sexta-feira, 16 de março de 2012

Comissão de Empresa questiona programa de metas do BB

Bancários criticam individualização das metas

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, integrada pela Contraf-CUT, federações e sindicatos, esteve reunida nesta terça-feira (13) com os representantes da instituição, em Brasília, para debater o novo programa de metas - o Sinergia BB.

Após a apresentação feita pelo banco sobre as linhas gerais do programa, foi exposta pela representação dos funcionários uma série de problemas e incertezas que o novo programa vem causando na rede de varejo no que diz respeito à forma como as dependências serão avaliadas em seus resultados, ao final do semestre.

Os sindicatos ouviram os trabalhadores e uma das críticas apontadas é com relação à individualização das metas nas carteiras de clientes. Muitos gestores afirmam que antes, no antigo acordo de trabalho, tinham condições de gerir e acompanhar a evolução dos resultados na dependência como um todo e, agora, não é mais possível essa administração geral da agência. Por isso, o movimento sindical não aceita a individualização das metas e também não admite que existam rankings.

Jornada de 6 horas

Além do debate sobre o programa de metas Sinergia BB, a Contraf/CUT cobrou que o banco negocie a jornada de 6 horas para os comissionados sem redução de salário.

Saúde

Os representantes dos bancários afirmaram que a Contraf-CUT espera uma resposta do banco com relação à posição de seus representantes indicados no Conselho Deliberativo da Cassi para votarem a adequação da caixa de assistência em relação à resolução 254, da Agência Nacional da Saúde. O conselho se reunirá na próxima semana em sua reunião mensal e a Contraf-CUT protocolou junto ao banco pedido para a regularização.

Também foram discutidas questões regionais, como a retirada de portas giratórias em função do projeto Nova Ambiência e a questão do assédio moral. O banco respondeu que está respeitando a legislação local em relação às portas de segurança.

Dia Nacional de Luta

A Comissão de Empresa definiu a data de 28 de março como novo Dia Nacional de Luta pela Jornada de 6 horas para todos, sem redução de salários. Além disso, o dia de luta cobrará propostas efetivas do banco para as questões que estão na mesa de negociação permanente, como melhorias do plano de carreira e soluções para os trabalhadores oriundos de bancos incorporados.
“O Banco do Brasil tem agido com base no mercado, reproduzindo as piores práticas de violência organizacional através da cobrança das metas, gerando o adoecimento generalizado dos seus trabalhadores. Precisamos mudar urgentemente esta orientação para ter novamente um Banco do Brasil, verdadeiramente público que retome a sua condição de vanguarda na construção das relações trabalhistas e de fomento ao desenvolvimento social. Este modelo não serve aos trabalhadores e não interessa ao Brasil”, afirma o diretor da Fetrafi-RS e titular da Comissão de Empresa do BB, Ronaldo Zeni.

Nova reunião

Foi definido que na próxima negociação entre a Contraf-CUT e o BB a questão do Banco Postal entrará na pauta.

*Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS

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