sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Banrisul cumpre reivindicação e resolve a polêmica sobre compensação

Banco diz que critérios devem ser baseados no bom senso

O movimento sindical tem travado uma batalha intensa com os bancos que a partir de uma interpretação equivocada cometem abusos na hora de efetuar a compensação de horas da greve. Este ano o movimento se manteve por 22 dias no Banrisul e em algumas unidades da Caixa e 21 dias nos bancos privados. Entretanto, os bancos têm cometido exageros na compensação, obrigando os bancários a fazer duas horas diárias a mais, mesmo que não haja trabalho acumulado.

A Caixa tem sido o pior exemplo quando trata de interpretar a cláusula, usando a compensação como instrumento de punição contra grevistas.
Graças ao diálogo estabelecido nas negociações com a diretoria do Banrisul, o banco emitiu comunicado interno, que pretende por fim as diversas interpretações de gestores das unidades sobre a compensação.
O comunicado interno, enviado aos funcionários nesta quinta-feira, reafirma que a compensação dos dias parados na greve deve estar baseada no espírito colaborativo e no bom senso de ambas as partes. O banco também destaca que a compensação não deve prejudicar acordos firmados antes da greve ou desrespeitar direitos como o abono assiduidade ou férias dos banrisulenses.

De acordo com a instituição, o objetivo da compensação é atualizar possíveis tarefas acumuladas a fim de não prejudicar o funcionamento da rede de atendimento e os interesses dos clientes. Por outro lado, o Banrisul observa que compensação não pode ser usada como mecanismo de punição contra bancários grevistas e em hipótese alguma pode se tornar um mecanismo de punição ou forma de resolver ressentimentos.

“...salientamos às Administrações que viabilizem a execução das referidas compensações, procurando flexibilizar, caso necessário, compensações no início ou no final do expediente.”, finaliza o banco através do comunicado.

“A atitude do Banrisul está correta e veio na hora certa. A compensação e horas da greve deve ser acordada com os trabalhadores, considerando as necessidades das instituições e a disponibilidade dos funcionários. Recebemos diversas denúncias de abusos cometidos por outros bancos, que mesmo sem acúmulo de trabalho estão obrigando os bancários a permanecer na agência. Isto se tornou uma espécie de castigo, que na verdade caracteriza mais uma forma de assédio moral contra os bancários”, analisa a diretora da Fetrafi-RS, Denise Corrêa.

*Imprensa Fetrafi-RS

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