presidente do Banrisul, Túlio Zamin e o diretor da instituição, Guilherme Cassel informaram que o banco vai realizar o pagamento da RV2 para os funcionários da área de Mercado de agências do Banrisul que tiveo pagamento retido sob alegação de que haviam infringido normas internas na concessão de crédito.
A situação causou um grande descontentamento no quadro em relação aos gestores que utilizaram o não pagamento da RV2 como forma de punição pecuniária, sendo que a IN (instrução normativa) que regulamenta o pagamento não prevê esse tipo de prática. São previstos mecanismos para punir eventuais erros, sempre com amplo direito de defesa.
A diretoria do Banrisul foi procurada pela Fetrafi-RS e o SindBancários na semana passada para esclarecer o assunto. Na ocasião, os representantes do movimento sindical reivindicaram que o banco voltasse atrás na decisão e efetuasse o pagamento da RV2. Inicialmente, o banco determinou um prazo de dez dias para que os banrisulenses enviassem justificativas, mas mudou de ideia.
“Recebemos muitas ligações e e-mails de colegas do Banrisul pedindo a intervenção junto à diretoria do Banrisul. O fato do banco reconhecer a injustiça e desistir de reter a verba atende às expectativas dos banrisulenses, que contavam com esta parcela da remuneração variável”, explica o presidente do SindBancários”, Mauro Salles.
*Imprensa Fetrafi-RS
Em reunião com o presidente do SindBancários, Mauro Salles, ocorrida no fim da tarde desta segunda-feira (13), o presidente do Banrisul, Túlio Zamin e o diretor da instituição, Guilherme Cassel informaram que o banco vai realizar o pagamento da RV2 para os funcionários da área de Mercado de agências do Banrisul que tiveo pagamento retido sob alegação de que haviam infringido normas internas na concessão de crédito.
A situação causou um grande descontentamento no quadro em relação aos gestores que utilizaram o não pagamento da RV2 como forma de punição pecuniária, sendo que a IN (instrução normativa) que regulamenta o pagamento não prevê esse tipo de prática. São previstos mecanismos para punir eventuais erros, sempre com amplo direito de defesa.
A diretoria do Banrisul foi procurada pela Fetrafi-RS e o SindBancários na semana passada para esclarecer o assunto. Na ocasião, os representantes do movimento sindical reivindicaram que o banco voltasse atrás na decisão e efetuasse o pagamento da RV2. Inicialmente, o banco determinou um prazo de dez dias para que os banrisulenses enviassem justificativas, mas mudou de ideia.
“Recebemos muitas ligações e e-mails de colegas do Banrisul pedindo a intervenção junto à diretoria do Banrisul. O fato do banco reconhecer a injustiça e desistir de reter a verba atende às expectativas dos banrisulenses, que contavam com esta parcela da remuneração variável”, explica o presidente do SindBancários”, Mauro Salles.
*Imprensa Fetrafi-RS
Empregados cobram da Caixa solução para problemas nas Ret/PVs
Negociações permamentes foram retomadas na última sexta-feira
Na primeira rodada deste ano das negociações permanentes com a Caixa Econômica Federal, realizada nesta sexta-feira (10), em Brasília, a Contraf-CUT, federações e sindicatos, com a assessoria da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), voltaram a cobrar uma solução para os problemas que os empregados pelo Brasil afora vêm enfrentando depois da retomada, pela empresa, das Ret/PVs - a chamada retaguarda das unidades. O representante dos bancários gaúchos na negociação foi o diretor do Sindicato dos Bancários de Santa Maria, Marcello Carrion.
A luta do movimento nacional dos empregados é para por fim à concentração e ao crescimento da carga de trabalho nas unidades de ponta, provocadas, sobretudo, pela carência de pessoal.
Na reunião, a Contraf-CUT lembrou que a esmagadora maioria dos empregados das retaguardas continua sobrecarregada, existindo situações em que os tesoureiros, por exemplo, se desdobram para ajudar no atendimento, muitas vezes sozinhos, sendo obrigados a transportar dinheiro e abastecer os terminais de caixa eletrônico, além das atividades pertinentes às suas funções.
Em muitas unidades, tesoureiros e Técnicos de Operação de Retaguarda (TORs) estão assumindo funções semelhantes, o que configura uma irregularidade, dado o caráter distinto de suas atividades.
Outros problemas recorrentes, segundo as denúncias levadas para a mesa de negociações pelos representantes dos empregados, são a falta de segurança e o espaço físico inadequado de agências e PABs, situações incompatíveis com condições dignas de trabalho. A Caixa reconheceu a natureza estressante das atividades dos tesoureiros, admitindo ser preciso priorizar a questão da segurança.
Em relação às retaguardas, a Caixa informou que as agências vão passar por um processo de dimensionamento. O quantitativo a ser dimensionado é de 5.738 pessoas, mas há ainda a necessidade de alocação de pelo menos 400 novas vagas para as Rerets.
Esse processo ainda está sendo concluído, mas já foi tomada a decisão de contratar 418 novos bancários. Segundo a Caixa, as unidades que estiverem fora das Ret/PVs terão alguns de seus serviços centralizados, para diminuir a carga de trabalho. A empresa também pretende automatizar processos.
A Contraf-CUT deixou claro que a solução para as demandas das retaguardas passa por dimensionar a rotina de trabalho e de atividades da área, com base nas peculiaridades locais. Foi reivindicada a valorização da carreira para os empregados que serão atingidos pelo modelo de Ret/PV a ser implantado, de modo a que sejam evitadas situações como as do não cumprimento do horário de almoço, a extrapolação da jornada sem registro correto, os descontos de valores por falhas tecnológicas do sistema e as relacionadas às férias interrompidas.
Para Jair Pedro Ferreira, coordenador da CEE/Caixa e vice-presidente da Fenae, é fundamental a mobilização dos trabalhadores neste início de ano, para reforçar as reivindicações nas negociações permanentes com a empresa.
PCS: promoção por mérito
A Caixa pretende revisar o modelo em vigor. Uma proposta consolidada será apresentada pela empresa nos próximos dias 6 e 7 de março, quando se reúne a comissão composta por representantes do banco e dos empregados, com o propósito de definir as regras para a avaliação da promoção por mérito referente ao ano-base 2012 e aos critérios a serem adotados em 2013.
A Contraf/CUT cobrou uma averiguação do que foi conseguido implantar no ano passado, já que essa análise é imprescindível para corrigir eventuais problemas.
Foi denunciada a existência de casos de empregados que não conseguem receber o delta porque estão impossibilitados de fazer os cursos de qualificação disponibilizados pela Universidade/Caixa, devido, principalmente, à falta de tempo para acessar a intranet do banco e efetuar a inscrição.
A reivindicação da Contraf/CUT é para que haja isonomia na distribuição de deltas, de modo a que nenhum empregado venha a ser prejudicado. O percentual a ser distribuído será divulgado pela empresa logo depois do carnaval.
Os representantes dos empregados defendem que o processo de distribuição de deltas seja permanentemente aperfeiçoado. A Universidade/Caixa, por outro lado, é vista como uma boa ferramenta de avaliação, desde que sejam criadas condições para que os empregados façam os cursos no horário normal de sua jornada. Inovações precisam ser adotadas na trilha da Universidade/Caixa, para modificação ou inclusão de itens, com possibilidade de mudança do peso atribuído a essa forma de avaliação.
Também está em estudo mudanças na descrição dos critérios subjetivos e objetivos, com a finalidade de melhorá-los cada vez mais. O aprimoramento desses critérios é necessário para evitar injustiças e favorecimentos indevidos, de modo a que o maior número possível de trabalhadores evolua na carreira. A Contraf/CUT luta para que o bancário se envolva de forma mais efetiva no processo sobre a dinâmica da avaliação.
Horas extras
O excesso de horas extras sobrecarrega os empregados na rede de agências. A Contraf/CUT - CEE/Caixa lembrou que o cumprimento de uma jornada além do horário convencional coloca em risco a saúde do trabalhador, que fica exposto a erros pela carga excessiva de trabalho, e compromete a segurança da agência como um todo.
Foi denunciado, por exemplo, que gestores vêm pressionando os empregados a fazerem a compensação das horas trabalhadas a mais de forma vinculada à política de metas abusivas cobradas pelo banco, existindo situações em que o bancário deixa o serviço de lado para bater o ponto.
A Contraf/CUT também contestou a posição da Caixa de subordinar a compensação de horas extras ao AVGestão, pois isto sobrecarrega ainda mais os empregados. Foi lembrado que situações como essa ocorrem devido, sobretudo, à falta de trabalhadores nas unidades.
CCV específica sobre 7ª e 8ª hora
A Caixa apresentou uma minuta aos representantes dos empregados, e a proposta é firmar um termo aditivo às Comissões de Conciliações Voluntárias (CCVs) já existentes. A previsão é de que esse processo seja implantado no início de março.
O compromisso assumido anteriormente previa a implantação da CCV para os empregados da ativa que quisessem reivindicar direitos referentes à 7ª e 8ª hora dos cargos de natureza técnica, tendo como base o mês de setembro de 2011. O movimento deixou claro, no entanto, que não aceita nada além daquilo que estiver acordado entre as partes.
Modelo de PLR
Será realizada em março uma reunião da comissão paritária a ser formada por representantes dos trabalhadores e da empresa, com o propósito de debater uma proposta específica de modelo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) na Caixa, respeitando-se a regra básica acordada com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Aposentados
Foi cobrada uma solução para os problemas ainda existentes em relação ao pagamento indevido de tarifas bancárias pelos aposentados. A Caixa também demora em alterar o valor das taxas de juros do cheque, o que vem prejudicando o segmento.
Pressionada a esse respeito, a empresa assumiu o compromisso de devolver tudo aquilo que for debitado indevidamente. Também será feito o estorno para os casos já ocorridos. A ideia da Caixa é resolver definitivamente essa situação até o dia 8 de março.
Sistema de Ponto Eletrônico
A Contraf/CUT voltou a reivindicar a extinção do registro de horas negativas do Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon), assim como a adoção de login único para acesso aos sistemas corporativos.
Em resposta a essa reivindicação, a Caixa informou que o processo relativo ao login único está praticamente pronto, com implantação tão logo seja concluída a avaliação por desempenho da promoção por mérito. A previsão é de que isto ocorra no inicio de março.
Ficou acertada ainda que a reunião do GT Sipon, com participação paritária de representantes dos trabalhadores e da empresa, será realizada em meados de março.
Compensadores
A Contraf/CUT reivindicou que a incorporação do adicional noturno seja estendida a todos os empregados que trabalhavam na extinta área de compensação de cheques, e não só àqueles com no mínimo 10 anos no exercício da função. Há casos de bancários que recebem o benefício, apesar de não possuírem os 10 anos de função. Hoje, há 120 empregados nessa situação.
A Caixa ainda estuda internamente a possibilidade de atender essa reivindicação, pendente desde fevereiro do ano passado. Na próxima rodada de negociações permanentes, a empresa se posicionará sobre o assunto.
Protocolo de combate ao assédio moral
Os problemas permanecem. Isto porque a Caixa não vem dando a importância devida para os casos denunciados de empregados ainda vítimas de assédio moral. Ao protestar contra essa situação, a Contraf/CUT cobrou o fim destas práticas e lembrou que a empresa é uma das signatárias de um acordo específico de combate ao assédio moral firmado no âmbito da Fenaban, conhecido como Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho.
A Caixa, por outro lado, alegou que a solução para os casos considerados como assédio moral passa por um rito. Segundo a empresa, as situações denunciadas são encaminhadas a uma comissão de ética, que se encarrega depois de apresentar proposta para resolver o problema.
A representação nacional dos empregados deixou claro, no entanto, a impossibilidade de ser adotada uma proposta-padrão, argumentando que os sindicatos não podem ficar sem uma resposta para os casos denunciados ou então dependentes de uma proposta insatisfatória.
Foi reafirmado à Caixa que o acordo de combate ao assédio moral prevê que, recebida a denúncia, o prazo é de 60 dias corridos para apurar o caso e prestar esclarecimentos ao sindicato. Essa denúncia é apresentada de forma anônima pelos bancários, e não tem como abrir mão disso. Ocorre que, na maioria das vezes, a Caixa não vem cumprindo os prazos estabelecidos pelo Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho.
Representante no Conselho de Administração
Reunido recentemente, e apesar de essa decisão não contar com o aval do Conselho Diretor, o Conselho de Administração da Caixa rejeitou a proposta de alteração do estatuto do banco, para permitir que empregados que não tenham ocupado função de gestor possam concorrer ao cargo.
Houve protesto quanto à recusa da Caixa em atender uma reivindicação considerada legítima pelo movimento nacional dos bancários. Essa exigência, na avaliação da Contraf/CUT, é absurda ao deixar de fora praticamente 90% dos trabalhadores da empresa. E, nesse caso, os empregados repudiam a adoção de qualquer medida restritiva.
A representação nacional dos empregados lembrou ainda que a lei nº 12.353, sancionada em dezembro de 2010, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e regulamentada pela presidenta Dilma em março de 2011, propicia grande salto no processo de democratização da gestão das empresas públicas, contribuindo para a melhoria da condução do patrimônio público.
O impasse no encaminhamento do processo eleitoral para a escolha de representantes dos empregados para o Conselho de Administração foi estabelecido depois que a Caixa decidiu adotar regras restritivas e não previstas na legislação.
Para que essa conquista histórica seja consolidada, a Contraf/CUT conclama a direção do Caixa a abrir mão de pré-requisitos inadequados, não mais protelando a implantação da medida no âmbito do banco.
*Contraf-CUT com Fenae e edição da Fetrafi-RS
Na primeira rodada deste ano das negociações permanentes com a Caixa Econômica Federal, realizada nesta sexta-feira (10), em Brasília, a Contraf-CUT, federações e sindicatos, com a assessoria da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), voltaram a cobrar uma solução para os problemas que os empregados pelo Brasil afora vêm enfrentando depois da retomada, pela empresa, das Ret/PVs - a chamada retaguarda das unidades. O representante dos bancários gaúchos na negociação foi o diretor do Sindicato dos Bancários de Santa Maria, Marcello Carrion.
A luta do movimento nacional dos empregados é para por fim à concentração e ao crescimento da carga de trabalho nas unidades de ponta, provocadas, sobretudo, pela carência de pessoal.
Na reunião, a Contraf-CUT lembrou que a esmagadora maioria dos empregados das retaguardas continua sobrecarregada, existindo situações em que os tesoureiros, por exemplo, se desdobram para ajudar no atendimento, muitas vezes sozinhos, sendo obrigados a transportar dinheiro e abastecer os terminais de caixa eletrônico, além das atividades pertinentes às suas funções.
Em muitas unidades, tesoureiros e Técnicos de Operação de Retaguarda (TORs) estão assumindo funções semelhantes, o que configura uma irregularidade, dado o caráter distinto de suas atividades.
Outros problemas recorrentes, segundo as denúncias levadas para a mesa de negociações pelos representantes dos empregados, são a falta de segurança e o espaço físico inadequado de agências e PABs, situações incompatíveis com condições dignas de trabalho. A Caixa reconheceu a natureza estressante das atividades dos tesoureiros, admitindo ser preciso priorizar a questão da segurança.
Em relação às retaguardas, a Caixa informou que as agências vão passar por um processo de dimensionamento. O quantitativo a ser dimensionado é de 5.738 pessoas, mas há ainda a necessidade de alocação de pelo menos 400 novas vagas para as Rerets.
Esse processo ainda está sendo concluído, mas já foi tomada a decisão de contratar 418 novos bancários. Segundo a Caixa, as unidades que estiverem fora das Ret/PVs terão alguns de seus serviços centralizados, para diminuir a carga de trabalho. A empresa também pretende automatizar processos.
A Contraf-CUT deixou claro que a solução para as demandas das retaguardas passa por dimensionar a rotina de trabalho e de atividades da área, com base nas peculiaridades locais. Foi reivindicada a valorização da carreira para os empregados que serão atingidos pelo modelo de Ret/PV a ser implantado, de modo a que sejam evitadas situações como as do não cumprimento do horário de almoço, a extrapolação da jornada sem registro correto, os descontos de valores por falhas tecnológicas do sistema e as relacionadas às férias interrompidas.
Para Jair Pedro Ferreira, coordenador da CEE/Caixa e vice-presidente da Fenae, é fundamental a mobilização dos trabalhadores neste início de ano, para reforçar as reivindicações nas negociações permanentes com a empresa.
PCS: promoção por mérito
A Caixa pretende revisar o modelo em vigor. Uma proposta consolidada será apresentada pela empresa nos próximos dias 6 e 7 de março, quando se reúne a comissão composta por representantes do banco e dos empregados, com o propósito de definir as regras para a avaliação da promoção por mérito referente ao ano-base 2012 e aos critérios a serem adotados em 2013.
A Contraf/CUT cobrou uma averiguação do que foi conseguido implantar no ano passado, já que essa análise é imprescindível para corrigir eventuais problemas.
Foi denunciada a existência de casos de empregados que não conseguem receber o delta porque estão impossibilitados de fazer os cursos de qualificação disponibilizados pela Universidade/Caixa, devido, principalmente, à falta de tempo para acessar a intranet do banco e efetuar a inscrição.
A reivindicação da Contraf/CUT é para que haja isonomia na distribuição de deltas, de modo a que nenhum empregado venha a ser prejudicado. O percentual a ser distribuído será divulgado pela empresa logo depois do carnaval.
Os representantes dos empregados defendem que o processo de distribuição de deltas seja permanentemente aperfeiçoado. A Universidade/Caixa, por outro lado, é vista como uma boa ferramenta de avaliação, desde que sejam criadas condições para que os empregados façam os cursos no horário normal de sua jornada. Inovações precisam ser adotadas na trilha da Universidade/Caixa, para modificação ou inclusão de itens, com possibilidade de mudança do peso atribuído a essa forma de avaliação.
Também está em estudo mudanças na descrição dos critérios subjetivos e objetivos, com a finalidade de melhorá-los cada vez mais. O aprimoramento desses critérios é necessário para evitar injustiças e favorecimentos indevidos, de modo a que o maior número possível de trabalhadores evolua na carreira. A Contraf/CUT luta para que o bancário se envolva de forma mais efetiva no processo sobre a dinâmica da avaliação.
Horas extras
O excesso de horas extras sobrecarrega os empregados na rede de agências. A Contraf/CUT - CEE/Caixa lembrou que o cumprimento de uma jornada além do horário convencional coloca em risco a saúde do trabalhador, que fica exposto a erros pela carga excessiva de trabalho, e compromete a segurança da agência como um todo.
Foi denunciado, por exemplo, que gestores vêm pressionando os empregados a fazerem a compensação das horas trabalhadas a mais de forma vinculada à política de metas abusivas cobradas pelo banco, existindo situações em que o bancário deixa o serviço de lado para bater o ponto.
A Contraf/CUT também contestou a posição da Caixa de subordinar a compensação de horas extras ao AVGestão, pois isto sobrecarrega ainda mais os empregados. Foi lembrado que situações como essa ocorrem devido, sobretudo, à falta de trabalhadores nas unidades.
CCV específica sobre 7ª e 8ª hora
A Caixa apresentou uma minuta aos representantes dos empregados, e a proposta é firmar um termo aditivo às Comissões de Conciliações Voluntárias (CCVs) já existentes. A previsão é de que esse processo seja implantado no início de março.
O compromisso assumido anteriormente previa a implantação da CCV para os empregados da ativa que quisessem reivindicar direitos referentes à 7ª e 8ª hora dos cargos de natureza técnica, tendo como base o mês de setembro de 2011. O movimento deixou claro, no entanto, que não aceita nada além daquilo que estiver acordado entre as partes.
Modelo de PLR
Será realizada em março uma reunião da comissão paritária a ser formada por representantes dos trabalhadores e da empresa, com o propósito de debater uma proposta específica de modelo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) na Caixa, respeitando-se a regra básica acordada com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Aposentados
Foi cobrada uma solução para os problemas ainda existentes em relação ao pagamento indevido de tarifas bancárias pelos aposentados. A Caixa também demora em alterar o valor das taxas de juros do cheque, o que vem prejudicando o segmento.
Pressionada a esse respeito, a empresa assumiu o compromisso de devolver tudo aquilo que for debitado indevidamente. Também será feito o estorno para os casos já ocorridos. A ideia da Caixa é resolver definitivamente essa situação até o dia 8 de março.
Sistema de Ponto Eletrônico
A Contraf/CUT voltou a reivindicar a extinção do registro de horas negativas do Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon), assim como a adoção de login único para acesso aos sistemas corporativos.
Em resposta a essa reivindicação, a Caixa informou que o processo relativo ao login único está praticamente pronto, com implantação tão logo seja concluída a avaliação por desempenho da promoção por mérito. A previsão é de que isto ocorra no inicio de março.
Ficou acertada ainda que a reunião do GT Sipon, com participação paritária de representantes dos trabalhadores e da empresa, será realizada em meados de março.
Compensadores
A Contraf/CUT reivindicou que a incorporação do adicional noturno seja estendida a todos os empregados que trabalhavam na extinta área de compensação de cheques, e não só àqueles com no mínimo 10 anos no exercício da função. Há casos de bancários que recebem o benefício, apesar de não possuírem os 10 anos de função. Hoje, há 120 empregados nessa situação.
A Caixa ainda estuda internamente a possibilidade de atender essa reivindicação, pendente desde fevereiro do ano passado. Na próxima rodada de negociações permanentes, a empresa se posicionará sobre o assunto.
Protocolo de combate ao assédio moral
Os problemas permanecem. Isto porque a Caixa não vem dando a importância devida para os casos denunciados de empregados ainda vítimas de assédio moral. Ao protestar contra essa situação, a Contraf/CUT cobrou o fim destas práticas e lembrou que a empresa é uma das signatárias de um acordo específico de combate ao assédio moral firmado no âmbito da Fenaban, conhecido como Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho.
A Caixa, por outro lado, alegou que a solução para os casos considerados como assédio moral passa por um rito. Segundo a empresa, as situações denunciadas são encaminhadas a uma comissão de ética, que se encarrega depois de apresentar proposta para resolver o problema.
A representação nacional dos empregados deixou claro, no entanto, a impossibilidade de ser adotada uma proposta-padrão, argumentando que os sindicatos não podem ficar sem uma resposta para os casos denunciados ou então dependentes de uma proposta insatisfatória.
Foi reafirmado à Caixa que o acordo de combate ao assédio moral prevê que, recebida a denúncia, o prazo é de 60 dias corridos para apurar o caso e prestar esclarecimentos ao sindicato. Essa denúncia é apresentada de forma anônima pelos bancários, e não tem como abrir mão disso. Ocorre que, na maioria das vezes, a Caixa não vem cumprindo os prazos estabelecidos pelo Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho.
Representante no Conselho de Administração
Reunido recentemente, e apesar de essa decisão não contar com o aval do Conselho Diretor, o Conselho de Administração da Caixa rejeitou a proposta de alteração do estatuto do banco, para permitir que empregados que não tenham ocupado função de gestor possam concorrer ao cargo.
Houve protesto quanto à recusa da Caixa em atender uma reivindicação considerada legítima pelo movimento nacional dos bancários. Essa exigência, na avaliação da Contraf/CUT, é absurda ao deixar de fora praticamente 90% dos trabalhadores da empresa. E, nesse caso, os empregados repudiam a adoção de qualquer medida restritiva.
A representação nacional dos empregados lembrou ainda que a lei nº 12.353, sancionada em dezembro de 2010, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e regulamentada pela presidenta Dilma em março de 2011, propicia grande salto no processo de democratização da gestão das empresas públicas, contribuindo para a melhoria da condução do patrimônio público.
O impasse no encaminhamento do processo eleitoral para a escolha de representantes dos empregados para o Conselho de Administração foi estabelecido depois que a Caixa decidiu adotar regras restritivas e não previstas na legislação.
Para que essa conquista histórica seja consolidada, a Contraf/CUT conclama a direção do Caixa a abrir mão de pré-requisitos inadequados, não mais protelando a implantação da medida no âmbito do banco.
*Contraf-CUT com Fenae e edição da Fetrafi-RS
Empregados cobram da Caixa solução para problemas nas Ret/PVs
Negociações permamentes foram retomadas na última sexta-feira
Na primeira rodada deste ano das negociações permanentes com a Caixa Econômica Federal, realizada nesta sexta-feira (10), em Brasília, a Contraf-CUT, federações e sindicatos, com a assessoria da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), voltaram a cobrar uma solução para os problemas que os empregados pelo Brasil afora vêm enfrentando depois da retomada, pela empresa, das Ret/PVs - a chamada retaguarda das unidades. O representante dos bancários gaúchos na negociação foi o diretor do Sindicato dos Bancários de Santa Maria, Marcello Carrion.
A luta do movimento nacional dos empregados é para por fim à concentração e ao crescimento da carga de trabalho nas unidades de ponta, provocadas, sobretudo, pela carência de pessoal.
Na reunião, a Contraf-CUT lembrou que a esmagadora maioria dos empregados das retaguardas continua sobrecarregada, existindo situações em que os tesoureiros, por exemplo, se desdobram para ajudar no atendimento, muitas vezes sozinhos, sendo obrigados a transportar dinheiro e abastecer os terminais de caixa eletrônico, além das atividades pertinentes às suas funções.
Em muitas unidades, tesoureiros e Técnicos de Operação de Retaguarda (TORs) estão assumindo funções semelhantes, o que configura uma irregularidade, dado o caráter distinto de suas atividades.
Outros problemas recorrentes, segundo as denúncias levadas para a mesa de negociações pelos representantes dos empregados, são a falta de segurança e o espaço físico inadequado de agências e PABs, situações incompatíveis com condições dignas de trabalho. A Caixa reconheceu a natureza estressante das atividades dos tesoureiros, admitindo ser preciso priorizar a questão da segurança.
Em relação às retaguardas, a Caixa informou que as agências vão passar por um processo de dimensionamento. O quantitativo a ser dimensionado é de 5.738 pessoas, mas há ainda a necessidade de alocação de pelo menos 400 novas vagas para as Rerets.
Esse processo ainda está sendo concluído, mas já foi tomada a decisão de contratar 418 novos bancários. Segundo a Caixa, as unidades que estiverem fora das Ret/PVs terão alguns de seus serviços centralizados, para diminuir a carga de trabalho. A empresa também pretende automatizar processos.
A Contraf-CUT deixou claro que a solução para as demandas das retaguardas passa por dimensionar a rotina de trabalho e de atividades da área, com base nas peculiaridades locais. Foi reivindicada a valorização da carreira para os empregados que serão atingidos pelo modelo de Ret/PV a ser implantado, de modo a que sejam evitadas situações como as do não cumprimento do horário de almoço, a extrapolação da jornada sem registro correto, os descontos de valores por falhas tecnológicas do sistema e as relacionadas às férias interrompidas.
Para Jair Pedro Ferreira, coordenador da CEE/Caixa e vice-presidente da Fenae, é fundamental a mobilização dos trabalhadores neste início de ano, para reforçar as reivindicações nas negociações permanentes com a empresa.
PCS: promoção por mérito
A Caixa pretende revisar o modelo em vigor. Uma proposta consolidada será apresentada pela empresa nos próximos dias 6 e 7 de março, quando se reúne a comissão composta por representantes do banco e dos empregados, com o propósito de definir as regras para a avaliação da promoção por mérito referente ao ano-base 2012 e aos critérios a serem adotados em 2013.
A Contraf/CUT cobrou uma averiguação do que foi conseguido implantar no ano passado, já que essa análise é imprescindível para corrigir eventuais problemas.
Foi denunciada a existência de casos de empregados que não conseguem receber o delta porque estão impossibilitados de fazer os cursos de qualificação disponibilizados pela Universidade/Caixa, devido, principalmente, à falta de tempo para acessar a intranet do banco e efetuar a inscrição.
A reivindicação da Contraf/CUT é para que haja isonomia na distribuição de deltas, de modo a que nenhum empregado venha a ser prejudicado. O percentual a ser distribuído será divulgado pela empresa logo depois do carnaval.
Os representantes dos empregados defendem que o processo de distribuição de deltas seja permanentemente aperfeiçoado. A Universidade/Caixa, por outro lado, é vista como uma boa ferramenta de avaliação, desde que sejam criadas condições para que os empregados façam os cursos no horário normal de sua jornada. Inovações precisam ser adotadas na trilha da Universidade/Caixa, para modificação ou inclusão de itens, com possibilidade de mudança do peso atribuído a essa forma de avaliação.
Também está em estudo mudanças na descrição dos critérios subjetivos e objetivos, com a finalidade de melhorá-los cada vez mais. O aprimoramento desses critérios é necessário para evitar injustiças e favorecimentos indevidos, de modo a que o maior número possível de trabalhadores evolua na carreira. A Contraf/CUT luta para que o bancário se envolva de forma mais efetiva no processo sobre a dinâmica da avaliação.
Horas extras
O excesso de horas extras sobrecarrega os empregados na rede de agências. A Contraf/CUT - CEE/Caixa lembrou que o cumprimento de uma jornada além do horário convencional coloca em risco a saúde do trabalhador, que fica exposto a erros pela carga excessiva de trabalho, e compromete a segurança da agência como um todo.
Foi denunciado, por exemplo, que gestores vêm pressionando os empregados a fazerem a compensação das horas trabalhadas a mais de forma vinculada à política de metas abusivas cobradas pelo banco, existindo situações em que o bancário deixa o serviço de lado para bater o ponto.
A Contraf/CUT também contestou a posição da Caixa de subordinar a compensação de horas extras ao AVGestão, pois isto sobrecarrega ainda mais os empregados. Foi lembrado que situações como essa ocorrem devido, sobretudo, à falta de trabalhadores nas unidades.
CCV específica sobre 7ª e 8ª hora
A Caixa apresentou uma minuta aos representantes dos empregados, e a proposta é firmar um termo aditivo às Comissões de Conciliações Voluntárias (CCVs) já existentes. A previsão é de que esse processo seja implantado no início de março.
O compromisso assumido anteriormente previa a implantação da CCV para os empregados da ativa que quisessem reivindicar direitos referentes à 7ª e 8ª hora dos cargos de natureza técnica, tendo como base o mês de setembro de 2011. O movimento deixou claro, no entanto, que não aceita nada além daquilo que estiver acordado entre as partes.
Modelo de PLR
Será realizada em março uma reunião da comissão paritária a ser formada por representantes dos trabalhadores e da empresa, com o propósito de debater uma proposta específica de modelo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) na Caixa, respeitando-se a regra básica acordada com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Aposentados
Foi cobrada uma solução para os problemas ainda existentes em relação ao pagamento indevido de tarifas bancárias pelos aposentados. A Caixa também demora em alterar o valor das taxas de juros do cheque, o que vem prejudicando o segmento.
Pressionada a esse respeito, a empresa assumiu o compromisso de devolver tudo aquilo que for debitado indevidamente. Também será feito o estorno para os casos já ocorridos. A ideia da Caixa é resolver definitivamente essa situação até o dia 8 de março.
Sistema de Ponto Eletrônico
A Contraf/CUT voltou a reivindicar a extinção do registro de horas negativas do Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon), assim como a adoção de login único para acesso aos sistemas corporativos.
Em resposta a essa reivindicação, a Caixa informou que o processo relativo ao login único está praticamente pronto, com implantação tão logo seja concluída a avaliação por desempenho da promoção por mérito. A previsão é de que isto ocorra no inicio de março.
Ficou acertada ainda que a reunião do GT Sipon, com participação paritária de representantes dos trabalhadores e da empresa, será realizada em meados de março.
Compensadores
A Contraf/CUT reivindicou que a incorporação do adicional noturno seja estendida a todos os empregados que trabalhavam na extinta área de compensação de cheques, e não só àqueles com no mínimo 10 anos no exercício da função. Há casos de bancários que recebem o benefício, apesar de não possuírem os 10 anos de função. Hoje, há 120 empregados nessa situação.
A Caixa ainda estuda internamente a possibilidade de atender essa reivindicação, pendente desde fevereiro do ano passado. Na próxima rodada de negociações permanentes, a empresa se posicionará sobre o assunto.
Protocolo de combate ao assédio moral
Os problemas permanecem. Isto porque a Caixa não vem dando a importância devida para os casos denunciados de empregados ainda vítimas de assédio moral. Ao protestar contra essa situação, a Contraf/CUT cobrou o fim destas práticas e lembrou que a empresa é uma das signatárias de um acordo específico de combate ao assédio moral firmado no âmbito da Fenaban, conhecido como Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho.
A Caixa, por outro lado, alegou que a solução para os casos considerados como assédio moral passa por um rito. Segundo a empresa, as situações denunciadas são encaminhadas a uma comissão de ética, que se encarrega depois de apresentar proposta para resolver o problema.
A representação nacional dos empregados deixou claro, no entanto, a impossibilidade de ser adotada uma proposta-padrão, argumentando que os sindicatos não podem ficar sem uma resposta para os casos denunciados ou então dependentes de uma proposta insatisfatória.
Foi reafirmado à Caixa que o acordo de combate ao assédio moral prevê que, recebida a denúncia, o prazo é de 60 dias corridos para apurar o caso e prestar esclarecimentos ao sindicato. Essa denúncia é apresentada de forma anônima pelos bancários, e não tem como abrir mão disso. Ocorre que, na maioria das vezes, a Caixa não vem cumprindo os prazos estabelecidos pelo Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho.
Representante no Conselho de Administração
Reunido recentemente, e apesar de essa decisão não contar com o aval do Conselho Diretor, o Conselho de Administração da Caixa rejeitou a proposta de alteração do estatuto do banco, para permitir que empregados que não tenham ocupado função de gestor possam concorrer ao cargo.
Houve protesto quanto à recusa da Caixa em atender uma reivindicação considerada legítima pelo movimento nacional dos bancários. Essa exigência, na avaliação da Contraf/CUT, é absurda ao deixar de fora praticamente 90% dos trabalhadores da empresa. E, nesse caso, os empregados repudiam a adoção de qualquer medida restritiva.
A representação nacional dos empregados lembrou ainda que a lei nº 12.353, sancionada em dezembro de 2010, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e regulamentada pela presidenta Dilma em março de 2011, propicia grande salto no processo de democratização da gestão das empresas públicas, contribuindo para a melhoria da condução do patrimônio público.
O impasse no encaminhamento do processo eleitoral para a escolha de representantes dos empregados para o Conselho de Administração foi estabelecido depois que a Caixa decidiu adotar regras restritivas e não previstas na legislação.
Para que essa conquista histórica seja consolidada, a Contraf/CUT conclama a direção do Caixa a abrir mão de pré-requisitos inadequados, não mais protelando a implantação da medida no âmbito do banco.
*Contraf-CUT com Fenae e edição da Fetrafi-RS
Na primeira rodada deste ano das negociações permanentes com a Caixa Econômica Federal, realizada nesta sexta-feira (10), em Brasília, a Contraf-CUT, federações e sindicatos, com a assessoria da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), voltaram a cobrar uma solução para os problemas que os empregados pelo Brasil afora vêm enfrentando depois da retomada, pela empresa, das Ret/PVs - a chamada retaguarda das unidades. O representante dos bancários gaúchos na negociação foi o diretor do Sindicato dos Bancários de Santa Maria, Marcello Carrion.
A luta do movimento nacional dos empregados é para por fim à concentração e ao crescimento da carga de trabalho nas unidades de ponta, provocadas, sobretudo, pela carência de pessoal.
Na reunião, a Contraf-CUT lembrou que a esmagadora maioria dos empregados das retaguardas continua sobrecarregada, existindo situações em que os tesoureiros, por exemplo, se desdobram para ajudar no atendimento, muitas vezes sozinhos, sendo obrigados a transportar dinheiro e abastecer os terminais de caixa eletrônico, além das atividades pertinentes às suas funções.
Em muitas unidades, tesoureiros e Técnicos de Operação de Retaguarda (TORs) estão assumindo funções semelhantes, o que configura uma irregularidade, dado o caráter distinto de suas atividades.
Outros problemas recorrentes, segundo as denúncias levadas para a mesa de negociações pelos representantes dos empregados, são a falta de segurança e o espaço físico inadequado de agências e PABs, situações incompatíveis com condições dignas de trabalho. A Caixa reconheceu a natureza estressante das atividades dos tesoureiros, admitindo ser preciso priorizar a questão da segurança.
Em relação às retaguardas, a Caixa informou que as agências vão passar por um processo de dimensionamento. O quantitativo a ser dimensionado é de 5.738 pessoas, mas há ainda a necessidade de alocação de pelo menos 400 novas vagas para as Rerets.
Esse processo ainda está sendo concluído, mas já foi tomada a decisão de contratar 418 novos bancários. Segundo a Caixa, as unidades que estiverem fora das Ret/PVs terão alguns de seus serviços centralizados, para diminuir a carga de trabalho. A empresa também pretende automatizar processos.
A Contraf-CUT deixou claro que a solução para as demandas das retaguardas passa por dimensionar a rotina de trabalho e de atividades da área, com base nas peculiaridades locais. Foi reivindicada a valorização da carreira para os empregados que serão atingidos pelo modelo de Ret/PV a ser implantado, de modo a que sejam evitadas situações como as do não cumprimento do horário de almoço, a extrapolação da jornada sem registro correto, os descontos de valores por falhas tecnológicas do sistema e as relacionadas às férias interrompidas.
Para Jair Pedro Ferreira, coordenador da CEE/Caixa e vice-presidente da Fenae, é fundamental a mobilização dos trabalhadores neste início de ano, para reforçar as reivindicações nas negociações permanentes com a empresa.
PCS: promoção por mérito
A Caixa pretende revisar o modelo em vigor. Uma proposta consolidada será apresentada pela empresa nos próximos dias 6 e 7 de março, quando se reúne a comissão composta por representantes do banco e dos empregados, com o propósito de definir as regras para a avaliação da promoção por mérito referente ao ano-base 2012 e aos critérios a serem adotados em 2013.
A Contraf/CUT cobrou uma averiguação do que foi conseguido implantar no ano passado, já que essa análise é imprescindível para corrigir eventuais problemas.
Foi denunciada a existência de casos de empregados que não conseguem receber o delta porque estão impossibilitados de fazer os cursos de qualificação disponibilizados pela Universidade/Caixa, devido, principalmente, à falta de tempo para acessar a intranet do banco e efetuar a inscrição.
A reivindicação da Contraf/CUT é para que haja isonomia na distribuição de deltas, de modo a que nenhum empregado venha a ser prejudicado. O percentual a ser distribuído será divulgado pela empresa logo depois do carnaval.
Os representantes dos empregados defendem que o processo de distribuição de deltas seja permanentemente aperfeiçoado. A Universidade/Caixa, por outro lado, é vista como uma boa ferramenta de avaliação, desde que sejam criadas condições para que os empregados façam os cursos no horário normal de sua jornada. Inovações precisam ser adotadas na trilha da Universidade/Caixa, para modificação ou inclusão de itens, com possibilidade de mudança do peso atribuído a essa forma de avaliação.
Também está em estudo mudanças na descrição dos critérios subjetivos e objetivos, com a finalidade de melhorá-los cada vez mais. O aprimoramento desses critérios é necessário para evitar injustiças e favorecimentos indevidos, de modo a que o maior número possível de trabalhadores evolua na carreira. A Contraf/CUT luta para que o bancário se envolva de forma mais efetiva no processo sobre a dinâmica da avaliação.
Horas extras
O excesso de horas extras sobrecarrega os empregados na rede de agências. A Contraf/CUT - CEE/Caixa lembrou que o cumprimento de uma jornada além do horário convencional coloca em risco a saúde do trabalhador, que fica exposto a erros pela carga excessiva de trabalho, e compromete a segurança da agência como um todo.
Foi denunciado, por exemplo, que gestores vêm pressionando os empregados a fazerem a compensação das horas trabalhadas a mais de forma vinculada à política de metas abusivas cobradas pelo banco, existindo situações em que o bancário deixa o serviço de lado para bater o ponto.
A Contraf/CUT também contestou a posição da Caixa de subordinar a compensação de horas extras ao AVGestão, pois isto sobrecarrega ainda mais os empregados. Foi lembrado que situações como essa ocorrem devido, sobretudo, à falta de trabalhadores nas unidades.
CCV específica sobre 7ª e 8ª hora
A Caixa apresentou uma minuta aos representantes dos empregados, e a proposta é firmar um termo aditivo às Comissões de Conciliações Voluntárias (CCVs) já existentes. A previsão é de que esse processo seja implantado no início de março.
O compromisso assumido anteriormente previa a implantação da CCV para os empregados da ativa que quisessem reivindicar direitos referentes à 7ª e 8ª hora dos cargos de natureza técnica, tendo como base o mês de setembro de 2011. O movimento deixou claro, no entanto, que não aceita nada além daquilo que estiver acordado entre as partes.
Modelo de PLR
Será realizada em março uma reunião da comissão paritária a ser formada por representantes dos trabalhadores e da empresa, com o propósito de debater uma proposta específica de modelo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) na Caixa, respeitando-se a regra básica acordada com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Aposentados
Foi cobrada uma solução para os problemas ainda existentes em relação ao pagamento indevido de tarifas bancárias pelos aposentados. A Caixa também demora em alterar o valor das taxas de juros do cheque, o que vem prejudicando o segmento.
Pressionada a esse respeito, a empresa assumiu o compromisso de devolver tudo aquilo que for debitado indevidamente. Também será feito o estorno para os casos já ocorridos. A ideia da Caixa é resolver definitivamente essa situação até o dia 8 de março.
Sistema de Ponto Eletrônico
A Contraf/CUT voltou a reivindicar a extinção do registro de horas negativas do Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon), assim como a adoção de login único para acesso aos sistemas corporativos.
Em resposta a essa reivindicação, a Caixa informou que o processo relativo ao login único está praticamente pronto, com implantação tão logo seja concluída a avaliação por desempenho da promoção por mérito. A previsão é de que isto ocorra no inicio de março.
Ficou acertada ainda que a reunião do GT Sipon, com participação paritária de representantes dos trabalhadores e da empresa, será realizada em meados de março.
Compensadores
A Contraf/CUT reivindicou que a incorporação do adicional noturno seja estendida a todos os empregados que trabalhavam na extinta área de compensação de cheques, e não só àqueles com no mínimo 10 anos no exercício da função. Há casos de bancários que recebem o benefício, apesar de não possuírem os 10 anos de função. Hoje, há 120 empregados nessa situação.
A Caixa ainda estuda internamente a possibilidade de atender essa reivindicação, pendente desde fevereiro do ano passado. Na próxima rodada de negociações permanentes, a empresa se posicionará sobre o assunto.
Protocolo de combate ao assédio moral
Os problemas permanecem. Isto porque a Caixa não vem dando a importância devida para os casos denunciados de empregados ainda vítimas de assédio moral. Ao protestar contra essa situação, a Contraf/CUT cobrou o fim destas práticas e lembrou que a empresa é uma das signatárias de um acordo específico de combate ao assédio moral firmado no âmbito da Fenaban, conhecido como Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho.
A Caixa, por outro lado, alegou que a solução para os casos considerados como assédio moral passa por um rito. Segundo a empresa, as situações denunciadas são encaminhadas a uma comissão de ética, que se encarrega depois de apresentar proposta para resolver o problema.
A representação nacional dos empregados deixou claro, no entanto, a impossibilidade de ser adotada uma proposta-padrão, argumentando que os sindicatos não podem ficar sem uma resposta para os casos denunciados ou então dependentes de uma proposta insatisfatória.
Foi reafirmado à Caixa que o acordo de combate ao assédio moral prevê que, recebida a denúncia, o prazo é de 60 dias corridos para apurar o caso e prestar esclarecimentos ao sindicato. Essa denúncia é apresentada de forma anônima pelos bancários, e não tem como abrir mão disso. Ocorre que, na maioria das vezes, a Caixa não vem cumprindo os prazos estabelecidos pelo Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho.
Representante no Conselho de Administração
Reunido recentemente, e apesar de essa decisão não contar com o aval do Conselho Diretor, o Conselho de Administração da Caixa rejeitou a proposta de alteração do estatuto do banco, para permitir que empregados que não tenham ocupado função de gestor possam concorrer ao cargo.
Houve protesto quanto à recusa da Caixa em atender uma reivindicação considerada legítima pelo movimento nacional dos bancários. Essa exigência, na avaliação da Contraf/CUT, é absurda ao deixar de fora praticamente 90% dos trabalhadores da empresa. E, nesse caso, os empregados repudiam a adoção de qualquer medida restritiva.
A representação nacional dos empregados lembrou ainda que a lei nº 12.353, sancionada em dezembro de 2010, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e regulamentada pela presidenta Dilma em março de 2011, propicia grande salto no processo de democratização da gestão das empresas públicas, contribuindo para a melhoria da condução do patrimônio público.
O impasse no encaminhamento do processo eleitoral para a escolha de representantes dos empregados para o Conselho de Administração foi estabelecido depois que a Caixa decidiu adotar regras restritivas e não previstas na legislação.
Para que essa conquista histórica seja consolidada, a Contraf/CUT conclama a direção do Caixa a abrir mão de pré-requisitos inadequados, não mais protelando a implantação da medida no âmbito do banco.
*Contraf-CUT com Fenae e edição da Fetrafi-RS
Empregados cobram da Caixa solução para problemas nas Ret/PVs
Negociações permamentes foram retomadas na última sexta-feira
Na primeira rodada deste ano das negociações permanentes com a Caixa Econômica Federal, realizada nesta sexta-feira (10), em Brasília, a Contraf-CUT, federações e sindicatos, com a assessoria da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), voltaram a cobrar uma solução para os problemas que os empregados pelo Brasil afora vêm enfrentando depois da retomada, pela empresa, das Ret/PVs - a chamada retaguarda das unidades. O representante dos bancários gaúchos na negociação foi o diretor do Sindicato dos Bancários de Santa Maria, Marcello Carrion.
A luta do movimento nacional dos empregados é para por fim à concentração e ao crescimento da carga de trabalho nas unidades de ponta, provocadas, sobretudo, pela carência de pessoal.
Na reunião, a Contraf-CUT lembrou que a esmagadora maioria dos empregados das retaguardas continua sobrecarregada, existindo situações em que os tesoureiros, por exemplo, se desdobram para ajudar no atendimento, muitas vezes sozinhos, sendo obrigados a transportar dinheiro e abastecer os terminais de caixa eletrônico, além das atividades pertinentes às suas funções.
Em muitas unidades, tesoureiros e Técnicos de Operação de Retaguarda (TORs) estão assumindo funções semelhantes, o que configura uma irregularidade, dado o caráter distinto de suas atividades.
Outros problemas recorrentes, segundo as denúncias levadas para a mesa de negociações pelos representantes dos empregados, são a falta de segurança e o espaço físico inadequado de agências e PABs, situações incompatíveis com condições dignas de trabalho. A Caixa reconheceu a natureza estressante das atividades dos tesoureiros, admitindo ser preciso priorizar a questão da segurança.
Em relação às retaguardas, a Caixa informou que as agências vão passar por um processo de dimensionamento. O quantitativo a ser dimensionado é de 5.738 pessoas, mas há ainda a necessidade de alocação de pelo menos 400 novas vagas para as Rerets.
Esse processo ainda está sendo concluído, mas já foi tomada a decisão de contratar 418 novos bancários. Segundo a Caixa, as unidades que estiverem fora das Ret/PVs terão alguns de seus serviços centralizados, para diminuir a carga de trabalho. A empresa também pretende automatizar processos.
A Contraf-CUT deixou claro que a solução para as demandas das retaguardas passa por dimensionar a rotina de trabalho e de atividades da área, com base nas peculiaridades locais. Foi reivindicada a valorização da carreira para os empregados que serão atingidos pelo modelo de Ret/PV a ser implantado, de modo a que sejam evitadas situações como as do não cumprimento do horário de almoço, a extrapolação da jornada sem registro correto, os descontos de valores por falhas tecnológicas do sistema e as relacionadas às férias interrompidas.
Para Jair Pedro Ferreira, coordenador da CEE/Caixa e vice-presidente da Fenae, é fundamental a mobilização dos trabalhadores neste início de ano, para reforçar as reivindicações nas negociações permanentes com a empresa.
PCS: promoção por mérito
A Caixa pretende revisar o modelo em vigor. Uma proposta consolidada será apresentada pela empresa nos próximos dias 6 e 7 de março, quando se reúne a comissão composta por representantes do banco e dos empregados, com o propósito de definir as regras para a avaliação da promoção por mérito referente ao ano-base 2012 e aos critérios a serem adotados em 2013.
A Contraf/CUT cobrou uma averiguação do que foi conseguido implantar no ano passado, já que essa análise é imprescindível para corrigir eventuais problemas.
Foi denunciada a existência de casos de empregados que não conseguem receber o delta porque estão impossibilitados de fazer os cursos de qualificação disponibilizados pela Universidade/Caixa, devido, principalmente, à falta de tempo para acessar a intranet do banco e efetuar a inscrição.
A reivindicação da Contraf/CUT é para que haja isonomia na distribuição de deltas, de modo a que nenhum empregado venha a ser prejudicado. O percentual a ser distribuído será divulgado pela empresa logo depois do carnaval.
Os representantes dos empregados defendem que o processo de distribuição de deltas seja permanentemente aperfeiçoado. A Universidade/Caixa, por outro lado, é vista como uma boa ferramenta de avaliação, desde que sejam criadas condições para que os empregados façam os cursos no horário normal de sua jornada. Inovações precisam ser adotadas na trilha da Universidade/Caixa, para modificação ou inclusão de itens, com possibilidade de mudança do peso atribuído a essa forma de avaliação.
Também está em estudo mudanças na descrição dos critérios subjetivos e objetivos, com a finalidade de melhorá-los cada vez mais. O aprimoramento desses critérios é necessário para evitar injustiças e favorecimentos indevidos, de modo a que o maior número possível de trabalhadores evolua na carreira. A Contraf/CUT luta para que o bancário se envolva de forma mais efetiva no processo sobre a dinâmica da avaliação.
Horas extras
O excesso de horas extras sobrecarrega os empregados na rede de agências. A Contraf/CUT - CEE/Caixa lembrou que o cumprimento de uma jornada além do horário convencional coloca em risco a saúde do trabalhador, que fica exposto a erros pela carga excessiva de trabalho, e compromete a segurança da agência como um todo.
Foi denunciado, por exemplo, que gestores vêm pressionando os empregados a fazerem a compensação das horas trabalhadas a mais de forma vinculada à política de metas abusivas cobradas pelo banco, existindo situações em que o bancário deixa o serviço de lado para bater o ponto.
A Contraf/CUT também contestou a posição da Caixa de subordinar a compensação de horas extras ao AVGestão, pois isto sobrecarrega ainda mais os empregados. Foi lembrado que situações como essa ocorrem devido, sobretudo, à falta de trabalhadores nas unidades.
CCV específica sobre 7ª e 8ª hora
A Caixa apresentou uma minuta aos representantes dos empregados, e a proposta é firmar um termo aditivo às Comissões de Conciliações Voluntárias (CCVs) já existentes. A previsão é de que esse processo seja implantado no início de março.
O compromisso assumido anteriormente previa a implantação da CCV para os empregados da ativa que quisessem reivindicar direitos referentes à 7ª e 8ª hora dos cargos de natureza técnica, tendo como base o mês de setembro de 2011. O movimento deixou claro, no entanto, que não aceita nada além daquilo que estiver acordado entre as partes.
Modelo de PLR
Será realizada em março uma reunião da comissão paritária a ser formada por representantes dos trabalhadores e da empresa, com o propósito de debater uma proposta específica de modelo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) na Caixa, respeitando-se a regra básica acordada com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Aposentados
Foi cobrada uma solução para os problemas ainda existentes em relação ao pagamento indevido de tarifas bancárias pelos aposentados. A Caixa também demora em alterar o valor das taxas de juros do cheque, o que vem prejudicando o segmento.
Pressionada a esse respeito, a empresa assumiu o compromisso de devolver tudo aquilo que for debitado indevidamente. Também será feito o estorno para os casos já ocorridos. A ideia da Caixa é resolver definitivamente essa situação até o dia 8 de março.
Sistema de Ponto Eletrônico
A Contraf/CUT voltou a reivindicar a extinção do registro de horas negativas do Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon), assim como a adoção de login único para acesso aos sistemas corporativos.
Em resposta a essa reivindicação, a Caixa informou que o processo relativo ao login único está praticamente pronto, com implantação tão logo seja concluída a avaliação por desempenho da promoção por mérito. A previsão é de que isto ocorra no inicio de março.
Ficou acertada ainda que a reunião do GT Sipon, com participação paritária de representantes dos trabalhadores e da empresa, será realizada em meados de março.
Compensadores
A Contraf/CUT reivindicou que a incorporação do adicional noturno seja estendida a todos os empregados que trabalhavam na extinta área de compensação de cheques, e não só àqueles com no mínimo 10 anos no exercício da função. Há casos de bancários que recebem o benefício, apesar de não possuírem os 10 anos de função. Hoje, há 120 empregados nessa situação.
A Caixa ainda estuda internamente a possibilidade de atender essa reivindicação, pendente desde fevereiro do ano passado. Na próxima rodada de negociações permanentes, a empresa se posicionará sobre o assunto.
Protocolo de combate ao assédio moral
Os problemas permanecem. Isto porque a Caixa não vem dando a importância devida para os casos denunciados de empregados ainda vítimas de assédio moral. Ao protestar contra essa situação, a Contraf/CUT cobrou o fim destas práticas e lembrou que a empresa é uma das signatárias de um acordo específico de combate ao assédio moral firmado no âmbito da Fenaban, conhecido como Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho.
A Caixa, por outro lado, alegou que a solução para os casos considerados como assédio moral passa por um rito. Segundo a empresa, as situações denunciadas são encaminhadas a uma comissão de ética, que se encarrega depois de apresentar proposta para resolver o problema.
A representação nacional dos empregados deixou claro, no entanto, a impossibilidade de ser adotada uma proposta-padrão, argumentando que os sindicatos não podem ficar sem uma resposta para os casos denunciados ou então dependentes de uma proposta insatisfatória.
Foi reafirmado à Caixa que o acordo de combate ao assédio moral prevê que, recebida a denúncia, o prazo é de 60 dias corridos para apurar o caso e prestar esclarecimentos ao sindicato. Essa denúncia é apresentada de forma anônima pelos bancários, e não tem como abrir mão disso. Ocorre que, na maioria das vezes, a Caixa não vem cumprindo os prazos estabelecidos pelo Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho.
Representante no Conselho de Administração
Reunido recentemente, e apesar de essa decisão não contar com o aval do Conselho Diretor, o Conselho de Administração da Caixa rejeitou a proposta de alteração do estatuto do banco, para permitir que empregados que não tenham ocupado função de gestor possam concorrer ao cargo.
Houve protesto quanto à recusa da Caixa em atender uma reivindicação considerada legítima pelo movimento nacional dos bancários. Essa exigência, na avaliação da Contraf/CUT, é absurda ao deixar de fora praticamente 90% dos trabalhadores da empresa. E, nesse caso, os empregados repudiam a adoção de qualquer medida restritiva.
A representação nacional dos empregados lembrou ainda que a lei nº 12.353, sancionada em dezembro de 2010, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e regulamentada pela presidenta Dilma em março de 2011, propicia grande salto no processo de democratização da gestão das empresas públicas, contribuindo para a melhoria da condução do patrimônio público.
O impasse no encaminhamento do processo eleitoral para a escolha de representantes dos empregados para o Conselho de Administração foi estabelecido depois que a Caixa decidiu adotar regras restritivas e não previstas na legislação.
Para que essa conquista histórica seja consolidada, a Contraf/CUT conclama a direção do Caixa a abrir mão de pré-requisitos inadequados, não mais protelando a implantação da medida no âmbito do banco.
*Contraf-CUT com Fenae e edição da Fetrafi-RS
Na primeira rodada deste ano das negociações permanentes com a Caixa Econômica Federal, realizada nesta sexta-feira (10), em Brasília, a Contraf-CUT, federações e sindicatos, com a assessoria da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), voltaram a cobrar uma solução para os problemas que os empregados pelo Brasil afora vêm enfrentando depois da retomada, pela empresa, das Ret/PVs - a chamada retaguarda das unidades. O representante dos bancários gaúchos na negociação foi o diretor do Sindicato dos Bancários de Santa Maria, Marcello Carrion.
A luta do movimento nacional dos empregados é para por fim à concentração e ao crescimento da carga de trabalho nas unidades de ponta, provocadas, sobretudo, pela carência de pessoal.
Na reunião, a Contraf-CUT lembrou que a esmagadora maioria dos empregados das retaguardas continua sobrecarregada, existindo situações em que os tesoureiros, por exemplo, se desdobram para ajudar no atendimento, muitas vezes sozinhos, sendo obrigados a transportar dinheiro e abastecer os terminais de caixa eletrônico, além das atividades pertinentes às suas funções.
Em muitas unidades, tesoureiros e Técnicos de Operação de Retaguarda (TORs) estão assumindo funções semelhantes, o que configura uma irregularidade, dado o caráter distinto de suas atividades.
Outros problemas recorrentes, segundo as denúncias levadas para a mesa de negociações pelos representantes dos empregados, são a falta de segurança e o espaço físico inadequado de agências e PABs, situações incompatíveis com condições dignas de trabalho. A Caixa reconheceu a natureza estressante das atividades dos tesoureiros, admitindo ser preciso priorizar a questão da segurança.
Em relação às retaguardas, a Caixa informou que as agências vão passar por um processo de dimensionamento. O quantitativo a ser dimensionado é de 5.738 pessoas, mas há ainda a necessidade de alocação de pelo menos 400 novas vagas para as Rerets.
Esse processo ainda está sendo concluído, mas já foi tomada a decisão de contratar 418 novos bancários. Segundo a Caixa, as unidades que estiverem fora das Ret/PVs terão alguns de seus serviços centralizados, para diminuir a carga de trabalho. A empresa também pretende automatizar processos.
A Contraf-CUT deixou claro que a solução para as demandas das retaguardas passa por dimensionar a rotina de trabalho e de atividades da área, com base nas peculiaridades locais. Foi reivindicada a valorização da carreira para os empregados que serão atingidos pelo modelo de Ret/PV a ser implantado, de modo a que sejam evitadas situações como as do não cumprimento do horário de almoço, a extrapolação da jornada sem registro correto, os descontos de valores por falhas tecnológicas do sistema e as relacionadas às férias interrompidas.
Para Jair Pedro Ferreira, coordenador da CEE/Caixa e vice-presidente da Fenae, é fundamental a mobilização dos trabalhadores neste início de ano, para reforçar as reivindicações nas negociações permanentes com a empresa.
PCS: promoção por mérito
A Caixa pretende revisar o modelo em vigor. Uma proposta consolidada será apresentada pela empresa nos próximos dias 6 e 7 de março, quando se reúne a comissão composta por representantes do banco e dos empregados, com o propósito de definir as regras para a avaliação da promoção por mérito referente ao ano-base 2012 e aos critérios a serem adotados em 2013.
A Contraf/CUT cobrou uma averiguação do que foi conseguido implantar no ano passado, já que essa análise é imprescindível para corrigir eventuais problemas.
Foi denunciada a existência de casos de empregados que não conseguem receber o delta porque estão impossibilitados de fazer os cursos de qualificação disponibilizados pela Universidade/Caixa, devido, principalmente, à falta de tempo para acessar a intranet do banco e efetuar a inscrição.
A reivindicação da Contraf/CUT é para que haja isonomia na distribuição de deltas, de modo a que nenhum empregado venha a ser prejudicado. O percentual a ser distribuído será divulgado pela empresa logo depois do carnaval.
Os representantes dos empregados defendem que o processo de distribuição de deltas seja permanentemente aperfeiçoado. A Universidade/Caixa, por outro lado, é vista como uma boa ferramenta de avaliação, desde que sejam criadas condições para que os empregados façam os cursos no horário normal de sua jornada. Inovações precisam ser adotadas na trilha da Universidade/Caixa, para modificação ou inclusão de itens, com possibilidade de mudança do peso atribuído a essa forma de avaliação.
Também está em estudo mudanças na descrição dos critérios subjetivos e objetivos, com a finalidade de melhorá-los cada vez mais. O aprimoramento desses critérios é necessário para evitar injustiças e favorecimentos indevidos, de modo a que o maior número possível de trabalhadores evolua na carreira. A Contraf/CUT luta para que o bancário se envolva de forma mais efetiva no processo sobre a dinâmica da avaliação.
Horas extras
O excesso de horas extras sobrecarrega os empregados na rede de agências. A Contraf/CUT - CEE/Caixa lembrou que o cumprimento de uma jornada além do horário convencional coloca em risco a saúde do trabalhador, que fica exposto a erros pela carga excessiva de trabalho, e compromete a segurança da agência como um todo.
Foi denunciado, por exemplo, que gestores vêm pressionando os empregados a fazerem a compensação das horas trabalhadas a mais de forma vinculada à política de metas abusivas cobradas pelo banco, existindo situações em que o bancário deixa o serviço de lado para bater o ponto.
A Contraf/CUT também contestou a posição da Caixa de subordinar a compensação de horas extras ao AVGestão, pois isto sobrecarrega ainda mais os empregados. Foi lembrado que situações como essa ocorrem devido, sobretudo, à falta de trabalhadores nas unidades.
CCV específica sobre 7ª e 8ª hora
A Caixa apresentou uma minuta aos representantes dos empregados, e a proposta é firmar um termo aditivo às Comissões de Conciliações Voluntárias (CCVs) já existentes. A previsão é de que esse processo seja implantado no início de março.
O compromisso assumido anteriormente previa a implantação da CCV para os empregados da ativa que quisessem reivindicar direitos referentes à 7ª e 8ª hora dos cargos de natureza técnica, tendo como base o mês de setembro de 2011. O movimento deixou claro, no entanto, que não aceita nada além daquilo que estiver acordado entre as partes.
Modelo de PLR
Será realizada em março uma reunião da comissão paritária a ser formada por representantes dos trabalhadores e da empresa, com o propósito de debater uma proposta específica de modelo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) na Caixa, respeitando-se a regra básica acordada com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Aposentados
Foi cobrada uma solução para os problemas ainda existentes em relação ao pagamento indevido de tarifas bancárias pelos aposentados. A Caixa também demora em alterar o valor das taxas de juros do cheque, o que vem prejudicando o segmento.
Pressionada a esse respeito, a empresa assumiu o compromisso de devolver tudo aquilo que for debitado indevidamente. Também será feito o estorno para os casos já ocorridos. A ideia da Caixa é resolver definitivamente essa situação até o dia 8 de março.
Sistema de Ponto Eletrônico
A Contraf/CUT voltou a reivindicar a extinção do registro de horas negativas do Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon), assim como a adoção de login único para acesso aos sistemas corporativos.
Em resposta a essa reivindicação, a Caixa informou que o processo relativo ao login único está praticamente pronto, com implantação tão logo seja concluída a avaliação por desempenho da promoção por mérito. A previsão é de que isto ocorra no inicio de março.
Ficou acertada ainda que a reunião do GT Sipon, com participação paritária de representantes dos trabalhadores e da empresa, será realizada em meados de março.
Compensadores
A Contraf/CUT reivindicou que a incorporação do adicional noturno seja estendida a todos os empregados que trabalhavam na extinta área de compensação de cheques, e não só àqueles com no mínimo 10 anos no exercício da função. Há casos de bancários que recebem o benefício, apesar de não possuírem os 10 anos de função. Hoje, há 120 empregados nessa situação.
A Caixa ainda estuda internamente a possibilidade de atender essa reivindicação, pendente desde fevereiro do ano passado. Na próxima rodada de negociações permanentes, a empresa se posicionará sobre o assunto.
Protocolo de combate ao assédio moral
Os problemas permanecem. Isto porque a Caixa não vem dando a importância devida para os casos denunciados de empregados ainda vítimas de assédio moral. Ao protestar contra essa situação, a Contraf/CUT cobrou o fim destas práticas e lembrou que a empresa é uma das signatárias de um acordo específico de combate ao assédio moral firmado no âmbito da Fenaban, conhecido como Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho.
A Caixa, por outro lado, alegou que a solução para os casos considerados como assédio moral passa por um rito. Segundo a empresa, as situações denunciadas são encaminhadas a uma comissão de ética, que se encarrega depois de apresentar proposta para resolver o problema.
A representação nacional dos empregados deixou claro, no entanto, a impossibilidade de ser adotada uma proposta-padrão, argumentando que os sindicatos não podem ficar sem uma resposta para os casos denunciados ou então dependentes de uma proposta insatisfatória.
Foi reafirmado à Caixa que o acordo de combate ao assédio moral prevê que, recebida a denúncia, o prazo é de 60 dias corridos para apurar o caso e prestar esclarecimentos ao sindicato. Essa denúncia é apresentada de forma anônima pelos bancários, e não tem como abrir mão disso. Ocorre que, na maioria das vezes, a Caixa não vem cumprindo os prazos estabelecidos pelo Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho.
Representante no Conselho de Administração
Reunido recentemente, e apesar de essa decisão não contar com o aval do Conselho Diretor, o Conselho de Administração da Caixa rejeitou a proposta de alteração do estatuto do banco, para permitir que empregados que não tenham ocupado função de gestor possam concorrer ao cargo.
Houve protesto quanto à recusa da Caixa em atender uma reivindicação considerada legítima pelo movimento nacional dos bancários. Essa exigência, na avaliação da Contraf/CUT, é absurda ao deixar de fora praticamente 90% dos trabalhadores da empresa. E, nesse caso, os empregados repudiam a adoção de qualquer medida restritiva.
A representação nacional dos empregados lembrou ainda que a lei nº 12.353, sancionada em dezembro de 2010, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e regulamentada pela presidenta Dilma em março de 2011, propicia grande salto no processo de democratização da gestão das empresas públicas, contribuindo para a melhoria da condução do patrimônio público.
O impasse no encaminhamento do processo eleitoral para a escolha de representantes dos empregados para o Conselho de Administração foi estabelecido depois que a Caixa decidiu adotar regras restritivas e não previstas na legislação.
Para que essa conquista histórica seja consolidada, a Contraf/CUT conclama a direção do Caixa a abrir mão de pré-requisitos inadequados, não mais protelando a implantação da medida no âmbito do banco.
*Contraf-CUT com Fenae e edição da Fetrafi-RS
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Banrisul confirma pagamento de diferenças referentes à PLR de 2011
Valores serão incluídos na folha do dia 24 de fevereiro
O Banrisul fará o pagamento das diferenças referentes à PLR de 2001 no dia 24 de fevereiro, sexta-feira. A direção da Fetrafi-RS entrou em contato com o presidente do banco, Túlio Zamin, na última segunda-feira (06), reivindicando a antecipação do pagamento, que de acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, pode ser efetuado até o mês de março. A antecipação foi confirmada por Zamin à Fetrafi-RS na manhã desta quinta-feira.
Além disso, o Banrisul também anunciou que irá pagar até o dia 16 de fevereiro, a premiação referente à campanha de recuperação de créditos em liquidação. Ainda na próxima semana será publicada a resolução, informando o número de vagas relativas às promoções regulamentares de 2012, conforme foi estabelecido durante as negociações específicas da Campanha Salarial 2011.
Para lembrar
Em 25 de outubro de 2011 o Banrisul antecipou o pagamento da PLR, regra básica e adicional, em parcela única, com base em projeção feita a partir dos números apurados até agosto de 2011.
Afastados para tratamento de Saúde
A Fetrafi-RS já reivindicou à direção do banco o pagamento das diferenças de PLR aos banrisulenses afastados para tratamento de saúde. O Banrisul pediu prazo até a próxima semana para definir a data do pagamento.
*Fetrafi-RS
O Banrisul fará o pagamento das diferenças referentes à PLR de 2001 no dia 24 de fevereiro, sexta-feira. A direção da Fetrafi-RS entrou em contato com o presidente do banco, Túlio Zamin, na última segunda-feira (06), reivindicando a antecipação do pagamento, que de acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, pode ser efetuado até o mês de março. A antecipação foi confirmada por Zamin à Fetrafi-RS na manhã desta quinta-feira.
Além disso, o Banrisul também anunciou que irá pagar até o dia 16 de fevereiro, a premiação referente à campanha de recuperação de créditos em liquidação. Ainda na próxima semana será publicada a resolução, informando o número de vagas relativas às promoções regulamentares de 2012, conforme foi estabelecido durante as negociações específicas da Campanha Salarial 2011.
Para lembrar
Em 25 de outubro de 2011 o Banrisul antecipou o pagamento da PLR, regra básica e adicional, em parcela única, com base em projeção feita a partir dos números apurados até agosto de 2011.
Afastados para tratamento de Saúde
A Fetrafi-RS já reivindicou à direção do banco o pagamento das diferenças de PLR aos banrisulenses afastados para tratamento de saúde. O Banrisul pediu prazo até a próxima semana para definir a data do pagamento.
*Fetrafi-RS
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Oficina dos bancários no FST reforça regulação do sistema financeiro
"A regulamentação do sistema financeiro deve atender os interesses da sociedade e não os dos bancos." A avaliação é da professora e economista da Unicamp, Maria Alejandra Madi, que fez palestra durante a oficina "Outro Sistema Financeiro é Preciso", realizada na tarde desta sexta-feira (27), no auditório da Casa dos Bancários, em Porto Alegre, dentro da programação do Fórum Social Temático (FST) 2012, que tem como tema "Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental".
Mais de 50 pessoas participaram da atividade, promovida pela Contraf-CUT em parceria com o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre (SindBancários), Fetrafi-RS e CUT-RS. Estiveram presentes dirigentes sindicais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro.
A mesa da abertura foi integrada pelo secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr, a presidenta em exercício do SindBancários, Rachel Weber, e o diretor de formação da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha.
"Desde o início do Fórum Social Mundial, em 2001, os bancários vêm cobrando a regulamentação do sistema financeiro. Este ano não podia ser diferente, ainda mais depois da crise financeira nos Estados Unidos e na Europa", disse Ademir. "Está na hora de realizar uma conferência nacional sobre o sistema financeiro, a fim de ouvir a sociedade sobre a atuação dos bancos, que dependem de autorização do Banco Central (BC), mas não atendem os interesses da sociedade", destacou o diretor da Contraf-CUT.
Rachel disse que "a oficina sobre o sistema financeiro é importante e está inserida no conjunto de atividades do SindBancários no FST". Um dos destaques foi o lançamento com debate do livro "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr, ocorrido na quarta-feira (25). A obra avalia a farra das privatizações no governo FHC, que entregou vários bancos estatais aos banqueiros nacionais e estrangeiros.
O diretor da Fetrafi-RS ressaltou que a luta pela regulamentação do sistema financeiro não pode ser exclusiva dos bancários, mas devem ser protagonistas. "Já na década de 90 os bancários construíram um projeto de lei para regulamentar o artigo 192 da Constituição Federal que trata do sistema financeiro", lembrou. "Precisamos aprofundar esse debate e envolver o conjunto da sociedade", assinalou.
Bancos zumbis, caixas pretas e sem regulação
A professora fez uma palestra de quase uma hora, apontando que "a crise financeira de 2008 ainda não acabou" e comparou os bancos a zumbis. "São mortos vivos", explicou. "Desde o início da crise, não há sinais de melhora nos bancos da Europa", salientando que "a crise europeia é uma crise soberana" englobando bancos e governos.
Maria Alejandra chamou a atenção que a crise mostrou que os bancos viraram caixas pretas, pois escondem informações e hoje os investidores não confiam neles. "Falta regulamentação e supervisão", ressaltou. "Os bancos passaram dos limites".
Ela observou que, com a crise, os bancos estão fragilizados. O acordo de Basileia III, de 2010, feito com a lógica de "quanto mais riscos, mais capital" e que impõe limites, sofre muitas pressões dos bancos, mesmo com o prazo de implantação das medidas até 2019.
"Muita coisa ainda vai acontecer", previu. "Mas os bancos terão que controlar a alavancagem e ter padrões de liquidez".
A economista alertou que "quem domina as finanças internacionais é o modelo anglo-americano", concentrando as grandes operações (empréstimos, derivativos, câmbio, taxas de juros e fundos). "Qualquer mudança tem que passar pelos Estados Unidos e Inglaterra, porém os bancos não querem mudar nada", enfatizou. Ela contou que o governo Obama possui dois grupos de estudos: um a favor da regulação e outro contrário.
Em relação ao Brasil, Maria Alejandra salientou que os cinco maiores bancos concentram 90% dos ativos. "Isso aumenta o poder dessas instituições", apontou.
Ela lembrou que, em abril de 2003, foi aprovada uma lei que permite a regulamentação fatiada do sistema financeiro, "criando um Frankenstein". Apesar disso, "as atuais normas do sistema financeiro não são resultados de leis e sim de resoluções do Banco Central".
A economista criticou as resoluções do BC que ampliaram a atuação dos correspondentes bancários, o que também precarizou as relações de trabalho. "O Brasil está inserido na dinâmica da maior subordinação da economia ao sistema financeiro", denunciou. Segundo ela, "isso gera problemas de controle, auditoria interna, ouvidoria e fiscalização".
Bônus dos executivos
Maria Alejandra também abordou a resolução 3921, do Banco Central, que trata da remuneração variável dos administradores. Ela obriga os bancos a formar comitês de remuneração, com três integrantes. No mínimo 50% da renda variável deve ser paga em ações ou em instrumentos financeiros baseados em ações.
Ela explicou que os bônus milionários dos executivos foram um dos motivos da crise internacional. "A política de remuneração deve ser compatível com os riscos", observou.
Para Maria Alejandra, a crise oferece oportunidades para mudanças com impactos sobre a sociedade e o futuro dos trabalhadores.
Debates
Após a palestra, os participantes da oficina fizeram vários questionamentos sobre questões como a independência do BC, a ampliação do crédito, o alto spread dos bancos, o endividamento dos clientes, a política de metas abusivas e o papel dos bancos públicos. Também foram apresentadas propostas como a redução das taxas de juros, a taxação sobre as transações financeiras (taxa Tobin) e o fim dos paraísos fiscais.
A professora criticou os juros dos bancos, lembrando as diferenças entre as taxas que algumas instituições praticam aqui e nos países de origem. Ela disse que BB e Caixa deveriam agir para mudar essa realidade. "Os bancos públicos não pode ter a mesma gestão dos bancos privados", afirmou.
Para ela, "o BC ganhou muita autonomia, é o quarto poder da nação, mas deveria estar a serviço da sociedade".
A economista observou ainda que certas questões do sistema financeiro, como o endividamento, podem trazer pressões políticas e ameaças para a cidadania e a democracia, atingindo direitos conquistados pela sociedade.
Avaliação
Para Ademir, a palestra foi muito importante, ampliando o debate, dando continuidade às discussões dos bancários e envolvendo a sociedade. "Foi uma aula de sistema financeiro, economia e cidadania".
"Terminamos 2011 com a realização de um seminário internacional sobre o sistema financeiro, em Santiago do Chile, durante a reunião das redes sindicais dos bancos internacionais da UNI Américas Finanças. E agora começamos 2012 com a oficina sobre a regulamentação do sistema financeiro no FST", apontou.
"O tema é muito complexo e desafiador. Tenho certeza de que é possível mostrar como a sociedade é vítima da ganância dos bancos quando paga tarifas abusivas e os juros mais altos do planeta e ainda sofre com a insegurança", apontou. "Outro sistema financeiro é preciso", concluiu.
Fonte: Contraf-CUT
Mais de 50 pessoas participaram da atividade, promovida pela Contraf-CUT em parceria com o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre (SindBancários), Fetrafi-RS e CUT-RS. Estiveram presentes dirigentes sindicais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro.
A mesa da abertura foi integrada pelo secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr, a presidenta em exercício do SindBancários, Rachel Weber, e o diretor de formação da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha.
"Desde o início do Fórum Social Mundial, em 2001, os bancários vêm cobrando a regulamentação do sistema financeiro. Este ano não podia ser diferente, ainda mais depois da crise financeira nos Estados Unidos e na Europa", disse Ademir. "Está na hora de realizar uma conferência nacional sobre o sistema financeiro, a fim de ouvir a sociedade sobre a atuação dos bancos, que dependem de autorização do Banco Central (BC), mas não atendem os interesses da sociedade", destacou o diretor da Contraf-CUT.
Rachel disse que "a oficina sobre o sistema financeiro é importante e está inserida no conjunto de atividades do SindBancários no FST". Um dos destaques foi o lançamento com debate do livro "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr, ocorrido na quarta-feira (25). A obra avalia a farra das privatizações no governo FHC, que entregou vários bancos estatais aos banqueiros nacionais e estrangeiros.
O diretor da Fetrafi-RS ressaltou que a luta pela regulamentação do sistema financeiro não pode ser exclusiva dos bancários, mas devem ser protagonistas. "Já na década de 90 os bancários construíram um projeto de lei para regulamentar o artigo 192 da Constituição Federal que trata do sistema financeiro", lembrou. "Precisamos aprofundar esse debate e envolver o conjunto da sociedade", assinalou.
Bancos zumbis, caixas pretas e sem regulação
A professora fez uma palestra de quase uma hora, apontando que "a crise financeira de 2008 ainda não acabou" e comparou os bancos a zumbis. "São mortos vivos", explicou. "Desde o início da crise, não há sinais de melhora nos bancos da Europa", salientando que "a crise europeia é uma crise soberana" englobando bancos e governos.
Maria Alejandra chamou a atenção que a crise mostrou que os bancos viraram caixas pretas, pois escondem informações e hoje os investidores não confiam neles. "Falta regulamentação e supervisão", ressaltou. "Os bancos passaram dos limites".
Ela observou que, com a crise, os bancos estão fragilizados. O acordo de Basileia III, de 2010, feito com a lógica de "quanto mais riscos, mais capital" e que impõe limites, sofre muitas pressões dos bancos, mesmo com o prazo de implantação das medidas até 2019.
"Muita coisa ainda vai acontecer", previu. "Mas os bancos terão que controlar a alavancagem e ter padrões de liquidez".
A economista alertou que "quem domina as finanças internacionais é o modelo anglo-americano", concentrando as grandes operações (empréstimos, derivativos, câmbio, taxas de juros e fundos). "Qualquer mudança tem que passar pelos Estados Unidos e Inglaterra, porém os bancos não querem mudar nada", enfatizou. Ela contou que o governo Obama possui dois grupos de estudos: um a favor da regulação e outro contrário.
Em relação ao Brasil, Maria Alejandra salientou que os cinco maiores bancos concentram 90% dos ativos. "Isso aumenta o poder dessas instituições", apontou.
Ela lembrou que, em abril de 2003, foi aprovada uma lei que permite a regulamentação fatiada do sistema financeiro, "criando um Frankenstein". Apesar disso, "as atuais normas do sistema financeiro não são resultados de leis e sim de resoluções do Banco Central".
A economista criticou as resoluções do BC que ampliaram a atuação dos correspondentes bancários, o que também precarizou as relações de trabalho. "O Brasil está inserido na dinâmica da maior subordinação da economia ao sistema financeiro", denunciou. Segundo ela, "isso gera problemas de controle, auditoria interna, ouvidoria e fiscalização".
Bônus dos executivos
Maria Alejandra também abordou a resolução 3921, do Banco Central, que trata da remuneração variável dos administradores. Ela obriga os bancos a formar comitês de remuneração, com três integrantes. No mínimo 50% da renda variável deve ser paga em ações ou em instrumentos financeiros baseados em ações.
Ela explicou que os bônus milionários dos executivos foram um dos motivos da crise internacional. "A política de remuneração deve ser compatível com os riscos", observou.
Para Maria Alejandra, a crise oferece oportunidades para mudanças com impactos sobre a sociedade e o futuro dos trabalhadores.
Debates
Após a palestra, os participantes da oficina fizeram vários questionamentos sobre questões como a independência do BC, a ampliação do crédito, o alto spread dos bancos, o endividamento dos clientes, a política de metas abusivas e o papel dos bancos públicos. Também foram apresentadas propostas como a redução das taxas de juros, a taxação sobre as transações financeiras (taxa Tobin) e o fim dos paraísos fiscais.
A professora criticou os juros dos bancos, lembrando as diferenças entre as taxas que algumas instituições praticam aqui e nos países de origem. Ela disse que BB e Caixa deveriam agir para mudar essa realidade. "Os bancos públicos não pode ter a mesma gestão dos bancos privados", afirmou.
Para ela, "o BC ganhou muita autonomia, é o quarto poder da nação, mas deveria estar a serviço da sociedade".
A economista observou ainda que certas questões do sistema financeiro, como o endividamento, podem trazer pressões políticas e ameaças para a cidadania e a democracia, atingindo direitos conquistados pela sociedade.
Avaliação
Para Ademir, a palestra foi muito importante, ampliando o debate, dando continuidade às discussões dos bancários e envolvendo a sociedade. "Foi uma aula de sistema financeiro, economia e cidadania".
"Terminamos 2011 com a realização de um seminário internacional sobre o sistema financeiro, em Santiago do Chile, durante a reunião das redes sindicais dos bancos internacionais da UNI Américas Finanças. E agora começamos 2012 com a oficina sobre a regulamentação do sistema financeiro no FST", apontou.
"O tema é muito complexo e desafiador. Tenho certeza de que é possível mostrar como a sociedade é vítima da ganância dos bancos quando paga tarifas abusivas e os juros mais altos do planeta e ainda sofre com a insegurança", apontou. "Outro sistema financeiro é preciso", concluiu.
Fonte: Contraf-CUT
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Em reunião com a Fetrafi-RS e o Sindbancários, BB garante que PSO manterá caixas em suas lotações
Banco assegura que os caixas efetivos e gerentes de serviço serão transferidos e efetivados no novo prefixo
Diretores da Fetrafi-RS e SindBancários estiveram reunidos nesta quarta, dia 11, na Casa dos Bancários, com representantes da Gepes e da Plataforma de Suporte Operacional (PSO) do BB para debater sua implementação em Porto Alegre.
Na reunião, realizada a pedido do movimento sindical, os representantes do BB asseguraram que todos os caixas efetivos e gerentes de serviço serão transferidos e efetivados no novo prefixo, entretanto serão mantidos no posto atual. A mudança de lotação ocorrerá somente com a concordância do trabalhador.
No mínimo, será mantida a atual dotação de caixas e os escriturários participarão do processo, entretanto ainda não se sabe a quantidade. Além de Novo Hamburgo, onde quatro agências já operam na PSO e haverá uma quinta em breve, o próximo local onde acontecerá a implementação da plataforma será Porto Alegre, seguido por Santa Maria, Canoas, Pelotas, Caxias, Passo Fundo e Rio Grande.
O BB informou que ainda não foi definido o cronograma de instalação, mas tão logo seja formulado, a Gepes comunicará à Fetrafi-RS para que os sindicatos possam acompanhar o processo e fazer as reuniões com os trabalhadores. Quanto à abrangência da Plataforma, foi comunicado que será centralizada somente nas agências do Varejo. Atacado, Governo e Estilo permanecem como estão.
A Fetrafi-RS e o SindBancários ainda sugeriram que, antes da mudança, o BB realize uma reunião geral com os trabalhadores e em conjunto com os administradores da CSO e da PSO para tirar qualquer dúvida dos funcionários. O BB vai avaliar e se comprometeu a dar a resposta sobre a divulgação do cronograma.
.: Saiba mais sobre o PSO
Outras questões relativas à PSO
Licença-saúde – os caixas que estão em licença-saúde, mas são efetivos, serão transferidos quando do seu retorno ao trabalho.
Carreira – a trava não é aplicada por se tratar de uma reestruturação.
GDP – fica a cargo do gerente de segmento da PSO.
Segurança – segue valendo a IN, que deverá ser observada pelos caixas e respeitada pelas agências.
Metas – farão parte o GAT, disponibilidade das máquinas e preposição.
Sala de autoatendimento – fica a cargo do PSO a ambiência e o abastecimento. O dispensador de senhas e o atendimento continuam com a agência.
ECOA – a verba será contabilizada pelo número de funcionários de cada prefixo. Em caso de ações conjuntas deve haver uma negociação sobre os recursos.
COMPE – ainda sem prazo para ser extinta, tem atualmente tem 30 pessoas vinculadas. O PSO está aberto para estes trabalhadores e a Gepes informou está priorizando quem necessitar de treinamento, especialmente grafoscopia. Interessados devem se manifestar à Gepes.
Avaliação
“A implantação da PSO é mais um aspecto da reestruturação que o BB está passando. Não vamos admitir que os trabalhadores tenham qualquer perda neste processo. Se tiver algum tipo de pressão denuncie ao seu sindicato”, afirma o diretor da Fetrafi-RS, Ronaldo Zeni.
A diretora do SindBancários Cristina Garbinatto observa que os funcionários estão apreensivos com seu futuro. “Nossa principal preocupação é que nenhum trabalhador seja prejudicado. As pessoas estão muito preocupadas que, a cada dia, terão que ir para uma agência diferente. Segundo o banco, isso não acontecerá em Porto Alegre”, explica.
“A transparência no processo só beneficia a empresa e os trabalhadores. Vamos ficar vigilantes e acompanhar a implementação e desenvolvimento da PSO Porto Alegre, conclui o diretor do SindBancários Pedro Loss.
Quem participou da reunião
A FETRAFI-RS esteve representada pelos Diretores Ronaldo Zeni representante do RS na Comissão de Empresa BB e Mauro Cárdena. Já o Sindbanários, pela diretora Cristiana Garbinatto e pelo diretor Pedro Loss.
Pelo BB, participaram a gerente de Gestão de Pessoas (Gepes), Célia Maria, a gerente de Área, Ilda Maria Posterol Silva, o gerente da Rede de Plataforma CSO PR, Sérgio de Oliveira, o gerente PSO POA, Sérgio Michels e o gerente PSO Novo Hamburgo, Eduardo Berwanger.
*Imprensa/SindBancários com edição Fetrafi-RS
Diretores da Fetrafi-RS e SindBancários estiveram reunidos nesta quarta, dia 11, na Casa dos Bancários, com representantes da Gepes e da Plataforma de Suporte Operacional (PSO) do BB para debater sua implementação em Porto Alegre.
Na reunião, realizada a pedido do movimento sindical, os representantes do BB asseguraram que todos os caixas efetivos e gerentes de serviço serão transferidos e efetivados no novo prefixo, entretanto serão mantidos no posto atual. A mudança de lotação ocorrerá somente com a concordância do trabalhador.
No mínimo, será mantida a atual dotação de caixas e os escriturários participarão do processo, entretanto ainda não se sabe a quantidade. Além de Novo Hamburgo, onde quatro agências já operam na PSO e haverá uma quinta em breve, o próximo local onde acontecerá a implementação da plataforma será Porto Alegre, seguido por Santa Maria, Canoas, Pelotas, Caxias, Passo Fundo e Rio Grande.
O BB informou que ainda não foi definido o cronograma de instalação, mas tão logo seja formulado, a Gepes comunicará à Fetrafi-RS para que os sindicatos possam acompanhar o processo e fazer as reuniões com os trabalhadores. Quanto à abrangência da Plataforma, foi comunicado que será centralizada somente nas agências do Varejo. Atacado, Governo e Estilo permanecem como estão.
A Fetrafi-RS e o SindBancários ainda sugeriram que, antes da mudança, o BB realize uma reunião geral com os trabalhadores e em conjunto com os administradores da CSO e da PSO para tirar qualquer dúvida dos funcionários. O BB vai avaliar e se comprometeu a dar a resposta sobre a divulgação do cronograma.
.: Saiba mais sobre o PSO
Outras questões relativas à PSO
Licença-saúde – os caixas que estão em licença-saúde, mas são efetivos, serão transferidos quando do seu retorno ao trabalho.
Carreira – a trava não é aplicada por se tratar de uma reestruturação.
GDP – fica a cargo do gerente de segmento da PSO.
Segurança – segue valendo a IN, que deverá ser observada pelos caixas e respeitada pelas agências.
Metas – farão parte o GAT, disponibilidade das máquinas e preposição.
Sala de autoatendimento – fica a cargo do PSO a ambiência e o abastecimento. O dispensador de senhas e o atendimento continuam com a agência.
ECOA – a verba será contabilizada pelo número de funcionários de cada prefixo. Em caso de ações conjuntas deve haver uma negociação sobre os recursos.
COMPE – ainda sem prazo para ser extinta, tem atualmente tem 30 pessoas vinculadas. O PSO está aberto para estes trabalhadores e a Gepes informou está priorizando quem necessitar de treinamento, especialmente grafoscopia. Interessados devem se manifestar à Gepes.
Avaliação
“A implantação da PSO é mais um aspecto da reestruturação que o BB está passando. Não vamos admitir que os trabalhadores tenham qualquer perda neste processo. Se tiver algum tipo de pressão denuncie ao seu sindicato”, afirma o diretor da Fetrafi-RS, Ronaldo Zeni.
A diretora do SindBancários Cristina Garbinatto observa que os funcionários estão apreensivos com seu futuro. “Nossa principal preocupação é que nenhum trabalhador seja prejudicado. As pessoas estão muito preocupadas que, a cada dia, terão que ir para uma agência diferente. Segundo o banco, isso não acontecerá em Porto Alegre”, explica.
“A transparência no processo só beneficia a empresa e os trabalhadores. Vamos ficar vigilantes e acompanhar a implementação e desenvolvimento da PSO Porto Alegre, conclui o diretor do SindBancários Pedro Loss.
Quem participou da reunião
A FETRAFI-RS esteve representada pelos Diretores Ronaldo Zeni representante do RS na Comissão de Empresa BB e Mauro Cárdena. Já o Sindbanários, pela diretora Cristiana Garbinatto e pelo diretor Pedro Loss.
Pelo BB, participaram a gerente de Gestão de Pessoas (Gepes), Célia Maria, a gerente de Área, Ilda Maria Posterol Silva, o gerente da Rede de Plataforma CSO PR, Sérgio de Oliveira, o gerente PSO POA, Sérgio Michels e o gerente PSO Novo Hamburgo, Eduardo Berwanger.
*Imprensa/SindBancários com edição Fetrafi-RS
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